urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tudodenovoaocidente Tudo de novo a Ocidente Júlio Cortez Fernandes Júlio Cortez Fernandes 2018-09-24T14:36:09Z urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tudodenovoaocidente:124778 2018-09-24T14:43:00 ENIGMA DA IGREJA INACABADA 2018-09-24T13:44:45Z 2018-09-24T14:36:09Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Nas " peregrinações " turísticas pelo alfoz da região saloia  arrabaldes de Lisboa, " aportei "  há pouco  ao centro histórico de Enxara do Bispo,concelho de Mafra, antiga freguesia actualmente integrada na união com  Gradil e Vila Franca do Rosário</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Além algumas casas de aspecto solarengo, despertou curiosidade a igreja matriz da evocação,Nossa Senhora da Assunção.Templo de dimensão pouco habitual em terras gente maioritariamente humilde como parece  ter sido o caso da urbe em tempos; </span><span style="font-size: 14pt;"> está inacabado,dando ideia pretenderem construir edifício imponente.Que teria acontecido?.Investiguei, julgo encontrei  resposta.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Enxara do Bispo durante séculos, foi vigararia,cujos rendimentos pertenciam Universidade de Coimbra assim como terras agrícolas das redondezas cujo agricultores pagavam dizimo aquela instituição.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">No final do século XVIII,  igreja paroquial da localidade encontrava-se de acordo  petição dos moradores " em estado ruinoso e muito indecente de se celebrar nela o Culto Divino ". Pediam providencias as autoridades para mandarem a junta da Universidade dar prontidão ao restauro, ou autorizarem os moradores com dinheiro que deviam pagar a Universidade fazer as obras.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"> A Universidade de Coimbra,resolveu não reparar a igreja , em vez disso, mandou edificar uma nova . As obras iniciaram-se na década de 1820, convulsões sociais da época e abolição dos forais, levaram  interrupção .A universidade teve de remir os foros, deste modo a igreja ficou como estava, e aliás continua, talvez,  o povo não disporia de dinheiro suficiente para dar seguimento a empreitada,e já era possível utilizá-la para o culto...</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 18.6667px;">Deu tanto prazer a " descoberta " decidi partilhar com os " leitores". A foto mostra  estado actual da Igreja.</span></p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="P8086652.JPG" src="https://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B96132164/21181123_GLeKU.jpeg" alt="P8086652.JPG" width="500" height="375" /></p> <p> </p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="P8086653.JPG" src="https://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B57114ba5/21181124_uYfH4.jpeg" alt="P8086653.JPG" width="500" height="375" /></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tudodenovoaocidente:124593 2018-09-20T10:39:00 PETIÇÃO: AS CORTES REMETIDA DO LUGAR MAIS OCIDENTAL DA NAÇÃO 2018-09-20T09:40:10Z 2018-09-20T09:40:10Z <p style="tab-stops: 49.65pt; margin: 0cm 0cm 6.0pt 0cm;"><span style="font-family: &#39;Arial&#39;,&#39;sans-serif&#39;; color: black;">Revolução liberal de 1820, originou elaboração de nova Constituição em 1822,  conteúdo avançado para a época, no  capitulo único artigo I, nº16, estipulava, " todo  o Português poderá apresentar as cortes e ao poder executivo, reclamações, queixa ou petições, que deverão ser examinadas ". Este preceito constitucional, abriu caixa de " pandora " , os portugueses sempre foram " queixinhas " , vai daí quando entrou em vigor a Constituição, as cortes foram " inundadas " de petições reclamações e queixas de toda a índole.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="box-sizing: border-box;"><span style="font-family: &#39;Arial&#39;,&#39;sans-serif&#39;; color: black;">Deparei  numa pesquisa  requerimento datado  24  Abril de 1822 remetido as Cortes,  por  moradora do lugar da Azóia, termo da Vila de Sintra, de seu nome Ana, casada com Isidro José " no qual se queixa do seu marido, que procurava meios de a maltratar, por andar amancebado, com Joana  Joaquina, casada com José Jorge, o qual está a par da situação, mas nada faz para a evitar, e por isso pede as Cortes que mandem o ministro da vila de Colares, informar-se do que se passa, e proceda conforme as leis mandam agir contra aquelas pessoas  que cometem semelhantes crimes".</span></span></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 6.0pt 0cm;"><span style="font-family: &#39;Arial&#39;,&#39;sans-serif&#39;; color: black;">Estamos perante um caso de violência doméstica como hoje se diz, e também  adultério. A  senhora estava desesperada,  confiava numa reação positiva dos deputados membros da comissão, respetiva das Cortes que examinaria o caso. </span></p> <p style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 6.0pt 0cm;"> </p> <p style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 6.0pt 0cm;"><span style="font-family: &#39;Arial&#39;,&#39;sans-serif&#39;; color: black;">A resposta chegou curta e sucinta para desgosto da infeliz Ana. " não compete as cortes, tratar destas causas, 27 Abril 1822 ".</span></p> <p style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 6.0pt 0cm;"> </p> <p style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 6.0pt 0cm;"><span style="font-family: &#39;Arial&#39;,&#39;sans-serif&#39;; color: black;">Fica para História  petição escrita na Azóia do Cabo da Roca,  aldeia mais ocidental de Portugal e da Europa. A temática social mantem-se quase dois séculos depois.</span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tudodenovoaocidente:124133 2018-09-10T14:53:00 CUSTÓDIA DA IGREJA DE NOSSA SENHORA DE BELÉM EM RIO DE MOURO 2018-09-10T13:53:50Z 2018-09-10T15:39:42Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">A  custódia que  referi em anterior " post ", deve ter sido , talvez, oferecida a igreja como testemunho do jubilo e honra que constituiu aprovação do nosso patrício, para receber ordens religiosas,como se depreende de documento em minha posse, do teor seguinte :</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">" <em>Acordam  em relação a questão  que vistos estes autos, e diligencias de puritate sanguinis, do habilitando José da Silva compatrista  deste Arcebispado de Évora e natural do lugar dos Francos freguesia de Nossa Senhora de Belém , Rio de Mouro , termo da vila de Cintra Arcebispado  de Lisboa Ocidental, filho legitimo de Domingos João e de Andresa Francisca, naturais , e moradores  do dito lugar dos Francos, pelo que resulta  e se prova destes autos julgam o dito habilitando por si e seus avós paternos e maternos, por legitimo e inteiro cristão velho, e de sangue limpo sem raça de alguma infecta nação  ou  das reprovadas pelos sagrados cânones, e por tal declaram e habilitam. Évora , 29 de Outubro de 1721 ".</em></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">O tio António da Silva,  ourives da diocese ,homem rico,doou o património exigido ao sobrinho para ser admitido no processo de ingresso em ordens sacras.A satisfação deve ter sido muita,  sendo pessoa de posses terá decidido, executar e oferecer a paroquia da sua naturalidade a custódia, curiosamente, referida como peça do século XVIII.Vou  continuar até esclarecer tudo...</span></p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="P8196705.JPG" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B16132c68/21165388_vTScu.jpeg" alt="P8196705.JPG" width="500" height="375" /></p> <p> </p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><em> </em></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tudodenovoaocidente:123777 2018-09-04T17:24:00 A CUSTÓDIA DA IGREJA NOSSA SENHORA DE BELÉM - RIO DE MOURO OBRA DE MESTRE OURIVES DA TERRA ? 