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Tudo de novo a Ocidente

SEGREDOS DA VILA DE SINTRA : " MUSEU DO VEREADOR "

Acerca de Sintra e termo muito está escrito,todavia nas pesquisas continuo, encontro amiúde,factos e personagens pouco conhecidos, marcantes na vida e actividade da sociedade  sintrense .

Há 75 anos Abril de 1943, realizou-se no Hotel Nunes, no centro histórico da sede de concelho, banquete dedicado ao conselho de administração da empresa Sintra Atlântico,responsável da exploração da linha de eléctricos , ligava a vila a Praia das Maçãs. Administradores da sociedade eram a altura : Camilo Farinha , Luís Leite e Eduardo Almeida, a justa homenagem promovida pelas forças sociais económicas e políticas do burgo, destinava-se a realçar trabalho realizado pelos gestores ao longo de vinte anos de exercício da função.

Ao repasto compareceu parte significativa da elite sintrense, os ausentes fizeram questão enviar telegramas de felicitação e elogio,nomeadamente os proprietários de terrenos e moradias da zona servida pelo eléctrico, entre outros, citamos Dr. Cornélio Silva,Mário de Noronha, vereador da Câmara Municipal de Lisboa, os "artistas",Adelino Nunes ,Faria da Costa,Raul Tojal, e Keil do Amaral, construtores do denominado , "bairro dos arquitectos",edificado no pinhal do Banzão a Praia das Maçãs. 

Em representação  da Câmara Municipal de Sintra , presidiu ao evento o vereador Eduardo Aguiar.Este autarca, personagem influente na vida social de Sintra.

Depois do repasto os presentes, foram convidados a visitar na casa do edil, colecção de peças,acervo de  valioso museu artístico e regional.

O vereador , nome completo ,Eduardo Wilhelm de Aguiar Lutkens,devia ser  germanófilo,adepto activo do regime Salazarista,exerceu funções de procurador a Câmara Corporativa, na IV legislatura.Funcionário de conhecida Companhia de Seguros , na qual ocupava  cargo de chefe de secção, fundou  Sindicato Nacional dos Empregados das Companhias de Seguros, presidente durante vários mandatos, presença na Câmara Corporativa em representação do trabalho, devido a  condição de sindicalista "oficial".

Em 1936, exerceu cargo de secretário do Conselho Administrativo do 6º Batalhão da Legião Portuguesa, facto revelador do perfil ideológico.

 Desconheço onde estava situada a "casa museu" referida,e demais  factos   da actividade política.Nasceu em Lisboa, 1 de Julho de 1892,não sei as habilitações literárias, nem data do falecimento.

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TOPONÍMIA SINTRENSE - MACEIRA

 

Pitoresca localidade da união de freguesias de Almargem do Bispo,Montelavar , Pero Pinheiro,Município de Sintra,conhecida pelas antigas pedreiras e cantarias de mármore ,formações rochosas esculpidas durante séculos pela agua da chuvas e força de ventanias, designadas lapiás ,"monumentos naturais " declarado de interesse concelhio.

Actualmente é terra com sinais  de progresso, habitantes são apegados as tradições e costumes sempre demonstraram vincado espírito de independência em relação as localidades circunvizinhas.

 Topónimo  Maceira em tempos idos escrevia-se Maceyra,em épocas mais longínquas Masseyeira.Pertenceu sempre ao termo da Vila de Sintra,  século XVIII, fazia parte da Vintena de Montelavar.Em Maceira existem diversos mananciais de água , dessa particularidade hidrológica , deriva o nome,

Sabemos, masseira é o tabuleiro onde se coloca  pão para levar e retirar do forno.Também significa onde cai a agua vinda dos alcatruzes,e calha, normalmente de pedra, conduz a agua do local da nascente para onde é utilizada.Em Maceira há fonte de caudal abundante construida no seculo XIX,a nascente  perene muito antiga, antes de construirem fonte a água , vertia directamente numa "masseira", executada com pedra extraida, no sitio, completado enchimento da masseira,  precioso liquido,caía e ainda cai para uma "levada" ou calha de pedra, e  dirigida para o campo.

Masseira resumidamente quer dizer,tabuleiro ou tanque raso para onde escorre água da fonte ou nascente.Bucólico e fresco nome...

