Quarta-feira, 27 de Maio de 2015

AS LINHAS DE TORRES INCLUIAM O CONCELHO DE SINTRA.

Para impedir a um exercito invasor por via terrestre chegar facilmente a cidade de Lisboa foi idealizado um projecto defensivo, denominado Linhas de Torres Vedras, que consistia no aproveitamento das serranias a norte da capital portuguesa compreendidas entre margem esquerda do rio Tejo em Alhandra até ao oceano atlântico e construir nos seus cumes e colinas  fortes redutos trincheiras, caminhos "desenfiados" e sistema de comunicações adequado centralizado na Serra do Socorro, extrema dos concelhos de Torres e Mafra. O nome linhas de Torres Vedras foi atribuído porque aquela povoação era a mais importante da área abrangida, e possibilitava fácil acesso a frota fundeada ao largo.Nela se construiu uma importante edificação  do complexo militar, o Forte de São Vicente, também conhecido por "obra grande de Torres Vedras".

Quem inicialmente percorreu as região e reparou na aptidão militar do terreno, onde viriam a ser construídas as linhas foi o engenheiro francês Vicent, que acompanhava Junot na primeira invasão francesa. O reconhecimento aprofundado e levantamento topográfico de todos os locais onde viriam a ser erguidos os obstáculos a progressão bélica, realizou-o o Major engenheiro do exército português  José Maria das Neves Costa. A escolha das posições destinadas a fortificação coube ao Duque de Wellington, mais tarde também,conde do Vimeiro marques de Torres Vedras, duque da Vitória. Finalmente o director responsável, pela execução das obras nos locais escolhidos pelo Duque foi o engenheiro inglês Fletcher. Como se refere no magnifico livro do coronel Professor J. Custódio Madaleno Geraldo, dedicado as linhas de Torres (1807-1811).

Segundo Neves Costa os engenheiros britânicos , por falta de tempo, extinção dos meios de execução que podiam dispor , foram obrigados a terminar em Mafra os trabalhos das fortificações.Se assim não tivesse sucedido estavam previstos trabalhos no concelho de Sintra:

Neves Costa indicava diversas posições susceptíveis  serem fortificadas, especificando: "a  6ª posição é a do Sabugo,  esta e aquelas que se seguem até Lisboa, não oferecem grandes obstáculos naturais, e devem antes ser consideradas, como favorecendo uma retirada, ou uma batalha que fossemos obrigados a não poder evitar, do que posições capazes de assegurar a resistência de tropas muito inferiores que nos atacarem. A esquerda esta posição, pode ser postada nas pequenas alturas do Casal da Granja, as quais não oferecem grandes dificuldades no seu ataque. O apoio pode ser encontrado no cerro de Almornos onde se podem defender com vantagem os caminhos difíceis que sobem da parte de Almargem do Bispo.Deste lado a posição pode ser rodeada pelo caminho que de Santa Eulália e Albogas Velhas , vai ao Aruil e D.Maria onde o acesso ao cerro de Almornos e muito praticável, e  pelo qual o inimigo ameaçaria  penetrar até  Loures ou Caneças. A esquerda  a posição pode ser rodeada pelo caminho que da quinta da granja vai a Meleças onde o inimigo se dirigiria ao revês da posição pela  quinta do Molhapão ou pela Venda Seca a Belas.".Neves costa escreve depois acerca da posição de Belas, e alturas do Suimo, hoje Quartel da Carregueira, e cita o alto dos casais do Machado e quinta dos marqueses.

Por esta pequena resenha,faz sentido que o Município de Sintra passe a integrar o conjunto das Municipalidades, que constituíram a rota histórica das linhas de Torres, seja colocada sinalização e se preparem os locais e caminhos, no projecto da obra militar incluídos no território sintrense, para permitir a visita e motivar interesse das caminhadas , "hobby" frequente dos moradores desta zona densamente habitada.As colinas da foto , são os cumes do Sabugo. 

