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Tudo de novo a Ocidente

MISTÉRIOS DE RINCHOA - SINTRA : A POUSADA

Nome de uma rua algumas vezes, pode conduzir a equívocos, parecer desadequado.No entanto procurando conhecer a história do sítio onde deparamos a placa toponímica de orientação tudo fica claro.

No bairro de Fitares, Rinchoa, freguesia de Rio de Mouro Sintra, existe próximo do posto de correios,  Rua da Pousada.Como sabemos pousada é  casa onde se recebem hospedes, pensão ,hospedaria, local para pousar, ou seja descansar,  procurarmos nas vizinhança não encontramos nada  semelhante. Porque terá sido denominada com tal nome?

Recuando ao tempo da  quinta do Casal da Serra,adiante da rua da pousada,ano 1950 ainda resistiam ao camartelo especulativo, curioso e antigo conjunto de edificações.  Os primeiros interessados em urbanizar a zona ,pretendiam aproveitá-lo para "pousada  com fins turísticos e repouso salutar".

Mudaram  promotores, intenção esmoreceu,todavia  ideia tinha conquistado aderentes, quem concretizou a operação urbanística,não realizou a "fantasia" ironicamente foi proposto e Câmara Municipal de Sintra aceitou designar a artéria "Rua da Pousada".Se tivesse vingado  propósito inicial, da janelas seria possível admirar o bonito vale da Ribeira de Fitares.Infelizmente, aqui não "poisou "  bom gosto dos pioneiros... Fica  texto esclerecedor do "mistério"... 

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TOPONÍMIA SINTRENSE , SIGNIFICADO DE " VENDA SECA"

Aldeia rua bordejando a estrada nacional classificada EN 250,situada  meio caminho, entre  campo militar da Serra da Carregueira, e Idanha, união de freguesias Queluz - Belas, no concelho de Sintra, topónimo,suscitou  minha curiosidade, finalmente encontrei  significado.

Na aldeia existem diversos mananciais de água,não há memória, alguma vez haverem secado,portanto ,não deriva da falta do precioso liquido o nome da terra. Qual será a solução?

Localização do aglomerado,desde tempos remotos, propícia ao exercício do negócio de  "atravessar".Essa actividade,legal no antigo regime , consistia intervir em negócios de géneros alimentícios ou outras mercadorias para que rareassem nos mercados de destino,originando subida de preços, um açambarcamento destinado a provocar "secura" de produtos para venda,  dava lucros chorudos,  possibilitava, também, distribuir clandestinamente produto do atravessamento.Este negócio, exigia do negociante  capital próprio,de certa monta.Sabemos  ainda hoje restam vestígios de opulentas quintas propriedade de gente endinheirada.

Assim, Venda Seca,significa estabelecimento para cortar, fazer  "secante " ao passo dos almocreves, comprando a mercadoria  transportada, depois revende-la aumentando significativamente o preço.Notemos não muito distante da Venda Seca, ficava  importante feira de Agualva.

A actividade de atravessamento foi duradoura,certas ocasiões, ainda  ouvimos a expressão  :"ninguém se atravessou, e não vendi"....  

RINCHOA : URBANISMO QUE DEVERIA SER E NÃO FOI

A urbanização do território da grande Lisboa, concretamente no concelho de Sintra,foi sendo concretizada ao sabor da especulação imobiliária, para a qual a inépcia e outros "atributos" da estrutura de poder da Câmara Municipal, muito contribuiu, até  final de anos 90 do século passado.

A Rinchoa , fruto da localização privilegiada,  com chegada de Leal da Camara e amigos, gente culta , preocupada com a ocupação harmoniosa do espaço,mereceu interesse de potenciais investidores,com acuidade a partir da década de 1940.Infelizmente Leal da Camara viria a falecer em 1948,perdendo assim a povoação o defensor e guardião da estética das construções.

Um grupo de promotores pretendeu adquirir a quinta do Casal da Serra , propriedade de 25 hectares de área, colocada á venda em 1951. com intuito de na frente da referida propriedade, confinante com o apeadeiro Rio de Mouro - Rinchoa, construir vivendas, que contribuiriam para o embelezamento da encosta que se avista da via férrea.

A esta pretensão a edilidade não deu seguimento pretendido. As vivendas "sonhadas",seriam substituídas pelos "imponentes" mamarrachos ainda hoje existentes.

Afinal quem teve a responsabilidade na desordem urbanística? Os patos bravos ? A Câmara Municipal? ou ambos?...

 

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