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Tudo de novo a Ocidente

"Segredo" sob os ulmeiros

A urbanização projectada por Leal da Câmara para a Rinchoa, além da dimensão desafogada das artérias, doze metros de largura na sua nomenclatura o autor indicia ser "ocultista", ideais apreendidos, quando viveu em França e praticou depois ao longo da sua vida, nomeadamente após regresso a Portugal. Na Rinchoa "entoou" o grito de alma: "SURSUM CORDA" e deu largas ao panteísmo, "bebido" em Eça de Queirós, das Prosas Bárbaras.

As influências são patentes nos escritos sobre a Rinchoa, na coruja do seu ex-libris, "marca" da pertença à "irmandade" dos primos carbonários, facto pelo qual teve de fugir de Portugal na vigência do regime monárquico. Leal era um fantasista, considerava dever primordial a realização dessas fantasias, mantendo no entanto, recato e cuidado na sua concretização, para não serem fácilmente "descobertas". As coisas valiosas devem permanecer veladas, isto é cobertas com o velo da descrição para  serem desveladas, por quem procurar e quiser entendê-las.

Leal da Câmara, escreveu: "amanhã é o futuro e o futuro a Deus pertence... só Deus pode saber o que será o dia de amanhã". Sendo deísta, nunca deixou de afirmar o  sentido laico do seu pensamento." Existem fórmulas pagãs de investigação do futuro usadas pelos astrólogos, cartomantes, quiromantes e pelos que seguem os rituais da Cabala". Leal praticava a astrologia e conhecia a cabala, como deixou testemunho.

Retomando a urbanização: o nome inicial dado por Leal à avenida dos choupos era "avenida dos ulmeiros". Os carbonários consideram que o caixão de Jesus Cristo, seria de madeira de ulmeiro ou olmo. Se a designação ficasse, Leal temia conotações com a pertença carbonária, e alterou o nome.Todavia,nada mudou, o choupo, sendo uma árvore da família das "ulmácias" é tambem um ulmeiro...

Veja-se uma perspectiva da avenida na primavera. As semelhanças com uma alea dum campo santo são evidentes. A coerência do Mestre manteve-se, se algo parecia mudar, como sempre, não sucedeu, ficou  o segredo sob os "ulmeiros", aqui revelado quer dizer "velado" de novo.

 

 

 

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