Segunda-feira, 7 de Agosto de 2017

TOPONÍMIA SINTRENSE - ALFAQUIQUES

No território do município de Sintra, encontramos diversas localidades cujo nome teve origem no tempo da dominação árabe. Alguns topónimos desta espécie são singulares, únicos  em Portugal, um deles: ALFAQUIQUES, povoação da Freguesia de São João das Lampas. A explicação do significado usualmente aceite é derivar do vocábulo: Alfaqui com o qual muçulmanos designam: clérigo ou jurista, doutor, sábio..

Investigando com cuidado, a nossa versão é diferente. Alfaquiques, corruptela de Alfaqueque que significa correio portador de noticias emissário, individuo encarregue de proceder a libertação de cativos, prisioneiros de guerra.

Curiosamente segundo as memórias paroquiais 1758, os habitantes da freguesia das "lampas",  "tem   o privilégio de se não fazerem soldados, pelo trabalho que tem de fazerem vigia ao mar". Neste trecho da costa marítima portuguesa actividade dos corsários era intensa durante séculos. Sítio de guerra quase permanente.

Alfaquiques situada num cume, do qual a vista alcança ampla porção de oceano, é apropriado a permanência de vigilante, depois iria levar a alcáçova de Sintra noticias do avistado mar dentro.

Alfaqueque, consequência do pouco cuidado da escrita passou a Alfaquique originando confusão, Alfaquiques ,devia ser ALFAQUEQUES, terra do correio,ou melhor do carteiro castrense, não a que o vulgo adoptou.

A  fonte da localidade fomos "beber" inspiração para chegar a nossa conclusão.

 

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Publicado por Júlio Cortez Fernandes às 16:37
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Terça-feira, 1 de Agosto de 2017

TOPONIMIA SINTRENSE - ALDEIA DO MUSEU

No percurso rodoviário de Sintra à Ericeira, praticamente a meio caminho, num importante cruzamento viário surge Odrinhas, progressiva localidade, com sinais de dinamismo económico e habitacional que dentro de pouco tempo será mais populosa e importante que sede de Freguesia São João das Lampas, à qual pertence.

Aqui encontramos o Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas, dos mais representativos na temática de epigrafia romana. Sempre senti certo fascínio por Odrinhas, algumas vezes cogitei acerca do significado do topónimo.

Odrinhas parece derivar de "odre": vasilha de pele de caprino, antigamente utilizada no transporte, líquidos, principalmente azeite e vinho. Seria fácil, se estamos a ver que é assim, está errado. Emile Durkheim, ensinava  devemos fugir das evidencias, nada é simples, aparências iludem

O território  de Odrinhas, durante séculos serviu de pasto ao gado, povoado geograficamente, colocação excelente a estrada sempre aqui passou. Sintra durante séculos, famosa pela manteiga  do seu termo. O leite para confeccionar, provinha em boa parte do planalto de São João dos Porqueiros, mais tarde mudado para "Lampas" cultivava-se: cevada, destinada a alimentação animal.

O sitio de Odrinhas, os ganadeiros levavam  gado, ovino e bovino, para  ordenha ou mugição de leite para manteiga e queijo, tradição ancestral do fabrico de lacticinios foi razão porque há 60 anos se instalou na aldeia  fábrica de processamento de leite e derivados.

O acto de tirar leite dos animais designa-se ordenha, no entanto na linguagem popular ouvimos ordinha, e ordinhar.  As ordinhas modelo antigo das modernas salas de ordenha, conduzia-se gado para tirar leite, em diversos locais do País, os donos ainda levam animais para "ordinhar". Na região referencias a leite são frequentes perto existe, Peroleite. Odrinhas é corruptela de ORDINHAS, modo simplificado podemos afirmar ODRINHAS, inicialmente ORDINHAS modificado por razão de pronuncia quer dizer local para mugir ou "ordinhar"  gado, "ordinhas".  

Mais um topónimo explicado.