2018-09-04T16:24:59Z 2018-09-04T16:24:59Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Referi neste "sitio" a tradição de artesania do ouro e da prata ,referenciada no século XVIII,no Município de Sintra, nomeadamente em Sacotes e Rio de Mouro.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Relendo ,Pinho Leal o seu "Portugal Antigo e Moderno" ; reparei novamente no que escreveu acerca da igreja matriz de Nossa Senhora de Belém, passo a citar "Nesta igreja matriz há uma custódia de prata dourada, que em 1877 foi vendida por engano (!), ao sr. visconde de Monserrate, porém , a força de reclamações tornou a vir de Inglaterra , para onde tinha ido.Esta custódia é um primor  da arte de ourivesaria, e obra de grande merecimento ".</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 18.6667px;">Sabemos a Paróquia de Rio de Mouro,era circunscrição eclesiástica de fracos proventos, por isso seria difícil,mandar executar custódia de custo elevado,como parece ser o caso.Talvez tenha sido oferecida a Igreja por ourives oriundo de Rio de Mouro.!?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 18.6667px;">Em 1721,exercia profissão,de ourives na cidade de Évora,José da Silva , natural do lugar de Francos; segundo apurei  detentor de apreciável fortuna,aliás, deu a dois sobrinhos igualmente, naturais de Rio de Mouro,  dote necessário a obtenção de ordens sacras, na Arquidiocese Eborense.Terá sido quem executou e ofereceu a sagrada alfaia a igreja matriz onde havia sido baptizado?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 18.6667px;">Ilustro  texto com uma página do processo de um dos candidatos ao sacerdócio, atrás referido.</span></p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="rio miiro.jpg" src="https://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B3e14b782/21159415_7p2lZ.jpeg" alt="rio miiro.jpg" width="500" height="346" /></p> <p> </p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;"> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tudodenovoaocidente:123599 2018-08-28T19:27:00 PANTEÃO DA BONDOSA SENHORA 2018-08-28T18:27:55Z 2018-08-28T18:27:55Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">De tempos a tempos aparecem propostas no sentido  serem transladados para  Panteão Nacional, personalidades que determinados sectores da opinião pública. consideram merecedoras de tal honra.Todavia há gente, devido a posição social e posses se permite a possibilidade  dispor de panteão privativo</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 18.6667px;">No termo da Vila de Sintra,Freguesia de Nossa Senhora de Belém,igreja em  de Rio de Mouro,aconteceu; Domingo 13 de Novembro de 1797,episódio  durante muito tempo serviu de tema as conversas do povo das redondezas.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 18.6667px;">Naquele  dia no final da missa dominical , reverendo Pároco, José Ferreira de Sousa anunciou aos fieis o falecimento de Dona Isabel Maria Joaquina,ocorrido de madrugada na sua Quinta da Fonte Nova , lugar da Serradas,desta freguesia, confortada hora da morte, com todos sacramentos da Santa Madre Igreja.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 18.6667px;">A noticia causou grande consternação; a finada era pessoa bondosa amiga dos pobres e desvalidos sempre disposta ajudar quem pedisse ao portão da opulenta quinta onde morava.Viúva do capitão José Filipe de Lara, detinha importante fortuna, pertencia a melhor sociedade do Reino.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 18.6667px;">O Pároco informou a assembleia, o enterro se iria realizar na tarde desse dia,mas infelizmente não seria possível formar cortejo fúnebre publico, porque Dona Isabel, iria ser sepultada , na ermida  do Santíssimo Nome de Maria,situada na referida quinta.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 18.6667px;">Assim se cumpriu o desejo da finada e sua ilustre família,não sei se os restos mortais da distinta Senhora , ainda se encontram no panteão privado da Quinta da Fonte Nova.Sei, os factos foram estes...</span></p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="P8066644.JPG" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bd20754b6/21149548_H1tkv.jpeg" alt="P8066644.JPG" width="500" height="375" /></p> <p> </p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="P8066643.JPG" src="https://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B35060cb0/21149549_dGCra.jpeg" alt="P8066643.JPG" width="500" height="375" /></p> <p> </p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 18.6667px;">  </span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tudodenovoaocidente:123214 2018-08-26T13:14:00 O SÍTIO ANTIGA AZENHA DE FITARES 2018-08-26T12:15:48Z 2018-08-26T12:15:48Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Deparo de vez enquanto no trabalho de investigar a história do dos sitios que adoro.Encontrei algumas ocasiões  referencia "azenha de fitares"; sei mais ou menos onde ficava.Hoje na habitual caminhada no Parque Urbano da Rinchoa, Município de Sintra, notei  alguém mandara podar uma velha figueira existente , do alijamento dos ramos , apareceu a vista uma construção que antes parecia  simples muro .</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Trata-se  do troço final da levada conduzia água até a roda da azenha, para com o peso do elemento liquido  a accionar.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Posso finalmente  afirmar havia na Ribeira de fitares , um dique,precisamente onde está antiga ponte pedonal de pedra,daí saía levada percorrendo terreno junto ao caminho de ferro e estação de Meleças, até a azenha no fundo da propriedade, a agua depois de fazer rodar a moenda, era aproveitada para rega da horta a partir do açude que ainda podemos observar no curso de água a seguir ao local da "azenha de fitares ". Prova superada, como diria o outro.Motivo de interesse acrescido para valorizar este maravilhoso parque em boa hora, colocado a fruição dos habitantes da Rinchoa, e todo  concelho de Sintra.</span></p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="P8046634.JPG" src="https://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bf114ac72/21145820_KOkOk.jpeg" alt="P8046634.JPG" width="500" height="375" /></p> <p> </p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="P8046635.JPG" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B6514b1c2/21145821_5s60b.jpeg" alt="P8046635.JPG" width="500" height="375" /></p> <p> </p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="P8046636.JPG" src="https://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bfe11ac06/21145822_zDRED.jpeg" alt="P8046636.JPG" width="500" height="375" /></p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="P3016302.JPG" src="https://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bc114f4eb/21145823_68CZn.jpeg" alt="P3016302.JPG" width="500" height="375" /></p> <p> </p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tudodenovoaocidente:123123 2018-08-17T19:04:00 IGREJA DE NOSSA SENHORA DE BELÉM ;RESISTIU AO TERRAMOTO 1755 2018-08-17T18:04:17Z 2018-08-17T18:05:49Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Informações dispersas induzem a ideia a igreja paroquial,da freguesia de Rio de Mouro,Município de Sintra, sofreu estragos de monta consequência do sismo século XVIII, devastou grande parte de Portugal e sul de Espanha.As memórias paroquiais de 1758,pouco adiantam relativamente a esta localidade,</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 18.6667px;">Encontrei nos registos  curiosa nota " a margem" do pároco Luís Francisco Simões ,escrita dois meses após o terramoto,  seguinte teor:</span></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 18.6667px;">"<em> Em dia de todos os Santos ao 1 de Novembro  1755 sucedeu grande terramoto, pelas novas horas e três quartos , que arruinou e destruiu a cidade de Lisboa e muitas vilas ficaram arrasadas e igrejas e casas caídas  e logo abrasou e queimou a maior parte  de Lisboa e morreram muitas mil pessoas debaixo das igrejas de Lisboa e das paredes de casas e ruas e ainda vão continuando os tremores de terra há mais de dois meses "</em> .