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Tudo de novo a Ocidente

RIO DE MOURO - SÍTIO DE TRADIÇÂO POMBALINA

Existem em Portugal, localidades, ligadas à vida privada ou acção política do Marquês de Pombal de modo relevante, e merecem ser denominadas "terras pombalinas", no Concelho de Sintra, Rio de Mouro é uma delas onde o Marquês possuía vastas propriedades, trajecto entre o palácio em Oeiras e  Quinta da Granja, passava por aqui. Hoje ainda podemos encontrar o traçado da "estrada Marquês de Pombal". A tapada das Mercês e  capela de Nossa Senhora das Mercês,estão situadas no território antigo da freguesia de Rio de Mouro. O terreiro da Feira das Mercês, foi destacado das terras da Casa Pombal.

 

A quinta do "Scoto" e pinhal adjacente eram também de sua pertença. Consta  antes de seguir para o exílio na vila de Pombal, quando foi demitido do cargo de ministro do reino, o Marquês passou alguns dias na quinta do "scoto" ou do "escoto". Curiosamente Domingos Maximiniano Torres, nasceu na quinta de Entrevinhas,contigua .

 

Oh Peregrino, que olhas respeitoso.

O heróico busto em bronze relevado

Se saberes queres, do que está gravado

nos nossos corações, o nome honroso

 

Pergunta ao Luso Povo venturoso

Quem o antigo quebrou grilhão pesado

Em que o teve a ignorância aferrolhado

Por mãos do fanatismo sanguinoso.

 

Quem d´entre as cinzas fez surgir princesa

Do mundo Elysia, e de esplendor a veste

E o comércio anima e as artes preza

 

Quem extirpou da hipocrisia a peste

Ah! sublime CARVALHO, nesta empresa

os passados heróis, e a Ti venceste

 

Ilustre e consagrado participante no movimento da "Arcádia Lusitana", o Bacharel Domingos Maximiniano Torres, natural de Rio de Mouro, devotado seguidor das ideias do Marquês, dedicou-lhe o soneto acima reproduzido, a propósito da colocação do busto em bronze, de Sebastião José de Carvalho e Melo na estátua equestre de D.José I, inaugurada  na Praça do Comércio em Lisboa, dia do aniversário do monarca, 6 de Junho de 1775.

 

Domingos Torres admirador do Marquês de Pombal; isso foi uma das causas da prisão do poeta, quando o seu "idolo" caíu em desgraça, viria a falecer no Forte da Trafaria. Por tudo Rio de Mouro, conforme nossa "deliberação" será a partir de hoje: "SÍTIO DE TRADIÇÃO POMBALINA".

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Património Local Recuperado: "Pedra de distância"

A antiga estrada real Lisboa a Sintra iniciava-se onde hoje é a Praça de Espanha bem no centro da capital portuguesa; prolongava-se pela estrada de Benfica até às Portas daquele nome, cruzava:  Amadora, Queluz, Tascoa, Casal de Massamá. Transposto o sitio onde mais tarde seria a passagem de nível do Papel na linha ferroviária do oeste chegava ao alto do Cacém, Ranholas, Chão de Meninos e finalmente Sintra.

Devido ao grande desenvolvimento da Fábrica de estamparia de Filipe José da luz foi bifurcada e um dos "tramos" passou a servir o aglomerado populacional de Rio de Mouro. Na berma da estrada foi colocado, encastrado na parede de uma das quinta que ladeia a via, marco quilométrico indicando  até Lisboa a distância de 20 quilómetros.

A memória rodoviária, elemento do património identitário do local permaneceu esquecida, sujeita a  desaparecer por vandalismo ou acidente de tráfego. Diversas ocasiões nas Assembleias que participava, Municipal de Sintra e Freguesia de Rio de Mouro chamei à atenção para a situação. Ninguém fez nada para "salvar" o marco quilométrico.

Um dia destes tive uma epifania desloquei-me a "Rio de Mouro Velho", constatei que o marco havia sido cuidadosamente retirado da perigosa "estância" onde se encontrava e colocado dignamente no centro da "urbe" perto da Igreja Matriz de Nossa Senhora de Belém,  fronteiro à Sociedade Recreativa. Entregue a cuidada da recuperação pelas mãos de hábil artífice formado na Escola de Recuperação do Património de Sintra, situada junto ao Museu Municipal de Arqueologia em Odrinhas. Concluído o trabalho a peça  será elemento enriquecedor do património local.

