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Tudo de novo a Ocidente

PROJECTO DE JACOME RATON PARA SINTRA -SEC XVIII

Jacome Ratton foi um industrial e empresário agrícola que nasceu em França em 1736, e faleceu em 1820 ou 1821 em Lisboa. Naturalizou-se Português tendo sido um dos mais dinâmicos participantes na politica de desenvolvimento económico promovida pelo Marquês de Pombal.

Ratton teve a intenção de construir uma fabrica de chitas, que não concretizou. Nas suas "Memórias"escreveu:"Desvanecido o projecto da fábrica de chitas, lembrei-me de estabelecer uma de papel fino, parecendo-me ser igualmente proveitosa, senão de maior utilidade. Fiz para este fim um estudo particular naquela arte, (...) fui ver uma pequena fábrica de papel inferior, que julgo existir ainda no rio do papel, adiante de Queluz, na estrada que vai de Lisboa para Sintra, a qual trabalhava com uma só tina, e por pilões em razão da falta de água; por cujo motivo me não fez conta". Esta fábrica situava-se onde hoje está o edíficio desactivado da tinturaria Cambournac, visível do IC19 na curva do "papel".

Ratton iria realizar este seu projecto construindo a fábrica de papel em Tomar.Curiosamente no concelho de Sintra, em  Rio de Mouro, seria instalada em 1790 uma fábrica de estamparia de chitas,sobre a qual publicamos uma artigo na revista SINTRIA I-II (1) 1982 -1983, intitulado "A Fábrica de Estamparia e Tinturaria de Rio de Mouro e o Inquérito Industrial de 1881". Este estabelecimento fabril laborou até aos anos trinta do sec. XX,  o que restava do edifício foi demolido em 1982. A foto que publicamos está inserta no nosso trabalho,atrás referido,  o qual tem sido utilizado por gente sem escrúpulos que não indicam a autoria quando copiam o texto para os seus "escritos". Finalmente a casa onde viveu Jacome Ratton em Lisboa é actualmente sede do Tribunal Constitucional: o Palácio Ratton.

OS MELHORES PREGOS E BITOQUES "MORAM " AQUI

Recentemente lemos uma execelente reportagem no Jornal I, dedicada à boa mesa do nosso concelho, com incidência na Freguesia do Cacém e onde justamente se chama a atenção para o facto de embora muita gente continue a chamar "dormitórios" aos nossos bairros, também  em matéria de oferta gastronómica, não estamos a dormir, é tempo dos vizinhos de Lisboa e doutros munícipios saberem onde comer barato  com sabor e qualidade, designadamente: pregos e bitoques.

Seria imperdoável que como Sintrense há mais de três décadas e "utente" da "rota do prego e do bitoque" não esclarecesse, que esta especialidade tem como berço a Freguesia de Rio de Mouro, onde o restaurante "Arco Iris" fundado há cerca de cinquenta anos, assumiu desde o inicio a condição de detentor da melhor chapa e excelente matéria prima para pregos e bitoques. Por ali passaram a maioria dos que foram abrindo os seus negócios no ramo, graças ao que aprenderam naquela casa. Na nossa opinião o Arco Iris continua a presentear-nos com os melhores pregos do universo gastronómico. No entanto é justo assinalar que noutros locais este alimento de "faquires" se serve, igualmente muito bem. Sem esquecer que o pão dos pregos é fabricado na Rinchoa, em diversas padarias e pastelarias, uma das quais, ainda utiliza lenha para aquecer o forno. Tudo conjugado faz com que, Rio de Mouro deva ser considerado como Zona Demarcada do Prego e do Bitoque, única em Portugal. O Arco Iris situa-se, junto á estação ferroviária, é frequentado por muitas pessoas entre os quais o nosso ilustre conterrâneo famoso actor, grande apreciador de pregos e bitoques. O corte da carne, a chapa de aço inoxidável ampla e sempre impecavelmente limpa, o molho de cerveja, o allho esmagado, o batimento prévio da carne com martelo apropriado antes  de ser grelhada, o pão aquecido barrado com manteiga  para albergar a dita, tudo feito á vista do cliente, assim surge o prego. O bitoque é servido no prato, com molho de cerveja e batata frita em separado. O título tem razão de ser, e se duvidam experimentem, estas deliciosas iguarias da mesa sintrense. Bom apetite. 

O PLÁTANO DO CAFÉ CENTRAL

 

O programa Polis que está a transformar radicalmente, o centro Cacém e da Agualva, implicou a demolição de várias construção que durante décadas foram o ex-libris daquelas povoações.

Um dos edifícios que foi demolido, foi, “o velho café Central” que ficava junto à ponte da Agualva, e, do plátano que em boa hora foi preservado.

É uma árvore de grande porte, quase centenária, e que pelo desafogo com que ficou, pode tornar-se rapidamente num exemplar ainda mais admirável.

 

Seria bom que o seu nome fosse “Plátano do Café Central” para lembrar um local de tertúlia, dos habitantes do Cacém e da Agualva, e onde agora, sob a sua copa imponente, podem continuar as suas amenas cavaqueiras.

Este plátano assinala o sítio da velha ponte da Agualva, que fazia parte do antigo caminho da Porta de S. Vicente de Lisboa para Sintra.

O Plátano do Café Central é também uma “memoria” qual marco da coutada que da Agualva seguia pela ribeira de Barcarena até ao mar, onde El-Rei D. Manuel I caçava perdizes.

Enfim, o “Plátano do Café Central” merece fazer parte da história do município Sintrense, e a administração da Cacém Polis, deveria solicitar às entidades competentes a sua classificação de interesse público.

 

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