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Tudo de novo a Ocidente

CASA-MUSEU LEAL DA CAMARA - 65 ANIVERSÁRIO

No já distante 1957,dia 2 de Junho, seria inaugurada com pompa e circunstancia a instituição que serve de titulo a este apontamento.

Estiveram presentes,o Ministro da Educação , Dr. Leite Pinto o presidente e vice presidente da Camara Municipal de Sintra,respectivamente Dr. César Moreira Baptista e Capitão Américo Santos,alem do vereador do pelouro municipal da cultura e grande dinamizador da obra,o Professor Doutor Joaquim Fontes; claro a viúva de Leal da Camara Dona Júlia e muitos outras individualidades, nomeadamente o visconde de Asseca.

A noticia do Diário de Lisboa, remetida telefonicamente para a redacção, refere justamente carácter pitoresco da nossa singular Rinchoa.

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ESTABELECIMENTO COMERCIAL DECANO DE IGUARIA

Em tempo escrevi neste espaço acerca do ARCO - ÍRIS restaurante emblemático de Rio de Mouro e do Município de Sintra.

Situado na Avenida Infante D. Henrique nº1, imediações da estação ferroviária de Rio de Mouro-Rinchoa, desculpem se não concordam , para mim será sempre assim...

O restaurante,irá cumprir no próximo 2023, 60 anos de laboração,sendo por isso o mais antigo poiso, dedicado a confecção dos mais saborosos pregos e bitoques,que conheço.

Por algum tempo, a iguaria,passou aqui, por período menos bom , actualmente,voltou ao antigo esplendor de sabor e apresentação, está óptimo.

Trabalhando neste local, ganharam experiência alguns que abriram estabelecimentos similares, depois por todo lado surgiram imitações, no entanto ninguém suplantou ainda o Arco-Íris.

 Neste poiso comensal, podemos apreciar os melhores pregos e bitoques de toda Republica Portuguesa, Se duvidam experimentem. Longa vida aos seus proprietários e colaboradores; venham outros 60.

Bom apetite! ilustração do bitoque que degustei  passado Domingo,claro no Arco-Íris.

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RUÍNAS DA AZENHA - CASAL DOS ALMARGENS, RIO DE MOURO - SINTRA

Referi neste espaço a importância da propriedade tema deste apontamento,e já dissertei acerca da azenha, a propósito da rua com mesmo nome.

Pude observar agora o edifício da moenda,construido no século XVIII,que o actual proprietário está a recuperar. 

Estamos perante edificação sem duvida construida por pessoas dispondo poder económico  para realização da obra; destinada a albergar diversas pedras moendo grandes quantidades de cereal.

Podemos observar,contrariamente as pobres e humildes azenhas aldeãs, normalmente com um piso térreo, esta possuía primeiro piso alto, destinado morada do moleiro.

A roda motriz, colocada no tardoz num amplo espaço cavado no solo em profundidade possibilitava  instalação de peça de grande diâmetro permitindo movimentar quatro mós.

Estou contente porque investigação de  simples" historiador", permitiu este encontro com vestígio testemunhando, indubitavelmente, a importância social e económica de Rio de Mouro , não só no Município de Sintra, mas também no conjunto do País.

Azenhas como esta não existiram muitas por ai fora.

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SINAL ESTIAGEM SERÁ SEVERA

A situação de ausência de pluviosidade faz lembrar o samba canção "tomara que chova",gracejo a parte,estamos perante calamidade se entretanto no prazo de um mês,não vier chuva abundante.

Aqui no nosso cantinho há sinal, como nunca presenciei por estas bandas,demonstrativo da preocupante situação.

A ribeira de Fitares,na Rinchoa, Rio de Mouro,Sintra; assim denominada porque seu curso atravessava  extenso filictum,ou seja sitio onde há e crescem fetos, ainda tem na sua margem muitas plantas desta espécie,

Como sabemos o feto,apresenta perene cor verde,nomeadamente quando cresce junto a locais húmidos.