Acção meritória do actual executivo da Junta de Freguesia de Rio de Mouro, principalmente do Presidente Bruno Parreira, natural de Rio de Mouro paladino da defesa das tradições e história do território sob tutela da autarquia. No final de ano dealbar de 2016, acontecimentos como este contribuem para  ter esperança em dias menos tristes, enquanto existirem pessoas a respeitar e preservar legados do passado, por mais simples, poderemos aspirar a futuro onde a cidadania permita quotidiano fraterno  e solidário.

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ALTIVA PALMEIRA DA RINCHOA QUE RESISTE A VENTOS E PRAGAS

A palmeira  árvore de ramagem sempre verde simboliza a vitória e ascensão, e  crença na imortalidade.

Na Rinchoa freguesia de Rio de Mouro no antiquadíssimo termo da vila de Sintra, área metropolitana de Lisboa, deparamos um dia destes com uma palmeira da variedade "washingtonia fifiesa".A árvore deve ser quase secular, cresce no interior da quinta,  denominada "quinta do Mota", um pouco acima da outrora apelidada "cova da onça". Era difícil reparar na imponente palmeira até os últimos temporais, provocarem  derrube de um muro de suporte da casa da quinta. A protecção civil municipal , por motivo de segurança efectuou a demolição do prédio, bastante degradado.Assim a altiva palmeira ficou mais visível e despertou a minha atenção. Apurei que a árvore já existia quando  o grande ciclone de 1941  devastou Portugal.

Talvez a palmeira de caule mais elevado que podemos encontrar no Município de Sintra, não temos a certeza, sem dúvida  uma bela árvore que resistiu a ventos e pragas ; outro motivo para considerar a Rinchoa, sítio singular. Graças a benignidade do clima e  fertilidade da terra onde está plantada atingiu porte magnifico. Comparando com o poste de  iluminação da Calçada da Rinchoa , e visível na foto, a altura da "altiva palmeira" será cerca de 20 metros , máxima que esta espécie alcança.

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Uma árvore insigne

No livro de Domingos Maximiano Torres proeminente elemento da arcádia Lusitana, poeta cultor dos estilos sonetos e odes em que escreveu dos mais belos exemplos da língua Portuguesa, está inserta uma referência a Rio de Mouro denominada terra de: "insignes quintas". 

Uma dessas quintas a da Ponte grande propriedade do século XVIII, posteriormente desmembrada por partilhas e doações deu origem as quintas da estrangeira do Cupertino e quinta de Santo António. Na última detectamos plátano possuidor de caule de grande dimensão sem dúvida apresentando maior "grossura" que o plátano declarado de interesse público existente no parque da liberdade na Vila de Sintra. Idade aproximada segundo fontes locais será de 250 anos. O plátano"vilão" cresce em espaço público e quanto a insigne árvore de Rio de Mouro termo de Sintra vegeta em terrenos privados a possibilidade da sua contemplação no âmbito deste blogue é "privilégio" gostosamente oferecido a quem nos visitar.

 

Vandalismo e incultura

O painel de azulejo autoria da ilustre pintora Graça Morais, colocado na Estrada Marquês de Pombal,artéria adjacente á estação ferroviária de Rio de Mouro,linha do comboio de Sintra foi de novo vandalizado.Gente de extremada incultura, por desdita própria e desgraça nossa,não respeitaram a bela obra de arte de grande valor estético, que deve ser admirada e protegida.Já anteriormente nos indignamos com  acto semelhante, felizmente o nosso alerta permitiu repor a situação.De novo é preciso agir com celeridade,para demonstrar a quem ousou conspurcar o painel, que continuamos  atentos.Não permitiremos acções desta laia.A Câmara Municipal de Sintra ,e a Junta de Freguesia de Rio de Mouro,irão certamente tomar medidas necessárias para "limpar" o painel.Basta de vandalismo.Viva a inteligência.

