Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Tudo de novo a Ocidente

ESCRAVATURA NO TERMO DE SINTRA SEC:XVIII

Nas recentes jornadas, sobre História Local, Sintrense,promovidas na Quinta da Riba Fria em Sintra, pela Associação Cultural Algamares,onde proferi palestra, acerca do Casal dos Almargens, existiu na freguesia de Rio de Mouro,referi facto das tarefas agrícolas daquela, extensa propriedade,  serem realizadas com recurso a mão de obra  escrava.

Durante debate seguinte alguém considerou relevante a informação porque nunca ouvira falar de tal situação.

Na altura tive oportunidade de afirmar, ser frequente, nas quintas do terno de Sintra,  designadamente na área de Paiões , Rio de Mouro, São Marcos e Meleças, a existencia de escravos.

Acrescento, testemunho, confirmando outra situação. Na quinta grande de Meleças, situada onde hoje está,  parte baixa da Rinchoa, primitiva, zona das Avenidas das Faias, e Robinias, ser cultivada por mão de obra escrava.

PT-ADLSB-PRQ-PSNT08-003-O1_m0088 777.jpg

Registo paroquial de óbito,ocorrido em vinte nove de Outubro, de 1754,podemos ler "Manoel Gomes, casado com Catarina Inácia, ambos pretos, escravos, de Dona Maria Joaquina, viúva de Diogo José, da quinta de Meleças."

Enterramento, no interior da igreja, revela a inexistência de qualquer discriminação do foro eclesial.

Curiosamente, tres meses depois do falecimento, a viúva de Manoel Gomes, deu a luz  criança do sexo masculino.

O recurso a mão de obra escrava, entre outros factores, tinha origem no facto da maioria dos naturais, preferir viver da caridade, pedindo a porta dos conventos   em vez de trabalhar...

 

PERAS PARDAS

Na antiga Feira das Mercês a mais concorrida da região de Lisboa, depois supressão da romaria do Senhor da Serra, em Belas.

No terreiro da Tapada da Marquesa,a carne de porco a moda das Mercês, servida  em caçoilos de barro, as deliciosas peras pardas cozidas, eram dos "petiscos" mais consumidos, pelos milhares de pessoas ali acorriam "feirando ".

No sitio onde hoje está Parque Urbano da Rinchoa, velhinha pereira, pouco cuidada e apresentando,muitos ramos secos cobertos de musgo, ainda produz com algum vigor frutos, regalam a vista  a medida vão amadurecendo,demonstram  ser da variedade  cor castanha ou parda, como antanho se dizia.

Deveriam ser assim, antigamente, a maioria  das pereiras da terra das peras : a Rinchoa

peras223.JPG

 

MEDRONHEIROS ALTO FUSTE

Aqui , neste rincão encontramos medronheiros com tronco e altura, indiciam ser arbustos de avançada idade.

Contrariamente, ideia feita  que o medronheiro era mais abundante no Algarve, hoje já não será assim. Nas serranias da Cordilheira Central,concelhos de Pampilhosa da Serra, Oleiros e Sertã deparamos com extensos medronhais,  também conhecidos com designação de ervedeiros.

Na Freguesia de Rio  de Mouro, na extrema com a vizinha freguesia de Algueirão -  Mem  Martins,junto do caminho para quinta do Mosqueiro, deparei com dois exemplares de medronheiros, silvestres, dignos de menção.

Resistiram a incêndios e  avanço da urbanização, são belos esguios e vetustos.

medronho 1.JPG

 

RIO DE AGUAS " CATIVAS "

Está prestes comemoração da promulgação em 1822, de leis abolindo definitivamente em Portugal ,  antigo regime, monárquico, absoluto e regime de servidão de camponeses e escravos,e privilégios de índole feudal, dos domínios senhoriais.

Todavia,ainda podemos,encontrar vestígios de antigos abusos e mordomias baseados em costumes e regras  abolidas. E nem mesmo a mudança da natureza do Estado de monárquico para republicano,deu termo a tais situações.

