Segunda-feira, 8 de Agosto de 2016

ROMAGEM À CAMPA DE LEAL DA CÂMARA

No dia 21 do último mês passou mais um ano sobre o falecimento de Leal da Câmara, ocorrido em 1948. Costuma afirmar-se que alguém só morre de facto, quando está completamente esquecido. Apesar do reduzido número de pessoas ter assinalado a efeméride, "o mestre" continua na lembrança da gente do sítio onde viveu e deixou "marca": a RINCHOA no concelho de Sintra.

Leal da Câmara foi inumado no cemitério paroquial de Belas na sepultura  de sua mãe, falecida em 1930. Como preito ao ilustre finado, colocou-se sobre a pedra que cobre campa rasa, coroa de flores, em ambiente de respeitoso silêncio.

O acto contou com presença dos presidentes do agrupamento de freguesia de Queluz-Belas: Paula Alves e da freguesia de Rio de Mouro: Bruno Parreira e algumas outras pessoas entre as quais o autor desta nota. Cerimónia simples, por isso de grande significado.

Em entrevista concedida a um periódico dois anos antes da morte, LEAL, afirmava: "ainda acabo saloio". Não sabemos se terá sido assim, terminou os dias na região saloia que tanto estimava, é verdade... merece a nossa recordação e reconhecimento pelo legado.

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Publicado por Júlio Cortez Fernandes às 11:23
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Domingo, 24 de Abril de 2016

VISITA PRIMAVERIL A UMA VETUSTA ÁRVORE

Em Setembro de 2013, encontrei pela primeira vez um gigantesco carvalho, que cresce na antiga quinta grande de Meleças situada na Rinchoa,limites das freguesias de Rio de Mouro e de Belas no Município de Sintra , área metropolitana de Lisboa, Portugal.

Desde dessa altura quando desponta, finalmente, o tempo primaveril, como sucedeu hoje, um sol luminoso e quente adorna o dia, depois de persistentes temporais de chuva vento e frio,fui qual romeiro visitar a árvore.Talvez seja das minhas remotas origens asturianas,o carvalho impressiona-me pela majestade do tronco e  espessura da folhagem.Árvore poderosa símbolo de força, aliás a palavra latina "robur" que significa carvalho, quer dizer força, a grandiosidade da sua copa assemelha-se á cobertura de um templo.

No meu anterior apontamento escrevi: a casca que falta no tronco, devia ter sido utilizada no curtimento de peles. Poderá  ser; hoje observando com mais atenção , posso afirmar  a árvore deve ter sido atingida por um raio, que danificou o tronco e secou muita ramaria. 

O exemplar é robusto, resistiu, apresenta aspecto de grande vigor vegetativo. Medi o perímetro do tronco á altura do peito (PAP), verifiquei a dimensão de 2,95 metros. O tronco  de um carvalho em condições favoráveis de solo e água , como é o caso, cresce cerca de 6 cm por década a idade deste será de cerca 450 anos.Oxalá continue motivo de inspiração sabedoria e força que os nossos antepassados celtas atribuíam ao carvalho. A mais antiga árvore do rincão sintrense aonde está.

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Publicado por Júlio Cortez Fernandes às 16:12
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Quinta-feira, 7 de Maio de 2015

A PONTE MEDIEVAL DA RINCHOA

A Área Metropolitana de Lisboa,em muitos dos seus aglomerados urbanos, possui património que não é conhecido, e por isso mesmo, deve ser divulgado.

No Concelho de Sintra, a Rinchoa, que é "bombo" da festa de muitos "analistas" que por falta de humildade, falam do que não sabem. Não fazem ideia de que  muito do que apontam como sendo sítios descaracterizados sem alma nem história; têm afinal um património interessante e valioso.como é ocaso da NOSSA TERRA.

Na Rinchoa ao fundo da Avenida dos Carvalhos, limite da freguesia de Rio de Mouro com a de Belas, na confluência da "regueira" da Tala com a Ribeira da Jarda, existe uma secular, e interessante ponte de pedra que servia de passagem entre os concelhos de Sintra e Belas.