No dia mundial da Poesia: ALFENO CYNTHIO

Não precisamos procurar fora do sítio onde moramos, um poeta para assinalarmos esta data, aqui nasceu no século XVIII vulto cimeiro da arcádia lusitana, o arcade Domingos Maximiano Torres autor duma bela écloga, na qual refere a nossa terra, Rio de Mouro no termo de Sintra.

                                                                                                   

ÉCLOGA

Era alta noite,e as águas prateava

A taciturna irmã do Febo louro

O Favonio no bosque sussurava

Guinchava o mocho,com funesto agouro

Quando o aflito Erymatho a quem cercava

triste o seu gado,junto ao claro(rio) Mouro

cheia de dor a alma,e os olhos de água

 assim desabafava a sua mágoa....

                                                                           

                                                               

 

 

 

 

                                                                               

Património: obra premiada esquecida

Um prémio de arquitectura demonstra apreço relativamente à obra premiada e ao seu autor, distinguir algo e alguém, significa a sociedade civil assumir compromisso no sentido de preservar o património galardoado.

Esta reflexão vem a propósito da unidade industrial destinada ao fabrico de artigos de plástico, existente na quinta grande de Meleças, freguesia de Rio de mouro concelho de Sintra distrito de Lisboa, Portugal.

Construção concluída em 1963, período  de expansão da economia nacional, resultante do eclodir da guerra nas colónias portuguesas de África e adesão de Portugal a Associação Europeia de Comércio Livre na designação inglesa (EFTA). O local onde se implantou a fábrica tem fácil acesso rodo  e ferroviário, inserido no eixo da linha do Oeste, estações de Agualva-Cacem Meleças Sabugo onde se estabeleceram várias fábricas,origem de polos industriais importantes,agora em declínio.

O arquitecto incumbido de projectar a fábrica de Meleças foi Bartolomeu da Costa Cabral, autor de relevantes realizações: edifício da Sociedade Portuguesa de Autores, Avenida Duque de Loulé, Lisboa, Polo 1 da universidade da beira interior Covilhã, Universidade do Minho- núcleo de Guimarães, Estação da Quinta das Conchas do metropolitano de Lisboa, Bloco de prédios das "Águas Livres" em Lisboa de parceria com Teotónio Pereira. No Município de Sintra são também de sua autoria: Edifício da agencia da caixa geral de depósitos na vila, faculdade de engenharia da universidade católica, "campus" de rio de mouro, plano de recuperação bairro do pego longo. Pequena resenha do labor de Bartolomeu Costa Cabral, nascido em 1929 felizmente, continua a exercer a sua paixão pela arquitectura.

O projecto no equilíbrio do seu traçado e  modernidade da  concepção, exemplifica que um estabelecimento fabril  mesmo, implantado num descampado, pode transformar-se num motivo para uma visita,porque a as obras  de arte são fonte de encantamento.

Na III exposição de artes plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian1986, Bartolomeu da Costa Cabral por este projecto recebeu o prémio Raul Lino.

O edifício continua a desempenhar a função económica original, o aspecto denota algum abandono por falta de conservação. Seria possível a Câmara de Sintra em dialogo com os proprietários, ouvindo  o arquitecto Costa Cabral, recuperar o imóvel considera-lo de interesse concelhio, a exemplo do que fez a Câmara de Lisboa com o bloco "aguas livres"? Costa Cabral merece, os sintrenses também...

UMA BELISSIMA EXPOSIÇÃO DE GRAÇA MORAIS

Decorre até ao próximo dia 14 de Abril, uma exposição de Graça Morais, designada "Graça Morais os Desastres da Guerra", patente na Fundação Arpad Szenes-Vieira da SIlva, sita na Praça das Amoreiras, vulgo jardim das Amoreiras perto do Largo do Rato em Lisboa,á qual, sinceramente, recomendamos uma visita.

No catálogo de apresentação João Pinharanda escreveu:

"As duas séries que agora se apresentam,(...) surgem claramente como sobressalto cívico. Graça Morais reage, já não apenas a um presente que perde o seu passado mas a um presente que perde o seu futuro".