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MISTÉRIOS DE RINCHOA - SINTRA : A POUSADA

Nome de uma rua algumas vezes, pode conduzir a equívocos, parecer desadequado.No entanto procurando conhecer a história do sítio onde deparamos a placa toponímica de orientação tudo fica claro.

No bairro de Fitares, Rinchoa, freguesia de Rio de Mouro Sintra, existe próximo do posto de correios,  Rua da Pousada.Como sabemos pousada é  casa onde se recebem hospedes, pensão ,hospedaria, local para pousar, ou seja descansar,  procurarmos nas vizinhança não encontramos nada  semelhante. Porque terá sido denominada com tal nome?

Recuando ao tempo da  quinta do Casal da Serra,adiante da rua da pousada,ano 1950 ainda resistiam ao camartelo especulativo, curioso e antigo conjunto de edificações.  Os primeiros interessados em urbanizar a zona ,pretendiam aproveitá-lo para "pousada  com fins turísticos e repouso salutar".

Mudaram  promotores, intenção esmoreceu,todavia  ideia tinha conquistado aderentes, quem concretizou a operação urbanística,não realizou a "fantasia" ironicamente foi proposto e Câmara Municipal de Sintra aceitou designar a artéria "Rua da Pousada".Se tivesse vingado  propósito inicial, da janelas seria possível admirar o bonito vale da Ribeira de Fitares.Infelizmente, aqui não "poisou "  bom gosto dos pioneiros... Fica  texto esclerecedor do "mistério"... 

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TOPONÍMIA SINTRENSE , SIGNIFICADO DE " VENDA SECA"

Aldeia rua bordejando a estrada nacional classificada EN 250,situada  meio caminho, entre  campo militar da Serra da Carregueira, e Idanha, união de freguesias Queluz - Belas, no concelho de Sintra, topónimo,suscitou  minha curiosidade, finalmente encontrei  significado.

Na aldeia existem diversos mananciais de água,não há memória, alguma vez haverem secado,portanto ,não deriva da falta do precioso liquido o nome da terra. Qual será a solução?

Localização do aglomerado,desde tempos remotos, propícia ao exercício do negócio de  "atravessar".Essa actividade,legal no antigo regime , consistia intervir em negócios de géneros alimentícios ou outras mercadorias para que rareassem nos mercados de destino,originando subida de preços, um açambarcamento destinado a provocar "secura" de produtos para venda,  dava lucros chorudos,  possibilitava, também, distribuir clandestinamente produto do atravessamento.Este negócio, exigia do negociante  capital próprio,de certa monta.Sabemos  ainda hoje restam vestígios de opulentas quintas propriedade de gente endinheirada.

Assim, Venda Seca,significa estabelecimento para cortar, fazer  "secante " ao passo dos almocreves, comprando a mercadoria  transportada, depois revende-la aumentando significativamente o preço.Notemos não muito distante da Venda Seca, ficava  importante feira de Agualva.

A actividade de atravessamento foi duradoura,certas ocasiões, ainda  ouvimos a expressão  :"ninguém se atravessou, e não vendi"....  

RINCHOA : URBANISMO QUE DEVERIA SER E NÃO FOI

A urbanização do território da grande Lisboa, concretamente no concelho de Sintra,foi sendo concretizada ao sabor da especulação imobiliária, para a qual a inépcia e outros "atributos" da estrutura de poder da Câmara Municipal, muito contribuiu, até  final de anos 90 do século passado.

A Rinchoa , fruto da localização privilegiada,  com chegada de Leal da Camara e amigos, gente culta , preocupada com a ocupação harmoniosa do espaço,mereceu interesse de potenciais investidores,com acuidade a partir da década de 1940.Infelizmente Leal da Camara viria a falecer em 1948,perdendo assim a povoação o defensor e guardião da estética das construções.

Um grupo de promotores pretendeu adquirir a quinta do Casal da Serra , propriedade de 25 hectares de área, colocada á venda em 1951. com intuito de na frente da referida propriedade, confinante com o apeadeiro Rio de Mouro - Rinchoa, construir vivendas, que contribuiriam para o embelezamento da encosta que se avista da via férrea.

A esta pretensão a edilidade não deu seguimento pretendido. As vivendas "sonhadas",seriam substituídas pelos "imponentes" mamarrachos ainda hoje existentes.

