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Tudo de novo a Ocidente

A FEIRA DAS MERCÊS, NÃO ABRE ESTE ANO!

Poderíamos começar por "e tudo a crise levou", mas pode ser um interregno e para o ano tudo volte ao costume. A Feira das Mercês existe desde tempos imemoriais. D.José por influência do Marquês de Pombal mudou o local da mesma para Oeiras conforme Provisão cujo teor resumido era: "D.José, por graça de Deus Rei de Portugal e dos Algarves de Aquém e de Além Mar em África Senhor da Guiné, faço saber que os interessados na feira de Nossa Senhora das Mercês Me representaram por sua petição que costumando a dita feira fazer-se no mês de Outubro, em um lugar  despovoado e sito entre o de Meleças e a Ermida das Mercês, com grande concurso de Moças que nela vão buscar amos a quem servir, de gado e de legumes de todas as espécies,(...) padeciam os suplicantes consideráveis incómodos, porque os dias de chuva (...) convertia aquele terreno todo em atoleiros (...) Hei por bem de que a Feira de que se trata seja transferida para a Vila de Oeiras e nela perpetuada. Lisboa, 4 de Julho de 1771".

Esta situação durou 9 anos porque com a morte de D.José e queda de Pombal foi solicitado a D.Maria I a restauração da Feira como sempre se fazia antes de D.José e a Soberana mandou" que os moradores do referido sítio da Ermida das Mercês devem continuar a sua Feira no 3º e 4º Domingos do mês de Outubro" este despacho é de 1780.

Mas infelizmente hoje a Feira não abriu o Terreiro e o Muro do Derrete, retratados por Leal da Câmara estão vazios e silenciosos. Os Plátanos e o Cruzeiro, parecem tristemente assinalar o fim da FEIRA DAS MERCÊS, oxalá não seja assim; ou será que em Portugal tudo está em vias de acabar?

 

 

 

Nota: Os Textos das Provisões foram retirados do "MEMORIAL HISTÓRICO de OEIRAS".

UM CASTANHEIRO DO TEMPO DOS DESCOBRIMENTOS PORTUGUESES

O castanheiro, é uma árvore de se conhecem em Portugal, indivíduos, com vários séculos. Originário da Ásia, os Romanos trouxeram-no para a Península Ibérica. No nosso País, até ao inicio do século XX existiam enormes Soutos ou Castanhais,  no Norte e Centro do território. Uma praga chamada "tinta" dizimou milhares de castanheiros, o abandono dos proprietários fez o resto.

Na actualidade, tem sido feito um esforço na recuperação das árvores antigas e, no plantio de novas. Em Trás-os-Montes e na Beira Interior há outra vez grandes soutos,  a produção de castanha aumentou, mas estamos longe do tempo em que se dizia "o povo come madeira e terra", porque alimentação tinha por base, castanha pilada e batata. Em Sintra sempre  abundaram, ainda hoje, subsiste uma artéria designada: Caminho dos Castanheiros nessa zona fica o vetusto exemplar motivo deste  "post".

Seguindo o Caminho dos Frades, que começa junto à Sobreira dos Fetos, já referida neste "sitio", chegamos à Quinta, em cujo muro é vísivel "O CASTANHEIRO". O tronco enorme, nodoso, retorcido, marcado com cicatrizes causadas pelo tempo e pelo homem  provoca em quem o observa sentimentos de admiração e respeito devidos as coisas venerandas. Segundo consta já existia na época das descobertas. Se assim for, tem mais de 500 anos. Com esta idade, há um outro perto da Guarda " o castanheiro de Guilhafonso".

O "Castanheiro de Sintra" é mais impressivo. Foi declarado árvore de interesse público conforme portaria publicada no Diário do Governo nº70, II série de 19/04/1945.

Como curiosidade: um dos maiores castanhais do Mundo está em Espanha, junto á fronteira com Portugal, entre Aroche e Aracena no caminho de Serpa para Sevilha, tem vários quilómetros de extensão. A partir de Novembro, merece uma visita porque, o tom da folhagem, proporciona uma visão única. Talvez por isso, no imaginário da antiga China, o castanheiro era associado ao OUTONO e ao OCIDENTE. Entre nós, como a castanha servia de alimento para o Inverno,  simbolizava cautela e PREVIDÊNCIA.

Resta acrescentar, um facto histórico, pouco conhecido: o souto, agora em Espanha, foi território Português até D.Dinis o ter trocado pelas terras de Riba Coa, conforme  Tratado de Alcanizes assinado em 1297. Á época, denominava-se  ALGARVE ALTO, aquela região. Não se ganhou muito com a troca...

Vale a pena visitar SINTRA, só para admirar este CASTANHEIRO.  Curiosamente, situa-se na Freguesia de S.Martinho, Santo protector dos vinhos e dos magustos. Quantas castanhas deste "velhinho" se consumiram para alegrar o Povo? Oxalá, o CASTANHEIRO vá resistindo. 

ABENÇOADA TERRA QUE TAL ÁRVORE CRIOU.

AS VERDES "TORRES " DE SINTRA

As gigantes chaminés do Palácio da Vila de Sintra são o ex-líbris do Município Sintrense. Quando se fala de Sintra ocorre à memória aquelas construções  no interior das quais era possível assar um boi inteiro. Visíveis de qualquer ângulo por onde observemos o Monumento, são elementos marcantes da fisionomia da" Vila Velha". Se não tivessem sido escolhidas para símbolo do Município, não hesitaria em propor, para esse uma árvore disseminada por todos os quadrantes do território Sintrense: A ARAUCÁRIA é uma planta de porte esguio sempre verde; por ter encontrado em Sintra condições muito favoráveis ao seu desenvolvimento, atinge alturas semelhantes a verdadeiras "torres".

O Parque da Liberdade, Monserrate, em diversas quintas é possível vislumbrar exemplare com fuste elevado.

Também desde Queluz a Colares e de Rio de Mouro a Belas encontramos muitas Araucárias é por isso uma árvore presente em quase todos os azimutes da geografia de Sintra. Quais Verdes "torres" erectas e numa vertical perfeita elevam-se da paisagem em direcção ao cume do Monte da Lua onde Sintra se enlaça com o ALÉM.

Estas árvores são também um dos simbolos de SINTRA.

 

 

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