Temos aqui na Rinchoa  Sintra o privilégio de existir em exposição permanente uma obra magnífica desta notável mulher cidadã e artista, o seu painel, na Estrada Marquês de Pombal,  cuja envolvente, apesar de ter sido melhorada em parte, continua a carecer de ser dotada de iluminação apropriada, e de alguns bancos que deveriam ser colocados em frente da obra do outro lado da via, permitindo desfrutar calmamente a beleza da pintura. No terreno por detrás do painel um arranjo vegetal apropriado. Daqui lançamos apelos à Fundação EDP, quanto á iluminação, e ao Senhor Presidente da Câmara de Sintra quanto ao resto. Servindo-nos das palavras de J. Pinharanda, este painel,pintado de 2001 a 2003, representaria "A transformação da realidade do Portugal rural que mudava e perdia o seu tempo e lugar no Mundo". Apreciar a obra de Graça Morais e de todos outros artistas que clamam pelo nosso empenhamento cívico é um dever de cidadania. 

O RIBEIRO MOVENDO A SAUDADE

O arcade Alfeno Cynthio, pseudónimo que o Sintrense de Rio de Mouro, Domingos Maximiano Torres escolheu para si, demonstra o seu grande afecto pelo local onde nasceu. Além disso deixou-nos outras manifestações de quanto o inspiravam os sítios onde gostava de permanecer e nos quais hoje moramos. Para ilustrar esta afirmação, aqui fica um soneto de Alfeno, escrito em 1791.

 

Que triste horror,que muda soledade

Me abafa em torno nesta selva escura

onde a espaços vislumbra na espessura

Da lua incerta,e frouxa claridade

                                                                     

Ouço Melampo*uivar na minha herdade

A rouca rã em seu grasnar atura;

Ruge a aura surda, o lobrego murmura

o ribeiro movendo a saudade

                                                                       

Eis sinto a voz dos mochos agoireira

dobrar os guinchos na ouca penedia

Anunciam meu fim? O céu o queira

                                                                     

Que mortal mais feliz do que eu seria

Se meus anos a infeliz carreira

Aqui findasse sem mais ver o dia ?

                                                                      

 

Analizando o texto do poema,ficamos a saber que a inspiração surgiu na quinta do autor, em Rio de Mouro, que ele designou por "minha herdade". O ribeiro que movia a saudade é o curso de água que todos conhecemos "o mouro". É um belo e melancólico poema onde está patente a grande sensibilidade lírica de Domingos Torres, sem dúvida um dos grandes cultores deste género poético, da Lingua Portuguesa.

  

 

*Designação poética de um cão de guarda.                                                              

ARTE EM ESPAÇO PÚBLICO - UM CASO PARA MEDITAR...

Quando procedeu á remodelação da estação ferroviária de Rio de Mouro - Rinchoa, a CP encomendou à Pintora Graça Morais uma obra para oferecer ao Munícipio de Sintra, e que seria colocada na Freguesia de Rio de Mouro para ser fruída pela população. Certo é passada quase uma década, o belissimo painel de azulejo continua a não ser admirado como deve, porque a Autarquia que devia zelar por isso, nada fez.

Em 23 de Março de 2007 na Assembleia Municipal referi o estado pouco cuidado da envolvência do painel, todos estiveram de acordo com os reparos e sugestões que formulamos ..e nada foi feito para melhorarar a situação...

A cidade de Bragança tem um Centro de Arte Moderna com o nome de Graça Morais como justo reconhecimento ao talento e trabalho desta

artista de renome mundial. Actualmente está patente naquele Centro uma importante exposição do grande Pintor Júlio Pomar.

Seria uma boa altura para a Camara Municipal de Sintra dignificar esta magnífica obra de arte, colocada em espaço público, e  que por isso deveria merecer os cuidados que permitissem a quem passa admirar a beleza do painel,e saber quem o idealizou. O conhecimento é parte integrante da cidadania. 

As imagens que deixamos falam por si: Colunas de iluminação, sinais de trânsito, paineis publicitários tudo permanece como se estivessem

a rodear um muro forrado de azulejo e não uma criação artística! Esta panóplia de obstáculos impede visualizar na sua plenitude, a composição pictória de cunho mágico e esplendorosamente solar, que Graça Morais criou...É uma dor de alma.

  

 

 

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