Afinal quem teve a responsabilidade na desordem urbanística? Os patos bravos ? A Câmara Municipal? ou ambos?...

 

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CORETO ÚNICO EM PORTUGAL. SONHO DE PORFIRIO PARDAL MONTEIRO

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Edificado no Largo principal de Pêro Pinheiro, Município de Sintra deparamos com espaço destinado a execução concertos musicais ao ar livre, popularmente conhecido "coreto".

A construção prende atenção pela beleza das linhas arquitectónicas, esmero dos pormenores a qualidade da pedra. Pressentimos estar perante obra de mestre, assim é. A obra nasceu do engenho e arte de Porfirio Pardal Monteiro, arquitecto ilustre e genial, natural  da terra .

Ofereceu o coreto em 1954, três anos antes de falecer, para possibilitar a antiga e prestigiada banda filarmónica de Pêro Pinheiro, pudesse dispor de "poiso" onde tocar para  os habitantes do burgo.

As características acústicas são de grande qualidade, permitindo que melodias tocadas sejam escutadas com nitidez e amplitude únicas. Pardal Monteiro quis homenagear o berço natal, com realização ímpar. Os seus patrícios retribuíram, atribuindo ao largo, o seu nome.

Permitem discorde; face  carácter de beleza material e simbólica  da obra o largo deveria  ser denominado: "LARGO DO CORETO OBRA DE PORFIRIO PARDAL MONTEIRO SUBLIME ARQUITECTO".

RIBEIRA DAS ENGUIAS

Curso de água cuja nascente  está em pequeno manancial , pouco acima do antigo lugar de Fanares , actualmente integrado no aglomerado urbano de Mem Martins,  município de Sintra,   desagua no Rio Tejo, adiante da praia de Santo Amaro, concelho de Oeiras,ao longo do seu percurso tem varias denominações.

Da nascente até atravessar a ponte de cantaria de um só arco, onde passava a antiga estrada real de Lisboa a Sintra,é rio ou Ribeira das Enguias.Dai para diante, pouco abaixo do lugar de A - Dos -Francos, Rio de Mouro; quase a chegar ao sopé da aldeia de Asfamil, designa-se Rio dos Veados, ultrapassados "limites" dos concelhos de Sintra e Oeiras, nome altera-se para Ribeira da Laje,antigamente, Rio de Oeiras.

Passa sob a auto - estrada A-5 Lisboa Cascais, interior dos jardins do Palácio do Marques de Pombal,  entra  depois no Rio Tejo 

Para perpetuar a Ribeira das Enguias, atribui-se em tempo a  artéria da localidade Algueirão Velho, designação.Rua Ribeira das Enguias.

A Câmara Municipal de Sintra,adjudicou  empreitada de requalificação das margens, desde o edifício do Colégio Afonso V, ao IC 19, para permitir a população desfrutar o bucolismo do local, erradamente publicitaram, empreitada de requalificação da Ribeira da Laje , quando deveria ser  como  demonstrei RIBEIRA DAS ENGUIAS . Foto do troço da Ribeira das Enguias,nas Mercês...

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PERSONAGENS ILUSTRES VIVERAM EM SINTRA - VISCONDE DE OUGUELA

A  vila de Sintra,durante dilatado tempo, local de residência permanente ou sazonal de personalidades importantes da sociedade portuguesa.A memória de algumas foi perpetuada em  artérias do município sintrense, quantas pessoas associam o nome da placa toponímica, a vida e obra do "homenageado" ?

Um exemplo é o Visconde de Ouguela de seu nome Carlos Ramiro Coutinho, natural de Lisboa onde nasceu  no dia 30 de Julho de 1828,  faleceu repentina e inesperadamente na mesma cidade 5 de Janeiro de 1897.

Grande proprietário e capitalista, escritor , licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra.No concelho de Campo Maior , onde está situada a aldeia de Ouguela, antiga praça forte de defesa da fronteira com Espanha,possuía grandes extensões de terra, interessou-se pela sorte dos habitantes de Ouguela, os quais auxiliava generosamente.talvez por isso ,  o rei D.Luis ,  agraciou - o com titulo.

Em Sintra possuía casa , actualmente ,habitação de turismo local,situada junto a estrada que desce de São Pedro de Penaferrim para Vila Velha.

Culto e progressista, acusado e preso , de ser revolucionário e republicano; membro da maçonaria,ajudou organizaçoes de  auxilio ao operariado.

