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Tudo de novo a Ocidente

SINTRA ALÉM DA VILA

O município de Sintra um vasto território onde é possível encontrar singularidades que o tornam  jóia com património natural único e, situado menos de vinte quilómetros da cidade de Lisboa.

A freguesia de Rio de Mouro desde começo do povoamento,pertenceu sempre ao termo da Vila de Sintra; muito procurada pelas suas terras férteis e regadas por várias ribeiras, nela foram ao longo dos séculos, edificadas importantes quintas algumas ainda existentes.

A riqueza florestal de zona, permitiu muitas árvores de vetusta idade,tenha crescido ba beira dos caminhos e nas propriedades. Estão nesse numero sobreiros carvalhos e alguns castanheiros.

Carvalheiras seculares podemos encontrar na cercanias da Quinta do Mirante,nas encostas da Rinchoa, e no parque urbano de Rinchoa - Fitares.

Ainda não há muito tempo,foi proporcionado "visitar" exemplar magnifico de um carvalho cerquinho,abrigado numa quinta em recuperação, segundo apuramos já era  árvore de porte altivo em 1891, quando a propriedade foi comprada, por antepassados de quem a vendeu aos actuais donos.

Rio de Mouro termo da Vila de Sintra,detém património singular ,com a particularidade de estarmos numa zona densamente habitada.

Quase a completar meio século que  aqui moro , cada dia gosto mais desta terra adoptiva, agora considero minha. Aqui fica este nosso admirável amigo. 

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TONONIMIA FONTE DE CONHECIMENTO

Covas antiga aldeia, localidade pitoresca da freguesia de Rio de Mouro, Município de Sintra,recebeu essa designação porque nela se situavam em tempos idos, silos onde se  guardavam os grãos cerealíferos colhidos, principalmente, na área de PAIÕES.

Verificamos há pouco, até a década 1970, a cumeada das colinas onde edificaram a povoação, albergava numero significativo de moinhos de vento.

Tudo vem confirmar aquilo que já referimos neste blogue.O cereal produzido em Paiões, transportado depois para as "tulhas" das Covas, seria finalmente reduzido a farinha, nas moendas, construidas " a boca dos silos ", tudo perfeito e coerente. A toponímia é manancial de informação a ter em conta.

Foto de 1970 com dois dos moinhos das Covas.

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TERREIRO ENTRE A TAPADA E O MURO DO DERRETE

Tarde ventosa e fria do mês de Abril deste pouco gracioso ano de 2022. Estou no  terreiro sede da muito antiga feira das mercês.A impressão mais vincada além da solidão do local, é o estado abandono que apresenta.

Erva daninha cresce com vigor por todo lado; algumas mesas e bancos ao fundo do terrado, e arvoredo, formado por plátanos,de fuste robusto, que só assim permitem resistir as fortes rajadas do vento da nortada.

Na quietude vespertina, reparo no símbolo cristão da fé erguido ao meio do terreiro,está numa posição prenuncia próxima derrocada se não acudirem a tempo.

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Obervei pela primeira vez, e já estive aqui em diversas de ocasiões, que entre os plátanos dominantes, resiste uma oliveira, pelo aspecto do tronco é velhinha.Quem sabe?

Sendo a oliveira árvore de carácter sagrado, e associada a luz, não teria aqui sido plantada com sentido idêntico ao das lamparinas de azeite dos templos,fazendo do sitio ,fora dos períodos de feira local propicio a meditação e respeitoso recolhimento ?

 Durante séculos. este chão foi território da freguesia de Rio de Mouro, concelho de Sintra.

Actualmente fronteira entre Tapada das Mercês e Rinchoa, continua sendo sitio de magia e encanto peculiares.

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ACERCA DA NATURALIDADE DE DOMINGOS MAXIMIANO TORRES

Escrevemos algumas notas relativas a vida e obra do poeta da " Arcádia Lusitana",tal qual era senso comum, consta de todos os "sítios" de pesquisa,no cibermundo, também fui levado afirmar,o poeta havia nascido, na freguesia de Nossa Senhora de Belém, Rio de Mouro, Concelho de Sintra.Confesso havia procurado nos registos paroquiais, e do assento de baptismo nem rasto...

Ocasionalmente um dia destes,numa das muitas pesquisas,encontrei documentação esclarecedora da questão

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 Para não ser fastidioso,e transcrever na integra o documento,vou referir, a partir de onde podemos ler : " Domingos Maximiano Torres casado com Dona Joana Rosa, e filho de Julião Francisco Torres e de Joaquina Agueda Maria, natural de Lisboa, de idade sessenta anos, faleceu, no presidio da Trafaria, em vinte e cinco de Maio de 1809".

Não restam duvidas que se trata do " nosso " Domingos Maximiano; o facto relatado da morte no presidio, é conhecido.

