Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2016

EPISÓDIO SEGUNDA GUERRA MUNDIAL, NO MAR SINTRENSE

Decorria 1943  fase mais aguda do ultimo conflito bélico a nível mundial. Portugal mal grado a "neutralidade colaborante" do governo do Professor Oliveira Salazar, conheceu em diversas ocasiões na sua área de jurisdição territorial e marítima agruras da guerra.

No mês de Maio daquele ano ,numa segunda -feira dia dez, o navio pesqueiro "CABO DE SÃO VICENTE", com arqueação bruta de cem toneladas, tripulação constituída por 18 homens, e propriedade da Sociedade Comercial Marítima, quando se encontrava na faina da pesca, foi sobrevoado por aeronave, segundo a imprensa "de nacionalidade desconhecida", aquela dirigiu rajada de metralhadora sobre a traineira, em clara atitude agressiva e aviso. O capitão do barco deu ordem de abandonar o barco .Pouco depois quando  salva vidas já se afastara do navio, o avião largou duas bombas no convés, o navio afundou-se rapidamente.

Os elementos da tripulação  recolhidos , por outro pesqueiro da mesma empresa que se encontrava  perto, foram transportados para Lisboa, sãos e salvos. A noticia do Diário de Lisboa revela  receio do governo português, não fomentar na população animosidade contra os alemães. Sabemos agora o bombardeiro protagonista da ação  foi um "Focke-Wulf", da força aérea alemã, estacionado na base aérea Bordéus-Merignac,  sueste de França, este tipo de avião considerado pelos aliados "o flagelo do Atlântico", era quadrimotor equipado com motores BMW, podia voar até 6000, metros de altitude , e o raio de ação alcançava  4400, quilómetros, á velocidade média de 350 Km/h.

Os factos ocorreram na área do mar sintrense a 23 milhas da Ericeira no paralelo do Cabo da  Roca. A segunda guerra mundial também tocou o "nosso" cantinho.

P4304176.JPG

 

 

Publicado por Júlio Cortez Fernandes às 15:43
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Sábado, 26 de Janeiro de 2013

O MAR OUTRA VEZ? :NÃO !

O mar foi a nossa desdita, durante séculos "suas inutilidades" justificaram a "gesta imperial" para governarem a vidinha, iludindo o povo ao pretenderem fazer crer que um Pais de camponeses, era afinal  País de marinheiros. No tempo da ditadura (1926-1974) uma cançoneta muito popular, tocada na radio e cantada pelos "trovadores" itinerantes de feira em feira, proclamava na sua letra: "despedi-me das ovelhas do meu cão das casas velhas do lugar onde nasci, não me importo de ir à toa, que o meu sonho é ver Lisboa mais o mar que nunca vi".Milhões de Portugueses, estavam longe de saber o que era o mar quanto mais fazer parte dum povo de marinheiros.

A controvérsia acerca do objectivo que norteou as viagens marítimas dos Portugueses está por resolver. Atente-se na influência dos Franciscanos em Portugal e o ascendente das Rainhas Santa Isabel e D. Filipa de Lencastre sobre os respectivos maridos. A aragonesa D. Isabel por certo conhecia as ideias de Raimundo Lúlio, por isso D. Dinis trocou as florestas do Algarve Alto, pelas penedias da Beira, no tratado de Alcanizes, exemplo dum barrete bem enfiado. No entanto fez finca pé em ficar com Olivença, considerada a grande luz do ocidente "OLIVENTIA" ou olival enorme, como o azeite era então a fonte da luz deveria conservar-se a terra. Olivença foi a sede do Bispado de Ceuta, erecto antes da conquista.

Olivença e Septa (Ceuta), eram a chave que permitiria, a "um rei eleito", abrir o caminho através do Mediterrâneo, para libertar o Santo Sepulcro de Jesus. Daí a primeira "expedição ultramarina" ter sido, conquistar Ceuta por D .joão I, a insistência de D. Filipa cujo confessor era um padre Franciscano. Essa empresa resultou,mas a seguinte Tânger, bem defendida pelos seu moradores,acabou em desastre. Ficou claro que o plano para chegar a Jerusalém, utilizando o "mare nostrum" parecia impossível.

O Infante D. Henrique, lembrou-se então do caminho marítimo para alcançar a Índia, e daí pelo mar "Roxo" chegar àTerra Santa, para isso utilizou-se o ardil das especiarias para motivar o "povinho" e também a coroa, na qual D.Manuel I foi o grande beneficiado, e que se deleitava em observar do Paço de Sintra a passagem das naus da Índia pelo paralelo do Cabo da Roca, carregadas de pimenta e noz moscada. Em 1640, Ceuta quis permanecer na coroa espanhola, quando conquistaram Olivença os Espanhóis não mais abriram mão do seu dominio, porque continua acreditar-se que a posse das duas é um "dom" divino.

