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Tudo de novo a Ocidente

PALÁCIO DA PENA E CASTELO DOS MOUROS PERTENCEM À NAÇÃO DESDE 1889

Algumas ocasiões, por falta de conhecimento, há quem afirme  o monumento mais visitado de Portugal , e  altaneiro, encima a Serra de Sintra,  belo e encantador Palácio da Pena, seria propriedade da Família Real, e  " usurpado " pelos plebeus republicanos , na sequencia da revolução de 5 Outubro 1910.

Nada mais falso,após  falecimento do Rei consorte D. Fernando II, os  bens que deixou em Sintra foram adquiridos pelo Governo , para o património da Nação.Desfeito mais uma vez o pretenso equivoco acerca dos legítimos proprietários quando a Monarquia foi extinta,deixo como ilustração, oteor do decreto publicado ao tempo.

  Efeméride  e facto  merecem ser  assinalados. Relembrando , Palácio e  Castelo dos Mouros, são jóias patrimoniais  de todos Portugueses desde 1889, comemorando-se nesta época  130º aniversário dessa posse.

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MODERNO E ATRAENTE LOCAL PARA COMER E PETISCAR EM RIO DE MOURO

Abriu no primeiro dia deste mês, em Rio de Mouro Sintra,  estabelecimento com todas as condições para se transformar numa referencia na gastronomia da terra,

O proprietário é  mesmo do celebrado restaurante Arco Íris, a " catedral " dos pregos e bitoques de todo o Pais.Ambos ficam situados na Avenida Infante D. Henrique próximo da estação ferroviária da Vila de Rio de Mouro. esta caracteristica torna fácil  acesso , sem necessitar viatura, e nesse caso o estacionamento não é difícil.

O novo restaurante foi projectado e decorado com muito bom gosto ; espaçoso higiénico e confortável.Uma particularidade os empregados simpáticos e atenciosos, coordenados pela filha do proprietário, não precisam  manusear dinheiro,  os clientes podem utilizar  moderníssima máquina de pagamento, raros concorrentes possuem identica e higiénica opção

 Sinal inequívoco de progresso e  mudança do nosso " bairro". Bom augúrio ,  desejo de ver  " PETISQUEIRA DO RIO " , guindar-se ao nível  do " arco íris ".Fiquei cliente,  muitos serão por certo a    "ementa" apresentada, e  os donos pela arrojada iniciativa; merecem.Longa vida para " Petisqueira"

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ÁGUA E PEDRAS, ORIGINARAM SÍTIO MÁGICO E " DIVINO"

De vez em quanto, no processo de coligir elementos com a pretensão de decifrar algo que desejo verdadeiramente conhecer, perante observação "in loco", e penso ter encontrado a solução, sinto algo difícil de descrever...

Aconteceu situação semelhante, há pouco tempo entre as localidades de Barreira e Funchal, freguesia de São João das Lampas no Município de Sintra, amiúde visitei o recanto para contemplar  numerosos menires ali existentes. Aqueles testemunhos da pré-história, porque  "jazem " em propriedade privada, têm sido delapidados: dois deles foram usados na década de oitenta do século XX para enroncamento nas obras do molhe do Porto da Ericeira.

Os menires atestam  a pratica de cultos,  o facto de terem sido "alçados", nesta região deverá estar relacionada com  beleza da paisagem, abundancia de água e a orientação geográficas do local.

A Atmosfera peculiar convida a reflexão.

Como  em outras ocasiões, procurei na toponímia elementos para compreender a "alma" do lugar.

Começo pela Barreira: entre diversos significados,  lugar cercado de estacas onde em tempos  antigos se realizavam, torneios, julgamentos e actos importantes para a comunidade ou indivíduos. No Funchal, área onde crescem funchos ; neste caso, funcho-de-água que encontramos junto do regato, alimentado pelas sobras da fonte existente, meio do caminho entre aqueles povoados. A bica actual inaugurada em 1940, substitui a anterior de chafurdo.

Funcho-de-água igualmente conhecido por "quebra-pedra": o chá feito da rama da planta tem propriedades de dissolver cálculos renais, chá de arrebenta pedra do rim.

Em tempo recuado, tratamento desta enfermidade seria feito pelos curandeiros na "Barreira" colocada num "santuário" de menires. A crença  aqui, natureza seria santificada,  atestada pela construção durante séculos por sucessivas civilizações ocupantes do território de vários templos  exemplo da " orada " paleo-cristã de Odrinhas, pouco distante da Barreira e do Funchal.

Não é difícil aceitar este rincão Sintrense, durante muito tempo, para os povos das cercanias foi  motivo de peregrinação na busca de cura para males do corpo e do espírito, por essa razão divinizado, particularidade ainda hoje confere a tais sítios: singularidade misteriosa e encantadora.

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ALERTA : PATRIMÓNIO FLORESTAL EM PERIGO

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Um dos mais belos conjuntos de pinheiros mansos de vegetação silvestre existentes num meio urbano em Portugal está em risco.