</span></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 18.6667px;">Testemunho elucidativo da dramática situação vivida, não sendo feita alusão a Rio de Mouro , dá impressão, teria havido pânico, mas  perdas de vidas e bens não suscitaram comentários do cura.</span></p> <p style="text-align: justify;">.</p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 18.6667px;">No dia 9 de Novembro,1755 o Pároco elaborou assento de óbito de paroquiana,residente  "no lugar das Covas, desta freguesia não recebeu o Santíssimo Viático por morrer apressadamente por sair  a fugir de casa com medo e pavor dos terramotos (réplica ) , foi sepultada dentro nesta igreja.".(sic).</span></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 18.6667px;">O temor das pessoas durou tempo, as réplicas do grande sismo prolongaram-se durante meses.Não restam dúvidas, a igreja resistiu bem ao abalo telúrico; oito dias após o terramoto, ocorreu  enterramento no  templo, tivesse ficado danificado não teria sido possível utilizar o interior como cemitério.</span></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 18.6667px;">O aspecto actual do edifício deve ser próximo do que seria na época da fundação .Mais um enigma resolvido. </span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 18.6667px;">A foto mostra  inscrição na frontaria da igreja a data 1563</span></p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="P9055816.JPG" src="https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Ba411c9b2/21135784_7r1yl.jpeg" alt="P9055816.JPG" width="500" height="375" /></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tudodenovoaocidente:122779 2018-08-16T16:45:00 TERRA DE MESTRES OURIVES DO " OURO " 2018-08-16T15:45:32Z 2018-08-16T16:27:42Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Em anterior apontamento escrevi acerca da aldeia de Sacotes,no município de Sintra,chamei atenção para  importância daquela localidade no comercio e manufactura do ouro.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">No prosseguimento de investigações sobre aquela temática, estou de posse de elementos fidedignos   para afirmar que pela proximidade e continuo territorial na freguesia de Rio de Mouro, também existiu no século XVIII,núcleo de artesãos que trabalhavam ouro e a prata; naquele tempo considerava-se  ourives  todo aquele  trabalhava ouro e prata.Assim , denominado do ouro ou da prata conforme, matéria prima utilizada.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Natural do lugar de Francos encontrei individuo, chamado José da Silva, mestre renomado , ourives do ouro na cidade de Évora onde possuía estatuto de homem de fortuna,  rendimento profissional deveria ser significativo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Em Meleças possuíam quintas vários ourives estabelecidos na Rua dos Ourives do Ouro. situada na freguesia de São Julião em Lisboa.A profissão de ourives era respeitada e sigilosa.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">No assento de óbito que publico,é interessante constatar  estatuto social de pessoas ligadas a "arte".A viúva de um ourives ausente no Brasil, morreu na casa de uma sobrinha naquela localidade, sepultada na igreja de Rio de Mouro, sendo o corpo conduzido " de caixão a cova " revelador de meios de fortuna, no entanto , não fez testamento , porque , como é escrito não possuía bens para deixar, as despesas do funeral, suportadas pela sobrinha.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Não teria bens ao luar, e sim dinheiro; já nesta data, havia preocupação de "fugir" ao fisco, dinheiro tal qual hoje , quase não é taxado, contrariamente a heranças de propriedades.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Outra particularidade a juntar a história do termo de Sintra, Rio de Mouro, terra de ourives do ouro.</span></p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="P7256579.JPG" src="https://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B7311a426/21134743_GFCiN.jpeg" alt="P7256579.JPG" width="500" height="375" /></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tudodenovoaocidente:122592 2018-08-14T17:59:00 OUTRO MONUMENTO VIVO EM PLENO AGLOMERADO URBANO 2018-08-14T16:59:22Z 2018-08-14T16:59:22Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Na Rinchoa,localidade do Município de Sintra, freguesia de Rio de Mouro,encontramos duas árvores centenárias de grande porte, crescem junto a, Calçada da Rinchoa, principal artéria da "urbe",referimos sobreira da Rinchoa e  freixo, acerca dos  quais aqui escrevi apontamento.São  árvores embelezam a Rinchoa e merecem ser preservadas.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Ontem nas caminhadas que realizo ,no "bairro", deparei num outeiro por detrás do muro que ladeia a Rua da Fonte,vetusto e copado carvalho negral,cujo tronco coberto de erva, trepadora,passa despercebido a quem passa e observa a distancia.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 18.6667px;">Com certeza árvore centenária tal qual as suas "vizinhas" anteriormente referi.São exemplares poupados ao derrube da mata primitiva .Foi sorte terem resistido até aos nossos dias,devem ser devidamente assinalados para a população conhecer este valioso património que valoriza a terra em que vivemos cada dia mais requalificada e propiciadora  de melhor  quotidiano onde é agradável viver </span></p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="P7226567.JPG" src="https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bb0052106/21132027_0AgWi.jpeg" alt="P7226567.JPG" width="500" height="375" /></p> <p> </p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="P7226568.JPG" src="https://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B71014777/21132028_2zwmm.jpeg" alt="P7226568.JPG" width="500" height="375" /></p> <p> </p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="P7226571.JPG" src="https://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B6906318d/21132029_zmRPD.jpeg" alt="P7226571.JPG" width="500" height="375" /></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tudodenovoaocidente:122306 2018-08-10T12:14:00 PAIÕES DOMÍNIO SENHORIAL 2018-08-10T11:14:13Z 2018-08-10T16:36:36Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Paiões situada no concelho de Sintra, Freguesia de Nossa Senhora de Belém,de Rio de Mouro. Investigando no sentido de conhecer com grau de confiança a história desta região onde habito há quatro década,fui consolidando ideia acerca da importância coeva desta localidade.Finamente, posso afirmar estribado em factos comprovados, Paioes foi  sitio dominante desta zona do Município Sintrense, no periodo da alta idade média.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"> Século XVIII António Caetano do Soveral Barbuda personagem importante, relacionado com o Monteiro - Mor do Reino e Marquesa de Penalva aparece proprietário da Quinta de Paiões,aprofundada a pesquisa na senda da família "Barbuda", descobri:No reinado de Dom.Afonso V,como sabemos nasceu em Sintra, neste reinado dizia,um tal Fernão Dias da Barbuda,2º senhor do Paço de Barbuda existente na "quintã do urgeiro",  que apurei não ser "urgeiro"  mas "urmeiro", actualmente diz-se Ulmeiro.todavia no concelho de Sintra  temos ainda o casal do "urmal".Este paço estava onde foram construidos supermercados a igreja paroquial do Cacém , e se realizava feira do Cacém, precisamente na Quinta do Ulmeiro, propriedade de empresa de construção civil do concelho.