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Tudo de novo a Ocidente

A Fabrica da Tinta

A incipiente industrialização do Portugal oitocentista a nível nacional,teve todavia, no concelho de Sintra alguma expressão graças a diversos capitalistas dinâmicos surgiram estabelecimentos fabris de razoável dimensão cuja actividade influenciou a vida económica e social do município.

Uma dessas unidades industriais a Tinturaria Cambournac, sediada no sítio da Ribeira do Papel, território da Freguesia de Rio de Mouro até criação da autarquia de Agualva-Cacém a 15 de Maio de 1953,local escolhido não só devido á relativa abundância de água,e também mão de obra especializada no ramo da tinturaria, perto em Rio de Mouro funcionava desde o final do séculoXVIII  uma tinturaria e estamparia de chitas.A cambournac encerrou no rescaldo do período conturbado seguinte a Revolução de 25 de Abril de 1974.Principiou laboração em 1846, funcionou sempre no sítio referido o atendimento da clientela tinha lugar em Lisboa no Largo da Anunciada, junto à Avenida da Liberdade. Os proprietários, de visão empresarial moderna iniciaram em 1876 o processo de limpeza a seco de fatos e tecidos. Inovação introduzida mantendo a actividade de tingir "toda a qualidade de fazenda nova e usada, fio de seda, lã, algodão juta, palha, etc". Fabricavam também tinta para escrever, enfim "tinturaria" completa.

Deveria ser um negócio próspero, o "clã" familiar residia junto à fábrica em ampla e confortável habitação onde nasceram filhos aos quais proporcionaram educação adequada, alguns guindaram-se a posição de relevo na sociedade. Um deles Desidério Cambournac, nascido em cinco de Abril de 1874, militar médico conceituado sempre disponível em favor dos mais carenciados e das causas da salubridade pública, em  homenagem foi erigido por subscrição popular um busto de bronze colocado na Vila de Sintra na avenida homónima.Nome de baptismo escolhido pela família em consideração à avó  paterna D. Maria Desidéria Cambournac, casada com o fundador da empresa Pedro Roque Estáquio Cambournac. Desidério Cambournac solteiro e sem filhos faleceu em 1936. Reflexo de relevância social e politica concelhia o cortejo fúnebre saiu do edifício dos Paços do Concelho de Sintra para o cemitério de S. Marçal com grande acompanhamento de pessoas representativas dos estratos sociais da região devido ao prestígio e carácter bondoso do finado. O "solar da família Cambournac, foi berço de outros descendentes ilustres.

 

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