Está escrito, que era natural de Lisboa,o que contradiz,a convicção seria natural de Rio de Mouro.

No mesmo processo,encontramos,outro documento,do teor seguinte :

" No ano de mil setecentos e quarenta e seis foi baptizado nesta freguesia de S. Julião de Lisboa, DOMINGOS MAXIMIANO TORRES,filho de Julião Francisco Torres e de Joaquina Agueda Maria como tudo consta da dita provisão que fica em o cartório  desta igreja, e que fiz este assento que assinei (:::). São Julião de Lisboa ? Julho de 1811.

Também é verídico Domingos Torres, viveu em Rio de Mouro,deixo essa temática para outra ocasião. 

 

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RIO DE MOURO TERRA DE MINAS

A freguesia de Rio de Mouro, Município de Sintra,é território onde deparamos com particularidades, fazem que pedaço da terra Sintrense, tenha identidade e referencias peculiares.

Reporto-me circunstancia de na toponímia,encontrarmos,termos relativos a minas e actividade extractiva.

Assim temos SERRA DAS MINAS,simpático e progressivo bairro, cuja denominação ficou devendo a profusão de minas para captação de água,executadas na elevação rochosa que lhe fica adjacente.

A mina de ferro de ASFAMIL, onde se extraia,ocre ferrosa, para fabrico de tintas,situadas na serra das Ligeiras, próximo da povoação da qual as minas tiraram nome. Já escrevi neste sitio acerca desta exploração mineira.

Encontrei agora, prova documental da existência de outra mina,no antigo território pertenceu a freguesia,até 1950,quando se instituiu a freguesia de Agualva-Cacém.

Era "jazigo de pedra de areias quartziticas",utilizadas em diversas industrias;se fosse hoje com certeza seriam aproveitadas, no fabrico de componentes para electrónica.

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Como se poderá ler, a jazida está situada na "terra do chafariz", perto do (sitio) Papel, actualmente edificações onde laborou importante estabelecimento de tinturaria : Cambournac.

O documento é do fim seculo XIX, portanto freguesia de Rio de Mouro, concelho de CINTRA, tal qual se escrevia na época.Ficamos por aqui...

 

 

FACTO POUCO CONHECIDO DA HISTÓRIA SINTRENSE

O jornal de Sintra nº 1289, de 1958, na primeira página, publica noticia com grande titulo,relativa a possível, construção de um novo campo de aviação, destinado aviação de turismo e desportiva.

Ficamos a saber em 30 de Maio de 1910, ainda na vigência da Monarquia,seria criada comissão encarregada de procurar nas proximidades de Lisboa local para aeródromo do Aero Clube de Portugal.

Vinte anos mais tarde o Ministro da Guerra, autorizou funcionamento da escola de pilotagem do aero clube, no aeródromo da Quinta da Granja do Marquês, ai se manteria até aquela data.

Era urgente a mudança para outro sitio,e dessa escolha, ficou logo excluído o Aeroporto de Lisboa, já com grandes problemas com tráfego naquela época.

Aero clube optou em 1956, por terrenos situados entre Rio de Mouro e Ranholas, imediatamente a sul, da estrada Lisboa-Sintra, onde actualmente existem  instalações comerciais e grandes superfícies do mesmo ramo.

Área de aterragem do futuro aeródromo teria duas pistas, com extensão de 800 metros,e possibilidade de ampliação até 1200 metros.

Infelizmente, o projecto não vingou em Sintra, acabando por ser construido num concelho vizinho sendo inaugurado em 1964.

A interrogação que a noticia dava ênfase,teve resposta: Não.

O concelho de Sintra, neste caso não ficou a ver navios,mas a ver passar aviões de turismo. Enfim é a vida como diria  outro...

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DIA NACIONAL DOS CENTROS HISTÓRICOS

Neste dia fazemos chamada de atenção para importância de preservar e conhecer os centros históricos das nossas cidades vilas aldeias e simples povoações,paginas vivas da nossa história e identidade.

Não iremos dissertar acerca de centros históricos visitados e pretensamente conhecidos por muita boa gente.

Temos aqui neste cantinho do Município Sintrense, freguesia de Rio de Mouro, interessante e valioso centro histórico,injustamente quase desconhecido.

O centro histórico de Rio de Mouro,é aglomerado urbano onde podemos encontrar elementos relativos a insignes quintas, maioritariamente, do século XVIII, igreja Matriz de 1563, talvez mais caracteristico exemplar de uma orada de cunho rural , a menos de vinte  quilómetros de Lisboa.

Um bem preservado conjunto de vila operária do século XIX,testemunho de importante fabrica de estamparia, existiu no burgo.

