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Tudo de novo a Ocidente

INDUSTRIA DO CALÇADO NA NA RINCHOA / SINTRA - DÉCADA 50 DO SÉCULO XX

Antes do surto desregrado da construção " pato - bravista" , no território do Município de Sintra, em diversos aglomerados adjacentes ao caminho de ferro. surgiram  industrias com o objectivo aproveitar  mão de obra residente , e fixar população junto de locais de trabalho.

Na Rinchoa , freguesia de Rio de Mouro, instalou-se  em 1954 uma fábrica de " componentes " relacionados para a indústria do calçado

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Podemos constatar tratava-se de unidade fabril destinada a complementar  fábrica de calçado que laborou no edifício onde  está agora , renomado Colégio , e anteriormente , funcionou o Casino da Rinchoa , na Avenida dos Plátanos.

 A fábrica   do " EDITAL ", estava edificada no inicio, poente , da  actualmente designada Rua do Vale ,  na época  simples caminho público.

Uma curiosidade,  mais ,de tempos antigos no " bairro " onde, moro.

 Há pessoas,  " copiam " informações dos meus textos sem citar  " fonte " , é  " apropriação " indevida de trabalho alheio.

EQUIVOCO DA TOPONIMIA

Sucede algumas ocasiões, a designação de uma artéria, pouco tem de relacionado , com a via " baptizada ". Na Rinchoa , Município de Sintra, deparei  uma via cuja placa toponímica, refere ser " das laranjeiras ", no entanto , árvore que domina  o sitio é um majestoso carvalho da espécie " negral " com  copa e tronco de assinaláveis dimensões.

Calculando de modo empírico, a idade deste espécime, posso afirmar tratar-se de exemplar com cerca duzentos anos. Oxalá continue com  magnifico aspecto vegetativo que aparenta, por muitos e muitos anos mais; seja cuidado, apesar de não terem " reparado " nele para dar nome a rua que ladeia.Deixo imagens sugestivas deste " amigo ".

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OBRA DO ARQUITECTO ANTÓNIO LINO NA FREGUESIA DE RIO DE MOURO/SINTRA

António Lino, ilustre arquitecto natural de Lisboa, nasceu em 1909 e faleceu em 1961 na mesma cidade, concluiu  o curso de arquitectura na Escola Superior de Belas Artes, igualmente em Lisboa.

De sua autoria diversos projectos relevantes, como por exemplo: a colunata do Monumento de Cristo Rei em Almada, a igreja de São João de Deus no município de Sintra, segundo dados dos serviços camarários são da sua responsabilidade, obras de beneficiação no palácio da Quinta da Regaleira, uma moradia unifamilar em Galamares e a colónia de férias para os filhos dos empregados da CUF, em Almoçageme.

De acordo com elementos obtidos na minha investigação, que divulguei publicamente pela primeira vez, na Sessão Extraordinária da Assembleia de Freguesia de Rio de Mouro do último  29 de Março p.p. no período antes da ordem do dia,  também é de sua "lavra" o projecto das instalações do Orfanato Escola Santa Isabel em Albarraque, freguesia de Rio de Mouro inauguradas em 1942-1943, e respectiva capela aberta ao culto em 1944, cujo alçado principal podemos apreciar. Notam-se algumas semelhanças com a fachada principal da Igreja de São João Deus, na lisboeta Praça de Londres.

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O nome do autor do projecto, é visível numa das peças desenhadas  dos edifícios do Orfanato Santa Isabel de Albarraque, António Lino aproveitaria a mesma ideia para aplicar na colónia de férias da Cuf.

 

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Importa também referir que António Lino, pertenceu ao MRAR: movimento de renovação da arte religiosa, onde entre outros se integraram os arquitectos: Nuno Teotónio Pereira, Braula Reis, José Maia e Jorge Viana este último autor do projecto da Igreja da Sagrada Família, edificada no Bairro da Tabaqueira. 

 

 

 

BODAS DIAMANTE DA INAUGURAÇÃO TEMPLO CATÓLICO NO CONCELHO DE SINTRA

No já distante 1944 século passado, dia 18 do então tórrido mês de Junho; Sua Eminência Senhor Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira, benzeu e celebrou  primeira missa, na capela do Orfanato-Escola Santa Isabel, " cidade dos rapazes" porque destinado exclusivamente a utentes do sexo masculino, situado na aldeia de Albarraque, freguesia de Rio de Mouro, Município de Sintra .

