Quinta-feira, 29 de Maio de 2014

Quinta Feira da Espiga

Volvidos quarenta dias, após a Páscoa,periodo simbólicamente necessário à preparação expiação e espera. Jesus Cristo ascendeu à Casa do Pai. Efeméride das mais respeitadas pelas comunidades rurais cristãs na era pre-industrial. Em Portugal neste dia é feriado municipal em trinta municipios de norte a sul do país, os distritos com mais feriados estavam englobados na antiga província da Estremadura, em zonas de boa produção ceralífera, distritos de Lisboa e Santarém.

Tradicionalmente fazem as pessoas ramos juntando espigas de trigo rama de oliveira e papoilas. Mistura do sagrado e profano, anúncio da colheita próxima, mesmo tempo lembrança que para se conseguir qualquer "graça" é indispensável sofrimento e renúncia. Dia fundamental do calendário eclesial católico.

Além de ser a haste terminal do centeio, trigo, milho e demais gramineas onde se encontram os grãos, espiga significa algo enfadonho, maçada, contratempo, prejuízo. Deste modo atendendo à situação com qual estamos confrontados em 2014 quinta feira da espiga, é também... uma grande "espiga". Na antiguidade clássica em Maio celebravam-se as "rosalias", com arranjos de rosas porque Maio, ainda hoje é associado aquelas flores, deixamos uma...

 

 

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Publicado por Júlio Cortez Fernandes às 16:06
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Quarta-feira, 28 de Maio de 2014

Se António está Seguro. Porque deu António à Costa?

Singularidades desta terra abençoada: Partido liderado por esforçado e competente líder ganha as eleições, aqui d'el-rei, uma vitória pequena. Pensávamos  ter assistido a tudo neste"ramo", ficamos perplexos, afinal existe um sistema que permite medir quantas jardas, centímetros ou léguas tem uma vitória e quantos metros, palmos ou pés são necessários para aquilatar uma derrota.

Grande hipocrisia, antes deste "tempo "caricato, comentadores políticos, jornalistas, governantes, eleitores ,afirmavam; basta um voto a mais em democracia para  ganhar uma eleição.Mentira quando a todo o custo se quer o poder a vitória é escassa, a derrota mínima.

Daqui não surgirá nada de novo, Seguro está firme, Costa deve manter a atenção na Câmara que dirige. Um Partido Político é composto por militantes a recorrente acintosa referência ao "aparelho" é desculpa de quem se arrima quando cheira a "beneses", os que pagam a quota, militam de acordo com a sua disponibilidade e respondem pelas tarefas que o Partido os incumbe são dignos de respeito. Seguro foi eleito e continua a merecer a confiança dos seus camaradas eleitores. Há dúvida?Vamos à luta. Seria adequado que a genial fábula do "bólide" e do burro não fosse esquecida pelo seu criador. Depois admiram-se da elevada abstenção. Lavar roupa suja? Só no lavadouro.

 

 

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Publicado por Júlio Cortez Fernandes às 16:40
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Terça-feira, 27 de Maio de 2014

Cabra Figa ou Cabra Fria?

Um antigo povoado nos limites dos concelhos de Cascais e Sintra distrito administrativo de Lisboa, escassamente habitado durante séculos, alberga agora centenas de moradores resultado da auto construção, esforço de muita gente para  realizar o sonho da casa própria, localidade situada na freguesia de Nossa Senhora de Belém de Rio de Mouro tem nome invulgar: Cabra Figa. No dicionário geográfico, vem referida a existência de outra aldeia nome idêntico na freguesia de Montelavar, também município de Sintra. Desconhecemos onde fica ou ficaria localizada.Em documentos antigos constatamos a designação de Cabra Fria.

Cabra reporta-se a sítio de penedia, escarpado, barranco, fraga. No distrito da cidade portuguesa de Guarda existe a antiga vila de Cabra, segundo a obra citada, tomo II(pg.335). "passa junto desta terra o rio Mondego, cujas margens se não cultivam por serem fragas".

Próximo da povoação motivo deste apontamento desponta do solo uma correnteza de fraguedos nas margens do rio dos Veados, são rochas sem imponência, mas suficientes para originarem o topónimo. A sua pequenez, explica a conotação dada, esta cabra ou fraga pouco importante não "vale um figo" como se diz na gíria, quando referimos algo irrelevante daí Cabra Figa. A outra "versão"seria corruptela.

 

 

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Publicado por Júlio Cortez Fernandes às 10:23
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Segunda-feira, 26 de Maio de 2014

Vandalismo e incultura III

No apontamento onde relatamos  a acção de vandalismo contra o painel de azulejo,criação de Graça Morais, manifestavamos esperança que os orgãos autárquicos, iriam actuar procedendo á limpeza da obra de arte. Felizmente a Junta de Freguesia de Rio de Mouro com celeridade restituiu ao painel a sua beleza, mandando "apagar" os "traços" que desfiguravam o conjunto. Devemos acreditar na capacidade e empenho dos nossos autarcas. Constatamos, afinal o nosso trabalho tem utilidade.