O curso de agua atravessa, território da freguesia de Rio de Mouro, no Município de Sintra, ostentando designações diversas : ribeira das Enguias, de Mouro, dos Veados da Lage , e  Oeiras, onde entra nas aguas do rio Tejo; durante séculos suas aguas estiveram quase interditas ao uso por parte da população  das margens, porque correndo no interior das inúmeras quintas da zona, , os proprietários destas,cercam as terras de altos muros deixando somente na parede abertura para o ribeiro entrar, passando, considerar o curso de agua como de sua exclusiva posse.

Esta situação originou protestos da população; moveram acção em tribunal para acabar com este abuso, : "  RECLAMANDO CONTRA O AFORAMENTO  DOS BALDIOS CUJO AFORADORES; NÃO PERMITIAM USAR AGUA NECESSÁRIA AS TERRAS E  AOS ANIMAIS, DEVIDO AS AGUAS FICAREM CATIVAS" 

Actualmente em diversas quintas isso se verifica,até no curso final,agua  "pertence ", integramente aos jardins do antigo palácio do Conde Oeiras, mais tarde Marques de Pombal,

Em Rio de Mouro, insigne quinta, ainda ostenta no muro de  vedação abertura por onde as aguas entravam para o "cativeiro", Enfim ninguém conseguiu por termo a este privilégio injustificado.

secerty.JPG

 

 

DOCE ROTEIRO

A Rinchoa, como importante povoado, da charneca entre Sintra e  Cacém exemplo das povoações saloias, era conhecida pela referencia dos moradores, pelo arroz doce, iguaria não podia faltar em qualquer casamento  e baptizado, ou ainda na festa do orago da terra. 

Não pretendo dissertar hoje, acerca da doçaria,do nosso burgo, quero deixar testemunho,. como apreciador do celebrado pastel de nata, aqui no território ocidental da grande Lisboa, bem no coração da Freguesia de Rio de Mouro, secularmente a mais importante do Município de Sintra, depois das freguesias da Vila; aqui, dizia será possivel degustar o  pastel, actualmente melhor confeccionado que dito de Belém,

Sendo a padroeira de Rio de Mouro, Nossa Senhora de Belém, nao é  para admirar a mestria dos pasteleiros autóctones,

Nos estabelecimentos Panialves, na Avenida Marques de Pombal, Na central da Avenida de Fitares, acima de todos na Panicoelho, ali a beira do famoso e prestigiado Colégio,este ultimo na minha abalizada degustação  será o melhor.

O resto, cuidado com as mazelas atenção a "linha",mas antes experimentem ...

anata.JPG

 

AFINAL A HISTÓRIA TAMBÉM SE REPETE

Se ridículo matasse quantas " luminárias " da nossa praça,estariam já mortinhas de todo, como sabiamente costuma opinar um muito querido amigo.

Por causa da pandemia, aqui del- rei , foram proibidos arraiais de Santo António  e demais festanças, sempre tradição do povo humilde e desprotegido...

Nada mais errado, primeiro arraiais lisboetas do Santo António, não são costume ancestral, segundo épocas houve que os ditos arraiais não se realizavam, como podemos constatar, por noticia na imprensa de 1938,

Mais tarde o regime do Estado Novo, por sugestão e empenho de António Ferro, patrocinaria a invenção das marchas populares, e  tronos do Santo António, em homenagem ao outro António da Calçada da Estrela.

Enfim,como aconselha Dr, Pacheco Pereira meu antigo professor no ISTCE, estudem mais; da nossa parte cumpram as regras de boa conduta sanitária contra a pandemia, para nos livrar desta.

Tenham juízo, arraiais vão e vem  dependendo do capricho de pretensos salvadores da Pátria.

Fico apreensivo; afinal em Portugal, ainda parece existirem muitos adeptos de saudosas reais pessoas, porque ao fim e ao cabo , querem é " reinaçâo".

aiaiai.png

 

 

 

 

NOSSA TERRA E SUAS CARACTERISTICAS SINGULARMENTE MARAVILHOSAS

Quando escrevi neste espaço,aquilo repito agora no no titulo, não estava enunciar nada não possamos verificar em  muitos dos recantos deste nosso encantador cantinho, onde adoro viver, apesar tivesse  desejado, felizmente, poderia ter  "abalado". Claro , tal qual acontesse em mais renomados sítios, deparamos com aspectos, será necessário, ultrapassar.

