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Tudo de novo a Ocidente

TOPONÍMIA SINTRENSE - "CARNE ASSADA "

No território na alçada do Município de Sintra, deparamos sítios e localidades cujo topónimo suscita  curiosidade e desejo de conhecer o verdadeiro significado. Um deles para mim, CARNE ASSADA, aldeia da União das Freguesias de São João das Lampas - Terrugem, há muito desejava  "desvelar"  esta designação.

Depois de várias visitas, suponho ter encontrado a solução.

"Carne Assada" povoado antigo  outrora, pobre e rústico, nas imediações, topónimos relacionados com a temática silvícola pastoril,  exemplos: Cabrela e Faião. A Cabrela  evidencia pastorícia de gado caprino e Faião significa bosque espesso de faias.

Baseado nos factos referidos, e existência na aldeia da rua das "BARREIROAS " posso afirmar  no inicio do povoamento, aqui deveria abundar caça grossa. A Barreiroa tem significado de buraco na terra: toca, sitio de tocaia ou espera para caçar.

A caça seria rentável, como afirmei,  era abundante por isso "carnear ", isto é esquartejar preparar as presas seria efectuada perto do ou mesmo no lugar do abate. A "carniça" dos animais, guardada como provisão, no  povoado,  deste modo deveria ser conhecido, por CARNIÇADA  ou como antanho se escrevia "CARNISSADA", por corruptela originou o topónimo actual.

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ÁGUA DO VERÃO QUENTE

O denominado PREC (processo revolucionário em curso) popularmente apelidado de: "verão quente" decorreu no ano de 1975, período onde se cometeram alguns excessos, que fizeram perigar a essência do movimento dos capitães de 25 de Abril 1974.

No concelho de Sintra, a exemplo do que ocorreu por todo País, grupos de cidadãos, organizados primeiro de forma espontânea e genuína depois, "tutelados" pelos partidos políticos emergentes, dizia, tais "comissões ", meteram ombros a sem número de projectos, porque a ditadura salazarista, deixou um rol de carências, e se não tivesse  eclodido a Revolução de 1974, ainda hoje estariam por colmatar.

Abastecimento de água e saneamento, no Município de Sintra eram rudimentares, quase exíguos na área rural, a situação neste como outros aspectos apresentava problemas de toda a índole.

Moradores das aldeias e lugares, meteram ombros à "luta",  assim no lugar de Casais da Cabrela, na altura pertencente a freguesia de Terrugem, alguém teve ambição de erguer fontanário onde os moradores, pudessem obter água em condições. O abastecimento ao domicilio não havia, e algumas fontes onde encher o "cântaro" eram de chafurdo, perigosas para a saúde. O fontanário construido em mármore por experimentados canteiros, surgiu no largo dos Casais, sendo inaugurado em 1975, conforme  reza  inscrição na base da "bica".

O fontanário cumpriu a função de mitigar a sede durante muitos anos, actualmente porque todos dispõem de água no domicilio, está seco, para não quedarem dúvidas, os autarcas da actual união de freguesias São João das Lampas e Terrugem, lavaram daí as mãos, declinando qualquer responsabilidade no facto do fontanário estar remetido ao "papel " de airoso de monumento.

Caso para dizer: água que o verão quente fez brotar, a espuma dos dias fez secar... é a vida como diria o outro. 

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CACHO DOURADO DA INGRATIDÃO

António Brandão de Vasconcelos, republicano, senador, médico, agricultor,adepto da agricultura moderna servida de assalariados pagos com salário justo.Viveu  em Colares,Município de Sintra, onde decidiu terminar a vida, em Janeiro de 1934.Fundador entusiasta dinamizador da Adega Regional de Colares, com objectivo de garantir qualidade e preço de venda compensatório para o produto mais emblemático da região , o " VINHO DE COLARES ". Um dos grandes defensores dos interesses da região de Sintra.