O acto revestiu-se de pompa e circunstância, e afirmação de grandeza da obra assistencial fundada 17 anos antes pelo Reverendo Padre, franciscano, Agostinho da Mota. Assistiram a sagração do templo, o director geral da Assistência  Dr.Guilherme Possolo,  Presidente da Câmara Municipal de Sintra Coronel Círiaco José da Cunha, director do Orfanato Sr. Álvaro Vilela, e o benemérito principal da instituição Sr. Manuel do Espírito Santo Silva, presidente do Banco com seu nome.

A guarda de honra, prestada pelos bombeiros voluntários de Queluz, Sintra, São Pedro de Sintra, Belas, Barcarena e Paço de Arcos, abrilhantou  a banda Filarmónica de Rio de Mouro.

Sua Eminência chegou  às 10 horas e 45 minutos, de seguida processionalmente, deu volta ao edifício da igreja benzendo-o, transportaram o palio Irmãos das Irmandades do Santíssimo e  Senhor dos Passos da Graça ambas de Lisboa. 

A celebração da missa, a que assistiram além dos internados muito povo das redondezas, foi acompanhada pelo coro do Orfanato, composto por  25 amigos da instituição.

Um dia memorável para o concelho e freguesia,  aqui recordado porque merece ser devidamente comemorado.

 A notícia 

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Projecto do templo

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EM BUSCA DA CAPELA "PERDIDA" DA RINCHOA - SINTRA

Recordo a antiga cantilena que ouvia nos idos tempos da meninice: "fraca é uma terra que não tem sino nem capela nem Padre que diga Missa nem sacristão que ajude a ela". A propósito intrigava-me o facto da povoação onde moro, há dilatado tempo, não haver em época recuada orada para os crentes  rezarem e escutarem a "palavra da Salvação". Conhecia um local de culto, entre 1970 e 1992, na cercania da estação ferroviária de Rio de Mouro-Rinchoa, edificado onde se colocou  busto  homenageando o Padre Alberto Neto.

Antes disso, a localidade não dispunha de um edifício destinado ao culto? Investiguei e finalmente obtive resposta, lendo a noticia publicada no Jornal de Sintra nº863 de 6 Agosto 1950:

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Ficava por decifrar o sítio onde se localizava o templo, umas as artérias da urbe, ostenta o nome:

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A designação teve origem no facto da capela se situar no termino da rua, no cruzamento com a do Vale,  na Vivenda Filomena, propriedade dos beneméritos construtores da mesma, que faleceram sem deixar filhos, herdeiros directos. Venderam o terreno, casa, capela e anexos a um "promotor imobiliário", que mandou demolir tudo, com a complacência dos órgãos Autárquicos.

A capela da Rinchoa estava aberta ao culto da população, recolhi memória de uma senhora, cujo casamento se realizou na desaparecida capelinha, a qual tendo honras de inauguração e bênção cardinalicías  acabou, inopinadamente derrubada pelo camartelo da ambição e ignorância de responsáveis do poder local.

 

Prometo voltar ao assunto.

A "NOVA" MARGEM DA RIBEIRA DAS ENGUIAS

Segundo o "Memorial de Oeiras" obra de autor desconhecido do seculo XVIII: "o Rio de Oeiras tem o seu nascimento em um pego de água nativa, que está acima do pequeno lugar de Fanares, ao sul da Serra das Mercês, termo de Cintra, três léguas distante da sua foz, de cuja nascente correndo para o sul lhe chamam rio das enguias. Recebe a vertente da fonte de Nossa Senhora das Mercês que é do povo, não obstante estar no terreno e dentro dos muros da quinta do Marquês de Pombal (...) Depois de recebidas as nascentes dos montes que lhe ficam próximos, entra na quinta do Bastos, que é no lugar de Rio de Mouro, havendo antes desta quinta uma ponte rústica, que dá passagem  no caminho que vem de Rio de Mouro para as Mercês. A saída da quinta do Bastos entra em uma ponte de boa cantaria  e de um só arco por cima da qual passa a estrada real de Cintra. Aqui tem o nome de Rio de Mouro ".