 

 

 

 

 

A Rinchoa foi durante séculos um cruzamento de caminhos, característica que se mantém ainda hoje.

 

Esta ponte que é sem dúvida, medieval, está ao abandono, felizmente encontra-se em bom estado de conservação, merece que seja limpa das ervas e silvas que a rodeiam e assinalada como património de interesse público.

Aqui, no coração do concelho de Sintra, é possível observar uma vestuta ponte, com pormenores construtivos, já difíceis de encontrar em monumentos do mesmo tipo noutros locais de Portugal.

Esta ponte,por incúria serve de suporte a uns inestéticos canos ,e cabos de plástico que devem ser retirados, para que possa ser admirada na pureza das suas linhas originais.Agora (2015), os tubos já foram retirados.Afinal alguém lê os nossos textos

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A ponte da Rinchoa para a Tala, deve ser classificada como imóvel de interesse público, para que todos a conheçam e admirem. É uma estrutura que durante muitos anos, permitiu aos moradores, almocreves e viajantes, atravessar a Ribeira da Jarda, para se dirigirem ao Recoveiro e Meleças. Mas isso será tema para próximo encontro.

 

Por hoje fiquemos com esta bela e antiga obra de cantaria, património da  Rinchoa.

Publicado por Júlio Cortez Fernandes às 20:07
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Sexta-feira, 27 de Junho de 2014

O Pão de cada dia

No nosso "bairro" na Rinchoa, bem no coração do termo da antiga "vila" de Sintra, além do ar puro horizontes dilatados que abrangem a vista do oceano atlântico, dispomos de todas os benefícios da vida moderna: transportes públicos, duas estações ferroviárias em linhas electrificadas (Rio de Mouro e Meleças), autocarros vias de comunicação modernas A16, acesso a praias, quinze minutos do guincho, bancos, complexo desportivo com piscinas, super e minimercados, farmácias lavandarias, cabeleiros e barbeiros, restaurantes, pastelarias agências bancárias, notário, PSP, escolas básicas e secundárias, públicas e privadas e muito mais que seria fastidioso mencionar. Convém referir, de acordo com ranking das escolas a melhor escola privada de Portugal, o Colégio dos Plátanos está aqui. A súmula ilustra a importância da urbe, a população cerca  trinta mil habitantes, tem mais expressão que 90% dos municípios portugueses. Não é um ermo ou dormitório, sim uma parcela relevante do município Sintrense. A introdução destina-se a avivar a "memória" de uns contadores de histórias sem graça, tendo falta de assunto para diatribes ousaram querer ridicularizar a nossa terra.

Além dos aspectos referidos, temos a possibilidade de adquirir diariamente, pão confeccionado na Rinchoa em forno de lenha. A padaria fica situada na rua dos cravos ,transferida para o local onde labora em 1982.O seu proprietário,sexagenário, representa uma verdadeira dinastia de mestres padeiros, já os seus antepassados faziam da panificação modo de vida. O pão fabricado tem sabor distinto e textura, aproximada da que segundo testemunhos antigos teria o denominado "pão de Meleças", de que o 1º marques de Pombal, Sebastião José de Carvalho e Melo era apreciador, o Marquês possuía aqui perto grandes propriedades, uma das quais a tapada das mercês, fica contigua à Rinchoa. Estaremos portanto perante o último reduto onde se fabrica genuíno pão daquele tipo. A padaria da rua dos cravos na Rinchoa, merece o titulo de único "fabricante do verdadeiro pão da Rinchoa e Meleças".