Decorridos apenas três anos sobre  data do falecimento, em Julho de 1937 realizou-se em Colares   luzida festa,na presença do Senhor Presidente da República Óscar Carmona, com finalidade de  entregar ao rancho de Colares, no Outono de 1936, havia concorrido, a Festa Vindimária de Lisboa, onde ganhou troféu denominado  « Cacho Dourado »,porque a colheita dos vinhedos da região colareja, merecia tal distinção;  " o objecto entregue significa a imagem real e o símbolo venerador do fruto precioso que o nutre, dá saúde e riqueza a gente moradora neste lugar ", afirmou na ocasião o orador convidado Dr. Samuel Maia.

 

As festividades decorreram no pátio da Adega Regional, teve participação das bandas, União Sintrense, Escola Profissional da Paiã, Grémio Musical de Almoçageme, e da famosa fadista  Adelina Fernandes madrinha do rancho.  Individualidades presentes entre outras, Ministro do Comércio Teotónio Pereira, Governador Civil de Lisboa, Presidente da Câmara Municipal de Sintra,e pároco de Colares, senhor Padre José Barreto.

Nos discursos oficiais , Presidente da Câmara, saudou o chefe de Estado e membros do governo. Chefe de Estado,de improviso,fala de " Alberto Tota,  a alma da vila de Colares pessoa a quem se deve , em grande parte a organização da Adega Regional de Colares, bela obra, de um efeito social admirável ".Carmona abraçou  Alberto Tota,  assistência manifestou-se com uma prolongada salva de palmas, e muitos vivas.

Por último servido ao ar livre um Colares de honra a todos convidados e visitantes,A festa continuou com música foguetes,alegria boa disposição.

Ninguém lembrou a acção de António Brandão de Vasconcelos em prole da região de Colares e Adega Regional, evento,teve mérito demonstrar , mais uma vez , frequente é ingratidão e a inveja,por quem se esforça e trabalha em beneficio da comunidade...

foto da " festa"

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SINTRA. COINCIDÊNCIAS

No  remoto ano de 1937  meios de informação difundiam  notícia : "  Sintra esteve em festa mais uma vez. A Câmara Municipal, inaugurou o seu Parque Municipal, propriedade antiga que pertenceu aos condes de Valença ".

O acto estava programado para se revestir de pompa, incluindo almoço de gala no salão nobre do Palácio Valenças, onde actualmente reúne Assembleia Municipal.ao repasto deveria presidir o  Presidente da Republica General Óscar Fragoso Carmona ; escrevi deveria porque não aconteceu, culpa de acontecimento inesperado, e que marcou esse dia 4 de Julho.

Com efeito, quando o automóvel que transportava Dr.Oliveira Salazar,parou pelas 10 horas e 20 minutos, junto do prédio nº 96 da avenida Barbosa do Bocage em Lisboa,residência do Dr.José Torcato,em cuja capela Salazar, todos os domingos assistia a missa, no momento que o Chefe do Governo pisava  passeio ouviu-se grande explosão, fez ir pelos ares a placa central da avenida e  estilhaçar vidraças das habitações das redondezas.Salazar saiu ileso, os autores do atentado, erraram  cálculos.

A ocorrência suscitou  consternação no País.Em Sintra como Presidente Carmona tardava individualidades presentes, decidiram almoçar, sem a sua presença .

No entanto, pelas 15 horas Carmona , chegou, justificando  atraso, pela visita a Oliveira Salazar para se inteirar do seu estado.Inaugurou oficialmente o parque dando  pequeno passeio no interior, felicitou o presidente da Câmara Dr. Álvaro Vasconcelos pelo melhoramento , nas suas palavras, muito valorizava a Vila. 

 Estava decidido se denominaria Parque Municipal de Sintra,no entanto  atentado premeditado contra Salazar, levou Sintrenses mais acérrimos defensores do Estado Novo, iniciativa do Dr. Augusto Mantero,alvitrar que o parque fosse PARQUE SALAZAR.  foi até  1º de Maio 1974, nesse dia multidão de cidadãos, deliberou, deveria ser PARQUE DA LIBERDADE; asim está, até hoje.

Cumpri  dever de serviço publico deste blogue ; quase ninguém sabia  coincidência da inauguração e do atentado. 