P4203141.JPG

 

P3073042.JPG

 

P4203151.JPG

 

 

sinto-me:
Publicado por Júlio Cortez Fernandes às 22:04
Link do post | Comentar | Ver comentários (2)
Sexta-feira, 10 de Abril de 2015

SÍTIO DE CARÁCTER SAGRADO

Há locais que pela situação geográfica características topográficas coberto vegetal e ambiente, são propícios a  recolhimento e a meditação. Durante séculos tais "paragens" serviram de guarida a romeiros que  as visitavam na crença de comunicar com o além, e obter  protecção divina.

A vegetação abundante e frondosa,assumiu sempre enorme fascínio nas populações.Leite de Vasconcelos 1905, pg. 108 escreveu: "Entrar num bosque, rico de árvores seculares e gigantescas, onde a grandeza dos vegetais causa espanto e as próprias sombras infundem mistério, era para os antigos...fonte de ensinamento religioso."

Um local com as características enumeradas podemos encontrá-lo, na antiga extrema dos concelhos de Sintra e Loures a poucos quilómetros do centro de Lisboa: a capela dedicada a Nossa Senhora dos Enfermos. Segundo as  memórias paroquiais elaboradas em 1758 e referentes a Almargem do Bispo "a ermida de N. Senhora dos Enfermos, santa muito milagrosa, está na quinta do secretário de estado Tomé Joaquim da Costa Corte Real". Acerca deste personagem coligimos alguns elementos: havia sido nomeado em 1756 para a secretaria de estado da Marinha e Ultramar, substituindo Diogo Mendonça Corte -Real, destituído por decreto do rei D. José I de Portugal, acusado de conspirar contra Sebastião José de Carvalho e Melo,Ministro do Reino, foi degredado para Mazagão no norte de África e depois encarcerado na fortaleza das Berlengas, vindo a falecer no convento de São Bernardino dos Franciscanos de Peniche, para onde D. José comovido com a sua sorte autorizou a  transferência.

Na actualidade a presença de um cruzeiro na entrada da povoação, simboliza a religião cristã praticada no santuário.No entanto carvalhos seculares a mata das cercanias, e a fonte de água com propriedades terapêuticas,e o vale aberto em cujo fundão se edificou a capela,seriam motivo de atração de índole religiosa, antes de surgir a romaria muito concorrida, e onde  peregrinavam anualmente  habitantes de Lisboa que para o efeito formaram um "círio".

Na quinta viveu Francisco de Olanda,figura impar do renascimento em Portugal; sem dúvida paragem singular onde podemos detectar o carácter sagrado que no decurso dos séculos os habitantes de território dilatado, atribuíram ao "Sítio".

P3243070.JPG

 

P3243063.JPG

 

P3243072.JPG

 

sinto-me:
Publicado por Júlio Cortez Fernandes às 15:42
Link do post | Comentar
Sexta-feira, 27 de Dezembro de 2013

A veneranda imagem de Nossa Senhora da Piedade da Serra

Voltamos de novo à ermida de Nossa Senhora da Piedade da serra edificada perto da aldeia do Sabugo, freguesia de Almargem do Bispo, para completar o "post" de 4 de Abril de 2008.

Nos fins de semana, celebrações  de casamentos continuam aumentado. Não só a beleza, dignidade do templo facilidade de acesssos e estacionamento, paisagem grandiosa abrangendo simultaneamente Serra de Sintra e oceano atlântico; mas também recinto destinado a eventos próximo, podem explicar este facto. Á Senhora da Piedade aflue gente de toda a área da grande Lisboa. Durante muitos anos foi uma "orada", onde acorriam as populações unicamente da região saloia, residentes nos concelhos de Sintra, Loures, Cascais e Mafra.

A devoção a Nossa Senhora da Piedade, genuinamente popular arreigada nas classes mais desfavorecidas. Tal particularidade, explica a concorrida romaria realizada anualmente em Agosto. A feira franca de tempos idos, decorria em conjunto com a festa religiosa.

A situação geográfica, no coração do concelho de Sintra, rodeada pelas freguesias de Rio de Mouro, S. Pedro de Penaferrim, S. Martinho e Santa Maria e S. Miguel contribuia para facilitar a comparência de muita gente.

O local de culto, tem dimensões superiores a capela, no entanto inferiores as de uma igreja; decoração e recheio "sacro" denotam procupação de marcar diferença relativamente, as ermidas circundantes.