No Município de Sintra,  limite dos sitos da Quinta Grande, da Rinchoa e Meleças,  imediações da estação ferroviária de Mira Sintra, encontramos  " floresta " de pinheiros mansos , quase  centenários, no âmbito do plano director municipal ( PDM ). em vigor,  considerada zona verde a preservar; por falta de vigilância adequada está lenta e sorrateiramente  ser destruída. Um a um os pinheiros são  dolosamente derrubados,  qualquer dia , do pinheiral só quedará " memória".

A Câmara Municipal deveria proceder ao inventário do arvoredo , de modo a aplicar coimas severas aos proprietários do terreno , e responsabilizando-os pela eventual delapidação do bem comum.

Salvemos este pinhal belo e singular enquanto é tempo.Alertei, cumpri o meu dever ; quem puder, faça o mesmo.

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A ESTRADA DA PEDRA: PORTAS DE QUELUZ - PÊRO PINHEIRO

As vias de comunicação na " região " saloia ocidental foram projectadas com objectivo de aproveitar o potencial económico do território, possibilitando acesso expedito a Lisboa. A principal estrada lançada com tal propósito  EN 117, ou seja a estrada nacional de primeira classe incluída no plano rodoviário de 1945.

O começo era nas denominadas Portas de Queluz, situadas onde hoje fica  o acesso a autoestrada A5, no limite do concelho de Lisboa. As portas eram postos fiscais, para cobrar taxas de mercadorias que pretendiam entrar na capital, foram extintas em 1912.

Ao longo da EN117, surgiam muitas industrias e armazéns, conforme  premissas que estiveram na base das  abertura ao tráfego: a fábrica de cabos eléctricos,  deu nome a subida no troço inicial, e mais a adiante produtos alimentares em Belas, campo de golfe e cerâmica de Vale Lobos, electrodomésticos no Sabugo, móveis em Morelena e diversas oficinas detrabalho da pedra em Pêro Pinheiro e cercanias. O traçado sofreu alterações com aparecimento posterior de outras vias.

A nacional EN117, passava e passa por Queluz, Pendão, Belas, Serração de Vale de Lobos, Sabugo, Palmeiros, Morelena e terminando na bifurcação com a EN 9 na entrada de Pêro Pinheiro.

Percorri inúmeras vezes a estrada, guardo lembrança de um sitio "mágico" que conheci muito bem, venda de beira da estrada com a sua caixa vermelha do correio na fachada da porta de entrada, funcionando de frente onde actualmente em Alfragide labora uma multinacional alemã, aliás graciosa e utilmente procedeu a recuperação do moinho de vento, do casal, situado dentro das instalações da firma. 

Desculpem para mim a EN 117, além de tudo continua a ser a estrada do CASAL DO GAROTO, assim se denominava local mágico e mítico onde a malta da Buraca, melhor dizendo,  Bairro do Tacha. onde morei ia comprar os rebuçados dos "bonecos da bola".

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PEDRA LAVRADA

Os estilos arquitectónicos que caracterizam os templos de estilo românico, gótico e renascentista barroco servem para atribuir classificação histórica e estética. No entanto, deparamos-nos em algumas ocasiões em que estas designações, não tem qualquer significado.

Exemplo disso é  admirável templo que encontramos na localidade de Lameiras, união das freguesias de Terrugem São João das Lampas, no Município de Sintra, terra de canteiros artesãos da pedra e do mármore desde tempos recuados, gente arreigada as  crenças e tradições de um modo singular. A sua igreja tem tal beleza e despojamento que desperta mesmo em não crentes  sentimento de comunhão sacramental. Indubitavelmente um testemunho de genuinidade e aferimento da fé cristã do povo de Lameiras, perpetuada em pedra lavrada.

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CURIOSIDADES DE SINTRA - SIGNIFICADO DE ALGUEIRÃO

Habito próximo, porque  sempre pude contar com bons e leais amigos na localidade, dedico algum do meu tempo de investigação e  "peregrino" ao objectivo de conhecer mais acerca do Algueirão.

A origem do topónimo tem sido tema de desencontradas e fantasiosas congeminações. Na minha opinião,  porque observei depois de copiosas chuvas, um grande lago nos terrenos, actualmente circundantes a base aérea nº 1  também, designada da Granja do Marquês, motivo em tempos não muito distantes ser pertença da casa dos Marqueses de Pombal, consolidei convicção do étimo se relacionar com água, como agente modelador da crosta terrestre. Agora estou convicto.

No Algueirão, núcleo primitivo, deparei com artéria denominada RUA DO ALGAR, a qual termina num terreno baldio, que é nem mais nem menos, o algar que deu nome ao  "impasse". 

Algar: é cova, gruta aberta pelas enxurradas e torrentes, também designado barroca ou barranco por resultar de acção erosiva das águas; igualmente sorvedouro, tragadouro, regueiro. Curiosamente seguindo a estrada, adiante daquela rua, existe a estrada da barrosa, corruptela de barroca, finalmente no começo da descida , direcção da Granja encontramos a rua do Regadouro.