       

 

 

 

 

 

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Publicado por Júlio Cortez Fernandes às 17:48
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Segunda-feira, 16 de Junho de 2014

Sabores Estivais

O calor finalmente aperta, praia sol mar montanha, natureza os grandes espaços voltam a ser refugio da canícula, estância para devaneio e fruição da vida. O verão época de saborear comidas e petiscos que associamos a estação: sardinhas assadas vinho, cerveja gelada e ...caracóis, isso mesmo, caracóis, caracoletas assadas, moelas na grelha, pipis, pica-paus pretexto para dedo de conversa com familiares e vizinhos. Por estas bandas de Sintra na Rinchoa voltou a apelativa informação: "HÁ CARACÓIS". Podemos degustá-los em diversos locais da urbe no entanto para nós os de "O VICTOR" a grafia do nome mantem a antiga forma, são os preferidos, sabem sempre bem, acompanhados com cerveja ou vinho verde, tudo fresco e à "pressão". O estabelecimento dispondo de confortável e luminosa sala, cozinha à vista do cliente, fica defronte do antigo posto da Guarda Nacional Republicana, Rua do Casal da Serra, abriu portas à trinta anos em 1984, mantendo competência do serviço e distinção no acolhimento desde a primeira hora. Tem óptimo peixe e marisco, douradas e robalos do mar, escalados assados com mestria são deliciosos. No tempo apropriado servem arroz de lampreia dos melhores de Portugal, sem exagero conhecemos o "tema", este "estatuto" é alcançado graças a arte e engenho da chefe da cozinha, sábia senhora com talento culinário. A iguaria chega directamente de Penacova terra dos proprietários, os vinhos do Dão incluídos numa carta bem sortida são únicos e provem igualmente da região natal dos senhores da casa. Os preços das refeições tem relação adequada com a qualidade dos alimentos.

Aconselhamos em dias determinados, cozido à portuguesa servido com abundância, o bife à casa sempre disponível é de se tirar o "chapéu". Estão ai outra vez  caracóis, motivo acrescido para "pousarmos" no restaurante "O VICTOR". Sem perder o fulgor da juventude entrou na idade adulta para deleite dos comensais e prestígio da cozinha Sintrense onde ocupa lugar cimeiro. Gastronomicamente aqui é sempre tempo estival, o calor da simpatia para quem chega está garantido.

Ninguém fica encalorado, o local tem ar condicionado.

 

O

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Publicado por Júlio Cortez Fernandes às 10:08
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Quinta-feira, 20 de Junho de 2013

A Iluminação pública eléctrica quando chegou não era para todos

A hegemonia de tipo "feudal" que caracteriza o relacionamento da "Vila" de Sintra com os demais aglomerados populacionais do território concelhio, tem assumido no decorrer do tempo várias facetas,no entanto,todas demonstrativas de alguma sobranceria,da parte do poder municipal,para com os munícipes contribuintes, residentes no termo dela.

Um exemplo ilustrativo do que dissemos, está relacionado com a iluminação pública. Este melhoramento chegou à sede do concelho, ainda no final da monarquia, cerca de 1908, todavia às diversas povoações, para além de Sintra só aconteceu algumas décadas depois. Foi o caso da Rinchoa segundo o Jornal de Sintra: "no dia 25 de Outubro de 1936 inaugurou-se a luz eléctrica naquela localidade". Quase trinta anos depois da "vila". Curiosamente ainda se encontram ao "serviço", diversos postes utilizados desde então para suporte dos condutores eléctricos, cujo traçado ainda aéreo como há cerca de 75 anos, se observa em várias zonas da urbe, um testemunho é o poste colocado a meio da  rua da Capela. Muito boa gente continua a pugnar denodamente pelo centralismo municipal, saudosa do senhor D. Miguel I, mesmo depois de comemorado o primeiro centenário da República Portuguesa. Temos Luz, isso é que importa!

 

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Publicado por Júlio Cortez Fernandes às 13:44
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Segunda-feira, 21 de Março de 2011

O HOSPITAL MILITAR DE RIO DE MOURO NO SEC:XVIII

Na última década do século XVIII, Portugal esteve envolvido em conflitos bélicos motivados pela ameaça invasão da França e de Espanha. Para defender o nosso Pais a Inglaterra, enviou ajuda militar, que incluía regimentos de Franceses emigrados que tinham combatido a República, proclamada em França em 1789 e por esse motivo obrigados a abandonar o seu País.