Fonte setecentista; rio de aguas cristalinas,capela do Espírito Santo, actual sede oficial da autarquia.

Nicho de Nossa Senhora da Piedade, igualmente oitocentista.Largo denominado do Registo Civil,ligação inequívoca ao ideario e propaganda republicanas.

Aristocrático,burguês,monárquico republicano, sacro e laico,tudo isto faz do centro histórico de Rio de Mouro, sem motivo apelidado de "velho",tudo contribui, diziamos, para fazer do nosso centro histórico,local a visitar e admirar porque merece ser conhecido....

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IMPÉRIO DO ESPRITO SANTO EM RIO DE MOURO

O culto do Divino Espírito Santo, teria sido trazido para Portugal, pela Rainha Santa Isabel, esposa do Rei D. Dinis.
Como património para usufruto da Rainha, o marido concedeu diversas Vilas do Reino, entre elas Sintra e  Alenquer, onde se fundaram vários "Impérios", encarregues de difundir culto do Santo Espírito,impulsionados pelos frades Franciscanos.

Em Sintra,uma das Vilas doadas a Rainha Santa Isabel,a devoção enraizou-se,  permanecendo,ainda hoje,muito adulterada na aldeia do Penedo, freguesia de Colares.  com grande fervor nas ilhas dos Açores, e  diáspora Açoriana, por todo Mundo.

Além do império, subsiste no Penedo, existiu no concelho de Sintra,pelo menos outro, na antiga freguesia de Nossa Senhora de Belém, de Rio de Mouro; cujas cerimónias se realizavam na ermida de Nossa Senhora das Mercês.

Curiosamente, na capela do Penedo, embora ,vulgarmente, apelidada de Santo António, como sabemos  monje franciscano, é templo da evocação de Nossa Senhora das Mercês

Luís Cristiano Cinatti Keil,filho do compositor, pintor e poeta Alfredo Keil, autor da musica do Hino Nacional; e muito ligado ao desenvolvimento da Praia das Maçãs.

Luís Keil,  Director do Museu Nacional de Arte Antiga, investigador e historiador, publicou, na Revista "A ÁGUIA", numero Dezembro 1917, estudo sobre o império do Penedo. Em nota de roda pé informa " nas Mercês próximo de Rio de Mouro, coroava-se  também uma imperatriz ".

Ficamos cientes da existência de um império do Espírito Santo, Rio de Mouro, freguesia a qual até década 1950, pertenceram  lugar e capela de Nossa Senhora das Mercês.

Outra particularidade, demonstra uma vez mais ligação,existiu ao longo dos séculos entre Rio de Mouro e sede do concelho, fazendo deste território, um dos que mais proximidade social e religiosa teve com a Vila de Sintra, a cujo, termo sempre pertenceu.

Desenho da mesa do bodo do Penedo , autoria Luis Keil, que ilustra estudo citado.

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PASSARINHOS FRITOS

Voltamos de vez em quando,ouvir  lenga lenga,laudatória a hipotética, superioridade moral e ética, do regime Salazarista que durante décadas dominou como quis Portugal.

A propósito de transparecia, cumprimento das lei, ausência de corrupção,deixo exemplo entre muitos de como no Estado Novo, funcionava.

Na década de sessenta, concretamente 1962,ainda com Oliveira Salazar,ao leme da ditadura,em Lisboa e arredores, também por todo Pais, piteu gastronómico consistia no enunciado, titulo deste apontamento.

A lei proibia caça e  venda das avezinhas,no entanto, o comércio e consumo faziam-se a vista de toda a gente, sendo  frequente nas  inúmeras "tascas" que serviam tal comida, encontrar agentes da autoridade fardados,

Era assim naquele tempo; aqueles hoje clamam por mais transparência menos corrupção e respeito da lei, apresentando exemplo do Salazarismo, é por nunca comeram " passarinhos fritos ".

Para terminar,recordo, na região saloia,eram muitos locais convidando apreciar a iguaria,  alguns verdadeiros centros de romaria dos apreciadores...

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FAMOSO REFERIGERANTE GENUINAMENTE " SALOIO "

Nos idos  década 1960, teve fama e proveito  delicioso, refrigerante,gaseificado com sumo de maçã diluído na então muito consumida agua de Caneças, integrada naquela época no concelho de Loures; essa água era comercializada, na área da grande Lisboa, em típicas cantaras de barro vermelho, bem rolhadas com grandes rolhas de cortiça.

O refrigerante amplamente conhecido, por toda a região alfacinha,teve muitos apreciadores,fiéis enquanto durou, fui um deles; hoje remexendo papeis antigos deparei com publicidade relativa a bebida. Deu  laivo de nostalgia, talvez haja ainda alguém desse tempo, também recorde. Não é possível beber.Lembremos pois. Saúde

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