Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Tudo de novo a Ocidente

SINTRA QUE JÁ ERA REPUBLICANA ANTES DO 5 OUTUBRO 1910

Quando foi implantado o Regime Republicano, em muitas localidades de Portugal o poder pertencia a autarquias lideradas por autarcas Republicanos. No concelho de Sintra, as eleições de 1909 deram a vitória ao  Partido Republicano em diversas localidades. Uma delas foi Rio de Mouro, para a Junta de Paróquia.

O Código Administrativo, em vigor o de 1896 chamado "de Hintze Ribeiro" por ter sido promulgado durante o governo daquele politico estipulava:

"A junta de paroquia compõe-se de três vogais nas freguesias de população não excedente a 1000 habitantes e de cinco vogais nas de população superior".

Rio de Mouro tinha uma junta com o número máximo de vogais, presidia à junta  o Pároco, os vogais eram eleitos. As eleições deviam ser feitas no mês de Novembro, é curioso, faz agora 100 anos decorria, igualmente uma campanha autárquica. Uma das competências da Junta de Paróquia, referia-se ao "estabelecimento" ampliação supressão e administração de cemitérios fora da capital do concelho".

Este devia ser um problema a carecer de urgente resolução, a junta conseguiu soluciona-lo, conforme lápide existente no Cemitério local. Um dos mais influentes Republicanos, Cupertino Ribeiro proprietário em Rio de Mouro da fábrica de estamparia e, grande comerciante em Lisboa  deveria ter contribuído  para a realização da obra, porque foi feita por subscrição pública.

 

Politicamente, Rio de Mouro, teria um eleitorado propenso à mudança nas escolha dos seus  representantes. A República tomou o poder antes da revolução o alargar a todo Portugal. Passado um século, o pensamento de Magalhães Lima permanece actual:

"O que fui e o que sou é acima de tudo, um apaixonado do ideal republicano, e nesse sentido nunca hesitei ante qualquer sacrifício a fazer. Quero morrer digno de mim mesmo. Penso hoje como pensei sempre: que a República tem de ser servida com isenção e por isso lamento profundamente a vaga de ambições, de vaidades e de mercantilismo que ameaçam subverter a sociedade portuguesa, esperando na hora do meu desaparecimento poder repetir a celebre frase de Pericles dirigida ao seu batalhão sagrado «se alguém mudou, não fui eu».

A cidadania que a República sempre defendeu como imperativo, nunca como hoje precisa de ser exercida pela maioria dos portugueses que são Republicanos pois vivemos numa República e aceitamos as suas instituições.  

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Links

Curiosidades sobre o autor

Comentários - Alvor de Sintra

Quadros para crianças

Sites e Blogs de Interesse

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2010
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2009
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2008
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2007
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D