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Publicado por Júlio Cortez Fernandes às 16:48
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Quinta-feira, 27 de Julho de 2017

AS ALDEIAS "JULIANAS" - SEM VOTAÇÃO OU CONCURSO

Iniciamos hoje o roteiro das aldeias cujo topónimo situação geográfica, características urbanísticas e  paisagísticas despertaram a atenção.

Começo pela Codiceira que integra a freguesia de São João das Lampas no Município de Sintra, área Metropolitana de Lisboa. Estende-se o casario do aglomerado por zona relativamente extensa do planalto das Lampas. É povoação de existência secular , em 1758, segundo as memórias paroquiais "pombalinas" albergava 33 moradores ,  sofreu danos provocados pelo terramoto de 1755.

O significado do nome foi objectivo que procurei alcançar, depois de pesquisa aturada encontrei  solução.

Codiceira deriva de codesso, arbusto da família das giestas, nomeadamente das de flor branca também conhecidas por giestas das sebes. Destes codessos confeccionavam-se vassouras para varrer o chão,utlizar na construção e  "rarer" os fornos. Na região da Codiceira abundava  planta de nome  "ESTORMO", espécie de urze,  com maior grau de dureza,  com a qual os habitantes faziam vassouras. A existência de "vassoureiros", está documentada. O termo codeço designava as vassouras "codessais". Assim o topónimo surgiu para apelidar a terra onde se faziam vassouras,indepentemente serem ou não de codessos.

 Codesso, grafia coeva, passou a codeço,  oralmente o "é" das palavras pronuncia-se como "i", finalmente por sucessão de "acidentais" deslizes fonéticos chegamos a CODICEIRA, aldeia das vassouras. Varremos, uma dúvida, não para debaixo do tapete.

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Publicado por Júlio Cortez Fernandes às 18:08
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Terça-feira, 25 de Julho de 2017

GRANDEZA A OCIDENTE. GLORIA DA ARQUITECTURA PORTUGUESA

No dia 25 de Julho de 1827, a princesa Dona Francisca Benedita viúva do príncipe quase rei D. José  seu sobrinho, inaugurou o Asilo dos Inválidos Militares de Runa, concelho de Torres Vedras. Era  aniversário da princesa, cumpria avançada idade de 81 anos, concretizava promessa que fizera para honrar a memória do marido.

A obra projectada e construida sob responsabilidade do arquitecto José da Costa e Silva, é o maior edifício existente em Portugal para fins exclusivamente civis.Começada em 1792, trata-se de edifício rectangular com 99 metros de frente e 61 metros de lado. Incluía as instalações assistenciais, igreja na parte central, oposto a frontaria o palácio residencial da princesa Benedita. Na construção e estatuária foram utilizados mármores de Pêro Pinheiro, Sintra, e mármore negro extraído perto de Runa, em Pêro Negro.

Implantada num vale aberto e plano entre colinas de montes arredondados, emerge no meio de vinhedos e terras de cultura,  grandiosa construção, vista de longe impressionam, força das linhas arquitectónicas e a beleza do conjunto. Nota-se. foi projectado com sabedoria.

No oeste português quase escondido da curiosidade de quem passa, está uma das mais impressionantes e misteriosas obras edificadas em Portugal.

A frontaria de 3 corpos, ostenta 11 conjuntos de 3 janelas cada um, ao centro a igreja tem 3 janelas  a qual se acede por escadaria de 7 degraus. Um Belo e único monumento.

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Publicado por Júlio Cortez Fernandes às 10:49
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Sábado, 1 de Julho de 2017

" MEU " SECULAR CASTANHEIRO

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Sabia vagamente da existência de castanheiros com séculos de idade, vegetando na Província de Trás os Montes. Decidi procurar um dos mais recônditos,  foi encontrá-lo, na aldeia de Vilarinho da Lomba, concelho de Vinhais , pleno parque natural de Montesinho.

Almoço em Vinhais, estrada fora passamos Sobreiró de Cima,  Gestosa , Quirás  alcançamos Vilarinho da Lomba, em tarde quente de Verão. No largo principal do povoado,encontramos habitantes da aldeia, todos homens entrados na idade. Perguntamos onde ficava castanheiro secular do qual ouvíramos falar.

