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Tudo de novo a Ocidente

RINCHOA DESAPARECIDA - ROTUNDA DOS PLÁTANOS

 

As transformações e requalificação da estrutura viária da Rinchoa, tem sido tão profundas e rápidas, poucos recordam como era, antes do trabalho realizado pelas actuais gestões autárquicas, tanto  nível Camara Municipal  de Sintra , como da Junta de Freguesia de Rio de Mouro

Exemplo disso, actual rotunda, no cruzamento da Calçada da Rinchoa, com Avenida dos Plátanos, Estrada Marques de Pombal, e Rua dos Cravos era  pandemónio, todos os dias havia  acidentes, com maior ou menor gravidade,

Em boa hora,ainda ainda tempo da gestão Municipal anterior a eleição do Sr. Dr: Basílio Horta, seria construida rotunda, qual melhorou imenso a situação.

Depois a requalificação da Calçada da Rinchoa, obra do actual elenco autárquico, ficou com aspecto podemos observar. As coisas vão evoluindo,  quem só agora transita , pelo nosso bairro, nem  "sonha ", as mudanças, felizmente verificadas. Estamos no bom caminho.

Antes...

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Actualmente...

 

 

RINCHOA DESAPARECIDA " O ROUXINOL " DA CALÇADA

O meu bairro, Rinchoa, antigo " estado livre", como lhe chamou Leal da Camara, integra o Município de Sintra, freguesia de Rio de Mouro. A exemplo do que sucedeu em muitos locais da area metropolitana de Lisboa, também aqui nas ultimas décadas, consequência de processo de urbanização acelerada, modificações na paisagem foram de monta.

Passado período da emigração em massa do campo para a cidade, durante anos 60 70 do século passado; depois chegada de milhares de compatriotas vindos das colónias,  na "ressaca" do processo descolonização. Avalanche de construção atenuou-se hoje praticamente, está parada.

A Rinchoa, nos anos 1980, ainda apresentava,alguns traços de ruralidade.Encontrei no arquivo, foto de sitio emblemático, onde na altura estava em laboração,um estabelecimento actualmente situado, noutro local do bairro.

Trata-se do "ROUXINOL", poiso certo para apreciar, no tempo asado caracóis, caracoletas assadas, pi-pis, pica-paus, pregos , bitoques,  Ah! cadelinhas, berbigão,búzios,  toda a espécie de marisco, sem esquecer, sardinhas nos santos populares...

Tudo confeccionado com esmero e sabor peculiar. Paravam no Rouxinol, muitos viandantes, e, também aqui vinham petiscar, gentes de outras zonas de Sintra, até de Lisboa.

No Rouxinol que conheço desde o inicio , durante anos, pontificou personagem popular,  fez no estabelecimento que era proprietário, durante, largos anos, as delicias da  clientela, com petiscos e imperiais, de " beber " inesquecível fruto do modo como eram " tiradas",  igualmente, a proverbial boa disposição e simpatia, contribuiam para atrair clientes.

Tudo deixou de existir na calçada da Rinchoa, fica imagem do sitio antes das construções terem " engolido " a paisagem.

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POMPA E CIRCUNSTÂNCIA

Quem investiga,encontra, quando menos espera, informações sobre estatuto social, desafogo económico, noção de  rendimento patrimonial,das personalidades que vai descobrindo no labor de acrescentar conhecimento.

Vem a propósito, nem sempre prestamos devida atenção  a teor dos assentos paroquiais, contêm,  importantes,e esclarecedores conteúdos.

Escrevi, neste local, acerca do Casal dos Almargens. ou dos Porqueiros,opulenta propriedade, existiu em Rio de Mouro, Sintra, até meados do século XIX, época começou a sua venda em fracções ou quintas.

