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Tudo de novo a Ocidente

PARA " ÁGUAS " EM CASAL DE CAMBRA

Casal de Cambra actualmente, freguesia no concelho de Sintra, situa-se num território onde se verificaram profundas transformações ao longo de pouco mais de um século, local de viligiatura dos cónegos da câmara eclesiástica de Lisboa -  "celeiro" das freiras de Beja - maior aglomerado de génese ilegal da Europa, recuperado com esforço e "cabedais" de moradores e Município.

Durante meio século, pela fama de propriedades curativas das águas, ali afluíam multidões procurando alivio dos padecimentos. Nos primórdios do regime republicano.

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Publicava legislação que outorgava o alvará de concessão permitindo exploração das águas medicinais existentes na localidade.

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Note-se  documento refere: "Casais de Câmara" por isso a concessionária era denominada por:  "Empresa das Aguas de Casais".

Vestígios do balneário, podem ainda ser observados no jardim de Casal de Cambra no "Parque 25 de Abril". Na época que muita gente rumava  as nascentes, era frequente ouvir-se em Lisboa: "vou a águas para Casal de Cambra ".

A importância do manancial,  relevante , daí ser referenciada nas cartas geográficas concelhias. 

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PREGOS E BITOQUES - NOVAMENTE

Escrevi algum tempo nesta " tribuna "  os melhores pregos e bitoques eram os do " arco - íris " restaurante sediado na Av. Infante D. Henrique , perto da estação ferroviária na freguesia sintrense de Rio de Mouro.

Confesso ultimamente comecei  duvidar da justeza da minha apreciação. Felizmente posso hoje reafirmar, continua a ser o melhor sitio de toda área metropolitana de Lisboa para degustar os pitéus.Ontem pude verificar com satisfação a excelência da carne esmero da apresentação, simpatia do pessoal, quem tiver dúvidas vá lá e constate a  veracidade .

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Neste cartão, sem exagero, deviam substituir  termo " especialidades " por       "sumidades " , mais não digo,  esta genuína e ilustre casa  elevou  confecção da iguaria que  sintrense  Manuel Prego " inventou ", ao mais alto gabarito.

 

 

 

TOPONÍMIA SINTRENSE - SAMUDES

Numa das estremas do Município de Sintra, proximidade da " fronteira " com vizinho concelho de Loures,no meio da ubérrima zona  horticola, de Albogas,deparei topónimo de significado desconhecido.

Encontrei em diversos registos paroquiais do século XVIII das freguesias do concelho sintrense, informações relatando  existência de escravos de proveniência africana, empregues nas tarefas agrícolas, principalmente, em  propriedades senhoriais. Todavia,  escravos habitaram desde tempo recuado na região saloia.

Este facto social, permitiu apurar ,  designação  antiga atribuída a individuo crioulo, era SAMU. 

Topónimo significaria, sitio outrora  habitado por vários , samu, porventura escravos; gíria popular, transformou  plural não  samues  mas  SAMUDES.Será ?

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RIBEIRAS DE SINTRA DESAGUAM NO OCEANO

Há quinze dias ouvíamos com algum enfado sábios especialistas,em todos  "fóruns" dissertar acerca das consequências futuras da falta de chuva, inércia governamental, para tomar medidas adequadas.

Seria bom as pessoas meditassem nisso para deixarem de acreditar quem promete devir radioso  em vez de proporcionar presente condigno.Afinal assolaram Portugal numero inesperado de " tempestades " e seca deve ter acabado.

As denominadas " ribeiras do ocidente " nas quais se incluem as do concelho de Sintra, correm directamente para Atlântico,estavam literalmente, sem " pinga de água ".

Percorrendo a costa sintrense de sul para norte  as mais importantes são :  Rio da Mata, rio do Louriçal ,ribeira  da Ursa, rio  da Maceira, ribeira de Colares,rio de Fontanelas,ribeira do Samougueiro, ribeira do Açougue, ribeira da Samarra,ribeira do  Falcão . Verifiquei, as ultimas chuvadas, repuseram caudal daqueles cursos de água.

Podemos afirmar, neste cantinho ocidental,observamos de novo normalidade hídrica, apesar do  Inverno  começar hoje.

Caudal da Ribeira do Falcão, praia de S.Julião.

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RAPOSO NO TELHADO

No tempo que corre, causa espanto a presença de animais bravios nos sítios  mais inusitados. Parece que é costume antigo,a fazer fé nesta notícia Jornal de Sintra nº 900 de Abril, 1951:

                                                     

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Caso para afirmar : Esta só eu...

MAGOITO - TOPÓNIMO SINGULAR

 No recanto do litoral do Município de Sintra, encontramos sitio com nome raro, conheço similar , situado no concelho de Castro Marim, raia algarvia, perto da margem do grande rio do sul: Guadiana.

Esta particularidade,com observação atenta, e cuidado estudo, permitiu encontrar com veracidade, significado do topónimo.

Ambos tem  particularidade  orográfica reportarem a pequena elevação sem vegetação, apresentando paisagem de aspecto estéril e bravio.
Magoito,  significa: magote, ancestral ( magoute ), corresponde a monte, montoeira, sem importancia, pouca monta,mesquinho.

Observando  paisagem  fácil  constatar, a praia que da arriba recebeu nome é mais imponente e grandiosa que o monte de onde deriva.