O nosso interlocutor ouviu com atenção e remata :  " esse castanheiro é meu, dizem tem 600 anos ". Levanta-se do banco  aponta o sítio onde estava; cerca de um quilómetro da aldeia.Vou a pé ao encontro da árvore, depois de alguma dificuldade, chego ao local. Não posso descrever a emoção. fotografado o castanheiro, observado com atenção , voltei ao largo. Troco algumas palavras com os presentes , agradeço atenção, retomo a estrada a caminho de Moimenta da Raia. Isso é matéria para outro apontamento.

Vilarinho da Lomba, exemplo de outras aldeias do interior profundo de Portugal, agoniza, testemunhos desse agónico percurso não faltam.

O castanheiro continuará, a não ser que algum incêndio o destrua. Já não dá  fruto; a sua imponência basta para justificar merecer continuar vivo.

 

 

Publicado por Júlio Cortez Fernandes às 22:24
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Segunda-feira, 26 de Junho de 2017

HOSPITAL DE SINTRA. "HOSPITAL PORFÍRIO PARDAL MONTEIRO "

Foi assinado hoje, com pompa e circunstância o protocolo destinado a concretizar a construção de uma unidade hospitalar,para servir a população do segundo mais habitado município de Portugal.

Fazemos votos sinceros para que tal aconteça, não só necessário mas também, justo os sintrenses merecem!

No longínquo ano 1924 um dilecto filho de Sintra,  ilustre arquitecto Porfírio Pardal Monteiro, elaborou a pedido da Santa Casa da Misericórdia de Sintra, o projecto de ampla e moderna unidade hospitalar. Infelizmente por vicissitudes várias, uma das quais a revolução direitista de 28 Maio 1926, a obra não passou do papel.

Oxalá seja finalmente construido o nosso hospital. E já agora porque não dar o nome do Arquitecto Porfirio Pardal Monteiro? 

A sua memória e obra merecem ser lembradas.

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Publicado por Júlio Cortez Fernandes às 16:07
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Sexta-feira, 23 de Junho de 2017

TROÇO "SECRETO" DO AQUEDUTO DAS ÁGUAS LIVRES

Aqueduto das águas livres para a cidade de Lisboa, realização emblemática e vistosa,declarada património da humanidade, é indubitavelmente uma obra de engenharia única.Além da arcaria imponente sobre a Ribeira de Alcantara , encanta, quem vislumbra o caminho da água.

No percurso do canal onde corria precioso líquido para saciar  sede dos lisboetas , no Estio calmoso,encontramos também bastantes motivos de interesse.

Um tramo do aqueduto aduzia agua das nascentes do Molhapão para o canal principal , situado junto ao Telhal e Meleças, freguesia de Belas, município Sintrense é contrucção de rigor e beleza. Encontrámos na cercania da quinta do Molhapão , um troço da "levada", constituido por vários arcos de pequeno porte; estão pratcamente enterrados, escondidos na vegetação, passam despercebidos. 

Não deixei de interrogar, desentulhados  libertos das ervas e folhas ,seria possível, transformá-los em elemento de atracção.?

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Vão continuar "ocultos"  visíveis ,sómente, aqui neste "sitio".

Publicado por Júlio Cortez Fernandes às 18:13
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Terça-feira, 20 de Junho de 2017

ALMOÇO DE " EVITA " PÉRON EM SINTRA

Há setenta anos época calmosa como actual, esposa do General Juan Domingo Péron almoçou no palácio nacional de Sintra, a convite do ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal o Dr. Caeiro da Mata. Cerimónia aparentemente banal, revela muito da "ronha" política de Oliveira Salazar. Eva Peron estava em Portugal a caminho de Paris onde ia representar o governo Argentino, por incumbência do marido, ditador mentor do regime peronista.

O professor Salazar sempre apoiou o governo autoritário da Argentina. Estávamos no período pós segunda guerra mundial, governos parlamentares democráticos, emergiam com pujança por toda a Europa, para não assumir publicamente simpatia com  peronismo, "incumbiu " seu amigo  Ministro dos Negócios Estrangeiros Caeiro Da Mata, receber com honras protocolares de Chefe de Governo Evita Peron.

