Quinta-feira, 30 de Abril de 2015

UM NOVO "AMIGO".

O tempo primaveril, convida a passear pelo campo que na região sintrense nesta altura, apresenta um aspecto de grandiosa e garrida coloração. Árvores cobertas de folhas, parecem reclamar a nossa atenção para a beleza da sua ramaria.

Um destes dias num rincão cheio de evocações históricas, e "senhor " de um coberto vegetal, que lembra a fechada mata de outros tempos, deparamos, uma árvore de grande porte, que nos impressionou. Cresce num recôndito do Casal da Granja, entre os sítios do Telhal e a Serração, afloz de Almargem do Bispo no Município de Sintra.Nesta quinta esteve para ser construída a "cidade do cinema" Foi por acaso que o "descobrimos",cresce no interior da propriedade, numa das extremas, por isso é visível de fora, a sua copa, imponente atinge um diâmetro  perto de 15 metros. 

Trata-se de um carvalho alvarinho, nome científico "Quercus-Robur", apresenta uma "cobertura" larga arredondada e extensa,vegeta em terreno argiloso e húmido,sem qualquer outra vegetação em redor,condições ideais para  alcançar  notável fuste. O tronco inclinado pela acção dos ventos dominantes, serve de suporte a uma "hera" também antiga a julgar pelos grossos caules que abraçam o roble. A longevidade desta espécie pode atingir de 500 a 1000 anos. Encontramos um novo "amigo" certamente duplamente centenário. A partir de agora, iremos visita-lo sempre que possível.Antigo e impressionante e belo.

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sinto-me:
Publicado por Júlio Cortez Fernandes às 03:53
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Terça-feira, 29 de Julho de 2014

O PINHEIRO DA FONTE

Foi um acaso de repente encontrei bordejando o antigo caminho da fonte, hoje seca, um majestoso centenário pinheiro manso, fazendo fé das informações dos vizinhos do lugar de Paiões, freguesia de Rio deMouro termo da vila de Sintra. Um deles afirmou que tendo nascido em 1938, sempre se lembrava do "pinheiro manso", já grande. Resistiu ao ciclone de 1941 as vetustas raízes regadas pela água da mina que alimentava a fonte, explicam o vigor e grossura do fuste e ampla copa sob a qual descansavam as moças nas idas à bica.

A artéria onde vegeta e serve de poiso a colónias de rolas que debicam nas pinhas os pinhões tem pouco movimento,  só os moradores sabiam da existência desta bela árvore, considerada símbolo da imortalidade devido a folha persistente e resina que segrega ser de incorruptibilidade conhecida.

O epíteto de "pinheiro da fonte" será a  referência identitária. Oxalá continue com exuberância vegetativa e resistência as intempéries para continuarmos a admirá-lo, parte integrante do passado da aldeia singular onde cresceu sem cuidados especiais e livre em espaço de todos. Monumento vivo prova  de amor  e bondade de Deus que se manifesta no carácter misterioso e divino dos prodígios da natureza desde a pequenina folha a mais imponente das montanhas.

 

 

sinto-me:
Publicado por Júlio Cortez Fernandes às 14:57
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Segunda-feira, 21 de Julho de 2014

Cultura Popular:Um exemplo

O conceito de cultura popular em  abordagem simples, é a forma como uma comunidade se adapta ao meio envolvente. Seguindo esta perspectiva, deparamos no Município de Sintra, entre as povoações de Bolelas e Amoreira um caso relacionado com a necessidade de resolver  problemática relativa ao aproveitamento de água  e método seguido pelos habitantes a solucionar. A questão relacionava-se com  utilização da água para fins diversos. O manancial brota numa encosta declivosa. A obra revela  engenho e capacidade de aproveitar as condições naturais e edificar conjunto integrado multifuncional.

A fonte empreendimento da Câmara Municipal de "CINTRA" ostenta a data de 1922, inicio da função da "bica" "dar de beber a quem tem sede ". Água escorre para amplo receptáculo feito de cantaria ladeado duas lajes que servem de bancos seguidamente por efeito gravítico  vertida  num tanque destinado a bebedouro do gado. A cota do terreno permitiu encaminhar, por idêntica "facilidade" da natureza, o elemento líquido a lavadouro coberto utilizado pelas aldeãs das redondezas não só para lavagem da roupa mas também para colocarem a conversa em dia,sentadas em rude banco de pedra aguardando quem sabe a vez se iniciar a "faina"?! As sobras da água deste sistema encaminhadas através de "levada" talhada em pedra regavam e ainda regam os campos junto ao vale. Três funções para melhor render a água escassa. A arquitectura atesta a harmonia entre o que se desejava obter de benefício preservando a rusticidade do sítio à beira do caminho em íngreme lomba. Um bom exemplo de cultura popular.

 

 

sinto-me:
Publicado por Júlio Cortez Fernandes às 14:41
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