Já havia conseguido aquilatar da verdadeira riqueza do Casal, formado não só de terras e matas, mas também de azenha, forno de fabrico de cal, adegas, casas de habitação e arrecadações agrícolas; ocasionalmente revendo papelada antiga, dei com assento de óbito de 1754, lavrado pelo pároco, Luís Francisco Simões da igreja de Nossa Senhora de Belém, matriz da freguesia, teor seguinte :

" aos vinte e seis dias do mes de Novembro, se deo sepultura dentro desta igreja, a ... moradora no Casal dos Almargens, junto a Rio de Mouro, a qual faleceo da vida presente, no dia vinte e cinco do dito mes e ano, pelas cinco horas da tarde, com todos sacramentos: Penitencia, Santissimo Viático, e Extrema Unçam, esta sepultada nos covatos, junto do altar  de Nossa Senhora do Rosário, fesselhe hum officio de corpo presente com onze Padres, e se hadem fazer mais  dois  officios  de nove louvores. Nam fez testamento..."

A pessoa em questão era a esposa do proprietário do Casal, simples assento , é manancial de informação relativamente ao estatuto social , da defunta, porque é indicado local exacto onde foi inumado o corpo; Nossa Senhora do Rosário venerada pelas classes ricas.

O viúvo, teve iniciativa juntar onze Padres nas exéquias, gesto sendo certamente dispendioso, demonstrava o seu poder económico. Não é especificado, no entanto, normalmente, funerais deste aparato o cadáver, seria conduzido em caixão até a cova. Prerrogativa de quem tinha posses dai a expressão  " de caixão a cova " , quando se quer referir algo de insólito e icomum.O corpo dos pobres, até ultima  morada seguia envolto num groseiro pano ou lençol, designado: mortalha.

Sempre foi e será até na morte as desiguldades, se mantêm.

Imagem Nossa Senhora de Belém , em procissão, no Largo de Paiões na celebração da sua festa

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CONCRETIZAR UMA PROMESSA

Francisco dos Santos, escultor talentoso, natural do concelho de Sintra, nasceu em 1878 na localidade de Paiões, freguesia de Rio de Mouro, acerca do qual escrevi, aqui alguns apontamentos.

Por ocasião do falecimento, em Maio de 1930,tendo em conta o seu prestigio importância da obra realizada,os companheiros casapianos, colegas de estudo na prestimosa instituição Casa Pia de Lisboa,tomaram iniciativa da construção de  monumento mausoléu, no cemitério de Benfica, onde está sepultado.Este objectivo foi concretizado.

No município de Sintra, por proposta do vereador, camarário, Correia de Freitas, antigo presidente da Junta de Freguesia de Rio de Mouro, a Câmara Municipal , deliberou por unanimidade,atribuir seu nome a uma rua da Vila; cumpriu-se essa decisão.

Todavia, Correia de Freitas, teve, igualmente, intenção de perpetuar  memória deste nosso emérito conterrâneo, na localidade onde veio ao mundo, como podemos constatar, em noticia publicada no Jornal " SINTRA REGIONAL " Julho de 1930 :

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Para concretizar, esta ideia, sugiro a quem direito,o seguinte:

No centro do largo, sobre uma coluna seja colocada réplica , esculpida no mármore de Pêro Pinheiro, do busto da Republica, obra de Francisco dos Santos,  ganhou o primeiro prémio do concurso, promovido, pela Câmara Municipal de Lisboa, no inicio do regime republicano em Portugal.Na coluna seria gravada inscrição :

"EM MEMÓRIA DO ESCULTOR FRANCISCO DOS SANTOS,ILUSTRE NATURAL DESTA TERRA" 

Assim também este desejo de justa merecida homenagem ao nosso imortal conterrâneo, será concretizado. Não vou desistir...

 

MEMÓRIA CENTENÁRIA DA FEIRA DAS MERCÊS

Na década 1920 Feira das Mercês, era acontecimento importante concorrido, conhecido por gente de muitas e variadas proveniências.Considerada ultima e genuína grande feira e mercado, de todo o País,  mantinha naquela altura, o  carácter primitivo; inspirando muitos artistas a fixarem em pinturas e aguarelas,o pitoresco do recinto.

