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Tudo de novo a Ocidente

VISITA PRIMAVERIL A UMA VETUSTA ÁRVORE

Em Setembro de 2013, encontrei pela primeira vez um gigantesco carvalho, que cresce na antiga quinta grande de Meleças situada na Rinchoa,limites das freguesias de Rio de Mouro e de Belas no Município de Sintra , área metropolitana de Lisboa, Portugal.

Desde dessa altura quando desponta, finalmente, o tempo primaveril, como sucedeu hoje, um sol luminoso e quente adorna o dia, depois de persistentes temporais de chuva vento e frio,fui qual romeiro visitar a árvore.Talvez seja das minhas remotas origens asturianas,o carvalho impressiona-me pela majestade do tronco e  espessura da folhagem.Árvore poderosa símbolo de força, aliás a palavra latina "robur" que significa carvalho, quer dizer força, a grandiosidade da sua copa assemelha-se á cobertura de um templo.

No meu anterior apontamento escrevi: a casca que falta no tronco, devia ter sido utilizada no curtimento de peles. Poderá  ser; hoje observando com mais atenção , posso afirmar  a árvore deve ter sido atingida por um raio, que danificou o tronco e secou muita ramaria. 

O exemplar é robusto, resistiu, apresenta aspecto de grande vigor vegetativo. Medi o perímetro do tronco á altura do peito (PAP), verifiquei a dimensão de 2,95 metros. O tronco  de um carvalho em condições favoráveis de solo e água , como é o caso, cresce cerca de 6 cm por década a idade deste será de cerca 450 anos.Oxalá continue motivo de inspiração sabedoria e força que os nossos antepassados celtas atribuíam ao carvalho. A mais antiga árvore do rincão sintrense aonde está.

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RECORDAR UM ILUSTRE SINTRENSE NO 80º ANIVERSARIO DA SUA MORTE

Na voragem do tempo cumprem-se neste ano oitenta anos sobre a data do  falecimento de um ilustre sintrense médico de reconhecida competência, solidário sempre pronto a ajudar os mais necessitados, o seu labor, prestado de modo gratuto contribuiu para o facto de ter morrido pobre tal qual aqueles que auxiliou. 

A edilidade de Sintra, custeou o funeral e os patrícios ergueram-lhe, estátua implantada na avenida com o seu nome. Referimos-nos a  Desidério Cambournac, falecido a vinte um de Novembro de 1936, na vila de Sintra.

Desidério havia nascido a cinco de Abril de 1874, no sítio da Ribeira do Papel, freguesia de Rio de Mouro, filho legítimo de Pedro José Alfredo Cambournac, natural de Lisboa e D. Maria Gertrudes Bernardina  natural do Moledo, Caldas da Rainha, os pais haviam casado na igreja paroquial de Nossa Senhora de Belém de Rio de Mouro, onde Desidério foi baptizado a dezanove de Julho de 1874. O nome de baptismo escolhido, como homenagem a avó paterna Dona Desidéria Cambournac. Merece a evocação da sua memória.

O monumento, além do carácter de justiça que representa deveria servir de reflexão a alguns que consideram o adjectivo "sintrense", prerrogativa dos naturais e residentes na vila sede do Município, tal convicção talvez resulte da atmosfera nevoenta e "sebástica", amiúde cobre a serra de Sintra.Sob o busto em bronze de Desidério Cambournac,  talhada na pedra a seguinte inscrição : "NESTE CONCELHO NASCEU VIVEU E FALECEU ". Cumprimos  dever de cidadania não permitindo que a efeméride fosse olvidada.

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