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Fernão Barbuda, casou com Beatriz do Soveral , herdeira da quinta de Paiões,filha de Miguel do Soveral , fidalgo da Casa Real , 1º senhor da Quinta de Paiões, em Sintra,  nesta data não existia   freguesia de Rio de Mouro , todo  território estava integrado em São Pedro de Penaferrim.Do enlace surgiu em Paiões   ramo familiar " Soveral Barbuda.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Quando em 1563,  Cardeal Dom Henrique decidiu mandar construir a igreja Paroquial, não poderia ter feito em Paiões porque ser terra Senhorial, a igreja seria "levantada" onde está porque era terreno do Convento da Penha Longa, Ordem de São Jerónimo, a qual Dom Henrique pertencia .Nesse tempo a igreja ficava num ermo, as casas circundantes vieram depois.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Fica registado sem dúvida a importância económica social e política de Paiões, e o motivo porque a freguesia não terá sido denominada  "Paiões".</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Infelizmente "iluminados" escrevem banalidades acerca da região nunca referiram  carácter Senhorial da Quinta de Paiões.Espero a partir de agora se aprofunde esta temática partindo das achegas aqui deixo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 18.6667px;">A família Soveral Barbuda,vai juntar-se por matrimónios, a família Campos de Andrade donos Quinta do Pinheiro,e constituir-se poderosa e rica; acabaria mal , no meado do século XIX, isso ficará para outra altura.Por hoje, honra e prestigio para antiga e senhorial terra de Paiões</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 18.6667px;">Ilustro texto com assinatura de um Soveral Barbuda proprietário da Quinta das Sobralas,propriedade estava integrada no antigo Senhorio....</span></p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="brabuda.jpg" src="https://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B1705eff4/21127299_gvwVY.jpeg" alt="brabuda.jpg" width="500" height="59" /></p> <p> </p> <p style="text-align: justify;"> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tudodenovoaocidente:121870 2018-08-06T12:28:00 NA BUSCA DA FÁBRICA "PERDIDA " DE ALBARRAQUE 2018-08-06T11:28:07Z 2018-08-06T12:59:19Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">O meu estudo acerca da fábrica setecentista de estamparia, laborou no sítio de Rio de Mouro,hoje dito "velho" para diferenciar do que surguiu no "rescaldo " da pressão urbanistica em redor da estação ferroviária, "Rio de Mouro -Rinchoa", construida no século XIX ,é  único testemunho relativo aquela fábrica.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">A tarefa de investigar a História, dita  " local " a qual  dedico z algum tempo, com gosto, guiado pela ideia  quanto mais souber relativamente a uma localidade ou região melhor conhecerei a História do Povo,   que dizer da Pátria,</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Descobri,como atesta fragmento do testemunho escrito que ilustra este texto,  existência no final do século XVIII, de uma fábrica de "Xitas", no lugar de Albarraque, cuja direcção seria assegurada por "mestres" italianos.Não sei mais nada relativamente a esta nova achega demonstrativa da antiga importância industrial, da freguesia de Nossa Senhora de Belém, em Rio de Mouro.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"> Continuarei a "busca" quem sabe consiga decifrar o "enigma",? por agora tive sorte...</span></p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="chittas0001.jpg" src="https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bdf0426c7/21123263_52bjJ.jpeg" alt="chittas0001.jpg" width="500" height="397" /></p> <p> </p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"> </span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tudodenovoaocidente:121674 2018-07-31T14:45:00 HORTA DA CERA DE SINTRA 2018-07-31T13:46:48Z 2018-07-31T14:04:03Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 18.6667px;">A toponímia é manancial de informações valiosos, a compreensão e descoberta do significado daquelas, possibilita conhecimento fidedigno, dos factos históricos.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 18.6667px;"> Existência  no Município de Sintra da quinta  "horta da cera " e  via de acesso ostentar a designação "rua horta da cera", suscitou  curiosidade.No âmbito das investigações,encontrei na cidade de Lisboa,  "travessa da horta da cera", liga a Avenida da Liberdade ,junto ao cinema São Jorge a Rua do Salitre.consegui apurar no século XIX,  seria rua extensa  ia desde o vale do pereiro a rua direita de Santa Marta.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 18.6667px;">Em 1813, a irmandade do Santíssimo Sacramento da Freguesia lisboeta, do Sagrado Coração de Jesus,queria alugar casas suas ,situadas na rua horta da cera, incumbiu o tesoureiro Manuel António Figueiredo, de mostrar aos interessados.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 18.6667px;">O irmão tesoureiro CIREIRO, da Casa Real ,  residia  na horta da cera;  ocupava-se da comercialização e transformação da cera,encontrei a chave para decifrar este "enigma".Cireiro fabricava velas, tochas ,círios, ex-votos e outros objectos de cera das abelhas.Apurei actividade permitia algum lucro significativo,tornando os cireiros  pessoas de posses, descendentes dos de Albarraque são ainda donos de apreciavel património  </span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 18.6667px;">  Horta da cera, porque horta não só designa  terreno para produção agrícola, mas também, casal, local onde se consegue qualquer lucro, permitia comprar alimentos, onde alguém exercia  profissão ou possuia um engenho , "horta da nora" horta da ferraria"... Aqui, laborava-se  cera, havia estabelecimento de fabrico e espremedor , para retirar  mel residual. </span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 18.6667px;">A horta da cera de Sintra, ficava na Freguesia de Rio de Mouro, lugar de Albarraque,junto a  curso de água caudaloso no Inverno, possibilitando mover azenhas, e pisões,  edificar  lagar de cera.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 18.6667px;">Topónimo singular,deu muito trabalho a decifrar,  posso dizer estou satisfeito,  não "fiz cera", o resultado pode ler-se...</span></p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="P7086544.JPG" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B210891b9/21117772_zZHQR.jpeg" alt="P7086544.JPG" width="500" height="375" /></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tudodenovoaocidente:121444 2018-07-27T15:46:00 PERSONALIDADE RELEVANTE DO PATRIARCADO DE LISBOA NATURAL DE RIO DE MOURO 2018-07-27T14:46:21Z 2018-07-27T14:46:21Z <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="P9055810.JPG" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bcf048400/21113985_09WUV.jpeg" alt="P9055810.JPG" width="500" height="375" /></p> <p> Imagem de Nossa Senhora de Belem padroeira da Freguesia de Rio de Mouro</p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Numa  insigne quinta de Rio de Mouro, das Sobralas, Município de Sintra , nasceu  19 de Janeiro de 1938, Excelentíssimo e Reverendissimo Senhor Cónego, António da Franca Mello Horta Machado Marim, actual pároco da paróquia lisboeta, de Nossa Senhora da Lapa , Reitor residente da Basilica da Estrela, evocação do Sagrado Coração de Jesus.Iniciou  actividade pastoral ,na Companhia de Jesus, ordenado sacerdote na Sé Patriarcal de Lisboa, a 29 de Junho de 1969,licenciado em Filosofia, Teologia,e catequese Pastoral, este ultimo obtido na Bélgica, paroquiou diversas igrejas da cidade de Bruxelas. Regressou a Portugal, nomeado Director  do 3º ciclo do Colégio de São João de Brito.Tendo em 1984 deixado os Jesuítas, integrou  Patriarcado de Lisboa,  designado pároco coadjutor da Igreja de Nossa Senhora dos Anjos.