Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Tudo de novo a Ocidente

RIO DE MOURO - SINOPSE AFECTIVA

Sendo das mais antigas autarquias do concelho de Sintra, Rio de Mouro é uma freguesia,  ostentando marcas do tempo,  da "patine" da história e da evolução social e política.

As raízes da localidade remontam a épocas longínquas onde desempenhou papel significativo no desenvolvimento da região, consequência da sua posição estratégica e do dinamismo do seu tecido social.

Historicamente, terra de passagem onde existia fortificação para  defesa de caminhos e também zona de cultivo com quintas e terrenos agrícolas, cuja produção abastecia Lisboa e arredores.

As antigas quintas senhoriais, ermidas e coberto vegetal,são testemunhos do passado onde a ruralidade, comércio, e o lazer da nobreza coexistiram. Ao longo dos séculos a freguesia soube adaptar-se á mudança,todavia, mantendo peculiar identidade.

Actualmente além de freguesia tem o titulo honroso de vila, sendo das mais populosas do País, exemplo de crescimento urbano, com grande diversidade social. 

A proximidade de Lisboa, a facilidade de acesso quer através da linha ferroviária electrificada, e das rodovias auto-estrada A16, que conjuntamente com o itinerário complementar 19 (IC19), garantem escoamento do maior volume de tráfego automóvel, de Portugal inteiro.

Rio de Mouro transformou-se num pólo residencial onde milhares de residentes, ainda tem ligação equilibrada entre a cidade e a natureza, de que o parque urbano da Rinchoa-Fitares é relevante exemplo.O crescimento urbanístico foi acompanhado por forte aposta em infraestruturas, no campo da educação, saúde, cultura, associativismo, transportes, forças de segurança ..., tudo que são pilares essenciais do quotidiano da comunidade.

Mais do que ponto referenciado no mapa Rio de Mouro exemplifica uma ponte intergeracional , entre  passado agrícola e presente urbano citadino.

A importância de Rio de Mouro fundamenta-se não só na memória que preserva, mas também na capacidade de reinventar mantendo indiscutível relevância concelhia ,regional e nacional.

Nas suas avenidas , ruas, escolas , pólos culturais , associações, estabelecimentos comerciais e industriais, na feira das Mercês, vemos reflexo de uma freguesia que não esquecendo as raízes, caminha firme para o futuro .

Rio de Mouro, vila, freguesia , urbe, a nossa , minha terra do coração ; gosto de morar aqui, já passaram  cinco décadas, e parece cheguei ontem. Acreditamos, malgrado o muito já realizado, e aquilo que é mister fazer ainda, Rio de Mouro será cada dia no provir uma terra onde é bom viver.

 

IMPORTANCIA VINICOLA DE RIO DE MOURO , SINTRA I

Já referi neste espaço o antigo carácter agrícola da Freguesia onde moro, há mais de meio século.

Descobri agora novos elementos ilustrando  ainda mais relevância que a produção e comercialização de vinho, assumiam neste rincão do território do município sintrense, até ao fim da segunda guerra mundial em 1945

Numa acção dos serviços da inspecção da actividade económica, organismo do Ministério das Economia,foi levantado no dia 17 de Outubro de 1933, auto de transgressão a António José da Luz, abastado proprietário de Rio de Mouro, também armazenista de vinhos, pois  no seu armazém  encontraram  tonel de 3.800 litros (190 almudes), contendo vinho em fermentação.

Os fiscais interrogando o representante da firma, obtiveram resposta, o vinho pertencia ao seu sócio,o tal abastado proprietário, sendo da lavra das vinhas das suas quintas nas redondezas, estava no armazém a fermentar, porque não havia outro local onde o pudesse estar, embora reconhecendo que era ilegal ter vinho em fermentação.

Interessante, facto deste individuo declarante, ser nem mais nem menos do que J. Correia de Freitas, antigo presidente da Junta de Paróquia de Rio de Mouro, mais tarde vereador da Camara Municipal de Sintra, personagem importante da região cujo nome foi atribuido a uma artéria de Rio de Mouro Velho.

Agora se entende ódio de estimação que nutria por Cupertino Ribeiro, este sendo proprietário da fabrica de estampagem de chitas e algodões em Rio de Mouro, desviava para a fabrica mão de obra fazendo, falta na actividade agrícola de que vivia o sr. Freitas.

Rebanhos ovelhas, queijo, azeite e muito vinho caracterizaram do ponto vista económico a nossa freguesia, a qual até 1952, tinha por limites a ribeira da Jarda desde Vale de Lobos ao Cacém.

No sector vinícola eram famosas nos anos vinte do século passado as Caves de Rio de Mouro. Isso são contas de outro rosário para mais tarde.  

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Links

Curiosidades sobre o autor

Comentários - Alvor de Sintra

Quadros para crianças

Sites e Blogs de Interesse

Arquivo

  1. 2025
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2024
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2023
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2022
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2021
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2020
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2019
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2018
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2017
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2016
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2015
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2014
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2013
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2012
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2011
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2010
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D
  209. 2009
  210. J
  211. F
  212. M
  213. A
  214. M
  215. J
  216. J
  217. A
  218. S
  219. O
  220. N
  221. D
  222. 2008
  223. J
  224. F
  225. M
  226. A
  227. M
  228. J
  229. J
  230. A
  231. S
  232. O
  233. N
  234. D
  235. 2007
  236. J
  237. F
  238. M
  239. A
  240. M
  241. J
  242. J
  243. A
  244. S
  245. O
  246. N
  247. D