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Tudo de novo a Ocidente

Memórias da Rinchoa: a Quinta de Fitares

Fitares sitio actualmente integrado na localidade, designada por Rinchoa. Uma das mais populosas do Concelho de Sintra,durante séculos, foi uma importante quinta. Nos anos 80 do século XX, o proprietário transformou parte dela num loteamento, origem da urbanização, existente. Antes de ter o fim citado Fitares, topónimo derivado de Fetares, como já explicamos noutra ocasião, teve vários donos, sendo uma extensa e rica propriedade. Em 1828, o jornal Gazeta de Lisboa, inseria o seguinte anuncio: "Em o dia 3 de Setembro, se há-de proceder na Praça Pública do Depósito Geral, depois das três horas na arrematação de uma quinta denominada dos Fitares, no termo da vila de Cintra, avaliada na quantia liquida de foro, em 7.900$00 réis, e mais um casal no mesmo sítio, junto à mesma quinta avaliado em 580$00 réis, e mais um moinho de vento, alvoeiro no sítio da serra do carrajéal, avaliado em 320$00. Casas pomar e árvores de fruto de espinho e caroço, terras, matos, olivais, azenha no sítio da ribeira da jarda". Estes bens tinham ficado como resultado do falecimento de Francisco da Silva, o encarregado da arrematação era o escrivão Isidoro Xavier de Paiva Monteiro do Couto,morador na travessa da Assumpção nº8 2º andar, Lisboa.

O moinho de vento alvoeiro, significava que tinha uma mó destinada a moer sómente trigo, cuja farinha dava o pão "alvo" daí "alvoeiro". Pela localização o moinho ficaria  no grajal, ao cimo da Agualva. A casa dos senhores da propriedade, situava-se onde é o Complexo Desportivo Municipal o acesso era pelo CAMINHO DE FITARES. O casal, seria o casal da serra, sítio dos actuais reservatórios de água dos serviços municipalizados de Sintra, no alto da Rinchoa. Grosso modo a quinta incluía o espaço do bairro de Mira Sintra, edificado em terrenos que pertencem ao Estado, e ao tempo da construção administrados pelo Fundo de Fomento da Habitação, parte do grajal, todo espaço ao longo da ribeira da jarda, desde a quinta dos Lóios, à quinta grande de Meleças, e a encosta até a ribeira da lage, incluindo todos os terrenos, onde mais tarde se construiu a estação ferroviária de Rio de Mouro-Rinchoa, a Escola Leal da Câmara,etc.. uma "herdade" com centenas de hectares, desmembrada por partilhas, venda, e execuções fiscais....Enfim! Uma longa história. 

3 comentários

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    Júlio Cortez Fernandes 22.08.2020 20:47

    Segundo apurei, em tempo existiu uma fabrica de tijolo no grajal.os tijolo ainda hoje podemos observar localmente emoldurando janelas da antiga quinta da fonte do cedro, devem ter provido da fábrica. Grato pelas pelas amávesi palavras.
    Cumprimentos
    Julio Cortez Fernandes
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    Anónimo 24.08.2020 11:24

    Muito agradeço a preciosa ajuda neste caso. Continuarei a acompanhar este seu livro de história online.

    Cumprimentos,
    Rui
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