Publicado por Júlio Cortez Fernandes às 20:43
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Sábado, 24 de Maio de 2014

Vandalismo e incultura II

Posteriormente à "descoberta" de que demos notícia ontem, encontramos noutra seccão do painel outro acto de vandalismo,este tem "assinatura"  em dia de reflexão, um bom motivo para reflectir.O valor moral do exemplo devia ser practicado.Enfim...

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Publicado por Júlio Cortez Fernandes às 16:06
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Sexta-feira, 23 de Maio de 2014

Vandalismo e incultura

O painel de azulejo autoria da ilustre pintora Graça Morais, colocado na Estrada Marquês de Pombal,artéria adjacente á estação ferroviária de Rio de Mouro,linha do comboio de Sintra foi de novo vandalizado.Gente de extremada incultura, por desdita própria e desgraça nossa,não respeitaram a bela obra de arte de grande valor estético, que deve ser admirada e protegida.Já anteriormente nos indignamos com  acto semelhante, felizmente o nosso alerta permitiu repor a situação.De novo é preciso agir com celeridade,para demonstrar a quem ousou conspurcar o painel, que continuamos  atentos.Não permitiremos acções desta laia.A Câmara Municipal de Sintra ,e a Junta de Freguesia de Rio de Mouro,irão certamente tomar medidas necessárias para "limpar" o painel.Basta de vandalismo.Viva a inteligência.

Publicado por Júlio Cortez Fernandes às 20:52
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Quarta-feira, 21 de Maio de 2014

Carta para Portugal

Querido e velho Amigo!

Vai rareando o numero dos que ainda escrevem cartas, não deves estranhar, porventura será maneira mais azada de comunicar se sinceramente admiramos o destinatário. Querido Amigo, ando pelas ruas da amargura, isso inibe escrever-te regularmente. Resolvi  arrepiar caminho.

O tratamento desumano impedioso e cruel  que temos sofrido, a mando dos senhores do mundo, através dos seus representantes além duma dor de alma, deve ser vingança contra aquilo que obtivemos em consequência da florida implosão de alegria que em Abril de 1974, sacudiu o teu vetusto solo tal qual o terramoto do "marquês". Não aceitam, o facto num terrunho pobre possam viver pessoas com algum conforto e dignidade. Afirmam ser preciso voltar para a miséria, nossa companheira durante séculos. Dizem: vivemos acima das nossas posses, isso não pode ser. É horrível, então como será possível um pobre "fintar" o seu destino se não conseguir meios superiores aos que dispõe? Discurso do "pobre és e pobre serás". A estupidez alardeia impante o seu "poder" por todo o lado. O antigo sistema renasce das cinzas, os "fariseus" multiplicam declarações contra o Estado, mas querem conquistá-lo para servir uma minoria que não representa sequer uma elite. Viver dentro das tuas fronteiras causa medo, confrontados com redução de rendimentos, fome e sede de justiça arrastamos o quotidiano ermo de paz e tranquilidade.

Oxalá quem causou tanto mal e tristeza, sinta os efeitos da "tisana" que nos obrigaram a beber, pouco dados a tumultos, podemos  no próximo domingo, com o nosso voto provocar amargos de boca. Quando anunciavam finalmente, dias radiosos, voltou o vento, chuva e frio, não se pode acreditar. A selecção nacional vai para a Amazónia ou como escreveu Ferreira de Castro para a "selva". Nem o futebol vai ajudar!?

 

Respeitosamente,

fico por aqui...

 

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Publicado por Júlio Cortez Fernandes às 15:29
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Segunda-feira, 19 de Maio de 2014

Uma "epifania" Sintrense - Sacotes

Sacotes aldeia da Freguesia de Algueirão Mem-Martins no município de Sintra tem fascínio especial, não só pela situação geográfica, alcandroada num penhasco onde nasce um perene curso de agua e brotam nascentes, sortidoras da fonte, construída no sopé do lugar mas também vestígios de antigas construções de cunho rústico, além dos arredores onde se econtravam: moínhos, pastagens, "cavaleiras", matas e outros meios necessários ao quotidiano dos habitantes e mantê-los afastados do contacto com outras povoações, protegidos do olhar indiscreto de visitas indesejadas, seria sítio onde se desenvolvia sigilosa actividade. Estas particularidades contribuíram para que Sacotes tivesse durante séculos a fisionomia dum lugar fechado.