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"> Investido pároco da Amadora, em 1987 depois 1995 da Falagueira , em 1996 , titular da Vigararia da Amadora. Sr, Cardeal Patriarca D.José Policarpo escolheu-o para cónego do Cabido da Sé Patriarcal.Posteriormente,seria designado Vigário Geral do Patriarcado de Lisboa, prior de São Vicente de Fora,e da Graça.Ao ser nomeado para a Paróquia onde actualmente exerce acção pastoral,  desligado da função de Vigário Geral.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"> Reverendíssimo Cónego, é igualmente,  capelão das Escravas do Sacratíssimo Sacramento do Real Mosteiro de Nossa Senhora Da Encarnação da Ordem Militar de Avis, Reitor da Capela de Nossa Senhora dos Milagres, Reitor da Capela do Senhor Jesus dos Navegantes e de Nossa Senhora da Caridade,Reitor da Igreja do Mosteiro de Nossa Senhora da Encarnação.Capelão da Ordem Militar de Malta,Capelão emérito da Real Irmandade do Senhor dos Passos da Graça.Assistente diocesano da União Noelista.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Foram seus pais João Carlos da Franca de Horta Machado, e Dona Maria Teresa Leite Pereira de Mello e Alvim Ferreira Pinto Basto, senhores da Quinta onde nasceu.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 18.6667px;"> Cónego António da Franca de Melo Horta Machado (Marim), é titular  sendo Conde de Alte, conde  de Marim e, conde de  Selir.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 18.6667px;"> Presente ano de 2018, corresponde ao octogésimo da sua longa e proveitosa vida; figura de relevo nacional  muito honra  rincão onde nasceu.</span></p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="P7270674.JPG" src="https://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Ba005dc3b/21113988_h6Ztd.jpeg" alt="P7270674.JPG" width="500" height="375" /></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tudodenovoaocidente:121284 2018-07-07T13:03:00 ILUSTRE SINTRENSE,PERSONALIDADE NÍVEL MUNDIAL, QUASE ESQUECIDO 2018-07-07T12:03:37Z 2018-07-07T13:49:20Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">A freguesia de Rio de Mouro, berço ao longo dos séculos de individualidades, durante a vida  alcançaram  posições de relevo, e hoje quase esquecidas.Honrar a memória e resgatar do esquecimento esses  conterrâneos é dever de cidadania que exerço com empenho .Tive ensejo de evocar este Sintrense , na sessão solene comemorativa da elevação Rio de Mouro a vila, realizada ontem.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 18.6667px;">No lugar do Papel, hoje integrado na freguesia de Agualva Cacém,Mira Sintra e São Marcos,nasceu a 26 Dezembro de 1903,Francisco  José Carrasqueiro Cambournac,filho de D. Maria Carlota Canas Carrasqueiro,senhora de família importante da Vila de Belas, e de Pedro Roque Cambournac, proprietário  administrador da Tinturaria Cambournac,natural da quinta do Papel,freguesia de Nossa senhora de Belém,Rio de Mouro.Francisco Cambournac era "saloio de gema".</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 18.6667px;">Licenciado em Medicina pela faculdade de Medicina de Lisboa,pós - graduado em medicina tropical, em instituições universitárias de Hamburgo, Londres e Roma.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 18.6667px;">Regressando a Portugal ,seria nomeado, professor do Instituto de Medicina Tropical de Lisboa.Mais tarde no período 1964 a 1973, director daquele instituto.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 18.6667px;">Ao longo da vida profissional,teve papel relevante ,na erradicação do paludismo em Portugal, dirigiu o Posto de Malariologia de Águas de Moura, concelho de Palmela, e idêntico estabelecimento em Benavente.A sua competência e saber ficamos a dever a extinção do flagelo da sezões , na zona dos arrozais do Vales do Sado e Sorraia.Publicou cerca de duas centenas de trabalhos científicos,versando a temática da epidemiologia.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 18.6667px;">A profícua acção do Doutor Francisco Cambournac,permitiu acabar o paludismo em Cabo Verde,antes da independência,tendo desempenhado papel destacado semelhantes trabalhos em Angola, Moçambique,São Tomé e Príncipe,e Guiné Bissau.Neste ultimo país, depois de 1974 a pedido do Governo  ,dirigiu programa de combate a malária, tendo idade 80 anos..</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 18.6667px;">Nomeado em 1964 director Regional para África da Organização Mundial de Saúde,(OMS),com  votos favoráveis de representantes na ONU dos movimentos de libertação, das antigas colónias, portuguesas, que teria desagrado ao Professor Salazar, só não existiu retaliação devido ao elevado prestigio Professor Cambournac,gozava mundialmente.No entanto acerca da sua actividade edificaram " muralha de silencio",  perduraria até a  morte em Lisboa no dia 8 de Junho de 1994.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 18.6667px;">Aqui fica o meu testemunho e apreço.Honremos a memória de tão insigne Sintrense.</span></p> <p style="text-align: justify;"> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tudodenovoaocidente:120951 2018-07-02T16:21:00 O COLÉGIO DO MENINO JESUS ESCOLA MISTA DO CACÉM SÉCULO XIX 2018-07-02T15:21:53Z 2018-07-02T15:21:53Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">A freguesia de Rio de Mouro, Sintra,devido desenvolvimento industrial que patenteava e também  a  riqueza agrícola e "ganadeira",nas décadas finais de 1800.possuía diversas escolas para ensino primário, duas  promovidas pelas igrejas católica Romana, e Igreja Lusitana.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">O Cacem pertenceu até década de 50 do século XX, á paroquia de Rio de Mouro.Na localidade existiu escola mista de ensino primário,onde se realizaram exames publico em Outubro, 1874, na presença do Administrador do Concelho de Sintra, Delegado do Procurador Régio, na Comarca, regedor da Paróquia; e reverendo Padre da Freguesia  Miguel António de Barros Saraiva.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Os exames incidiam nas seguintes matérias: leitura Bíblica,rudimentos exemplificados de gramática,história, corografia,aritmética, e doutrina cristã. Os resultados, agradaram bastante, e sobremaneira ao júri presidido ,pelos professores Dona Ludovina Martins,Eloy José de Carvalho, este ultimo professor público em Odivelas.Além das matérias alunas apresentaram bordados, em ponto "crivo" causaram boa impressão. sobressaindo véu  de mais de um metro ,bordado com  uma imagem da Virgem Os examinados foram todos aprovados.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Onde ficaria  Colegio do Menino Jesus, escola mista do ensino primário do Cacém na Freguesia de Nossa Senhora de Belém de Rio de Mouro.?Gostava saber, talvez consiga...</span></p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="caacem.jpg" src="https://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B30128581/21087240_O614y.jpeg" alt="caacem.jpg" width="500" height="400" /></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tudodenovoaocidente:120639 2018-06-29T19:42:00 TOPONÍMIA SINTRENSE - CASAL DO REBOLO 2018-06-29T18:42:21Z 2018-06-29T18:43:02Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">O sitio que titula este meu apontamento está situado na antiga freguesia de Almargem do Bispo, concelho de Sintra, área Metropolitana de Lisboa.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"> Povoamento do local. segundo vestígios encontrados , iniciou-se em época remota.  ilustres e sábios  arqueólogos,face aos resultados dos trabalhos de escavações, defendem aqui existiu durante o império Romano ,propriedade agrícola,importante, domínio denominado "Vila".