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Tudo de novo a Ocidente

OS PLATANOS DO LARGO DA FEIRA DE S. PEDRO

 

Em S. Pedro de Sintra, realiza-se o mercado de S. Pedro no segundo e quarto domingo de cada mês, e, anualmente no dia 29 de Junho, feira com o mesmo nome.

O mercado, é um dos mais concorridos dos que se realizam, na Area Metropolitana de Lisboa, é sem dúvida o mais típico e conhecido do Concelho de Sintra.

É um mercado cheio de bulício, onde se vende uma grande variedade de objectos e artigos, com destaque para as antiguidades e produtos agrícolas. A feira foi autorizada por D. Maria I em 1781 e o mercado, inicialmente mensal, foi criado pouco depois. Segundo José Alfredo C. Azevedo, em “Velharias de Sintra V”, passou a ser bimensal em 1924.

O mercado de S. Pedro, ocupa o Largo D. Fernando II, e os feirantes abrigam-se sob as copas de plátanos centenários que formam uma formosa alameda; que passa despercebida a quem frequenta a feira. O terreiro com as quintas que o ladeiam e as arvores que lhe dão sombra, merecem uma visita sem ser nos dias do mercado, para fruir da calma do lugar e da beleza dos seus plátanos, sentados, numa das esplanadas dos cafés situados no largo.

 

O PLÁTANO DO CAFÉ CENTRAL

 

O programa Polis que está a transformar radicalmente, o centro Cacém e da Agualva, implicou a demolição de várias construção que durante décadas foram o ex-libris daquelas povoações.

Um dos edifícios que foi demolido, foi, “o velho café Central” que ficava junto à ponte da Agualva, e, do plátano que em boa hora foi preservado.

É uma árvore de grande porte, quase centenária, e que pelo desafogo com que ficou, pode tornar-se rapidamente num exemplar ainda mais admirável.

 

Seria bom que o seu nome fosse “Plátano do Café Central” para lembrar um local de tertúlia, dos habitantes do Cacém e da Agualva, e onde agora, sob a sua copa imponente, podem continuar as suas amenas cavaqueiras.

Este plátano assinala o sítio da velha ponte da Agualva, que fazia parte do antigo caminho da Porta de S. Vicente de Lisboa para Sintra.

O Plátano do Café Central é também uma “memoria” qual marco da coutada que da Agualva seguia pela ribeira de Barcarena até ao mar, onde El-Rei D. Manuel I caçava perdizes.

Enfim, o “Plátano do Café Central” merece fazer parte da história do município Sintrense, e a administração da Cacém Polis, deveria solicitar às entidades competentes a sua classificação de interesse público.

 

O ALTIVO PINHEIRO BRAVO DO PARQUE DA LIBERDADE

No centro do Parque da Liberdade e bem visível a partir da volta do “Duche”, para quem vai a caminho da Vila Velha está um pinheiro bravo, único exemplar desta espécie existente em todo o parque.

Deve ter nascido de forma espontânea, pois a sua raiz e a parte inferior do caule estão ubicadas num conjunto de blocos de granito tão comuns em Sintra. O solo que o alimenta é fértil e por isso este pinheiro bravo apresenta um aspecto vegetativo pujante.

É uma arvore com um porte altivo; tronco longo e copa verdejante de caruma e pinhas. Não tem qualquer elemento identificativo para que reparem nele… Em Portugal não há muitos pinheiros bravos como este.

O fogo, tem dizimado milhares durante anos a fio, seria interessante, a partir das sementes deste pinheiro promover a germinação em viveiro e depois oferecer “rebentos” deste exemplar, que tem mais de trinta metros de altura e uma idade aproximada de oitenta anos. Com muitos “descendentes” este pinheiro tornar-se-ia quase perene, na próxima vez que admirarem o parque reparem nele, porque este imponente “pinheiro bravo” merece.

