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Tudo de novo a Ocidente

UMA PARCERIA PUBLICO PRIVADA EM 1835

Diariamente falam escrevem comentam e... lamentam-se grupos de egrégios cidadãos, sobre os malefícios das designadas parcerias público-privadas, apontando os erros de tal método, considerando-o um expediente "inventado" pelos governantes dos tempos actuais, para enriquecerem escandalosamente, argumentando depois com uma desfaçatez inaudita que as condições desgraçadas que impõem aqueles que infelizmente governam, se devem ao facto dos pobres portugueses terem vivido acima das suas possibilidades. Dentro do "estatuto editorial" que livremente escolhemos para este blog queremos partilhar, a propósito do que para aí se diz; alguns parágrafos da intervenção dum ilustre deputado no parlamento da Nação em 1835:

"Hoje vou apresentar uma outra indicação, como já disse em que proponho uma associação para consertar a estrada LISBOA a CINTRA. Proponho que o governo (...) faça público que ele está disposto a receber qualquer proposta que lhe seja feita, para o concerto da estrada que vai de Lisboa para Cintra, concedendo ao empreendedor ou empreendedores que quiserem tomar esta empresa um direito sobre as carruagens, cavalgaduras e carros que seguirem esta estrada, devendo esta paga ser proporcionalmente maior para as carruagens visto que o seu excessivo peso permite que uma maior imposição pese sobre elas. Aos empreendedores será concedido o privilégio de ter uma diligência entre CINTRA e LISBOA, bem como mudas para as viagens que quiserem correr nas suas próprias carruagens. Isto pelo mesmo número de anos pelo que lhe for concedido os direitos de barreira. O ministro da fazenda, SILVA CARVALHO, concordou, porque principalmente agora  o governo está tratando com maior assiduidade empresas semelhantes". O presidente do ministério era o Duque de Palmela. Estávamos em pleno período de "privatização"  dos bens do clero e do começo daquilo que depois se designou "comer á mesa do orçamento". Fizeram-se fortunas colossais e o  povo vivia na mais negra miséria.

Aqueles que  vão alternando no poder aprenderam todos pela mesma cartilha sob o lema: Quem vai para ministro fará "pilhagem legal" se para isso tiver oportunidade. Tem sido sempre assim desde o começo do liberalismo em Portugal. Uma das primeiras parcerias público privadas, que se rubricaram, teve como motivo a reparação da estrada Lisboa a Cintra. Ainda há quem diga: a história não se repete... Note-se que o empreendorismo era já um "must" como actualmente. A estrada em causa começava em Benfica, e seguia depois pela Venda Nova Porcalhota, Carenque, Queluz, Tascoa, descida do Papel, ponte da Agualva, alto do Cacém, Rio de Mouro, Ranholhas, S.Pedro, S.Sebastião, Rio do Porto e Cintra. A via foi reparada, infelizmente aquela onde circula o quotidiano dos Portugueses tem cada vez mais buracos,provocados  por quem não sofre incómodos pois desloca-se de" helicóptero", e vive em condomínios fechados.

 

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