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Tudo de novo a Ocidente

Histórias de correio: "estampado"

Neste dia internacional dos correios, face à discussão a decorrer para a sua privatização é com certeza útil, carrear para esse debate elementos demonstrativos como funcionavam no inicio da sua actividade em Portugal, fazendo votos que não voltemos a situação similar. Em Junho de 1848, um dos senhores deputados da Câmara respectiva dissertava sobre o tema:

"Parece-me que esta Câmara e o País todo, não põe a menor dúvida sobre a má organização das nossas repartições, todas elas precisam de uma organização nova e completa, mas a que em primeiro lugar a precisa é certamente o correio geral (...). Temos correio três vezes por semana, e este serviço é feito vergonhosamente."

Para corroborar a sua opinião  o ilustre deputado,Sr,Cunha Sotto Maior, relatou: "O correio encarregado de levar e trazer a correspondência duma terra frequentadíssima, e distante de Lisboa coisa de 5 léguas faz esse serviço montado numa mulinha, mais pequena que um burro. O pobre homem vai parando a todas quantas tavernas há pelo caminho: pára e já se sabe toma um copito de mão de vinho, à força de repetir esta libação cai da mulinha e fica no chão,  a mulinha continua a chutar chega ao seu destino dá sinais da sua vinda e uma mulher, abre a porta pega na mala recolhe a mulinha, gasta nisto o tempo que lhe parece e depois vai em procura do marido: ora aqui está a maneira expedita com que nos serve o correio".

No entanto mais reparos havia a fazer, segundo o parlamentar:

"O correio como actualmente existe, é uma vergonha: a Posta rural é feita por mulheres, as malas são gigas ou cestos. O correio para ir de Lisboa a Bragança e voltar gasta 12 dias! Parece-me que já é tempo de civilizar esta repartição".

Oxalá estes tempos sejam coisas sem retorno, até porque a terra "frequentadíssima" era Sintra. Perdão, Cintra!


Pormenor de selo retirado de: http://selosemarcaspostais.blogspot.pt/2011_08_01_archive.html

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