As águas escorrentes deste algar iam encher a "bacia" do Algar grande, Algarão em terrenos como referi pertencentes à Força Aérea Portuguesa. Este Algarão ou esbarrondadouro, popularmente apelidado "penico do céu" e "alguideirão " deu nome ao sítio. A característica pantanosa da região fazia dela território insalubre, em época mais recente, algumas pessoas construiram casa ou compraram quintas, usualmente pediam a protecção da Senhora da Saúde para se livrarem das maleitas.

Aqui está Algueirão desvelado sem lendas nem " arabescos" Ámen. Ilustração a rua do Algar , e o dito no presente " seco".

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TOPONÍMIA SINTRENSE - BOMBACIAS

As minhas " peregrinações " por toda a geografia do território do Município, permitiram em diversas ocasiões ter passado por pequeno sítio, hoje ermo e despovoado, situado na extrema das antigas freguesias de Terrugem e Montelavar, junto a estrada municipal de Montelavar Cabrela, encosta íngreme no sopé da qual corre a Ribeira da Cabrela, localidade denominada: BOMBACIAS.

O topónimo singular despertou desejo de tentar decifrar o significado, depois de muito estudo e hipóteses formuladas, escutando gente que nasceu na localidade, cheguei finalmente, penso com sucesso a solução.

O prefixo  "bombac" exprime o conceito de algodão, macio, aveludado, agradável ao toque e serve para a formação de étimos como: bombácea, bombáceo e...bombazina, um tecido de algodão que emita o veludo cotelê.

Bombacias quer dizer local airoso, soalheiro de clima ameno "macio" em contraponto com o vale profundo que fica próximo, e localidades fronteiras sombrias, viradas a norte. A foto é do caminho para Bombacias no largo do Casal Sequeiro

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TOPONÍMIA SINTRENSE - FRANCOS

O lugar de Francos, também A-dos-Francos, fica no Município de Sintra,freguesia de Rio de Mouro,  situado num pequeno vale, atravessado pela estrada municipal que liga o IC19, desde o nó de Paiões à rotunda da Tabaqueira em Albarraque.

A simpática povoação habitada por gente bairrista e acolhedora, de que é exemplo a activa e útil sociedade recreativa, há muito que investigava  origem e significado do topónimo. Ultrapassadas as lendárias possibilidades para desvendar o significado, cheguei finalmente a "bom porto"!

No começo do povoamento  região onde foi edificada a aldeia era imenso bosque de que restam pequenos "afloramentos", como o que é visível na colina por cima da antiga azenha de duas mós actualmente, estabelecimento comercial de venda de marisco na beira da estrada, referida inicialmente. No centro da aldeia ainda deparamos com uma Quinta dos Francos.

De onde deriva então o topónimo?

Quando se iniciou actividade agrícola,   coberto vegetal seria frondoso, composto por árvores e  demais vegetação provida de espessa folhagem - do latim frõns e frondis - daí surgiu "frança" que designa: "ramo superior ou copa de árvore". Os povoadores  tiveram de arrotear a "frança" ou bouça, aproveitando as videiras silvestres que cresciam espontâneas,  iriam permitir por enxertia  formar imensas vinhas que caracterizavam o sítio ainda no século XVI.

Os habitantes primitivos passaram a ser conhecidos por "francos" por residirem numa "frança", hoje como evidencia existe pouco abaixo da aldeia o "mato da frança". Eis mais uma prova superada com satisfação nossa .

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TOPONÍMIA SINTRENSE - "CARNE ASSADA "

No território na alçada do Município de Sintra, deparamos sítios e localidades cujo topónimo suscita  curiosidade e desejo de conhecer o verdadeiro significado. Um deles para mim, CARNE ASSADA, aldeia da União das Freguesias de São João das Lampas - Terrugem, há muito desejava  "desvelar"  esta designação.

Depois de várias visitas, suponho ter encontrado a solução.

"Carne Assada" povoado antigo  outrora, pobre e rústico, nas imediações, topónimos relacionados com a temática silvícola pastoril,  exemplos: Cabrela e Faião. A Cabrela  evidencia pastorícia de gado caprino e Faião significa bosque espesso de faias.

Baseado nos factos referidos, e existência na aldeia da rua das "BARREIROAS " posso afirmar  no inicio do povoamento, aqui deveria abundar caça grossa. A Barreiroa tem significado de buraco na terra: toca, sitio de tocaia ou espera para caçar.

A caça seria rentável, como afirmei,  era abundante por isso "carnear ", isto é esquartejar preparar as presas seria efectuada perto do ou mesmo no lugar do abate. A "carniça" dos animais, guardada como provisão, no  povoado,  deste modo deveria ser conhecido, por CARNIÇADA  ou como antanho se escrevia "CARNISSADA", por corruptela originou o topónimo actual.

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