A prerrogativa de utilizar Palácio Nacional de Sintra, pertencia ao chefe do Governo,Salazar "mandou" receber  ilustre convidada, onde protocolarmente a ele pertencia .

O almoço  foi servido pela pastelaria "Benard" de Lisboa,  mesa estava decorada com peixes, patos, um galo de cerâmica antiga, avencas e estrelas azuis e brancas com as cores da bandeira  Argentina.

No final da repasto Dona Eva Duarte Peron, desde a janela do Palácio admirou durante algum tempo a paisagem magnífica da Vila e Serra de Sintra.

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Publicado por Júlio Cortez Fernandes às 15:31
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Segunda-feira, 19 de Junho de 2017

TOPONÍMIA SINTRENSE - JANAS

 Aldeia de Janas  freguesia São Martinho da vila e municipio de Sintra,  conhecida por albergar capela circular arquitectura  erigida em honra de São Mamede, redor da qual se procede anualmente , no dia do Santo á bênção do gado, levado até ali , pelos proprietários,  na ocasião se esmeram na apresentação dos animais.

Significado do topónimo,durante muito tempo  explicado em pretenso templo romano, teria existido,no "sítio", desse facto, com explanação erudita, estabelecia-se relação de Janas com  deusa Diana.

Felizmente, campanha de prospecções arqueológicas, efectuada entre 1988 e 1990, aproveitando  circunstância de serem necessárias obras de restauro na capela,provaram   inexistência de templo romano, e existência de três igrejas  sobrepostas, primeira visigótica,outra do alvor da 1ª Dinastia,  por último, uma do século XVI, corresponde a capela actual.As escavações revelaram,igualmente, indicios de necrópole medieval, rodeando o segundo templo.

A hipótese romana, definitivamente, arredada era "lendária".Quedava para desvelar  verdadeiro significado de Janas.

A ermida construida em descampado amplo, para permitir benção de grande numero de cabeças de gado, maioritariamente caprino. A cabra, devora tudo , não havia permissão para pastar na Serra de Sintra, ou propriedades adjacentes, causava dano nas matas e culturas agricolas.A  pastagem e permanência, devia ser em terras incultas  sem aptidão produtiva ou préstimo reconhecido,"janadas" , longe de campos e hortas .De forma abreviada Janas significa: sem valor, ruim, de inutilidade evidente,"coiço" traseira, extrema ... nome singular, tal qual a capela onde orago do povo,São Mamede, tem guarida .

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Publicado por Júlio Cortez Fernandes às 14:45
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Sexta-feira, 16 de Junho de 2017

AS " POMBINHAS " DA CARLOTA

A melopeia infantil ,"proclama " as pombinhas da Catrina. Aqui será  apropriado apelidá-las conforme o titulo.

A Quinta do Ramalhão, na entrada da Vila de Sintra moradia de nobres famílias alberga hoje distinto colégio, no final do século XVIII, mediante projecto do arquitecto régio José da Costa e Silva, o palácio sofreu obras de grande amplitude. Costa e Silva "arquitectou"  Palácio de Seteais, também em Sintra, e entre outros, o teatro de São Carlos em Lisboa.

A rainha Dona Carlota Joaquina, habitou largas temporadas no Ramalhão, afastada do Rei D. João o Sexto deste nome, seu esposo que se quedava em Queluz, no real Palácio.

A história lendária indica Ramalhão como local de eventuais devaneios amorosos de Dona Carlota. O pombal, serve de tema ao apontamento, vai definhando, e quem sabe dali voaram pombas com amorosas mensagens. Até diziam, maldosamente: "Dom Miguel não é filho de Dom João é filho do jardineiro da Quinta do Ramalhão". Não acredito, deve ser calúnia dos liberais, a excelsa Senhora não cometeria tal "infidelidade".

Cá para nós quem saberia tudo? Por certo, as pombas.

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Publicado por Júlio Cortez Fernandes às 15:52
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