Segunda-feira, 28 de Dezembro de 2009

O CRUZEIRO DE RIO DE MOURO, JUNTO A ANTIGA ESTRADA PARA SINTRA

 

No sítio do Alto do Forte, num do lados da rotunda  existe um Cruzeiro que passa despercebido aos apressados condutores que ali  circulam. Segundo o Dicionário Houassis da Língua Portuguesa: "Cruzeiro é um substantivo masculino que designa uma grande cruz erguida  em certos adros de igrejas, estradas, praças (...)."

Estamos perante um exemplar, cuja colocação neste local teve como causa um episódio curioso. Esteves Pereira (1913) relata-o desta forma: "Á beira da estrada antiga de Lisboa a Cintra e ao lado dela vê-se o cruzeiro de Rio de Moiro (sic). Composto de base rectangular de 1m de altura, 2 degraus de uns 15 cm e uma cruz de 2m de alto de haste e braços cilíndricos com uma espécie de grinalda, colocada diagonalmente no ponto do cruzamento dos braços. É de pedra lioz lavrada sarabulhenta tendo apenas a frente da base lisa e na qual se lê em letra variada:

 

Aqui Chamou Deus D esta Vida Huma Boa

Mãe! Orae Pela Sua Alma. Em Saudosa

Memória Erigiram Seus Filhos Esta Cruz.

 

O mesmo autor refere que, a senhora  ia de Lisboa para Sintra de sege e morreu de repente deixando os filhos em grande consternação, por ser então aquele sítio um perfeito ermo. O cruzeiro deve ter sido colocado em meados do século XIX.

No ano de 1977, durante trabalhos realizados no local uma máquina escavadora com o braço, partiu um dos lados da Cruz  que por algum tempo ficou amputada. O presidente da Junta de Freguesia ao tempo, o Sr. Clemente Freire, mandou reparar o cruzeiro dando satisfação um pedido que então fizemos.

A antiga estrada de Lisboa a Sintra foi atribuído o nome de Rua Elias Garcia, em homenagem a José Elias Garcia, que faleceu em 1891 deputado Republicano durante a monarquia, vereador da Câmara de Lisboa e Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano da Maçonaria Portuguesa. A rua Elias Garcia é mais extensa de Portugal, pois vai das Portas de Benfica em Lisboa até Sintra.

O cruzeiro de Rio de Mouro devia ter uma envolvente mais de acordo com a sua  singularidade. As árvores que o adornam: Palmeiras, não seriam as mais apropriadas. Como os últimos temporais derrubaram um arbusto ornamental que estava perto do monumento, porque não substituí-lo por um cipreste com algum porte? O cipreste simbolizava a imortalidade, como está sempre verde oferece um aspecto idêntico em qualquer estação do ano. Para que o Cruzeiro não passe despercebido de noite deveria ter iluminação adequada.

Oxalá estas sugestões tenham eco...  

sinto-me:
Publicado por Júlio Cortez Fernandes às 21:48
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Quinta-feira, 24 de Dezembro de 2009

CABO DA ROCA VISTO DE LONGE, EM DIA DE TEMPORAL...

O Cabo da Roca, a ponta mais ocidental do continente europeu proporciona sempre imagens de grande beleza em qualquer ocasião. Durante o Inverno, quando o vento sul impele as ondas do mar contra as escarpas  e o céu coberto de nuvens, acentuam o perfil da montanha da qual faz parte. O barrão como as gentes de Sintra designam a: "roca " que quase sempre assinala o horizonte do promontório, nestas circunstâncias é ainda mais visível. Esta particularidade é a origem do nome do Cabo da "Roca".

Com os votos de Boas Festas, deixamos uma perspectiva do mesmo, visto da Praia do Guincho no dia 19 do corrente.

 

 

Publicado por Júlio Cortez Fernandes às 20:23
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Quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009

UMA ÁRVORE QUE PODEMOS OBSERVAR COMPLETA...

Quando deparamos com uma árvore que nos chama atenção, os aspectos que valorizamos são os visíveis acima do solo: caule ramagens e a amplitude da copa. Se a planta é um exemplar notável, imaginamos como deve ter raízes profundas. Normalmente a raiz duma árvore está mergulhada no solo, e o quanto mais antiga mais fundas devem estar não só para reforço da sua seiva, mas também para a segurarem com firmeza contra a força dos elementos naturais. A raiz duma planta faz parte do seu lado oculto, todavia a natureza parece não ter limite para nos surpreender. Vejamos o caso dum pinheiro manso  plantado em terreno, sujeito uma incidência inclemente dos raios solares, que queimam o solo, daí o seu tom avermelhado porque vegeta num recôndito local do Algarve onde a chuva escasseia, as raízes desenvolveram-se em contacto com o ar livre, para absorverem qualquer réstia de frescura nem que seja do simples orvalho.

 

A planta adaptou-se as dificuldades climáticas e as suas ramadas cresceram para o lado, deste modo, com a sua sombra protegem as raízes, estas parecem uma grossa corda enrolada, consequência da secura  que têm suportado. A casca do pinheiro devido as razões apontadas é também mais espessa do que habitual.

Pela sua implantação sobre um talude bem acima do solo, o seu aspecto incomum permitindo observar ao mesmo tempo a copa o tronco e as raízes este pinheiro manso é uma "escultura" viva, felizmente, escapando há muitos anos á destruição. Oxalá se mantenha assim e possa morrer de pé como é próprio de todas as árvores...

    

sinto-me:
Publicado por Júlio Cortez Fernandes às 21:40
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