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CENTENÁRIO DO FALECIMENTO DE PERSONALIDADE MARCANTE DE QUELUZ

A cidade de Queluz, integrada na " construção " autárquica denominada União de Freguesias de Queluz - Belas, Município de Sintra,não há muito tempo albergava palácios e vistosas moradias de famílias importantes, ricas e poderosas da nossa sociedade.

Durante algumas décadas destacou-se,  família Almeida Araujo.Habitou  palácio existente no terreiro do Palácio Nacional, traseiras da Pousada Dona Maria I, actualmente, residência oficial de Sua Exª  General Chefe do Estado Maior do Exército.Inicialmente conhecido como "palácio Pombal " por ter sido  mandado edificar,pelo segundo Marquês daquele título.tal qual  escrevi neste "sitio" a 2 de Fevereiro de 2017.

A mansão seria adquirida aos herdeiros do Marquês,por volta de 1880 pelo abastado proprietário, capitalista e filantropo, Joaquim Palhares de Almeida Araújo,  quem o Rei D. Carlos outorgou, no ano de 1898  titulo de Visconde de Almeida Araújo ,  mais tarde, 1901, Conde da mesma designação.O palácio passou a ser conhecido  por " Almeida Araújo " .

O visconde pouco tempo residiu em Queluz, deixando usufruto para familiares.A habitação permanente era no imóvel sua propriedade, situado na Rua Luz Soriano , n-º 67 , na cidade de Lisboa,residência onde em 30 de Outubro 1898, nasceu, até a data, único descendente Carlos Augusto de Franco de Almeida Araújo, sua mãe Herminia Augusta Franco, filha do Visconde de Falcarreira, senhor do Palácio onde  está  Instituto Italiano de Cultura em Portugal , e casa do Ribatejo,na esquina das ruas do Salitre e  Vale do Pereiro, na capital. 

Curiosamente no assento de baptismo não consta Joaquim Palhares  Visconde Almeida Araújo.O 1º conde, Almeida Araujo faleceu 24 Novembro de 1909 na  Rua Luz Soriano. Sucedeu no titulo Carlos Augusto,cujo óbito ocorreu a 1 Outubro 1918,também na morada onde havia nascido.Sabemos os títulos nobiliárquicos foram abolidos pelo governo da República, apesar de haver quem pretenda usar o titulo , de jure e de facto,falecendo sem geração, o derradeiro Conde de Almeida Araújo, foi Carlos Augusto Azevedo Franco de Almeida Araújo,assinalo aqui  centenário da sua morte, recordo  ligação a Queluz. O serviço público do blog, fica , uma vez mais, demonstrado 

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VISCONDE DE BENAGAZIL - GRANDE PROPRIETÁRIO EM RIO DE MOURO

O último apontamento escrevi, revelei importância do Casal do Almarges ou dos Porqueiros. A última designação ainda existe na toponímia da freguesia onde moro, curiosamente perdeu-se ideia da antiga importância daquela propriedade.

No conturbado período do inicio do século XIX,  abastado negociante e comerciante por grosso na praça de Lisboa, António Francisco Machado, arrematou em hasta pública, no decorrer de processo polémico, pela quantia de 6.500 mil reis a propriedade.

Os herdeiros do anterior proprietário contestaram em tribunal tentando provar, o valor era  baixo, com argumento, o arrematante ser comendador da Ordem de Cristo: rico e poderoso, teria usado esse poder para comprar o "prédio " muito em conta.

A avaliação feita demonstrava rentabilidade do "Casal": compunha -se de casas nobres, pátio, lagar de vinho, com vara e peso de cantaria, cavalariças, palheiros e oficinas, pomares de frutas de espinho e caroço, três grandes tanques de nascentes privativas obra de muito valor, uma fonte de agua férrea, aprovada para exploração, terras de semeadura, oliveiras, um grande forno de cal, grandes matos, onde se retirava lenha para aquele e grande pinhal.

Terras de semeadura, produziam  anualmente, dezasseis a vinte moios de pão sendo doze de trigo, dois de cevada e dois de milho, moio equivalia a 60 alqueires, o alqueire em média eram 14 litros. A vinha produzia regularmente, cada colheita 4 pipas de vinho de 100 almudes cada (cerca de 2500 litros), o olival em ano de safra produzia duas pipas de azeite. 