Pretendo, simplesmente,partilhar com quem visita este blogue,  imagem que captei , na Avenida dos Plátanos, Rinchoa, freguesia de Rio de Mouro Município de Sintra.

Artéria ladeada por 33, árvores daquela espécie, apresentava num dos Invernos passados,  imagem  serve para ilustrar  texto.

A beleza  tão tocante não precisa mais palavras. ÚNICO.

plat inver.JPG

 

 

PUGNAR PARA SER DA NOSSA FREGUESIA

Sou daqueles gosta de viver no concelho de Sintra,e concretamente na Rinchoa, freguesia de Rio de Mouro. onde moro preste a cumprir-se meio século. Vim para aqui por livre, expontanea vontade,posso afirmar  uma boa decisão.

No entanto, em determinada ocasião do tempo histórico, centenas de  habitantes de outra freguesia do Município Sintrense, tiveram de mover céu e terra, para pertencerem a freguesia de Nossa Senhora Belém de Rio de Mouro.

Presto homenagem a esses nossos avoengos, moradores na zona onde se situa  bairro da Tabaqueira , Casal do Marmelo,restante território além do cruzamento da estrada Abrunheira, Tires, por haverem juntado a nós, assim dilatando, perímetro da freguesia. Bem hajam 

RIOMOURO.JPG

 

   

AÇUDE DA QUINTA DA PRESA OU DA REPRESA

Do que terá sido muito antiga quinta da Presa,actualmente resta pequeno núcleo, na rua liga Rio de Mouro Estação as Mercês, ainda no território da freguesia de Rio de Mouro , Município de Sintra; é assim denominada por causa da represa  existiu na propriedade.

Procuro há muito saber ao certo, onde ficaria tal construção,no meio da papelada tenho vindo, paulatina e preguiçosamente limpar do meu arquivo,aproveitando ensejo proporcionado pelo estado de residência fixa e vigiada, resguardado da pandemia, e dos cada vez mais numerosos néscios apareceram, não sei donde transvertidos  sábios , conselheiros e comentadores.Num desses papeis, encontrei informação para resolver  dúvida. 

Caminho particular,desde Avenida Almirante Gago Coutinho, ao parque urbano da Ribeira das Enguias, transpõe o curso de agua por meio de um pontão,durante dilatado tempo as pessoas passavam pelo cume do dique. No leito da ribeira, podemos observar interessantes vestígios.

miimas.JPG

Tratam-se de ruínas do açude, e começo da levada que fazia mover azenha, existiu mais abaixo,onde fica a Rua do Jornal de Sintra, artéria , onde passava a via Romana em direcção de Albarraque.

A quinta da Represa ou da Presa, extensa propriedade, englobava os terrenos onde está o pavilhão desportivo e escola básica da Serra das Minas, e também os da outra margem da Ribeira, desde as " hortas urbanas " , até para além do IC 19.

Finalmente o açude foi construido no local das ruínas , para permitir, além da rega de culturas agrícolas, igualmente armazenar as aguas provenientes das nascentes ou minas, das colinas ( serra  ), do mesmo nome. Mapa do sitio

apresa.JPG

 

LOGOTIPO DO PARQUE URBANO : REPARO

Mister começar, como poema declamado por João Vialaret " Lisboa querida mãezinha " : No caso presente direi " RINCHOA QUERIDA VELHINHA ", penitencio-me por ter sugerido para símbolo do parque urbano, o magnifico sobreiro; no entanto é imperdoável,ter esquecido  arbusto que esteve na origem do teu nome, e abundante no parque urbano, refiro RINCHOEIRO: e igualmente, 

rinch11.JPG pilriteiro, escalheiro, escambrulheiro, catapereiro, estrepeiro...

Tudo porta enxertos apropriados para enxertar pereiras ditas  "mansas",de que existe no parque, logo a entrada,  exemplar velhinho, mal cuidado,ainda  produz belos frutos, ou não fosse Rinchoa uma terra de e PERAS.Estou perdoado...

pereira1.JPG

 

 

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Links

Curiosidades sobre o autor

Comentários - Alvor de Sintra

Quadros para crianças

Sites e Blogs de Interesse

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2015
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2014
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2013
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2012
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2011
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2010
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2009
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2008
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2007
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D