Postumamente foi publicado o seu livro " O ULTIMO CARRASCO ",onde acerca das condições de vida do povo português  ao longo dos tempos,escreveu.

"na vida campestre  emparelhava com o boi , inventariava-se entre as alfaias da oficina rural(...), na sociedade urbana era o operário - mal ensinado, parcamente retribuído,entregue a si e aos próprios  e escassos recursos, sem lição nem modelos, sem estímulos. sem auxilio  e sem mercado vasto e animado para os produtos da sua industria(...).E o povo vivia assim - submisso e reverente- porque as misericórdias , irmandades, confrarias e ordens monásticas de todas as categorias e religiões mitigavam a miséria  publica com o caldeirão da sopa fradesca, generosamente  distribuída na portaria dos conventos. Ensinava-se oficialmente um povo inteiro a ser mendigo, por isso  que a caridade em tais condições mais aproveitava aos ociosos e vagabundos do que aos enfermos e verdadeiros indigentes"

" Decretava-se  a mendicidade como dogma . Eram o pauperismo,a ociosidade e a degradação humana nobilitados pela igreja.E em alguns dos amplos e lajeados claustros e vastas escadarias dos cenobios havia aula publica de humildade ignóbil, de torpe vadiagem e de crimes até. O fanatismo é sempre audacioso e truculento.

Vivíamos assim ".

Carlos Ramiro Coutinho, homem de ideias avançadas, desejava um País mais justo e fraterno morreu na força da vida. Parece  em Portugal tudo aquilo que é inovador e esperançoso tem de ser aniquilado depressa, não vá resultar....

A artéria sintrense, ostenta  nome de Visconde de Ouguela, são  humildes escadinhas. Aqui para nós o Homem merecia uma avenida. 

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IDEARIO REPUBLICANO EM PORTUGAL ANTES DA REVOLUÇÂO 1910 - RIO DE MOURO SINTRA

 

No principio do século XX, em plena monarquia, freguesia de Rio de Mouro no termo da Vila de Sintra,era " assento " de assinalável numero de adeptos do Republicanismo, prova de tal facto  a vitória do Partido Republicano nas eleições para  Junta de Paroquia de 1909.

Não será descabido atribuir aquele acontecimento a influencia de José Cupertino Ribeiro Junior.Proprietário da fábrica de Estamparia de chitas e algodões onde trabalhavam cerca de 90 operários,dono igualmente de extensas propriedades agricolas na localidade,Cupertino Ribeiro membro activo do Partido Republicano, que ajudou reorganizar em 1906,organizando  congresso realizado na cidade do Porto em colaboração entre outros  o seu amigo, António José de Almeida.

A acção de Cupertino na vitória Republicana,foi importante e decisiva,infelizmente ,todos os seus companheiros tiveram o reconhecimento da História.Cupertino Ribeiro, caiu no olvido, vamos trabalhar para resgatar a sua memória.

Ilustramos o texto com noticia relativa ao congresso Republicano do Porto em cuja comissão organizativa figura  nome de Cupertino Ribeiro.

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JOSÉ CUPERTINO RIBEIRO JUNIOR - ILUSTRE PERSONAGEM DA HISTÓRIA DE SINTRA

Quarta -  Feira 11 de Janeiro 1922, faleceu na cidade de Lisboa, republicano emérito,membro do directório incumbido de planear e realizar a revolução do dia 5 de Outubro de 1910.

A Junta e Assembleia de Freguesia de Rio de Rio de Mouro, concelho de Sintra, representadas pelos respectivos  presidentes ,deposeram singelo ramo de flores, na campa de Cupertino Ribeiro, no cemitério dos Prazeres,em Lisboa.

O túmulo mandado erigir pela  viúva destinado ao descanso perpétuo dos restos mortais,foi vendido por familiares, em 1983, pertence agora a outra família.

Cupertino Ribeiro é figura cimeira da história de Rio de Mouro,dono da antiga fábrica de estamparia de chitas,benemérito contribuiu com avultada quantia para construção do cemitério paroquial, proprietário de extensa quinta e mansão, ainda existentes, merece ser lembrado,foi esse dever hoje cumpriu a autarquia da nossa terra.A foto é do túmulo que foi  seu , declarado de interesse municipal pelo Município Lisboeta.

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