As imagens do templo parecem seguir aquele objectivo. A veneranda imagem de Nossa Senhora da Piedade; réplica digna e simples da "Pietá". Talvez obra dum santeiro da região. O conjunto reflecte sentimentos nobres recatados e crédulos das populações que no século XVIII, decidiram construir o templo. Esta obra singular do património religioso sintrense, merece uma visita.

 

sinto-me:
Publicado por Júlio Cortez Fernandes às 19:21
Link do post | Comentar
Quarta-feira, 14 de Agosto de 2013

Toponímia Sintrense, Albogas - Almargem do Bispo.

A povoação de Albogas, antiga sede do julgado das "Albogas Velhas", dependente do juíz do crime do bairro de S. José da cidade de Lisboa, pertencia ao termo da capital, antes de definitivamente ser integrada na freguesia de S. Pedro do Almargem do Bispo, concelho de Sintra.

Albogas ditas "Velhas", por  oposição a outro lugar de nome identico, de fundação mais recente, situado na encosta entre Loures e Montemor, num pequeno valado onde existiu uma ermida dedicada a Santa Ana, entretanto desaparecida. O significado de Albogas ou Alvogas, como também se escrevia, pode sintetizar-se:

Sítio localizado no meio de outeiros, na extrema de propriedade, ponto de comunicação onde normalmente, se tratavam problemas relativos a contratos de arrendamento agrícola, questões de limites de courelas ou hortas, se anunciavam os assuntos de intereresse para foreiros e senhorios das terras e também, se resolviam questões conflituosas entre as gentes de uma determinada circunscrição. Curiosamente, o orago das Albogas, de Loures, Santa Ana, mãe da Virgem Maria, só em idade avançada por designio divino teve a filha. Nossa Senhora, através do  Anjo S. Gabriel, recebeu a "Nova" de haver sido escolhida por Deus, para conceber Jesus Cristo. Factos e personagens ligados a anúncios determinantes para civilização cristã. Albogas é sinónimo de comunicação, passagem...

  

sinto-me:
Publicado por Júlio Cortez Fernandes às 11:57
Link do post | Comentar | Ver comentários (1)
Segunda-feira, 2 de Julho de 2012

TOPONIMIA SINTRENSE - CAMARÕES

Camarões é uma localidade da Freguesia de Almargem do Bispo, concelho de Sintra, que fica situada na zona divisória com o concelho vizinho de Loures. A origem do topónimo tem sido objecto de variadas interpretações: uma das quais, sendo algo caricata e com seu que de humorístico, não resistimos a contar. Pretendiam alguns, que os habitantes por terem estatura acima da média,deviam de dispor de camas de  dimensões mais dilatadas,onde coubessem para dormir: CAMARÕES.

Infelizmente a realidade é outra, no seguimento do que escrevemos sobre Aruíl, também nas redondezas da povoação as terras são ricas em ferro. Através da alimentação, nomeadamente pela ingestão de vegetais de folhas verde escuras,couves,agriões e carne,esse excesso de ferro provocava o aparecimento duma doença, a HEMOCROMATOSE, cujos sintomas são entre outros, problemas hepáticos e pele bronzeada, como se se tivesse tido uma longa exposição ao sol. Aquilo que se ouve dizer "parece uma lagosta" quando vamos á praia. Esta doença provocava grande morbilidade, as pessoas raramente passavam da meia idade. Era uma povoação de muita enfermidade, daí grande devoção,á Nossa Senhora dos Enfermos,apesar da capela estar em propriedade privada. Assim CAMARÕES, deriva do facto dos seus habitantes,em tempos, apresentarem uma tez cor de camarão, não pelo consumo desregrado de bebidas alcoólicas, mas sim pelas maleitas que os produtos da terra lhes transmitiam, por esse facto,seriam alcunhados com aquele epíteto. ARUIL, CAMARÕES e outros micro topónimos similares têm porventura origem semelhante.

sinto-me:
Publicado por Júlio Cortez Fernandes às 15:41
Link do post | Comentar
Sexta-feira, 22 de Junho de 2012