</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Esteve programado edificação no Casal, da casa das Selecções da Federação Portuguesa de  Futebol,cujo terreno seria cedido pela Junta de Freguesia de Almargem do Bispo.A intenção gorou-se, como é publico tal "casa", foi construida junto ao Estado Nacional do Vale do Jamor , concelho de Oeiras.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">A origem do topónimo ,despertava nossa curiosidade há muito ;visitei algumas vezes o local,  prestei atenção ao território circundante.Sabemos Almargem quer dizer prado,onde cresce erva que tem ser ceifada para servir de alimento aos animais, quando escasseia o " verde".Não muito distante existe  "casal carniceiro".Tanto a tarefa de ceifar como  abate de rezes necessitam de instrumentos de corte , facas foices gadanhas, e outros, que devem estar devidamente afiados, para ser utilizados.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Rebolo,entre outros tem significado: pedra para afiar instrumentos cortantes, e também local onde se faziam chocalhos e habitava o artesão que os executava "reboleiro".Casal do rebolo, de modo abreviado seria morada de afiador de alfaias agrícolas, e fabricante de grandes chocalhos.Finalmente, ainda hoje no casal do rebolo,pastam manadas de gado bovino...</span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tudodenovoaocidente:120333 2018-06-20T15:39:00 ALEXANDRE MATEUS - POETA DE ALMOÇAGEME 2018-06-20T14:39:31Z 2018-06-20T14:39:31Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Alexandre José Mateus, é figura grada da história e cultura da aldeia de Almoçageme, freguesia de Colares, Município de Sintra.No ano de 1908,encontrava-se, tudo indica como emigrante, a bordo do navio "ARAGUAYA",da companhia mala real inglesa,barco fazia a rota , Southampton, Buenos Aires, com escala em Cherburgo, norte de França, Vigo , Lisboa,Pernambuco, Baía,Rio de Janeiro, Santos no Brasil , Montevideu capital do Uruguai.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Este navio transportou desde  final do século XIX, até 1926, milhares de emigrantes portugueses com destino a América do Sul.Numa dessas viagens Alexandre Mateus,compôs poesia, datado da era citada, somente publicado,em Junho de 1917, no periódico " A CANÇÃO DE PORTUGAL : Fado Publicação Literária e Ilustrada ". Poema intitulado "Longe da Pátria ";  testemunho de saudade e apego ao torrão natal.  reza assim :</span></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Ó pátria distante e linda</span> </p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">ó meu querido Portugal</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">ó minha terra natal</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">como te quero e amo ainda!</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Acaso a saudade finda</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">quando a todos instantes,</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">me lembram as soluçantes</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">palavras de despedida</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">amigos e pátria q`rida</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">oh! como ficam distantes.</span></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Já não vejo esses trigais</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">matizados de papoulas</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">nem ouço cantar as rolas</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">na ramagem dos pinhais</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Quem pode esquecer jamais</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">em noites de luas cheias</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">as estranhas melopeias</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">que se escutam a beira-mar</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">quando a onda vem beijar</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">praias de brancas areias</span></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Mas, avisto altas palmeiras</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">e por bombordo uma praia;</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">a proa do «Araguaya»</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">corta as águas brasileiras</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Adeus serras altaneiras</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">e regatos murmurantes</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">adeus dias radiantes</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">da infância vou lembrando,</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">co`amigos rindo e saltando </span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">sobre os montes verdejantes.</span></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">E o teu arco ! e teus penedos !</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Ó encantadora ADRAGA</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">a enorme e altiva vaga</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">se despedaça em teus rochedos</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">E as vinhas e os arvoredos</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">onde o rouxinol gorgeias</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"> e tu , ó CINTRA, que ateias</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">em mim tamanha saudade,</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">por isso esquecer quem ha-de</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">as lusitanas aldeias</span></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p><span style="font-size: 14pt;">Almoçageme</span></p> <p><span style="font-size: 14pt;">Alexandre José Mateus</span></p> <p> </p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="P4304176.JPG" src="https://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B8213e03e/21071789_ahJk0.jpeg" alt="P4304176.JPG" width="500" height="375" /></p> <p> </p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;"> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tudodenovoaocidente:120289 2018-06-18T13:00:00 FREIXIAL DA RINCHOA 2018-06-18T12:00:32Z 2018-06-18T14:21:36Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">No antigo e desaparecido sitio da Cova da Onça, freguesia de Rio de Mouro, Município de Sintra, deparamos  corrego normalmente levando agua, no tempo invernal,alimentado pelas nascentes dos montes próximos,  segundo o "Memorial de Oeiras"escrito por volta do ano 1860, a corrente  "entrava na Quinta do Bastos, existindo antes desta quinta, ponte rústica, que dá passagem ao caminho que vai de Rio de Mouro para as Mercês".Esta situação verificava-se onde actualmente é a "Presa", integrada no "bairro" da Serra das Minas.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Na margem da regueira onde termina , Rua da Quinta das Rosas, na Rinchoa, há renque de Freixos,viçosos e vetustos.Simbolicamente o Freixo por apresentar aspecto sempre verdejante é associado a perenidade. Na região de Lisboa é árvore frequente, ladeia ainda muitas estradas recordando tempos em  que a sombra era consolo de viajantes e animais de tracção.Encontramos algumas povoações de topónimo "Freixial", junto a Bucelas no Concelho de Loures, em localidade com aquele nome, iniciou-se nos anos 1960,  produção de "frangos do dia", primórdio da proliferação das churrasqueiras para assar o galináceo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">O freixial da Rinchoa, para ser fruído pela população, deveria ser objecto de desmatação , abertura de caminho,  está em terrenos desde tempos imemoriais de domínio publico, não podendo ser vedado  acesso.