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Tudo de novo a Ocidente

AS ÁRVORES MORREM DE PÉ E A CULPA MORRE SOLTEIRA...

Começaram a chegar à RINCHOA as primeiras andorinhas deste ano, se estiver certo o presságio a Primavera chegou. É um motivo de jubilo a volta destas pequenas "mensageiras" que anunciam o inicio dum ciclo que anualmente se repete.

É um momento de alegria e reflexão sobre a magia e desígnios da Natureza...
Isto vem a propósito dum outro facto que ocorreu aqui, e, que infelizmente não se trata dum recomeço mas dum fim que não deveria ter acontecido.
A história é curta e merece ser contada...
Na Praceta do Rouxinol, junto à Rua do Casal da Serra, existiam dois pinheiros mansos de grande porte, um dos quais tinha crescido com uma acentuada inclinação o que tornava ainda mais relevante o seu robusto tronco. Estes pinheiros eram poiso de rolas e outros pássaros, e sob as suas copas as crianças recolhiam os pinhões que as  árvores largavam e na queda das pinhas cobriam o chão.
Um dia alguém, para mostrar obra, resolveu remodelar o espaço envolvente e  desse "projecto" resultou terem sido colocadas lajetas de betão para cobrir o chão de terra que existia. Resultado…  
Os pinheiros privados de água nas raízes, porque as lajetas IMPERMEABILIZARAM o solo SECARAM...  

    


O que tinha o tronco inclinado já foi cortado restando um "coto" com um diâmetro de 85 cm. O outro está ainda de pé mirrado e seco à mingua de água. É uma árvore com um perímetro à altura do peito de 2,35 metros e uma altura de cerca de 7 metros.


Com estas dimensões eram exemplares com mais de 100 anos. Ironicamente no local os autores deste "genocídio" florestal colocaram uma placa pedindo respeito para o jardim. Mas os belos e antigos pinheiros porque não os respeitaram?


A incúria é a fonte de todos os males. As andorinhas voltaram mas os pinheiros elementos do quotidiano dos habitantes da Rinchoa e que tinham sido poupados pela urbanização já não voltam a largar pinhas nem a proporcionar sombra no Estio.
Foi um acto lamentável, o que podemos fazer é deixar aqui para memória futura nota deste facto.
AS ÁRVORES MORREM DE PÉ mas a incúria de quem as liquidou continuará activa, quem sabe para dar próximas provas.
Um episódio triste que os NOSSOS AMIGOS PINHEIROS E A RINCHOA  NÃO MERECIAM...
 

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