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Tudo de novo a Ocidente

HOSPITAL DE SINTRA. "HOSPITAL PORFÍRIO PARDAL MONTEIRO "

Foi assinado hoje, com pompa e circunstância o protocolo destinado a concretizar a construção de uma unidade hospitalar,para servir a população do segundo mais habitado município de Portugal.

Fazemos votos sinceros para que tal aconteça, não só necessário mas também, justo os sintrenses merecem!

No longínquo ano 1924 um dilecto filho de Sintra,  ilustre arquitecto Porfírio Pardal Monteiro, elaborou a pedido da Santa Casa da Misericórdia de Sintra, o projecto de ampla e moderna unidade hospitalar. Infelizmente por vicissitudes várias, uma das quais a revolução direitista de 28 Maio 1926, a obra não passou do papel.

Oxalá seja finalmente construido o nosso hospital. E já agora porque não dar o nome do Arquitecto Porfirio Pardal Monteiro? 

A sua memória e obra merecem ser lembradas.

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TROÇO "SECRETO" DO AQUEDUTO DAS ÁGUAS LIVRES

Aqueduto das águas livres para a cidade de Lisboa, realização emblemática e vistosa,declarada património da humanidade, é indubitavelmente uma obra de engenharia única.Além da arcaria imponente sobre a Ribeira de Alcantara , encanta, quem vislumbra o caminho da água.

No percurso do canal onde corria precioso líquido para saciar  sede dos lisboetas , no Estio calmoso,encontramos também bastantes motivos de interesse.

Um tramo do aqueduto aduzia agua das nascentes do Molhapão para o canal principal , situado junto ao Telhal e Meleças, freguesia de Belas, município Sintrense é contrucção de rigor e beleza. Encontrámos na cercania da quinta do Molhapão , um troço da "levada", constituido por vários arcos de pequeno porte; estão pratcamente enterrados, escondidos na vegetação, passam despercebidos. 

Não deixei de interrogar, desentulhados  libertos das ervas e folhas ,seria possível, transformá-los em elemento de atracção.?

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Vão continuar "ocultos"  visíveis ,sómente, aqui neste "sitio".

ALMOÇO DE " EVITA " PÉRON EM SINTRA

Há setenta anos época calmosa como actual, esposa do General Juan Domingo Péron almoçou no palácio nacional de Sintra, a convite do ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal o Dr. Caeiro da Mata. Cerimónia aparentemente banal, revela muito da "ronha" política de Oliveira Salazar. Eva Peron estava em Portugal a caminho de Paris onde ia representar o governo Argentino, por incumbência do marido, ditador mentor do regime peronista.

O professor Salazar sempre apoiou o governo autoritário da Argentina. Estávamos no período pós segunda guerra mundial, governos parlamentares democráticos, emergiam com pujança por toda a Europa, para não assumir publicamente simpatia com  peronismo, "incumbiu " seu amigo  Ministro dos Negócios Estrangeiros Caeiro Da Mata, receber com honras protocolares de Chefe de Governo Evita Peron.

A prerrogativa de utilizar Palácio Nacional de Sintra, pertencia ao chefe do Governo,Salazar "mandou" receber  ilustre convidada, onde protocolarmente a ele pertencia .

O almoço  foi servido pela pastelaria "Benard" de Lisboa,  mesa estava decorada com peixes, patos, um galo de cerâmica antiga, avencas e estrelas azuis e brancas com as cores da bandeira  Argentina.

No final da repasto Dona Eva Duarte Peron, desde a janela do Palácio admirou durante algum tempo a paisagem magnífica da Vila e Serra de Sintra.

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TOPONÍMIA SINTRENSE - JANAS

 Aldeia de Janas  freguesia São Martinho da vila e municipio de Sintra,  conhecida por albergar capela circular arquitectura  erigida em honra de São Mamede, redor da qual se procede anualmente , no dia do Santo á bênção do gado, levado até ali , pelos proprietários,  na ocasião se esmeram na apresentação dos animais.

Significado do topónimo,durante muito tempo  explicado em pretenso templo romano, teria existido,no "sítio", desse facto, com explanação erudita, estabelecia-se relação de Janas com  deusa Diana.

Felizmente, campanha de prospecções arqueológicas, efectuada entre 1988 e 1990, aproveitando  circunstância de serem necessárias obras de restauro na capela,provaram   inexistência de templo romano, e existência de três igrejas  sobrepostas, primeira visigótica,outra do alvor da 1ª Dinastia,  por último, uma do século XVI, corresponde a capela actual.As escavações revelaram,igualmente, indicios de necrópole medieval, rodeando o segundo templo.

