NO DIA MUNDIAL DA POESIA -LEMBRAR "ALFENO CYNTHIO"
Para assinalarmos este dia nada é mais apropriado que lembrar o nosso conterrâneo Domingos Maximiano Torres, natural de Sintra (Rio de Mouro) nascido no ano de 1748, e falecido em Almada (Forte da Trafaria) no de 1810. Muitos dos seus poemas cantam o bucólico rincão onde nasceu, e o rio que lhe deu o nome, como este, cujo final é o seguinte:
Graças a amor! assoma a feliz hora
Tirada no seu coche
De cem desejos servidos alados
Em que me prometeu a minha Nize
De ouvir os meus queixumes namorados
Na floresta de platanos que assombra
A entrada da caverna veneranda
Donde em mil borbotões de espuma o Mouro
Fervendo o seu licor perene manda
Domingos Torres o arcade "Alfeno CYnthio", émulo de Bocage e Filinto e de outros grandes da Academia cantou como ninguém o "insigne lugar" onde escolhemos viver que contrariamente, ao que dizem alguns "bobos da corte"é singular e único, guardando no seu alfoz, aspectos que fazem dele um sítio maravilhoso que inspira os Poetas, e dá beleza ao nosso quotidiano.