  A tese que o nosso futuro está no mar, volta de novo, quem sabe se não deriva esta convicção das elites dirigentes continuarem a "meter água". O provir deve ser o de finalmente, aproveitarmos o pedaço de terra que é a nossa Pátria, resgatando-o do abandono a que votaram durante séculos.

A esperança está em utilizar a água do "mar" que é o Alqueva, para desenvolver uma grande industria agro alimentar de produtos com procura no mercado global, e garantir o auto-abastecimento de Portugal. O resto são saudades do Império e da rapina que uns poucos nele fizeram,e que não aceitam que essa acção, foi a causa da decadência nacional, em vez da "gesta", deveriam ter arroteado, o solo lusitano livrando-o das giestas, e aproveitá-lo.para produzir riqueza. 

 

 

 

sinto-me:
Publicado por Júlio Cortez Fernandes às 15:00
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Quarta-feira, 4 de Abril de 2012

AS MINAS DO MONTE SUÍMO

Na Freguesia de Belas, concelho de Sintra, existe um sítio onde desde tempos imemoriais e segundo a tradição, se tem procedido a trabalhos de pesquisa e extracção de minerais preciosos. O local denomina-se Monte Suímo, a sua situação é a que consta no mapa que ilustra este texto.

De acordo com uma descrição do seculo XVIII (1741), um pouco da sua história é a seguinte:

"No termo desta vila (Belas), há um monte minado por baixo chamado comummente as Minas do Suímo; é bastantemente cavado; entrando-se nele com luz,com o reflexo dela parece que está a gruta armada, e guarnecida de galões de ouro, que forma uma vista muito agradável". No século XVI as minas eram propriedade  da mãe do Rei D. Manuel, a Infanta D.Brites,que as deixou por herança aquele Monarca.

Actualmente o Monte Suímo está integrado no perímetro militar da Serra da Carregueira, deste modo a visita ao sítio não é possível. As lendas que se contam acerca das minas, são suficientes para despertarem o interesse de muita gente, que adoraria poder frequentar o local. Quem sabe se devidamente desentulhado, com acompanhamento de guias qualificados e salvaguardando o carácter castrense do Monte, talvez pudesse surgir ali uma atracção turística, susceptível de gerar receitas que por certo, ajudariam à manutenção dos aquartelamentos e do campo de tiro da Carregueira? Além disso como a altitude desta elevação é de cerca de 290mts, do cume deve avistar-se um magnifico panorama, sobre a Serra de Sintra e o mar.

Na impossibilidade duma observação "in loco", oxalá consiguamos despertar a curiosidade dos leitores.

 

sinto-me:
Publicado por Júlio Cortez Fernandes às 16:23
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Sábado, 21 de Junho de 2008

O CABO DA ROCA PORTA DO OCIDENTE

 

 

Há gente com jóias da natureza e não as sabe cuidar. Num mundo globalizado a singularidade tem valor acrescentado, por isso, deve ser valorizada e divulgada para fomentar nas pessoas sentimentos de partilha e pertença dando a essa particularidade o  devido destaque.

 

No território sintrense, há um local, cuja  envolvente encantadora não tem sido devidamente cuidada. O Cabo da Roca: sendo sem dúvida, o ponto mais a oeste do continente europeu, devia ter o adjectivo de FINIS TERRA, pois está a uma longitude superior há do Cabo Galego com aquele nome. O "Cabo do Monte da Lua" como antigamente se chamava era muito extenso, dizia-se ser o seu comprimento de 10 quilómetros, mar adentro. Como consequência dum mega sismo a terra foi submersa e resultou a "testa do cabo". A profundidade média em frente do Cabo ao longo de várias milhas é por isso de só 10 mts.

  

O Cabo da Roca devia ser considerado como um Santuário Natural. Batido pelos ventos oceânicos, sem vegetação de grande porte, quem visita o Cabo ao aproximar-se do cruzeiro no topo da falésia sente estar perante um  FIM DO MUNDO.

É um lugar de longura e fascínio. Infelizmente os fios eléctricos e os postes de iluminação inadequados conspurcam uma atmosfera que deveria ser unicamente céu e mar.

Urge acabar com esta situação, que degrada o ambiente. E porque não promover um concurso de ideias, de modo a tornar o Cabo da Roca na grande PORTA do OCIDENTE e fomentar ainda mais a visita de turistas? Estamos perante uma atracção  de grande potencial.

O nome do cabo deriva do halo de nuvens visível do mar e que quase sempre cobre o seu dorso e Roca é aquilo que o povo chama o "barrão".

Aqui finda a Terra da Europa, entendida  como um espaço "do Atlântico aos Urais " frase celébre dum grande Europeu, o General De Gaulle. Devemos contribuir para  seja um sítio de comunhão plena entre o Homem e a Natureza. Há poucos lugares no Mundo com tanto mistério e magia como este.

Publicado por Júlio Cortez Fernandes às 15:09
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