A árvore de Judas.
A quadra Pascal é um tempo pleno de significado, sagrado e profano os cristãos celebram a ressurreição e morte de Jesus Cristo, a passagem do Mestre para a casa do Pai. O vocábulo deriva do termo hebraico que significa isso mesmo. A anteceder o Domingo de Páscoa, decorre a quaresma, durante quarenta dias. Quarenta é o numero da preparação da espera e do castigo, este numero vem citado na Bíblia associado a acontecimentos relevantes. A antiga crença que este lapso de tempo, destruía qualquer malefício originou o hábito de colocar de "quarentena" quem sofria de infecção contagiosa.
Nos festejos profanos da Páscoa, o consumo de carne de cordeiro, deve ser uma reminiscência de sacrifícios rituais praticados por povos antigos. Simbolicamente este período remete o homem para a meditação em torno da sua existência terrena, realçando a importância de aceitar que teremos de passar sacrifícios traições e morte para atingirmos a felicidade plena. Uma questão de fé, temática com reflexos em diversas facetas da nossa vida. Judas o discípulo, traiu Jesus, arrependido ter-se ia enforcado no tronco duma figueira. Outros admitem igualmente que judas não resistiu ao remorso e se enforcou, utilizando uma olaia, por tal facto aquela é designada "árvore de Judas". Talvez a olaia seja injustiçada é uma planta com um ciclo vegetativo e floral conducente a fazer crer dar frutos deliciosos, no entanto o aspecto traí as expectativas, por isso árvore "traidora", como foi Judas.
Existem alguns topónimos derivados de "olaia", aqui perto existe uma "Avenida das Olaias" em cujo passeio foram plantadas espécimes daquele tipo, "traições" à parte em plena floração como hoje são bonitas.
Boa Páscoa.

