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Tudo de novo a Ocidente

O SINDICATO AGRÍCOLA DE COLARES FUNDADO EM 1930

Cumprem-se  neste mês de Maio de 2010, oitenta anos sobre a data em que foi instituída uma associação denominada: Sindicato Agrícola da

Região de Colares de acordo com os  Estatutos, entre outros, os seus fins eram os seguintes:

 

- Desenvolver os conhecimentos de moderna técnica agrícola,estabelecendo bibliotecas, cursos móveis, conferências, etc..

 

- Zelar pela pureza e genuidade da maior riqueza da  região :" o Vinho de Colares", fazendo cumprir o Regulamento da Região Demarcada, para o que a fiscalização do Estado e a Comissão de Viticultura de Colares estarão sempre  em intima colaboração com a Direcção do Sindicato.

 

- Constituir nos termos da lei,com Estatutos e fundos especiais, a Adega Social e Regional de Colares. 

 

Devemos esclarecer que estes Sindicatos Agrícolas eram diferentes daquilo que hoje se entende por organização sindical. O Sindicato Agrícola de Colares a exemplo de outros existentes por todo o País, assumiam o carácter de entidades compostas por agricultores  donos de terras e de nos quais se podiam filiar, também, indivíduos que não sendo agricultores possuíssem lavouras,tratava-se de associações de proprietários cuja  origem remontava à Carta de Lei de 3 de Abril de 1896, que a Lei nº215 de 30 de Junho de 1914 confirmou. Com a implantação do Estado Novo estes Sindicatos foram transformados em Grémios da Lavoura de acordo com "Organização Corporativa".

O Sindicato de Colares foi uma ideia de pessoas, profundamente empenhadas no progresso da agricultura no Concelho de Sintra. Um dos seus objectivos a criação da Adega Regional de Colares, como antes referimos, foi concretizado em Agosto de 1931. Este facto aliado ao falecimento do seu principal dinamizador o Dr.António Brandão de Vasconcelos e alguns desentendimentos entre os associados motivou a dissolução do organismo por despacho do Ministro da Agricultura, Rafael Duque, em 5 de Dezembro de 1936. 

Apesar de ter durado pouco mais que um lustro, o Sindicato Agricola teve um relevante contributo na defesa do Vinho de Colares, o que permitiu a sua permanência até aos nossos dias como um dos pilares da tradição vinícola do Concelho Sintrense. Por tudo isso os Fundadores  do Sindicato merecem ser recordados e assinalada a efeméride. Como singela homenagem  transcrevemos a Escritura de Constituição do Sindicato Agrícola da Região de Colares:

 

"No ano de mil novecentos e trinta, aos dois dias do mez de Fevereiro,na presença de Agostinho Heitor Chaves ,ajudante do oficial do Registo Civil em Colares, concelho de Sintra, reuniram-se os no fim assinados, Dr.António Brandão de Vasconcelos, de 63 anos de idade, casado, proprietário e médico municipal, morador na Sarrazola, freguesia de Colares;a firma social José Maria da  Fonseca, Sucessores, Limitada, proprietários na região de Colares, moradores no Banzão, freguesia de Colares; Bernardino Gomes da Silva, de 64 anos de idade, casado, proprietário, morador no Murraçal freguesia de Colares; Alberto Totta, de 48 anos de idade, casado, proprietário, morador nas Azenhas do Mar, freguesia de Colares; António Mazziotti França, de 25 anos de idade, solteiro, proprietário, morador em Colares; António Bernardinoda Silva, de 64 anos de idade, proprietário, morador nas Azenhas do Mar, freguesia de Colares; José Gomes da Silva, de 37 anos de idade, casado, morador em Almoçageme, freguesia de Colares; Joaquim dos Santos Samora, de 47 anos de idade, casado, proprietário, morador nas Azenhas do Mar, freguesia de Colares; José Bernardino da Silva, de 40 anos de idade, casado, proprietário, morador no Murraçal, freguesia de Colares; João Bernardino da Silva, de 29 anos de idade, casado, proprietário, morador nas Azenhas do Mar, freguesia de Colares; José Maria Tavares, de 31 anos de idade, casado, proprietário, morador nas Azenhas do Mar, freguesia de Colares e Francisco José de Barros Júnior, casado, regente agrícola e proprietário, morador em Almoçageme, freguesia de Colares, afim de lavrarem o presente título de constituição do Sindicato Agrícola da Região de Colares, que entre si resolveram organizar em conformidade com a Lei de 3 de Abril de 1896 e que se regerá também pelos presentes Estatutos".

 

Os Estatutos seriam promulgados pelo Presidente da República Óscar Carmona em 12 de Maio de 1930.

 

Estes elementos históricos resultam de investigações que efectuamos e que continuam. Por ser matéria relevante para um melhor conhecimento da História Local decidi partilhá-los com quem visita o meu "blog". Como curiosidade final, o Presidente da Junta de Freguesia de Colares nesta época era, José Francisco Amaral e o regedor da Freguesia  António Silva.

Prometemos voltar ao assunto. O 80º aniversário deste acto não passou despercebido graças a este texto, por isso DEVER CUMPRIDO.

Incluímos como "ilustração"a simbologia usada no papel timbrado para a correspondência do Sindicato onde por baixo do emblema se pode ler um poema de Guerra Junqueiro bem  apropriado á região de Colares.

 

IN MEMORIAM DO MEU COMPANHEIRO E AMIGO CÃO

O meu companheiro de muitas jornadas, com quem procurei sítios e árvores, retornou hoje à natureza... para onde todos iremos também.

Era um Cão de nome Paco um vulgar rafeiro, que só me deu alegrias ao longo de 13 anos.

Quando eu era criança na catequese ensinava-se que não deviamos rezar pelos animais, apesar de me ter tornado um descrente, considerava a recomendação excessiva, por isso acredito na possibilidade dos cães irem para uma espécie de "canil eterno" e quem sabe  ser viável aos donos que muito os estimaram voltarem a "desfrutar" da alegria dum reencontro?

Alguns talvez não compreendam este tipo de reacção, quando se perde um amigo dedicado como foi o caso do "meu" Paco.

Brincalhão a sua presença dedicada prolongou-se ao longo da adolescência das minhas filhas que lhe retribuiam igual carinho, assim como a minha mulher, enfim foi um elemento sempre presente nos bons e menos bons momentos da nossa vida familiar. Todos gostávamos dele.  Até o  novo membro da família, o meu genro não resistiu ao encanto do "nosso" Paco.

Nas saídas diárias o Paco quase sempre se servia do caule duma viçosa e jovem árvore para o seu "alçar da perna", vou lembrá-lo sempre que passar por ela.

Nada de lamentos, os cães têm uma constelação no firmamento onde terão lugar os cães do universo inteiro, deste modo alimentam o brilho das estrelas.

Sempre ouvimos dizer que quem não trata bem os animais não respeita o seu semelhante, o Paco nunca teve vida de cão, e  por isso ainda lhe ficarei grato porque ajudou a sentir com mais acuidade a necessidade de auxiliar todos aqueles pudermos, e que muitas vezes não falam e só nos olham com um olhar de infinita ternura pedindo a nossa atenção.

Como memória do Paco deixo umas imagens entre muitas que se guardarão no coração do dono...    

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