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PENDOR REPUBLICANO DO JORNAL DE SINTRA

"Semanário regionalista - Independente ",slogan que ostentava no cabeçalho o prestigiado periódico,JORNAL DE SINTRA; paladino defensor dos interesses do Concelho,decurso da ditadura Estado Novista, sempre lembrou os ideais republicamos, instituídos em Portugal, pela revolução de 1910, mesmo nas circunstancias mais dificeis.

Em 1957, época de confronto entre partidários das liberdades democráticas, e  Salazaristas da linha dura, situação essa no ano seguinte motivou a candidatura do Marechal Humberto Delgado.

A propósito da comemoração do 5 de Outubro, Jornal de Sintra, publicava na primeira página :

                  

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Basta ler texto,para ficarmos convictos do republicanismo do Jornal de Sintra, e ao mesmo tempo, admirarmos a inteligência e sagacidade do seu director, contra ventos e mares, desafiando a censura pévia , escrevia : " VIVA A REPÚBLICA ",  brado então de indole  "subversiva "; e lembrando  regime vigente, apesar de tudo, era republicano.

NOME ATRIBUIR AO FUTURO HOSPITAL DE SINTRA

Frequentemente ouço referir personalidades com trabalho meritório em diversas áreas do conhecimento, e de algum modo tem ligação ao Município de Sintra, e  uma das freguesias ; Rio de Mouro.

Adães Bermudes,renomado arquitecto, natural da cidade do Porto, residiu em Paiões sepultado no cemitério paroquial Riomourense.

Leal da Câmara ,nascido em Pangim , antiga colonia portuguesa de Goa, viveu na Rinchoa, onde existe a casa museu, legado que deixou, recheado de pintura e caricaturas de sua autoria, de incontestável valor.

Não questiono  lembranças destes ou outros vultos ligados por qualquer elo a Rio de Mouro, ou melhor dizendo a Sintra.

Há indubitavelmente  vulto cimeiro do panteão das glórias pátrias ,  nasceu e se fez homem em Rio de Mouro, continua injustamente esquecido.

Francisco Carrasqueiro Cambournac,dia nascimento, 26 Dezembro de 1903, na Quinta da família, no lugar do Papel, então freguesia de Rio de Mouro.

Baptizado na Igreja de Nossa Senhora de Belém, matriz da freguesia, dia 27 de Março de 1904.Um dos padrinhos  seu tio paterno , médico Desiré Cambournac, em honra do qual, dado nome uma avenida na sede do Concelho.

Francisco Cambournac, destacou-se no campo da malariologia;membro fundador do Instituto de Combate a Malária,situado em Aguas de Moura, Marateca , concelho de Palmela, distrito de Setúbal.

Este estabelecimento, integrado no Instituto Nacional de Saúde Pública Dr. Ricardo Jorge,tem hoje  a designação  de Centro de Estudos  de Vectores e Doenças Infecciosas " DOUTOR FRANCISCO CAMBOURNAC ", como homenagem ao insigne Sintrense.

Nosso patrício primeiro português nomeado director da OMS, Organização Mundial de Saúde, para o continente africano, exerceu esse cargo durante dez anos com dedicação competência e brilhantismo.Graças a isso  paludismo foi controlado e erradicado de diversas regiões Africanas.

Em 1978 , recebeu o prémio Leon Bernard, criado em 1937, pela Sociedade das Nações, destinado premiar, trabalhos de excelência no domínio da Saúde Publica a nível mundial.

Francisco Cambournac, professor universitário,director do prestigiado Instituto de Higiene e Medicina Tropical, de Lisboa, merece homenagem nacional  ainda tarda.No topo da Avenida Desidério Cambournac, logo a seguir a rotunda Acácio Barreiros, proponho se erija busto de igual destaque do seu tio,  avenida mude para  "AVENIDA DOS CAMBOURNAC " sem querer superiorizar qualquer deles.

Igualmente a Câmara Municipal deveria atribuir  nome de Francisco Cambournac,  artéria importante no Município, ou então, futuro hospital concelhio  seja denominado " HOSPITAL DOUTOR FRANCISCO CAMBOURNAC ". Foto do insigne sábio humanista.Deixo  sugestão considero justa e apropriada,como atesta noticia inserta no Jornal de Sintra 29 Dezembro 1957

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TOPONÍMIA SINTRENSE - LUGAR INÓSPITO

 

O concelho de Sintra,com área cerca 319 quilómetros quadrados, estende-se por uma vasta região, confinando com os concelhos de Mafra, Loures, Odivelas Amadora,Oeiras, Cascais e Oceano Atlântico,

Nos limites com  alfoz Mafrense , de " conventual memória ", terra onde decorre acção, do romance do genial José Saramago ; alturas da aldeia de Santa Susana, ao longo da estrada nacional 247, Sintra - Ericeira, encontramos  topónimo singular : Arneiro de Arreganha.

A situação geográfica, determinou a ocorrencia da denominação.O vocábulo arreganhar , além de outros , significa também , tremer ou encolher-se por causa do frio.

 Sitio alcandroado no cimo de cumeada  batido por  ventos fortes  de todos os quadrantes,  silhuetas de vários moinhos de vento, são testemunhos.

Arneiro é terreno pouco produtivo; Arneiro de Arreganha, de modo simples quer dizer, local frio e estéril.

Parece as previsões meteorológicas indicam para a próxima semana acentuada descida de temperatura; se não tivermos cuidado, podemos ficar arreganhados, imaginemos no Arneiro da Arreganha, vai estar  " barbeiro " danado.

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