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Tudo de novo a Ocidente

O ZAMBUJO DA RUA DO CASAL DO OLIVAL EM MASSAMÁ

Os terrenos onde hoje se erguem os milhares de prédios que constituem o aglomerado urbano de Massamá, no Munícipio de Sintra, foram durante séculos solos de grande aptidão agrícola, onde se cultivavam: cereais, linho e forragens para animais, particularmente para cavalos. As propriedades eram designadas por "Terras", e de que ficou memória na toponímia, como atestam os nomes: Terra das Forcadas, Terra dos Quatro Cantos, Terra da Albardeira, Terra da Várzea, Terra do Monte Tinhoso tudo existente na area da Freguesia de Massamá.

No entanto,na zona cresciam, também muitas oliveiras, daí Casal do Olival donde se iniciou a urbanização do sítio na década de 80 do século XX. As azeitonas eram moídas no Lagar do Cacém, situado à entrada daquela localidade, onde hoje é o Viaduto do Lagar, assim "baptizado" por proposta, aprovada por unanimidade na Assembleia Municipal  de Sintra, com objectivo de lembrar aquele "moínho de azeite".

Do olivedo de Massamá, resta um ZAMBUJO ou OLIVEIRA BRAVA, que continua a crescer numa esquina da rua que tem o nome do Casal. Os zambujos eram utilizados como porta enxertos das oliveiras ditas "mansas". Este arbusto apresenta um bom aspecto vegetativo, demonstrado pela foto. Se fosse possível deveria ser alindada a envolvente do zambujo e colocada uma pequena informação chamando a atenção de quem passa para este património: o derradeiro exemplar, silvestre, do casal do olival e das "terras" de MASSAMÁ.

 

TOPONIMIA SINTRENSE - ARUIL

Na freguesia de Almargem do Bispo, Concelho de Sintra, ocorrem diversos topónimos, com alguma singularidade, relacionados com a aptidão dos solos para a produção de cereais e pastagem para o gado como já referimos em anterior apontamento sobre Almargem.

O topónimo que hoje estudaremos é de um lugar, distante dois quilómetros da sede da freguesia, atravessado pela via que liga Almargem a Caneças, já no concelho de Loures, trata-se de ARUIL.

A designação desta localidade vem de ruíle, que significa ferrugem. Esta região em tempos idos foi grande produtora de cereais, os quais eram atacados por uma moléstia chamada, alforra ou ferrugem das searas, que se desenvolvia devido a causas várias, uma das quais o elevado teor de hematite no solo.

Não muito longe de Aruil estão as COVAS DE FERRO, actualmente (2011), cultiva-se nas redondezas o agrião, que por ser um vegetal rico em ferro se dá bem em terrenos,em que há esse mineral.

No Império Romano, o problema da alforra, era tão grave que existia até uma divindade, ROBIGO, que protegia as searas desta moléstia. Finalmente ARUIL, quer dizer sítio, onde as searas, cevada trigo e centeio, e os fenos para o gado, eram atacados pela ferrugem, ou alforra. A origem vem directamente do vocábulo latino rubigo, que é o mesmo que robigo, designação que se atribuía a tudo o que era "avermelhado". Em ARUIL, encontramos o local" eiras velhas", reminiscência do seu passado cerealífero.  

 

O CENTENÁRIO DA REPÚBLICA E LEAL DA CÂMARA

Neste 5 de Outubro de 2011, terminam as comemorações do centenário da implantação da República Portuguesa e da promulgação da Constituição de 1911. Como é tradição, a Junta de Freguesia de Rio de Mouro, assinalou a efeméride com a colocação duma coroa de flores no "memorial" erigido em honra de Leal da Câmara, na RINCHOA.

Este gesto tem justificação, porque foi aqui que o republicano Leal da Câmara viveu os últimos 25 anos,e doou a sua casa ao municipio de Sintra. Estivemos presentes, e não deixamos de recordar o que o seu amigo Acursio Pereira escreveu:

"Esta aldeia da Rinchoa, com o seu donaire saloio e as suas graças silvestres, foi o derradeiro abrigo do sonhador. Havia, afirmo-o com segurança uma atracção para o espirito de LEAL DA CÂMARA, neste aglomerado palreiro de casario. Leal que trilhara mundos barulhentos e hipercivilizados (...) na sua primeira noite na aldeia recolhida, embiucada na treva, olhando o Céu salpicadinho de estrelas a piscarem luz, talvez tivesse perguntado, que estrela é esta, aqui,tão viva sobre o beiral do telhado?"

Estas linhas foram escritas já depois da morte de Leal da Câmara, porque se ele tivesse ocasião de responder, concerteza,teria dito:Já sei, só pode ser  a REPÚBLICA.

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