ENCONTRO OCASIONAL COM UM FREIXO SOBERBO

Numa das deambulações em busca do património arbóreo desconhecido de Sintra, deparamos com um freixo, crescendo em plena liberdade quase se não dá por ele, apesar de estar em espaço aberto, fica no entanto, dissimulado entre  árvores mais pequenas .Talvez por isso  o seu enorme tronco não sofreu as incisões dos canivetes, que alguns usam para "perpetuar" devaneios românticos, sem atenderem que cada árvore, como todos os seres  vivos não deve ser maltratada. A raiz mergulha num arroio  próximo, esta particularidade e a terra fértil contribuíram para que fosse possível atingir o fuste grandioso que apresenta. Na tradição germânica o freixo (yggdrasil), "permanece imóvel, de pé, invencível. Nem as chamas,nem os gelos, nem as trevas o abalam." Parece ser o caso. Na opinião de quem sabe calcular a provável idade das árvores,terá cerca de duzentos anos.

Observando os seus ramos notamos que são mais grossos que o tronco de muitas árvores. Aqui, ajusta-se plenamente o que Eça de Queirós, escreveu nas sua obra Prosas Bárbaras "balançando os ramos, (o freixo) parece lançar ao povo curvado das plantas, das ervas e das relvas, a sua bênção soberba". Por isso se justifica o título. 

 

 

sinto-me:
Publicado por Júlio Cortez Fernandes às 15:54
Link do post | Comentar
Domingo, 6 de Maio de 2012

ATRACÇÃO TURISTICA NA REGIÃO SALOIA NOS ANOS 30 SEC.XX

Como complemento do que escrevemos sobre a fonte pública da Rinchoa, iremos referir um outro interessante aspecto, relacionado com a mesma:

A água da fonte "não só chegava para a pequena quantidade de moradores" - na época  que estamos a reportar-nos a população do lugar não chegava a 80 habitantes" - as sobras iam encher um grande lavadouro público onde as mulheres, lavam a roupa, dando um ar pitoresco a essa parte da Rinchoa". Pelas informações que obtivemos o lavadouro situava-se numa pequena baixa, entre as actuais ruas da Fonte e do Vale, um pouco adiante da imponente sobreira que originou o nosso post de 6 de Novembro de 2007.

No local hoje ocupado com algumas hortas, para rega das quais se aproveita o que resta das águas da fonte, encontramos num dos morros que ladeia a pequena depressão onde existiu o lavadouro: um decrépito castanheiro e um viçoso carvalho negral, que devem ter proporcionado fresca sombra nos dias de calor, que sempre ocorrem neste rincão do concelho de Sintra.

A faina das lavadeiras, constituía um motivo, pelo qual gente de Lisboa e doutros sítios, se deslocava à Rinchoa, para observar o quadro.Como escreveu, o Mestre Leal da Câmara: "não havia amador fotográfico que não registasse no seu KODAK, o gracioso aspecto desse lavadouro".

A urbanização desenfreada dos anos 70 e 80 do século passado,alterou duma forma irreversível a paisagem, essa já não podemos fazer voltar, no entanto a memória e a alma dos sítios ainda a conseguiremos preservar, tornando conhecido o que na voragem dos anos se perdeu.

 

 

sinto-me:
Publicado por Júlio Cortez Fernandes às 16:40
Link do post | Comentar
Segunda-feira, 10 de Outubro de 2011

TOPONIMIA SINTRENSE - ARUIL

Na freguesia de Almargem do Bispo, Concelho de Sintra, ocorrem diversos topónimos, com alguma singularidade, relacionados com a aptidão dos solos para a produção de cereais e pastagem para o gado como já referimos em anterior apontamento sobre Almargem.

O topónimo que hoje estudaremos é de um lugar, distante dois quilómetros da sede da freguesia, atravessado pela via que liga Almargem a Caneças, já no concelho de Loures, trata-se de ARUIL.

A designação desta localidade vem de ruíle, que significa ferrugem. Esta região em tempos idos foi grande produtora de cereais, os quais eram atacados por uma moléstia chamada, alforra ou ferrugem das searas, que se desenvolvia devido a causas várias, uma das quais o elevado teor de hematite no solo.