Neste tramo da corrente fluvial está em curso uma obra de requalificarão fundamental para permitir a população fruir de espaço, até há pouco ocupado com hortas clandestinas, sem qualquer "arrumação",  polvilhadas de "barracos", tubagens, bidons, "benfeitorias" irrigadas por bombagem ilegal de água da ribeira, descaracterizando a paisagem e usurpando o bem colectivo.

A Câmara Municipal de Sintra, em estreita cooperação com as Juntas de Freguesia de Rio de Mouro e Algueirão Mem Martins, mandou elaborar projecto, abriu concurso e hoje podemos constatar  a modificação radical da paisagem. Quando em breve estiver concluído será caso singular na Área Metropolitana de Lisboa, mais valia na qualidade e fruição ambiental dos Munícipes  Sintrenses.

A limpeza das margens permite contemplar freixos centenários e toda espécie de vegetação ribeirinha anteriormente ocultada pela anárquica ocupação.

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Aves aquáticas: patos bravos galinholas, garças e outras regressaram ao habitat, está executada via pedonal de piso adequado a caminhadas com conforto e segurança, construiu-se auditório ao ar livre, plantaram-se centenas de árvores apropriadas, lançaram ponte, ligação pedonal das margens, contributo para consolidar urbanisticamente Rio de Mouro, Serras das Minas, Mercês e Mem-Martins enfim, que fará ressurgir a cidade! Caso para dizer que enguias difíceis de pescar, são óptimo petisco culinário, o melhoramento ora proporcionado, simbolicamente é de igual jaez.  A RIBEIRA DAS ENGUIAS, voltou pertencer à população. Dentro em breve o concelho de Sintra, no território de maior densidade populacional, proporcionará aos moradores uma ímpar e merecida qualidade de vida sem paralelo em toda Grande Lisboa.

E não é utopia, basta vir confirmar... 

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TOPONÍMIA SINTRENSE - OLELAS

O significado do nome de lugares sítios e povoações, é campo fértil onde alguns por incúria e falta de investigação cuidada "semeiam" desconcertantes soluções.

Um dia no mês passado, com os meus amigos e alunos da instituição de "ensino" sénior onde todas as terças-feiras passo agradáveis e enriquecedoras horas, falando da história do Património,  visitamos uma  igreja do concelho de Sintra, sobre a qual escrevi anterior apontamento. Nessa ocasião troquei algumas palavras com um acólito da paroquia que juntamente com o reverendo pároco, tiveram amabilidade de nos  acompanhar na visita.

A propósito do "post" que inseri com significado do nome de Aruil, povoação da antiga freguesia de Almargem do Bispo do Município de Sintra, indagou se sabia  significado de Olelas. Respondi ainda não havia estudado, e não sabia.

Solicito interlocutor, informou que já ouvira a versão segundo a qual "em tempos antigos vivia no povoado, ermitão, pessoa "letrada" que ensinava a ler e escrever, fundou uma "aula" para o efeito, no entanto, porque os alunos eram muito poucos, o povo dizia que não era "aula" e sim uma " aulela",  pequena sem importância". Fiquei boquiaberto com a explicação, disse-lhe: não concordar. E para mim prometi estudar,  daí resultou : 

A povoação está situada numa encosta, quase cume da serra do Sabugo, de onde se desfruta  grandiosa e fantástica panorâmica sobre a Serra de Sintra, a meio caminho entre aldeia de Sabugo e  sede da paróquia São Pedro Apostolo. Geograficamente Olelas fica na extrema das antigas vintanas do Sabugo e Almargem do Bispo, dessa particularidade adveio o topónimo. Ao longo de séculos, vemos grafia de oullelas e oulella.

José Alfredo da Costa Azevedo, no  livro "Velharias de Sintra IV" na página 159, transcreve a memória paroquial elaborada pelo pároco da Igreja Matriz e Real Colegiada de São Martinho da Vila de Sintra em 1758, onde o reverendo na vintana do Sabugo, refere "OURELLA".