</span></p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="P5276421.JPG" src="https://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B5f061850/21068026_LNfq9.jpeg" alt="P5276421.JPG" width="500" height="375" /></p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="P5276422.JPG" src="https://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B2101e916/21068028_IZhbu.jpeg" alt="P5276422.JPG" width="500" height="375" /></p> <p> </p> <p> </p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tudodenovoaocidente:120019 2018-06-14T22:26:00 NASCER E DESCANSAR NUM LOCAL SINGULAR 2018-06-14T21:28:04Z 2018-06-14T21:28:04Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 18.6667px;">O Município de Sintra,é um  território de muitos e variados motivos de interesse,paisagísticos,geológicos, botânicos históricos,  que sei eu, inumeráveis .</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 18.6667px;">Na freguesia de Nossa Senhora de Belém de Rio de Mouro,encontra-se  lugar de Serradas, antigamente Cerradas,porque as propriedades do sítio, foram quintas e terras "tapadas", com muros de pedra "cerrando" limites e desse modo  evitar, eventuais apropriações por vizinhos mais afoitos,  pouco respeitadores do "alheio",esta particularidade deu nome a aldeia.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 18.6667px;">Nas Serradas nasceu o ilustre e respeitado missionário da Companhia de Jesus,Padre Diogo Vidal,  calcorreou em trabalho de evangelização  terras da Índia e China.A nossa investigação, permite afirmar ter sido a Quinta das Serradas, local exacto onde nasceu.Nesta Quinta veraneou anos a fio  grande Português Almirante Gago Coutinho,que na companhia de Sacadura Cabral , ligou pela primeira vez por via aérea Lisboa e Rio de Janeiro no Brasil.Na Quinta da Fonte Nova viveu no século XVIII  juiz de fora da Vila de Sintra, a cujo termo pertence Rio de Mouro. Curiosamente Serradas até  final do século XIX, esteve integrada no alfoz da Vila de Cascais.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 18.6667px;">Quinta das Serradas actualmente arruinada,resultado do decorrer do tempo ,e desmandos de "furiosos revolucionários "  no período  seguir a 25 de Abril de 1974, ocuparam a quinta, instituíram uma "escola do povo",  deram sumiço ao mobiliário e azulejos;da antiga relevância, pouco resta,  é pena. Chegou  existir capela onde se celebrava  missa dominical.</span></p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="P5066381.JPG" src="https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bf0064d3d/21063604_SFp2B.jpeg" alt="P5066381.JPG" width="500" height="375" /></p> <p> </p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="P5066380.JPG" src="https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bf811a013/21063606_ucwBO.jpeg" alt="P5066380.JPG" width="500" height="375" /></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tudodenovoaocidente:119312 2018-06-07T18:31:00 ELEMENTO DECORATIVO E DOCUMENTO HISTÓRICO VALIOSO 2018-06-07T17:31:43Z 2018-06-07T17:31:43Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Na frontaria de casa meio arruinada, situada no  desaparecido lugar da Cova da Onça, freguesia de Rio de Mouro, Sintra nas imediações do recinto da Feira das Mercês encontrei, pequeno painel de azulejos, representando cena da vida campestre,no caso  faina da vindima.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 18.6667px;">Analisei com atenção toda a composição "azulejar",  o que pareciam figuras vulgares, colocadas ali como decoração, revelou-se "documento" importante para conhecer a actividade agrícola da região de Rio de Mouro , na primeira metade do século XX.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 18.6667px;">O traje dos tipos humanos era usual na charneca saloia,  carro de bois,tem pormenores construtivos idênticos aos que Fernando Galhano, designou ser "carro saloio ",cujo detalhes, omito para não  alongar o texto.A composição pictórica,reporta-se indubitavelmente a zona saloia.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 18.6667px;">Este "documento" confirma a riqueza vinícola do termo de Sintra, particularmente, das terras de Rio de Mouro,onde aliás viveu,na quinta do Zambujal  ilustre republicano Ribeiro de Carvalho, conhecido também como grande produtor de vinho,as vinhas ocupavam  encostas do casal dos porqueiros e  quinta da barroca;na quinta da Ponte  Rio de Mouro "antigo", há pouco tive ocasião de visitar vetusto lagar de esmagar uvas, ao lado do qual cobertas de pó e teias de aranha, apodrecem duas pipas de 1000 litros de capacidade.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 18.6667px;">A casa um dia destes ,vai ruir , assim se perderá  documento histórico valioso, não será possível, retirar o painel de azulejo ,a tempo? Oxalá</span></p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="P5176399.JPG" src="https://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B1e015c2b/21054596_7gu35.jpeg" alt="P5176399.JPG" width="500" height="375" /></p> <p> </p> <p style="text-align: justify;"> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tudodenovoaocidente:119241 2018-06-04T22:06:00 VOLTEI DE NOVO JUNTO DA VELHA ÁRVORE 2018-06-04T21:07:04Z 2018-06-04T21:07:04Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Cumpri de novo  desejo iniciado há cinco anos quando reparei neste centenário "roble",  mantém-se firme e viçoso, nos terrenos da antiga quinta grande, junto a estação de Meleças.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Tem cada vez mais "lenha" seca na copa, no entanto,  aspecto geral é saudável, vai durar ainda muitos anos se não for "derrubado".Seria conveniente,alguém com poder e meios, mandasse cortar os ramos "mortos" , ficava mais vistoso.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"> Sem dúvida  carvalho, de mais idade existente na área urbana do Município Sintrense.Longa vida "velhinho amigo".Como referi em anterior apontamento,  idade da árvore rondará 400 anos.</span></p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="P5146394.JPG" src="https://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bf114c6e5/21050356_nQn75.jpeg" alt="P5146394.JPG" width="500" height="375" /></p> <p> </p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="P5146393.JPG" src="https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B6b06d3f8/21050357_4J18R.jpeg" alt="P5146393.JPG" width="500" height="375" /></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tudodenovoaocidente:118658 2018-05-28T12:05:00 ILUSTRE E SANTO MISSIONÁRIO DA COMPANHIA DE JESUS SINTRENSE NASCIDO EM RIO DE MOURO 2018-05-28T11:06:10Z 2018-06-02T18:44:40Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Sintra foi berço de gente ilustre: reis, militares, navegadores, artistas, políticos e também missionários. Merece ser referido, uma glória da Companhia de Jesus,na saga de difundir no Oriente a fé cristã.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">A igreja paroquial de Rio de Mouro, mandada erigir em 1563, por iniciativa do cardeal Rei Dom Henrique,personalidade próxima das actividades dos Jesuítas.Talvez, devido a essa particularidade encontramos no século XVII,vários jovens naturais da freguesia de Nossa Senhora de Belém , do lugar de Rio de Mouro , que ingressaram na Companhia fundada por Santo Inácio de Loyola.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Destacou-se dessa plêiade de jesuitas , Diogo Vidal , Padre formado no noviciado de Lisboa. Partiu para o Extremo Oriente em 1684,com destino a Macau,onde vivia em 1692.Dali deslocou-se a Tonquim no sul da China, em 1694,nomeado vigário daquela cidade por ordem do bispo de Macau D. José Casal.