Observando a margem do curso de agua a montante da ponte junto ao complexo desportivo,verificamos,acompanhando completa falta de agua correndo no leito da ribeira,fetos do talude da margem, nesta altura do ano, já secaram.

A raridade desta ocorrência é preocupante.Estamos sem duvida perante um quadro de seca extrema.Oxalá passe depressa, para nosso bem e retorno da beleza da ribeira.

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ROTEIRO DAS LOJAS TRADICIONAIS: RIO DE MOURO- SINTRA

O popularmente designado comercio tradicional ou de bairro, tem na nossa terra,alguns exemplos, pela sua longevidade,e ramo de negócio, merecem referencia especial.

Na Rinchoa, na Praceta das Mimosas,existe vai para 30 anos, loja que pelo seu tamanho tipo de comercio, simpatia de atendimento da  proprietária   única empregada,deve ser considerada,como diz  querida amiga, "loja fofinha".

Estou reportando estabelecimento de venda de retroses, ou sejam fios de seda ou algodão para costura ou bordados,  famosa  Retrosaria Mimosa.

O negócio já conheceu melhores dias, oxalá volte interesse pelos bordados e costura,para nova clientela apareça,e não se perca maravilhoso colorido do interior da loja,da qual, amavelmente, fui autorizado  fixar na imagem.É linda...

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RECORDANDO NOSSO ILUSTRE CONTERANEO

No Município de Sintra,particularmente na freguesia da Vila de Rio de Mouro,tiveram residência permanente,ilustres portugueses que se distinguiram e ficarão para sempre na nossa História.Infelizmente alguns depois da sua morte foram relegados para injusto esquecimento.Merecem recordemos sua memória para continuarem  "vivos".

Um exemplo do que acabo de referir, é Francisco Lyon de Castro, empresário político democrata , opositor do regime Salazarista, fundou em 1945,em sociedade com seu irmão Adelino, a editora Europa América. 

Mais tarde Lyon de Castro, já único proprietário da empresa, inaugurava em 1964, as instalações modernas da gráfica Europam, situadas no limite das freguesias de Algueirão Mem-Martins, e Rio de Mouro,junto da estrada Lisboa Sintra.

Homem de grande visão empresarial,Lyon de Castro,foi igualmente um patrão com preocupações sociais,proporcionando aos trabalhadores, condições de trabalho e remuneratórias justas .

Viveu durante décadas em Rio de Mouro, onde havia construido uma vivenda.Nasceu em Lisboa no dia  24 de Outubro de 1914,falecendo a 11 de Abril de 2004, sendo ao tempo o mais antigo editor do mundo em actividade.

Seria sepultado no cemitério de Rio de Mouro, após velório realizado nas instalações da sua empresa que tanto acarinhava.

Repousa no jazigo de família mandado executar em 1989,  onde jaz igualmente sua esposa Eunice.

Francisco Lyon de Castro,com quem tive privilégio de conversar algumas ocasiões,quis ficar para sempre na terra que como muitos de nós,adoptou como sua. 

Merece que recordemos e consideremos a exemplo de outros um Rio Mourense ilustre.

Nada mais apropriado que deixar aqui referencia a sua querida empresa, onde muitos nossos vizinhos trabalharam. Infelizmente hoje nem sei se existe ainda. Uma pena...

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CONFERENCIA A NÃO PERDER

No âmbito da actividade programada pela Junta de Freguesia de Rio de Mouro, para assinalar centenário do falecimento de José Cupertino Ribeiro Júnior terá lugar no auditório da Casa Museu Leal da Camara no próximo dia 25 do corrente,conferencia a proferir pelo Professor Doutor Daniel Alves docente na Universidade Nova de Lisboa.

