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Tudo de novo a Ocidente

Alfarrobeira numa rua da cidade

Curiosamente há pouco tempo descobri a importância da alfarrobeira, na regulação do comércio de pedras preciosas. Acreditava-se antigamente que o peso das sementes da alfarroba, fruto da alfarrobeira, seria uniforme pesando cerca de duas gramas cada, por esse motivo foram utilizadas em tempos recuados, para pesar jóias e especiarias. Em grego designa-se a semente "carat", a unidade de peso das pedras preciosas e do  ouro, continua a ser o "carat".Em Lisboa durante séculos entreposto de especiarias e preciosidades, deveria por isso existir possibilidade de facilmente obter sementes  de alfarroba ,necessárias á aferição dos actos de transacções daqueles produtos. Em Portugal a alfarrobeira é abundante no Algarve, no entanto,em povoamentos dispersos vegeta a sul das montanhas da cordilheira central. Na região da capital portuguesa deparamos com topónimos relativos a alfarrobeira alguns com importância histórica,exemplo da batalha de alfarrobeira, travada,em 1449 num local situado no município de Vila Franca de Xira.Em alguns parques e jardins de Lisboa,deparamos com alfarrobeiras. Existe em Sâo Domingos de Benfica a quinta da alfarrobeira.E na via pública? Procuramos, felizmente numa artéria de Lisboa, Estrada de Pedro Teixeira, no alto da Ajuda, sítio do Caramão próximo dum conhecido restaurante, encontramos uma alfarrobeira de provecta idade, exemplar sobrevivente dos outrora numerosos espécimes espalhados pela cidade. A alfarrobeira tem folha persistente nunca seca, justificação suficiente para dedicarmos este apontamento, a quem acintosamente no inicio deste nosso trabalho numa verrinada, manifestava a preocupação acerca do futuro de Portugal, ironizando com o conteúdo do nosso blogue. Já passou um lustro, infelizmente a escolha não se concretizou entre sobreiros e alfarrobeiras, mas na prevalência dos "chaparros".

 

 

O Ministro terá lido o meu blogue?

Quando iniciamos o labor solitário e desinteressado de "construirmos" este espaço, nunca pensamos ser fonte de inspiração a alguém!

O Senhor Vice Primeiro Ministro, segundo a imprensa em 3 de maio p.p., na Ovibeja afirmou :"O Alqueva é a auto-europa da agricultura." Ficamos radiantes. Em 26 de janeiro de 2013 no post: "O mar outra vez não", escrevemos:

"A teses que o nosso futuro está no mar, voltam de novo, quem sabe se não deriva esta convicção das elites dirigentes continuarem a meter água "..." a esperança está em utilizar a água do "mar" que é o alqueva para desenvolver uma grande indústria agro-alimentar de produtos com procura  no mercado global e garantir o auto-abastecimento de Portugal". Anteriormente em Março de 2009, sob o título "A nossa árvore comum porta do ocidente",escrevemos:"O novo "império" pode estar no Alqueva. A descolonização das mentalidades está por realizar".

Quando Aquilino Ribeiro visitou a empresa onde trabalhei durante a maior parte dos 43 anos que descontei para a segurança social, num encontro com o pessoal no refeitório promovido pelo grupo recreativo um operário colocou uma questão, só possível vinda de quem tivesse consultado o livro. Aquilino comovido terá dito: "vocês leram os meus livros". Poderiamos afirmar o mesmo, se o ministro não leu o meu blogue, demorou cinco anos a perceber a "prenominação" de 2009. Se não consultam o blogue devem passar a fazê-lo, quem sabe pode ser útil!? Vamos continuar, se ficarmos "afónicos" seguiremos o conselho dos antigos: "Estou rouco estou rouquinho, tapadinho da garganta, manda o médico que beba água de açucena branca".

 

As Nove Árvores da Memória

Uma das facetas da personalidade de Leal da Câmara, manifestava-se pela sua persistente preocupação em congregar vontades cultivar o convívio entre pessoas e entidades, interessadas no progresso da Rinchoa sítio escolhido para viver o tempo final da vida. Na localidade deixou obra cada vez mais valorizada e compreendida, tarefa difícil. O rumo traçado na concretização dos seus objectivos, passou por aglutinar em torno da "ideia" um conjunto de indivíduos com interesses ligados a Rinchoa, organizados numa estrutura denominada Comissão de Iniciativas e de Melhoramentos da Rinchoa-Mercês. A Comissão "Composta sempre dos mesmos, um verdadeiro bloco cimentado, por já velha e mútua amizade e até grande familiaridade, á qual se vêm juntar novos prosélitos... que substituirão o pequeno número de fundadores, verdadeiro senado desta instituição a que estas duas povoações devem o seu desenvolvimento e propaganda "Era a opinião do mestre sobre a comissão à qual presidiu até ao falecimento.

O trabalho da Comissão, frutificou a urbanização da Quinta Grande entre a Rinchoa e Meleças, é actualmente um exemplo de urbanismo de qualidade no concelho de Sintra. A "fantasia" do mestre concretizou-se, as marcas do seu pensamento e acção ficaram "impressas" na paisagem, o simbolismo das artérias da urbe, a rotunda octogonal que assinala o centro da urbanização, "grito de Alma" de Leal Da Câmara só foi possível com a "cumplicidade dos seus "irmãos" da Comissão.

Os membros da da Comissão eram nove, elegeram sempre Leal da Câmara para presidente;por isso considerava-se: "Mestre Eleito dos Nove". O que remete para o nono grau do rito escocês da maçonaria a que Leal pertenceu, naquele grau é feita a apologia da democracia e direito dos povos escolherem os seus governantes.

Para perpetuar a amizade dos nove com o seu eleito, plantaram nove árvores no pátio da antiga escola primária, edifício construído graças ao empenho da comissão. As árvores são "memória" lembrando a fraternidade, igualmente sinal inequívoco do amor pela liberdade e democracia num tempo de opressão autoritária, característica do Portugal salazarista. Local emblemático e simbólico do "estado livre da Rinchoa" como apelidou o "mestre eleito" Leal da Câmara.

 

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