Como seria conveniente a sua classificação, como arvore de interesse publico.

O PLÁTANO DE SINTRA

 

O frondoso “Parque da Liberdade” já foi conhecido por outra designação. O actual nome foi atribuído no 1º de Maio de 1974, com o apoio de uma manifestação de milhares de sintrenses.

 

É uma maravilha florestal adquirida pela Câmara Municipal, nos anos trinta do século XX, sendo hoje um dos mais encantadores recantos da Vila de Sintra, objecto de cuidadosa manutenção.

 

De entre as suas inúmeras árvores de grande porte, há uma que merece ser realçada. O “Plátano Gigante”, que cresce junto ao ringue de patinagem, num enquadramento apropriado, pois tem um grande espaço envolvente, com um banco sob a sua copa imensa, e, abrigado pelo seu grandioso tronco. É um local que convida ao descanso e ao namoro…

 

Os especialistas consideram que é o segundo plátano mais grosso do País, o primeiro está na Quinta da Foja, concelho da Figueira da Foz. Em espaço público o “Plátano” do Parque da Liberdade, é o que tem o tronco mais “bojudo” e imponente de todos. O perímetro à altura do peito é de vinte metros (P.A.P.).

 

Tem a provecta idade, cerca de 150 anos, e merece como sucede com outras árvores do parque, que seja colocada uma informação chamando à atenção, para esta magnifica árvore. Que bem pode ser considerada, como “O Plátano de Sintra”, a exemplo do que sucede com idênticos espécimes que são conhecidos pelas localidades onde se situam.

O “Plátano de Sintra” deve ser divulgado porque é uma das várias atracções de Sintra.

 

Foi declarado de interesse público, por despacho publicado no Diário do Governo nº 290, II Série de 22 de Maio de 1951.

AS ÁRVORES MONUMENTAIS DE SINTRA: A SOBREIRA DOS FETOS

 

As árvores são monumentos vivos e devem de ser considerados como tal.

Algumas árvores são importantes sob o ponto de vista histórico, cultural e estético, contribuindo assim para religar os habitantes aos sítios, e, sendo mais um elo para reforçar o sentimento de pertença das pessoas aos locais onde habitam ou que frequentam.

Plantadas junto aos caminhos, estradas e nas quintas as árvores referenciam memórias que doutro modo seriam esquecidas.

No concelho de Sintra existem inúmeras árvores notáveis pelo seu porte e longevidade, algumas já declaradas de interesse público e outras que o deveriam ser.

Conhecer este património é importante para que as pessoas ao passarem junto delas as olhem com atenção e sejam guardiães da sua preservação.

Iremos referir as árvores do concelho de Sintra consideradas de interesse publico.

Começaremos pelo sobreiro do Largo da Quinta do Relógio, na freguesia de S. Martinho mesmo em frente da Regaleira.

Segundo José Alfredo da Costa Azevedo, no seu livro “Velharias de Sintra I”, “este sobreiro é também conhecido, pela SOBREIRA DOS FETOS, porque está coberto de fetos que nascem, fruto da humidade da sua cortiça virgem”.

Na Quinta do Relógio, passou a “Lua de Mel”, a Rainha D. Amélia e o Rei D. Carlos, em 22 de Maio de 1888.

Ainda segundo José Alfredo, a Rainha D. Amélia costumava dizer “ vale mais a sobreira dos fetos que Cascais e Estoris junto”.

 

Este monumento “vivo” merece a atenção de toda, e, até uma visita de propósito. Facilmente identificável porque tem uma vedação de ferro, deveria contudo, ter uma placa informativa, em várias línguas, para chamar a curiosidade das pessoas.

 

A sobreira dos fetos, foi declarada árvore de interesse público, por despacho publicado no Diário da República II Série de 28 de Novembro de 1996. Tem uma idade aproximada de 350 anos, sendo por isso uma das mais antigas do concelho de Sintra.

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