O antigo muro do derrete, estava por esta altura em desuso; no entanto as donzelas, de muitas léguas em redor, frequentavam a feira, exibindo  fatos vistosos coloridos, procurando, algum namorico...

Na feira distinguiam-se pela indumentária os oriundos de aldeias e casais da área de Sintra, Mafra,Torres Vedras e Oeiras. A gente vinda de Lisboa, pretendia somente divertir-se gozando, uma feira feita pelos " saloios".

A vertente religiosa,mostravam-na pela adoração a Nossa Senhora das Mercês, na capelinha, e participação na procissão no fim da feira.

Os romeiros, de Nossa Senhora das Mercês, distinguiam-se dos feirantes,pela colocação  no chapéu ou casaco  de medalhinhas e fitas coloridas de insígnias da Santa Padroeira do recinto.

Hoje ficamos por aqui,voltarei ao tema.

Finalmente alguém escreveu " A FEIRA DAS MERCÊS, ERA UMA DAS COISAS DIGNAS DE SE VER NOS ARREDORES DE LISBOA - E JÁ SEM NADA TER DE LISBOA "

Ilustro, com esboço de aspecto do certame naquele tempo.

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BELEZA OUTONAL DE AVENIDA SINGULAR

Moro num sitio, onde cada estação do ano, proporciona, cenários de beleza, incomparável. Indivíduos de maus fígados,mimoseiam estes locais , com labéu de suburbano, não por razões de situação geográfica, sim por verborreia insultuosa.

 Devolvo esse tratamento, desejando se estatelem nas escadinhas do bairro América, ou  percam na quinta do Cabrinha, ou na vila Ferro, porque aí , impera a urbanidade  que se ufanam, estes náufragos da cidade sem alma, infelizmente a amada Lisboa se transformou...

Adiante ;Avenida dos Plátanos, na Rinchoa, Freguesia de Rio de Mouro, no Município de Sintra, tem plantados, ao longo dos passeios 33, plátanos, quando havia e há espaço para mais.

Sempre Outono aparece, a Avenida, bordejada, das quase centenárias árvores, apresenta  panorama encantador, pouco frequente , em zonas densamente povoadas do nosso País.

A nossa terra, é muito bonita; deixemos; ladrar os " cães por a caravana, vai passar " nós chegaremos, aonde almejamos. Sem dúvida! por agora deleitem-se com  foto obtive num passado tempo outonal.

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RELEVANTE EFEMÉRIDE ECLESIAL 1951 - 2021

Dia 8 de Março 1951, cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira procedeu  bênção da nova igreja da evocação São João Deus na Casa de Saúde no Telhal,sede da província portuguesa da  ordem Hospitaleira.

Sua Eminencia seria recebido com toda a solenidade, pelos responsáveis , espirituais e corpo clínico do estabelecimento, também pelo presidente da Câmara Municipal de Sintra, engenheiro, Carlos Santos.

O templo estava repleto, de assistentes  a Santa Missa, da qual foi celebrante reverendo Martinho Barroco Guiomar, acolitado pelo reverendo de Almargem do Bispo, padre Bernardino de São José.

Este facto, revela conflito, com pároco da freguesia de Rio de Mouro,onde localidade do Telhal pertencia naquela época.  Diferendo resultava do prior da freguesia, entender, os funerais, de irmãos falecidos, a sepultar no cemitério paroquial, deveriam ser presididos por ele.

Coisa diferente achavam os irmãos da casa de saúde do Telhal, pelo facto disporem talhão privativo no campo santo, defendiam que somente o capelão da instituição deveria conduzir as cerimónias religiosas fúnebres.

Devido actual situação sanitária, não houve lugar a qualquer solene " TEDUM ", fica  memória, assinalando  70º aniversário da bênção cardinalicia da igreja do hospital do Telhal, actualmente, integrado da freguesia de Algueirão  Mem-Martins.