Esta informação foi decisiva no sentido da solução. Ourela, é espaço situado no contorno externo imediato de algo, aquilo que serve de acabamento a um tecido, margem ou beira, parte final,limite remate. Olelas, é corruptela de ourela, que significa extrema, sitio onde se demarcavam propriedades e juridições. 

Estamos esclarecidos, espero que ninguém considere este texto uma "aulella" pelo contrário pretende ser a separação entre  empírico e o fundamentado. 

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MATRIZ DE ALMARGEM DO BISPO UMA DAS MAIS SUMPTUOSAS IGREJAS RURAIS DE PORTUGAL

O que resta da ruralidade antigamente caracterizava o Município de Sintra,predomina ainda hoje, nas cercanias da aldeia de Almargem do Bispo , a beleza campestre dos campos e prados rodeiam a localidade,são espécie de " véu " que oculta um  bem guardado " tesouro " do alfoz sintrense: A igreja paroquial da evocação de São Pedro.

Quem circula na estrada junto a porta principal do templo, e se detenha  observar a construção simples austera  aprentemente  pobre do edifício,

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não calcula grandiosidade da beleza interior. As paredes  totalmente revestidas de azulejos  século XVII, com cores e desenhos belíssimos, altares laterais  e altar mor igualmente   imponentes. Flores naturais por todo lado, lamparinas de prata, bancos e soalho,  bem cuidados, enfim, acolhedora casa para meditar e rezar  a Deus.

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Sem dúvida   bela igreja de Portugal,  das mais notáveis da comunidade eclesial de Sintra. Também neste caso posso parafrasear o ditado " quem vê por fora,não faz ideia o está dentro ".

Vale a pena conhecer e contribuir  para preservar tão rico histórico e singular património,  considerado oficialmente  de interesse público.

 

PALÁCIO DA PENA E CASTELO DOS MOUROS PERTENCEM À NAÇÃO DESDE 1889

Algumas ocasiões, por falta de conhecimento, há quem afirme  o monumento mais visitado de Portugal , e  altaneiro, encima a Serra de Sintra,  belo e encantador Palácio da Pena, seria propriedade da Família Real, e  " usurpado " pelos plebeus republicanos , na sequencia da revolução de 5 Outubro 1910.

Nada mais falso,após  falecimento do Rei consorte D. Fernando II, os  bens que deixou em Sintra foram adquiridos pelo Governo , para o património da Nação.Desfeito mais uma vez o pretenso equivoco acerca dos legítimos proprietários quando a Monarquia foi extinta,deixo como ilustração, oteor do decreto publicado ao tempo.

  Efeméride  e facto  merecem ser  assinalados. Relembrando , Palácio e  Castelo dos Mouros, são jóias patrimoniais  de todos Portugueses desde 1889, comemorando-se nesta época  130º aniversário dessa posse.

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MODERNO E ATRAENTE LOCAL PARA COMER E PETISCAR EM RIO DE MOURO

Abriu no primeiro dia deste mês, em Rio de Mouro Sintra,  estabelecimento com todas as condições para se transformar numa referencia na gastronomia da terra,

O proprietário é  mesmo do celebrado restaurante Arco Íris, a " catedral " dos pregos e bitoques de todo o Pais.Ambos ficam situados na Avenida Infante D. Henrique próximo da estação ferroviária da Vila de Rio de Mouro. esta caracteristica torna fácil  acesso , sem necessitar viatura, e nesse caso o estacionamento não é difícil.

O novo restaurante foi projectado e decorado com muito bom gosto ; espaçoso higiénico e confortável.Uma particularidade os empregados simpáticos e atenciosos, coordenados pela filha do proprietário, não precisam  manusear dinheiro,  os clientes podem utilizar  moderníssima máquina de pagamento, raros concorrentes possuem identica e higiénica opção

 Sinal inequívoco de progresso e  mudança do nosso " bairro". Bom augúrio ,  desejo de ver  " PETISQUEIRA DO RIO " , guindar-se ao nível  do " arco íris ".Fiquei cliente,  muitos serão por certo a    "ementa" apresentada, e  os donos pela arrojada iniciativa; merecem.Longa vida para " Petisqueira"

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