Um desses agrupamentos o "Loyal Emigrant", que compreendia os regimentos do Duque de Castries e do Marquês de Mortemart, vieram a soldo dos ingleses, para Portugal ficando o regimento de Mortemart aquartelado em Oeiras, com a incumbência, de entre outras, a de guarnecer o Forte de Rio de Mouro, defesa importante dos Palácios de Sintra e Queluz. Este forte ficava onde é hoje a Rua do Jornal de Sintra em Rio de Mouro, um dos seus pontos de vigia seria o "Alto do Forte" sítio que actualmente ainda existe.

Para apoio ao regimento de Mortemart, estabeleceu-se um hospital militar em Rio de Mouro. Há noticia de alguns soldados que faleceram nesse hospital e sepultados na Igreja de Nossa Senhora de Belém. No interior eram enterrados os  católicos, os luteranos no adro.

Onde ficaria o hospital? Esta pergunta fizemo-la algumas ocasiões sem encontrar resposta. No entanto como diz o povo "quem porfia sempre alcança", e um destes dias apurámos que António M. Mesquita em  artigo publicado no jornal A República de 1 de Outubro de 1949, e citado por Sousa (1984,p.121) escreveu  que séculos atrás, a Casa Museu Leal da Câmara na Calçada da Rinchoa "fora hospital militar durante as invasões francesas e pertenceu outrora ao Marquês de Pombal". Eis a solução para a pergunta, estamos em condições de afirmar que foi hospital para militares franceses, mas antes das invasões, porque estas só ocorreram a partir de 1807. Os regimentos de emigrados permaneceram em Portugal, desde 1793  até 1801.

Mais um motivo para uma visita à Casa Museu Leal da Câmara, não só pelo seu rico acervo, mas também, com o aliciante de podermos imaginar o que seria a casa transformada em hospital para os soldados do regimento do Marquês de Mortemart, nos finais do século XVII. 

  

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Publicado por Júlio Cortez Fernandes às 22:13
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Domingo, 16 de Janeiro de 2011

MEMÓRIAS DA RINCHOA " Termo da Vila de SINTRA"

As velhas povoações merecem consideração porque fazem parte da História do Povo que as habitou, percorreu os seu caminhos cultivou as suas terras, construiu as suas casas e viveu em comunidade ao longo de muitas gerações. Algumas  pessoas  por  descohecimento, incultura e malidiscência, falam desses Lugares, como se fossem produto de modernas "urbanizações", imaginadas por "empreendedores" e construídas em espaços sem "alma". Deste modo, aqueles que o ciclo geracional permitiu serem hoje os seus habitantes devem dentro das suas capacidades fazer o que puderem para tornar conhecido o passado da terra onde a sua vida decorre. Vem isto a propósito da RINCHOA - uma "aldeia" do Concelho de Sintra e Freguesia de Nossa Senhora de Belém de Rio de Mouro, que muitos pensam ser de fundação recente, e de facto não o é.

A origem deve situar-se no começo da Nacionalidade Portuguesa, a sua importância social e económica era já relevante no século XVI como  pode verificar-se pelo assento de baptismo que transcrevemos:

 

"Aos 20 de Março de 622 eu António Pinho paroco nesta igreja de N.Srª de Bethlem de Riodemouro, baptizei Juliana filha de P.Luis e de sua molher Juliana Luis moradores na RINCHOA. Foram padrinhos Braz Carrasco de FITARES, e Ana Alvares da Baratã, e por ser verdade assinei aqui"

 

Decorria o ano de 1622 no periodo em que PORTUGAL estava dominado pelos Espanhóis, curiosamente o documento refere Fitares que tal como hoje existia juntamente com a Rinchoa. A "nossa Terra" é antiga e ao provarmos isso todos que na actualidade somos  seus "vizinhos", exigimos que a respeitem, porque gostamos de morar aqui. 

