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Tudo de novo a Ocidente

Adeus Rua da Fábrica

A notícia apareceu,outra a adicionar a identicas de igual teor.Anuncia-se uma restruturação,efemismo de possível encerramento,relativos a fábrica de transformadores,existente há muitas décadas no Sabugo,freguesia de Almargem do Bispo ,concelho de Sintra.Duzentos postos de trabalho  em risco.Unidade fabril, do parque industrial do Sabugo,no qual laboravam diversas fábricas que foram fechando. Unidades destinadas a fabrico de fogões esquentadores,fundição,metalúrgicas,etc.Os operários afluiam diariamente, movimentando a estação de caminhos de ferro da aldeia.Os estabelecimentos fabris escolheram localizar-se onde fosse possível encontrar mão de obra barata e "dócil", porque muitos eram também agricultores a tempo parcial.Auferindo salários razoáveis,apareceu uma "aristocracia operária",com certo nível de conforto ,permitindo  proporcionar aos descendentes acesso instrucção diferente dos progenitores.As fábricas entraram no imaginario das povoações. Sucederam-lhe os filhos, depois alguns netos ,a fábrica  tinha vindo para ficar , justificava-se "eternizá-la",na toponímia.

As autarquias receptivas á vontade popular delibraram atribuir,á via de acesso ao local de trabalho,RUA DA FÁBRICA.

Com  o desaparecimento daquela o nome terá pouco significado.O fomento industrial do salazarismo irrompeu  nestas terras do oeste português ,na sequência da  adesão de Portugal em 1959 á Associação Europeia de Comércio Livre,EFTA, na designação inglesa.As particularidades referidas e  mercado protegido foram  "chamariz" que atraíu a Portugal, numero considerável de empresas,a maioria  já abandonou o País.No entanto venceu a ideia  dum movimento irreversível,as pessoas acreditaram.Não passava de quimera  Portugal rural,anafabeto obediente ao "chefe", evoluiu conforme esperado. Ouvimos  de novo "loas " ao trabalho agrícola e  virtudes da vida no campo.Para  bem e para  mal este é  tempo das cidades,da cultura urbana. Falta "demolir" as paredes que o Estado Novo ergeu. Entre  tradição e modernidade a agonia de Portugal continua.Adeus Rua da fábrica.Terminou o teu tempo?...

 

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