A hipótese romana, definitivamente, arredada era "lendária".Quedava para desvelar  verdadeiro significado de Janas.

A ermida construida em descampado amplo, para permitir benção de grande numero de cabeças de gado, maioritariamente caprino. A cabra, devora tudo , não havia permissão para pastar na Serra de Sintra, ou propriedades adjacentes, causava dano nas matas e culturas agricolas.A  pastagem e permanência, devia ser em terras incultas  sem aptidão produtiva ou préstimo reconhecido,"janadas" , longe de campos e hortas .De forma abreviada Janas significa: sem valor, ruim, de inutilidade evidente,"coiço" traseira, extrema ... nome singular, tal qual a capela onde orago do povo,São Mamede, tem guarida .

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AS " POMBINHAS " DA CARLOTA

A melopeia infantil ,"proclama " as pombinhas da Catrina. Aqui será  apropriado apelidá-las conforme o titulo.

A Quinta do Ramalhão, na entrada da Vila de Sintra moradia de nobres famílias alberga hoje distinto colégio, no final do século XVIII, mediante projecto do arquitecto régio José da Costa e Silva, o palácio sofreu obras de grande amplitude. Costa e Silva "arquitectou"  Palácio de Seteais, também em Sintra, e entre outros, o teatro de São Carlos em Lisboa.

A rainha Dona Carlota Joaquina, habitou largas temporadas no Ramalhão, afastada do Rei D. João o Sexto deste nome, seu esposo que se quedava em Queluz, no real Palácio.

A história lendária indica Ramalhão como local de eventuais devaneios amorosos de Dona Carlota. O pombal, serve de tema ao apontamento, vai definhando, e quem sabe dali voaram pombas com amorosas mensagens. Até diziam, maldosamente: "Dom Miguel não é filho de Dom João é filho do jardineiro da Quinta do Ramalhão". Não acredito, deve ser calúnia dos liberais, a excelsa Senhora não cometeria tal "infidelidade".

Cá para nós quem saberia tudo? Por certo, as pombas.

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"AVÔ" DOS PLÁTANOS DO MUNICÍPIO DE SINTRA

Finalmente encontramos hoje véspera de Santo António, aquele, com certeza será  plátano mais antigo de Sintra, cresce na margem direita do Rio Mouro, em plena natureza na freguesia Rio de Mouro, orla da  Quinta da Ponte.

 Fuste altivo, tronco nodoso e avantajado, copa frondosa ampla, são prova estamos perante árvore mais do que centenária.

Resistiu ao ciclone de 1941, às grandes cheias do curso de água onde mergulham as poderosas raízes. Contrariamente a diversos espécimes da mesma família arbórea abrigados em parques e jadins, cresceu e mantém-se em campo aberto, para nosso deleite e admiração.

Saúdo este novo "amigo",  deixo  sugestão, deveria ser classificado de interesse público para  melhor  conhecimento e resguardo.

Esclareço, decidi apelidar "avô", porque algum tempo atrás conheci um timorense, dizia-me o Monte Ramelau,  montanha mais elevada da ilha, era  "avô dos montes".Este  maior dos plátanos sintrenses  é avô dos outros todos.

Uma epifânia.

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TRAGÉDIA NA ESCOLA DE AVIAÇÃO DA GRANJA DO MARQUÊS - SINTRA

Quinta-Feira,dia 25  de Fevereiro de 1926, avião AVRO 7, despenhou-se quando se preparava para aterrar , na pista da Escola de Aviação militar, instalada na granja do marques, junto da estrada Sintra, Mafra, perto da povoação de Lameiras, Pero Pinheiro.Faleceram na trágica ocorrência, os dois tripulantes , tenente miliciano aviador, Amílcar Alvarenga, e alferes médico José de Azevedo Reis.

O avião com motor de 110 cavalos, era utilizado nos voos de instrução da escola.Curiosamente antes do trágico desenlace ,aeronave havia subido , para efectuar várias voltas sobrevoando o aeródromo,  nessa ocasião, pilotada pelo capitão Craveiro Lopes, acompanhado do tenente Ayala Montenegro.   Poisou normalmente na pista as 9,30 horas, tudo funcionou sem problemas.

O capitão Craveiro Lopes, seria nomeado Presidente da Camara Municipal de Sintra a 20 de Junho desse ano. Mais tarde tornar-se ia Presidente da República Portuguesa.

Caso para dizermos, Craveiro Lopes, escapou por uma unha negra.Aliás temos agora  elementos,  permitem afirmar, a vida do ilustre português, militar e republicano, foi sempre cheia de risco. 

 

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