Na foto as palmeiras , ladeando a entrada do templo, foram plantadas na ocasião da bênção.

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A REGUEIRA DA TALA

As copiosas chuvas do passado mês de Fevereiro, acabaram definitivamente com  prolongada seca assolou grande parte do território de Portugal.

Na nossa região,apesar da chuva ter abrandado , o caudal de ribeiras, regatos, e regueiras continua com algum impeto.A denominada regueira da Tala, nascendo na vertente oeste da Serra da Carregueira, terminando na Ribeira de Fitares, junto antiga ponte açude da Rinchoa, no final da Avenida dos Carvalhos, apresenta volume de agua significativo.

Este curso de água,beneficia, igualmente, das nascentes da famosa quinta do Molha-Pão, por cujo interior passa.

Os mananciais desta propriedade, alimentavam o aqueduto das águas livres,através de ramal, visível a superficie, na zona de Mira-Sintra...

Esta regueira é principal suprimento de água, alimenta a Ribeira de Fitares. Pelo aspecto vamos ter  Verão sem estiagem, pelo menos, por aqui...

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CORRIDA NA PISTA DA BASE AÉREA DA GRANJA DO MARQUÊS

Num fim de semana entalado entre de Maio principio de Junho, nos idos de 1969,perdido em imensa multidão de malta nova, eu  próprio, jovem recruta, ao tempo, prestando serviço militar, sabendo já, por ter sido primeiro melhor classificado da especialidade, estava ao abrigo de ir " malhar " com as costas a guerra do Ultramar, mesmo assim, permaneci nas fileiras, 40 meses.

Divertia-me o melhor que podia, felizmente, empresa onde trabalhava antes da tropa, continuava necessitar da minha colaboração, por isso, propuseram-me trabalhar, á hora , de noite, depois de sair do quartel, "graveto "  dava ,confortavelmente,  para gastos..

No Domingo 31 de Maio, assisti a memorável corrida de automóveis, na pista da Base Aérea de Sintra, organizada pelo ACP, Automóvel Clube de Portugal; dia soalheiro , com nortada, rija, própria da região nessa época do ano.

Presentes os mais conceituados, pilotos daquele tempo, Francisco Romãozinho, conduzindo Alfa, curiosamente, Romãozinho, venceu Ralye de Portugal , que passou pelas então, " picadas " de Pampilhosa da Serra, onde quase escavacava o Citroren.

Adiante, além deste, compareceram , José Lampreia, o Sintrense Ernesto Neves, " Néné ", famoso extraordinário condutor, Peixinho , Nogueira Pinto, e outros.

A  prova mais importante,  ultima a realizar-se, destinada a carros de de grande turismo , e desporto,teve participação de oito concorrentes.Empolgante, despique Néné Neves,  ao volante do lendário  " Lotus 47 ", e Nogueira Pinto, dirigindo portentoso "Porche carrera 6".

Infelizmente Ernesto Neves, que ia alternando comando , com Nogueira Pinto, despistou-se sem consequenciais graves, possibilitando  vitoria do seu opositor.

Não tenho fotos, não havia telemóveis,  maquina fotográfica, deixei em casa, em Monsanto , Lisboa, onde então residia com meus pais,

Terminada função, fiz a pé, o percurso até apeadeiro de Algueirão, onde apanhei comboio,destino estação do Rossio.

Ainda deu tempo, beber umas imperiais na " Estrela Brilhante " , frente ao Coliseu , em Lisboa, local onde era cliente assíduo, para mim a melhor cervejaria da baixa; balcão corrido e bancos design únicos, ficarão para sempre no  imaginário, já fechou, com imensa pena.

Depois de táxi,rumei ao Forte de Monsanto. Belo dia, no entanto, agora apesar da pandemia,é melhor. Prego a fundo

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