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Tudo de novo a Ocidente

AINDA SOBRE A RIBEIRA DA CABRELA...

Em anteriores apontamentos falamos sobre a Ribeira da Cabrela realçando as particularidades que fazem dela um dos recantos interessantes Concelho de Sintra. Além dos aspectos ambientais, ao longo da Ribeira deparamos com Topónimos dignos de cuidada atenção.

Um dos nossos simpáticos leitores referiu em comentário que a barragem em tempos projectada  se designava "do Murganhal". É verdade, esse facto, levou-nos a escrever sobre aquele e outros nomes de sítios da margem direita da ribeira.

MURGANHAL quer dizer: local para onde se lançam os restos de algo que se colheu ou se extraiu, duma pedreira ou duma mina por exemplo.Temos um Murganhal perto de LAVEIRAS na freguesia de Caxias no Concelho de Oeiras. Em Laveiras existiu durante muitos anos uma grande pedreira, os restos da actividade extractiva em depositados no Murganhal.

Junto à nossa Ribeira temos o Monte Lavar, ou seja o monte da pedreira. Modernamente escreve-se MONTELAVAR, nome duma progressiva freguesia de SINTRA. Também aqui os sobrantes da pedreira eram encaminhados para o MURGANHAL. 

O nome  LAVEIRA atribuido as pedreiras está relacionado com o significado que se dá ao  acto de "tornar um produto ou material mais puro separando as impurezas e os restos", isto é "lavando-o"...

As límpidas águas da Ribeira são um dos seus encantos e um motivo para nos proporcionarem estes agradáveis encontros.

UM BELO CEDRO DESPREZADO À BEIRA DA ESTRADA EM SINTRA

Na Avenida Gago Coutinho, conhecida vulgarmente por estrada da Portela pois serve de ligação entre Mem-Martins e o Bairro da Portela em Sintra, junto à central de betão existe uma bela árvore que passa despercebida a quem circula, muitas vezes a velocidades pouco recomendáveis.

Estamos a referir-nos a um CEDRO, cujo tronco tem um perímetro de mais de 2 metros. Com este fuste é um espécime centenário, a sua imponência não ressalta imediatamente à vista porque alguns ramos estão secos, e a copa como não é cortada chega quase ao chão.

A árvore cresceu no talude entre a antiga estrada e a nova Avenida. Está portanto, em terreno de domínio público, devendo por isso as entidades responsáveis cuidarem da planta e da sua envolvente. Se alguém da CÂMARA MUNICIPAL DE SINTRA, ler este texto e tenha poderes para tal,  deveria incumbir os serviços respectivos de tratarem deste CEDRO, votado injustamente ao abandono. Como já referimos as árvores são seres vivos, merecem a nossa atenção. Além do mais, é um monumento digno de ser valorizado.

Simbolicamente, o CEDRO  representa  nobreza e  perenidade, o que se coaduna com a nossa admirável VILA.

O cedro não apodrece, por isso segundo a lenda o vigamento do templo de Salomão era da sua  madeira. Mais um argumento para a "reabilitação" desta árvore.

Nos tempos que vão correndo, vem a propósito, citar a BÍBLIA no Cântico dos Cânticos:

"FAZER DO CEDRO AS VIGAS DA NOSSA MORADA É PRESERVAR A ALMA..."

 

 

A ÁLEA DE PALMEIRAS DA CASA DE SAÚDE DE S. JOÃO DE DEUS NO TELHAL

Na quinta do Telhal onde está edificada a Casa de Saúde para doenças do foro psiquiátrico, há uma álea de palmeiras centenárias, por entre as quais já devem ter passado milhares de doentes, aos quais a humana e competente acção dos IRMÃOS HOSPITALÁRIOS, tem ajudado na procura de solução para os seus problemas. As palmeiras são testemunhas silenciosas de muitos dramas. Todavia, o trabalho desenvolvido deve ser realçado, por isso deixamos um pequeno apontamento sobre a INSTITUIÇÃO:

A CASA DE SAÚDE DO TELHAL, é um estabelecimento de assistência de grande importância concelhia e nacional. Foi fundada em 1893 pelo Padre italiano BENTO MENNI que veio para Portugal com o objectivo de reactivar a Ordem de S.João do Hospital, extinta em 1834 no seguimento da Revolução Liberal.

A escolha da quinta do Telhal surgiu,  em detrimento, dum outro terreno, também à venda em Agualva Cacém, por ser um sítio mais calmo, propício ao recolhimento religioso, e mais adequado ao tipo de doentes que se propunham assistir.

A quinta pertencia á família Vanzeller. Foi comprada por seis contos de reis uma avultada quantia para  a época, cujo pagamento só foi possível finalizar em 1911, com grandes sacrifícios. Os Irmãos sustentavam-se quase só com os produtos da quinta, durante muito tempo não se serviu vinho à comunidade  e raramente comiam carne.

Devido a epidemia da pneumónica, em1919, muitos doentes faleceram; a vida dos irmãos correu perigo. A carência de meios, obrigou irmãos a percorrerem o País na recolha de esmolas para a subsistência da Casa de Saúde.

Em 1950 estiveram no Telhal as relíquias de S.JOÃO DE DEUS, lembrando o 4ºcentenário da sua morte. Como se sabe este SANTO português, de nascimento, está sepultado em Granada, Espanha.

As árvores além da  sombra, igualmente  proporcionam o ensejo de sabermos mais...

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