Além de tudo isso,  casal abundava em erva e alguma cevada verde, o forno da cal, produzia quatrocentos, moios de cal. Segundo a querela judicial contra o arrematante os queixosos ,avaliavam a propriedade em 15.000 reis.

A compra seria sancionada,  por herança  de António Francisco Machado, passou ao  filho, Policarpo José Machado, nascido em Lisboa  em Julho de 1796 e falecido a 21 Dezembro de 1875.

Policarpo Machado, aumentou imenso a fortuna herdada: a rainha dona Maria II, outorgou  titulo de Visconde de Benagazil, nome do seu latifúndio, na zona de Alcácer do Sal, ainda subsiste actualmente.

Os filhos do Visconde, subdividiram o casal, venderam a diversos proprietários, um deles Cupertino Ribeiro, grande comerciante, iria  adquirir a fábrica de estamparia de chitas, a Filipe José da Luz, o qual também comprou propriedades do visconde próximo de Setúbal. 

Policarpo José Machado, mandou construir para recreio palácio denominado de "Benagazil" fora de portas, junto ao actual aeroporto Humberto Delgado, palácio, durante tempo utilizado como creche dos filhos de funcionários da TAP, adquirido pela Câmara Municipal de Lisboa, é sede de confederação de cooperativas agrícolas.

Quando no primeiro andar do numero 189 da Rua da Madalena, bairro central de Lisboa, faleceu  visconde de Benagazil, desapareceu e jaz no cemitério dos Prazeres, derradeiro grande proprietário agrícola da Freguesia de Nossa Senhora de Belém em Rio de Mouro, termo de Sintra. 

Pouco tempo depois, começaria a surgir a mancha da urbanização desenfreada que iria varrer vestígios da ocupação secular dos solos que agora aqui relembrei.

Dever cumprido

 

 

LOCALIZAÇÃO DE SÍTIO PERDIDO

 

No decurso do Século XVIII,os registos paroquiais da freguesia de Nossa Senhora de Belém, Rio de Mouro,encontramos assentos indicando, Casal dos Almarges, ou também Almargem.

A memória deste casal saloio, esfumou-se na voragem do tempo,  por mais que indagasse, ninguém sabia onde estaria localizado,

O labor da pesquisa para conhecer melhor história e património locais,permitiu encontrar num arquivo onde não seria suposto existir,  informação acerca do "casal".

Os Almarges ou Almargem foram onde hoje está sitio denominado, " porqueiros " junto ao IC19, no sentido Lisboa Sintra,no eucaliptal,contiguo ao mercado de Rio de Mouro. As parcas casas do Casal dos porqueiros são  derradeiro vestígio da extensa propriedade, que se estendia até ao antigo forno da cal,destruído para construir a escola secundária de Rio de Mouro,pertença do comerciante de materiais de construção conhecido pelo " Manel da Cal ".A " certidão " comprovativa do achamento deste sitio perdido, e que aqui desvendo ,vai como ilustração deste "post ".

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ENIGMA DA IGREJA INACABADA

Nas " peregrinações " turísticas pelo alfoz da região saloia  arrabaldes de Lisboa, " aportei "  há pouco  ao centro histórico de Enxara do Bispo,concelho de Mafra, antiga freguesia actualmente integrada na união com  Gradil e Vila Franca do Rosário

Além algumas casas de aspecto solarengo, despertou curiosidade a igreja matriz da evocação,Nossa Senhora da Assunção.Templo de dimensão pouco habitual em terras gente maioritariamente humilde como parece  ter sido o caso da urbe em tempos;  está inacabado,dando ideia pretenderem construir edifício imponente.Que teria acontecido?.Investiguei, julgo encontrei  resposta.

Enxara do Bispo durante séculos, foi vigararia,cujos rendimentos pertenciam Universidade de Coimbra assim como terras agrícolas das redondezas cujo agricultores pagavam dizimo aquela instituição.