Sintra e o seu termo é um território consolidado ao longo de séculos, pelo desenvolvimento dos sítios, os quais merecem o respeito devido ás coisas "venerandas". 

 

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Publicado por Júlio Cortez Fernandes às 16:45
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Quinta-feira, 29 de Julho de 2010

ARTE EM ESPAÇO PÚBLICO - UM CASO PARA MEDITAR...

Quando procedeu á remodelação da estação ferroviária de Rio de Mouro - Rinchoa, a CP encomendou à Pintora Graça Morais uma obra para oferecer ao Munícipio de Sintra, e que seria colocada na Freguesia de Rio de Mouro para ser fruída pela população. Certo é passada quase uma década, o belissimo painel de azulejo continua a não ser admirado como deve, porque a Autarquia que devia zelar por isso, nada fez.

Em 23 de Março de 2007 na Assembleia Municipal referi o estado pouco cuidado da envolvência do painel, todos estiveram de acordo com os reparos e sugestões que formulamos ..e nada foi feito para melhorarar a situação...

A cidade de Bragança tem um Centro de Arte Moderna com o nome de Graça Morais como justo reconhecimento ao talento e trabalho desta

artista de renome mundial. Actualmente está patente naquele Centro uma importante exposição do grande Pintor Júlio Pomar.

Seria uma boa altura para a Camara Municipal de Sintra dignificar esta magnífica obra de arte, colocada em espaço público, e  que por isso deveria merecer os cuidados que permitissem a quem passa admirar a beleza do painel,e saber quem o idealizou. O conhecimento é parte integrante da cidadania. 

As imagens que deixamos falam por si: Colunas de iluminação, sinais de trânsito, paineis publicitários tudo permanece como se estivessem

a rodear um muro forrado de azulejo e não uma criação artística! Esta panóplia de obstáculos impede visualizar na sua plenitude, a composição pictória de cunho mágico e esplendorosamente solar, que Graça Morais criou...É uma dor de alma.

  

 

 

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Publicado por Júlio Cortez Fernandes às 18:43
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Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

CAZAL DO ROUXINOL...

Em pleno centro da Rinchoa, um "bairro" de Sintra soalheiro e com uma vista deslumbrante para a Serra, encontra-se um EUCALIPTO, uma frondosa árvore com cerca de 20 metros de altura. Cresce numa propriedade cujo nome é: CAZAL DO ROUXINOL, conforme um azulejo colocado no muro onde se pode ver a data 1940. Não será errado atribuir o plantio do eucalipto por essa altura. Tem já uma provecta idade...

Estando no interior do casal e protegido pelos muros que a envolvem não sucederá a este eucalipto, o mesmo que vem num texto do livro de leituras do antigo ensino primário (hoje ensino básico) onde se lê:

"Era meia noite, quando um velho  eucalipto plantado à beira de uma estrada foi desassossegado no seu sono tranquilo por uma machadada no tronco, vibrada com alma por um camponês" (1958).

O eucalipto apesar de originário da Austrália tem uma grande difusão em Portugal desde o século XIX,quando começou a ser plantado.

O "cazal do rouxinol", confronta com a Rua da Capela assim denominada por ser onde ficava a capela da Rinchoa entretanto desaparecida.O nome do "cazal" presta tributo a uma ave frequente na região: o rouxinol, esta ave tem um canto melodioso que convida à vígilia noturna e faz esquecer o perigo que pode representar o dia. Na Rinchoa existem vários locais que referem directamente o seu nome como a "FONTE DO ROUXINOL".

Há uma quadra popular que lembra o carácter vigilante do pássaro: 

                                        

Nossa senhora disse disse disse

         Enquanto o "gavião" da videira subisse

     Que não dormisse que não dormisse

 

E esta cantilena, tenta reproduzir o cantar do pássaro...

 

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Publicado por Júlio Cortez Fernandes às 17:17
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