Não muito longe de Aruil estão as COVAS DE FERRO, actualmente (2011), cultiva-se nas redondezas o agrião, que por ser um vegetal rico em ferro se dá bem em terrenos,em que há esse mineral.

No Império Romano, o problema da alforra, era tão grave que existia até uma divindade, ROBIGO, que protegia as searas desta moléstia. Finalmente ARUIL, quer dizer sítio, onde as searas, cevada trigo e centeio, e os fenos para o gado, eram atacados pela ferrugem, ou alforra. A origem vem directamente do vocábulo latino rubigo, que é o mesmo que robigo, designação que se atribuía a tudo o que era "avermelhado". Em ARUIL, encontramos o local" eiras velhas", reminiscência do seu passado cerealífero.  

 

sinto-me:
Publicado por Júlio Cortez Fernandes às 08:57
Link do post | Comentar
Domingo, 1 de Maio de 2011

CURIOSIDADES CENSITÁRIAS DO CONCELHO DE SINTRA

Como é conhecimento decorre este ano de 2011, uma campanha de recolha de dados pelo INE (Instituto Nacional de Estatística), com o objectivo de conhecer,os aspectos demográficos e sociais do país. Com os modernos meios informáticos, iremos saber rapidamente: quantos somos e como vivemos. Aproveitando a ocasião decidimos investigar os aspectos idênticos do concelho de Sintra (Cintra), no ano de 1870, tendo como fonte as Cartas Elementares de Portugal de Barros Gomes,publicadas em 1878.

Segundo aquelas o concelho de Sintra, estava incluído na região do Centro Litoral, constituída por concelhos dos distritos de Lisboa, Santarém e Leiria. Do distrito de Lisboa, além dos concelhos actuais, faziam parte os de Belém,e Olivais que seriam extintos mais tarde. O concelho de Sintra era povoado por 20.791 habitantes, numero inferior aos de: Lisboa, Belém, Olivais, Torres Vedras e Mafra. No conjunto dos 289 concelhos do País,Sintra ocupava o numero 28º.

As outras caracteristicas referidas sobre o concelho,eram as seguintes:

Gados:

Cabras-655

Ovelhas-12.837

Suínos-  1.213

Bovinos-3.418

A área do concelho: 32.193 Ha, era quase idêntica á actual. As árvores florestais dominantes eram a oliveira, o sobreiro, o pinheiro bravo e o carvalho português. Analisando as estatísticas, podemos concluir: Sintra era um Município marcado por uma profunda ruralidade, apesar de albergar uma população significativa para a época. O elevado efectivo de ovelhas permitia a produção de queijo, que juntamente com Olivais ,depois Loures, dava o chamado "queijo saloio" e"solar" da raça "ovelha saloia" que posteriormente seria a produtora do leite para o fabrico do queijo de Azeitão.Note-se o numero de bovinos,bois e vacas,do leite vacum fabricava-se a famosa manteiga de Sintra. O reduzido número de cabras, devia-se ao facto de ter  grande importância florestal,por isso, a pastagem livre de caprinos era proibida, estes animais eram daninhos para as árvores. A foto que ilustra o texto obtida a partir do bairro da Estefânia pode considera-se como sendo de 1878,porque aquele aglomerado urbano já existia,e a paisagem perdura até hoje.

sinto-me:
Publicado por Júlio Cortez Fernandes às 15:58
Link do post | Comentar

Mais sobre mim

Pesquisar neste blog

Maio 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
18
19
20
21
22
23
25
26
27
28
29
30
31

Posts recentes

AS LINHAS DE TORRES INCLU...

SÍTIO DE CARÁCTER SAGRAD...

A veneranda imagem de Nos...

Toponímia Sintrense, Albo...

TOPONIMIA SINTRENSE - CA...

ENCONTRO OCASIONAL COM UM...

ATRACÇÃO TURISTICA NA REG...

TOPONIMIA SINTRENSE - ARU...

CURIOSIDADES CENSITÁRIAS ...

Arquivos

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Julho 2007

tags

todas as tags

Favoritos

RESOLVER "ENIGMA" RELACIO...

BEM FADADO OU MAL FADAD...

Links sobre o autor

Fotografia do Cabo da Roca: Jason Weaver
blogs SAPO

subscrever feeds