No final do século XVIII,  igreja paroquial da localidade encontrava-se de acordo  petição dos moradores " em estado ruinoso e muito indecente de se celebrar nela o Culto Divino ". Pediam providencias as autoridades para mandarem a junta da Universidade dar prontidão ao restauro, ou autorizarem os moradores com dinheiro que deviam pagar a Universidade fazer as obras.

 A Universidade de Coimbra,resolveu não reparar a igreja , em vez disso, mandou edificar uma nova . As obras iniciaram-se na década de 1820, convulsões sociais da época e abolição dos forais, levaram  interrupção .A universidade teve de remir os foros, deste modo a igreja ficou como estava, e aliás continua, talvez,  o povo não disporia de dinheiro suficiente para dar seguimento a empreitada,e já era possível utilizá-la para o culto...

Deu tanto prazer a " descoberta " decidi partilhar com os " leitores". A foto mostra  estado actual da Igreja.

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PETIÇÃO: AS CORTES REMETIDA DO LUGAR MAIS OCIDENTAL DA NAÇÃO

Revolução liberal de 1820, originou elaboração de nova Constituição em 1822,  conteúdo avançado para a época, no  capitulo único artigo I, nº16, estipulava, " todo  o Português poderá apresentar as cortes e ao poder executivo, reclamações, queixa ou petições, que deverão ser examinadas ". Este preceito constitucional, abriu caixa de " pandora " , os portugueses sempre foram " queixinhas " , vai daí quando entrou em vigor a Constituição, as cortes foram " inundadas " de petições reclamações e queixas de toda a índole.

Deparei  numa pesquisa  requerimento datado  24  Abril de 1822 remetido as Cortes,  por  moradora do lugar da Azóia, termo da Vila de Sintra, de seu nome Ana, casada com Isidro José " no qual se queixa do seu marido, que procurava meios de a maltratar, por andar amancebado, com Joana  Joaquina, casada com José Jorge, o qual está a par da situação, mas nada faz para a evitar, e por isso pede as Cortes que mandem o ministro da vila de Colares, informar-se do que se passa, e proceda conforme as leis mandam agir contra aquelas pessoas  que cometem semelhantes crimes".

 

Estamos perante um caso de violência doméstica como hoje se diz, e também  adultério. A  senhora estava desesperada,  confiava numa reação positiva dos deputados membros da comissão, respetiva das Cortes que examinaria o caso. 

 

A resposta chegou curta e sucinta para desgosto da infeliz Ana. " não compete as cortes, tratar destas causas, 27 Abril 1822 ".

 

Fica para História  petição escrita na Azóia do Cabo da Roca,  aldeia mais ocidental de Portugal e da Europa. A temática social mantem-se quase dois séculos depois.

CUSTÓDIA DA IGREJA DE NOSSA SENHORA DE BELÉM EM RIO DE MOURO

A  custódia que  referi em anterior " post ", deve ter sido , talvez, oferecida a igreja como testemunho do jubilo e honra que constituiu aprovação do nosso patrício, para receber ordens religiosas,como se depreende de documento em minha posse, do teor seguinte :

Acordam  em relação a questão  que vistos estes autos, e diligencias de puritate sanguinis, do habilitando José da Silva compatrista  deste Arcebispado de Évora e natural do lugar dos Francos freguesia de Nossa Senhora de Belém , Rio de Mouro , termo da vila de Cintra Arcebispado  de Lisboa Ocidental, filho legitimo de Domingos João e de Andresa Francisca, naturais , e moradores  do dito lugar dos Francos, pelo que resulta  e se prova destes autos julgam o dito habilitando por si e seus avós paternos e maternos, por legitimo e inteiro cristão velho, e de sangue limpo sem raça de alguma infecta nação  ou  das reprovadas pelos sagrados cânones, e por tal declaram e habilitam. Évora , 29 de Outubro de 1721 ".

O tio António da Silva,  ourives da diocese ,homem rico,doou o património exigido ao sobrinho para ser admitido no processo de ingresso em ordens sacras.A satisfação deve ter sido muita,  sendo pessoa de posses terá decidido, executar e oferecer a paroquia da sua naturalidade a custódia, curiosamente, referida como peça do século XVIII.Vou  continuar até esclarecer tudo...

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