Caminhando pelas artérias do burgo, suscitou atenção a designação que ostentam. Fomos carreando elementos úteis à compreensão do significado do topónimo. O prefixo SAC, entra na formação de inúmeras palavras como: saco, sacar, sacrotear, sacrário, etc. Sacar significa: extrair, tirar, furtar. Seguindo esta pista alertados pela existencia duma rua dos ourives baseados nas nossas investigações apuramos, até pelo menos ao século XVIII habitaram na aldeia mestres que ensinavam as artes de canteiro e ourives (do ouro), para se distinguirem dos que trabalhavam a prata. Diversos aprendizes,participaram na obra do convento de Mafra. Donde provinha o ouro? Persistente e pacientemente fomos "lendo" a paisagem circundante; encontramos um topónimo "GORGULHAS", cujo significado pode ser: "conjunto de fragmentos de rocha, entre os quais se encontra o ouro". Os indivíduos garimpeiros do ouro os "sacotes" faziam desmonte das rochas para extrair ou sacar o precioso metal, trabalho esforçado pouco apetecível,quem sabe com recurso a mão de obra escrava!?   O negócio do ouro exigia comunicação fácil com os compradores sem suscitar atenções. Na aldeia existiiu um pombal destinado a esse efeito. Daquela azáfama restam rua e largo dos ourives e peculiar atmosfera enigmática transmintindo sensação de lonjura que envolve o povoado, reminiscências das antiquissimas actividades da extracção e metalurgia do ouro, esgotado o filão, continuou a artesania do precioso metal, durante séculos fonte de rendimento de algumas famílias moradoras.

 

 

sinto-me:
Publicado por Júlio Cortez Fernandes às 13:25
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Sexta-feira, 16 de Maio de 2014

Encontro

Circulávamos pela antiga estrada real de Lisboa a Mafra, denominada pelo regime republicano estrada nacional 117, no trecho entre o Sabugo e Pêro Pinheiro, passado o lugar de Palmeiros, conotação peregrina dos círios Marianos do Cabo Espichel e da Nazaré um pouco adiante saímos da via, tomamos a direcção de Falimas,Casal do Gosmo. Meio quilómetro percorrido, paisagem e  silêncio contribuem para esquecer estarmos a quatro léguas do centro de Lisboa e  uma da vila de Sintra.

As courelas de pasto bordejadas por renques de arvoredo viçoso,lembram um pedaço do "bocage" gaulês. A calma e vastidão da paisagem com a serra sintrense ao fundo contribuem para a sensação de "lonjura " que nos invade. Prosseguimos um quilómetro adiante termina o asfalto, no sítio do Casal do Gosmo. Retrocedemos por entre sobrais e zambujos. De repente numa curva a altura do Casal das Vivas, deparamos na berma com um sublime freixo que tinha escapado a nossa atenção. Paramos, um habitante do sítio com aspecto de  respeitável longevidade aproximou-se, metemos conversa ficamos a saber ter uma idade avançada, perguntamos sobre a árvore que motivara a nossa paragem. Respondeu dizendo ser freixo já grande no tempo do  seu avô.

O ancião afastou-se, observamos a árvore sem preocupação de rigor medimos o tronco a altura do peito,  verificamos ter mais de três metros de perímetro. O fuste altivo grandioso está de acordo com tão robusto suporte. Estamos em presença duma árvore certamente centenária. Desconhecemos se no Município de Sintra existirá outro idêntico. Descoberta feita por acaso que deixamos para desfrute de quem nos visita.

Um monumento vivo,digno de veneração porque é um hino à glória  de Deus e "presente" para admirarmos no seio da natureza donde viemos e para onde voltaremos um dia.

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Publicado por Júlio Cortez Fernandes às 06:21
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Segunda-feira, 12 de Maio de 2014

Rua das platanáceas

A sintrense Rua D. João de Castro, em homenagem do vice-rei da colónia portuguesa da Índia, depois do regresso à Pátria, assíduo frequentador de Sintra onde possuía a quinta da penha verde. A artéria além do nome ilustre que ostenta, tem singularidades dignas de referência.

Começa no Largo Formigal de Morais e termina na rua Rodrigo Delfim Pereira, pouco abaixo do miradouro da Vigia, situa-se na zona "moderna" da vila realenga. Aberta em finais do século XIX, principio da vigésima centúria na encosta da serra entre o antigo sítio de São Sebastião, local da casa da Câmara Municipal e S.Pedro de Penaferrim. O traçado pouco usual, desenha uma serie de curvas ao longo do percurso assemelhando-se a  meandro dum caudaloso rio. Nas bermas da rua foram plantadas diversas árvores começando pelas "tudescas" tílias, passando por notável quantidade de plátanos. Contámos em toda a rua noventa exemplares daquela planta. O total das árvores englobando todas as espécies, ultrapassa uma centena.

Será possivelmente a artéria de Sintra, onde podemos encontrar aquela quantidade de plátanos. Com a designação de "rua"poucas devem existir em Portugal, que ostentem tal profusão de "Platanus". Na Primavera é aconselhável visitar o túnel de verdura, a sombra das ramadas são elementos da frescura da rua, a luz do sol coada pelo arvoredo proporciona atmosfera única. Curiosidade a juntar a outras que deparamos em Sintra.

 

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Publicado por Júlio Cortez Fernandes às 12:09
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