Investigador reconhecido da vida e obra de Cupertino Ribeiro, ouvir o ilustre Professor Daniel Alves, será ocasião de ficar a conhecer melhor Cupertino Ribeiro nosso patrício por adopção industrial proprietário da Fabrica de Estamparia  benemérito de Rio de Mouro, custeou do seu bolso grande parte das despesas da construção do novo cemitério paroquial, construido logo após implantação da Republica.

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AINDA HÁ MUITO PARA DESCOBRIR POR AQUI

Rio de Mouro, freguesias das mais populosas de Portugal,alberga no seu território particularidades interessantes,cuja descoberta parece epifania.

Um dia da ultima semana deste Maio caloroso e poeirento,decidi aventurar-me por caminho pedonal,nunca antes havia percorrido,  resultado foi surpreendente.

Logo no inicio da caminhada deparei com a presença de socalcos lançados na encosta,e graças a trabalho de limpeza do mato e arvoredo,ficaram visíveis; e testemunham actividade agrícola própria das zonas de minifúndio,revelando a este rincão sintrense desde tempos recuados vem aportando gente de todo País, procendentes em maior numero do centro e norte de Portugal.

O coberto florestal é aqui  formado por pinheiros do tipo de Alepo, como sabemos originário do Mediterrâneo; resina desses pinheiros,é usada pelos gregos na preparação de um vinho peculiar denominado retsina.

Rio de Mouro e seu ambiente natural teriam ,talvez, características vincadamente de clima mediterrânico,a primazia do pinheiro de Alepo,sobre o pinheiro bravo das dunas e medos da orla do oceano Atlântico, parece exemplificar tal hipótese.

Iremos continuar ainda agora estamos a meio do caminho.

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SINTRA ALÉM DA VILA

O município de Sintra um vasto território onde é possível encontrar singularidades que o tornam  jóia com património natural único e, situado menos de vinte quilómetros da cidade de Lisboa.

A freguesia de Rio de Mouro desde começo do povoamento,pertenceu sempre ao termo da Vila de Sintra; muito procurada pelas suas terras férteis e regadas por várias ribeiras, nela foram ao longo dos séculos, edificadas importantes quintas algumas ainda existentes.

A riqueza florestal de zona, permitiu muitas árvores de vetusta idade,tenha crescido ba beira dos caminhos e nas propriedades. Estão nesse numero sobreiros carvalhos e alguns castanheiros.

Carvalheiras seculares podemos encontrar na cercanias da Quinta do Mirante,nas encostas da Rinchoa, e no parque urbano de Rinchoa - Fitares.

Ainda não há muito tempo,foi proporcionado "visitar" exemplar magnifico de um carvalho cerquinho,abrigado numa quinta em recuperação, segundo apuramos já era  árvore de porte altivo em 1891, quando a propriedade foi comprada, por antepassados de quem a vendeu aos actuais donos.

Rio de Mouro termo da Vila de Sintra,detém património singular ,com a particularidade de estarmos numa zona densamente habitada.

Quase a completar meio século que  aqui moro , cada dia gosto mais desta terra adoptiva, agora considero minha. Aqui fica este nosso admirável amigo. 

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TONONIMIA FONTE DE CONHECIMENTO

Covas antiga aldeia, localidade pitoresca da freguesia de Rio de Mouro, Município de Sintra,recebeu essa designação porque nela se situavam em tempos idos, silos onde se  guardavam os grãos cerealíferos colhidos, principalmente, na área de PAIÕES.

Verificamos há pouco, até a década 1970, a cumeada das colinas onde edificaram a povoação, albergava numero significativo de moinhos de vento.

Tudo vem confirmar aquilo que já referimos neste blogue.O cereal produzido em Paiões, transportado depois para as "tulhas" das Covas, seria finalmente reduzido a farinha, nas moendas, construidas " a boca dos silos ", tudo perfeito e coerente. A toponímia é manancial de informação a ter em conta.

Foto de 1970 com dois dos moinhos das Covas.

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