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Passou inúmeros perigos e sacrifícios ,nas viagens para difundir o evangelho, e  converter  ao cristianismo gente daquelas paragens.Regressando a Macau,e desde Maio 1698, ensinou teologia no seminário da diocese.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Partiu posteriormente para Goa. Veio a Portugal , depois a Roma sede da Companhia,  voltou para Extremo Oriente.Na viagem de retorno a Roma do Oriente (Goa),o barco entrou nas terríveis calmarias equatoriais,  sem vento a nau, permaneceu a deriva no golfo da Guiné, passageiros adoeceram, quase todos,alguns faleceram , incluindo o Padre Diogo Vidal, fim de Maio ou principio de Junho de 1704, não havendo certeza da data.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">O nosso conterrâneo viveu e morreu com fama de santidade, durante a vida procurou ser sempre justo e bom cristão, segundo rezam as crónicas.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Diogo Vidal , nasceu a 23 de Abril de 1660, , baptizado  6 de Maio do mesmo ano, na igreja paroquial de Rio de Mouro, cerimónia presidida pelo pároco Sebastião Duarte;era filho de Domingos dos Santos e Maria Silveira,viu pela primeira vez a luz do dia no lugar das Serradas, foram padrinho, Simão Fernandes de Albarraque, e madrinha, sua irmã Mariana Silva.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Rio de Mouro ,pode orgulhar-se deste filho, Sintra deve honra-lo,e ser apontado como exemplo a seguir.Contribui para seja mais conhecido, cumpri o meu dever.Deixo imagem do lugar do nascimento de Diogo Vidal</span></p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="P5066378.JPG" src="https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B851494cf/21040550_zpNef.jpeg" alt="P5066378.JPG" width="500" height="375" /></p> <p> </p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="P5066380.JPG" src="https://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bd7082d15/21040551_eF9Dn.jpeg" alt="P5066380.JPG" width="500" height="375" /></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tudodenovoaocidente:118428 2018-05-24T13:11:00 CONTRIBUTOS PARA HISTÓRIA DO MUNICÍPIO DE SINTRA : O SITIO DO PAPEL 2018-05-24T12:11:33Z 2018-06-01T09:34:27Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"> Sitio denominado do "papel", no Município de Sintra pertence na actualidade a freguesia de Agualva Cacém , no entanto até  década 50 do século passado,  durante centenas de anos fazia parte integrante da freguesia de Nossa Senhora de Belém , em Rio de Mouro.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">O nome deriva do estabelecimento fabril,possivelmente construido no  século XVIII, destinado ao fabrico de papel, utilizando, restos de tecidos.A partir dessa data curso de água banha o local passou a designar-se " Ribeira do Papel ".Curiosamente os primeiros operários da "fábrica",eram oriundos da Vila da Lousã, perto da cidade de Coimbra, onde existia desde o Século XVI, fábrica que fornecia papel a universidade de Coimbra.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Em 1818,  fábrica pertencia a Joaquim Pedro Quintela do Farrobo, 2º Barão de Quintela , mais tarde Conde de Farrobo, grande capitalista e proprietário, dissipou em festas e luxos ,  fortuna descomunal.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Fabrica havia sido comprada pelo pai,Joaquim Pedro Quintela, primeiro barão de Quintela.A instalação fabril esteve na posse do Conde Farrobo, até  seu falecimento. Em 1869, os bens foram vendidos em hasta pública, resultado da falência total do conde.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">As instalações do "Papel", seriam adquiridas por Pierre Joseph Alfred Cambournac, que iria transformar a fábrica, numa estamparia mecânica e tinturaria a "Tinturaria Cambournac"  a qual laborou até depois de vinte cinco de Abril de 1974. Isso é outra história.O numero de operários da Cambournac, chegou a ser tal  a Companhia de Caminhos de Ferro Portugueses CP, instalou  apeadeiro do Papel, situado na passagem de nível do mesmo nome, estrada Cacém,Massamá,  destruído quando das obras de alargamento da via férrea , e destinado a servir a fábrica.</span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tudodenovoaocidente:118231 2018-05-01T23:32:00 GRATIDÃO SALOIA OU CAMPANHA "PUBLICITÁRIA" ? 2018-05-01T22:33:36Z 2018-06-01T14:13:38Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">A gratidão gesto demonstrativo de grandeza de carácter, quem sentindo ter sido tratado de modo  justo e humano,por outrem, acha  dever publicitar o facto dessa forma difundir tratamento dispensado,</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Na vila de Sintra  principio do século XIX,viveu personagem influente rico e poderoso,elemento da elite sintrense,desempenhou diversos cargos de relevo na "governança" . Vereador , capitão de ordenanças, e porventura algum outro.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Em Janeiro de 1801,porque havia conseguido arrematar as "jugadas" do concelho, personalidade ainda mais destacada.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Jugadas, tributo,pago anualmente em espécie ( milho , trigo, centeio,linho, vinho ), pelos cultivadores das terras agrícolas; normalmente , difícil de pagar tendo em conta a inconstância da produção das terras.Sendo pesado ónus , era como  "canga"  ou jugo na vida dos pobres agricultores daí o nome ,</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Concessionário daquelas jugadas,deveria ser pessoa de sentimentos humanitários,  fazer fé em anuncio,publicado, no jornal GAZETA DE LISBOA ,numero III, sábado 24 de Janeiro 1801.Cujo conteúdo era: " Os lavradores e seareiros do termo e vila de Cintra,noticiam que o actual arrematante das jugadas da mesma vila, João Clímaco dos Reis, tem animado e fomentado a agricultura, não vexando aos que por esterilidade lhe devem os direitos, tendo além disso,fiado muitos  móios de pão, e franqueado o preciso aos que o necessitarão para as lavouras.este procedimento humano singular no seu género, é digno de publicidade pelo belo exemplo que oferece".</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Tratou-se genuíno acto de gratidão e agradecimento merecidos por parte do povo ,ou laudatória mandada publicar, custeada pelo próprio, para conseguir arregimentar apoios a sua actividade política ?Nunca o saberemos...   </span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tudodenovoaocidente:117886 2018-04-19T16:09:00 SEGREDOS DA VILA DE SINTRA : " MUSEU DO VEREADOR " 2018-04-19T15:09:43Z 2018-04-19T15:13:03Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Acerca de Sintra e termo muito está escrito,todavia nas pesquisas continuo, encontro amiúde,factos e personagens pouco conhecidos, marcantes na vida e actividade da sociedade  sintrense .</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Há 75 anos Abril de 1943, realizou-se no Hotel Nunes, no centro histórico da sede de concelho, banquete dedicado ao conselho de administração da empresa Sintra Atlântico,responsável da exploração da linha de eléctricos , ligava a vila a Praia das Maçãs. Administradores da sociedade eram a altura : Camilo Farinha , Luís Leite e Eduardo Almeida, a justa homenagem promovida pelas forças sociais económicas e políticas do burgo, destinava-se a realçar trabalho realizado pelos gestores ao longo de vinte anos de exercício da função.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Ao repasto compareceu parte significativa da elite sintrense, os ausentes fizeram questão enviar telegramas de felicitação e elogio,nomeadamente os proprietários de terrenos e moradias da zona servida pelo eléctrico, entre outros, citamos Dr. Cornélio Silva,Mário de Noronha, vereador da Câmara Municipal de Lisboa, os "artistas",Adelino Nunes ,Faria da Costa,Raul Tojal, e Keil do Amaral, construtores do denominado , "bairro dos arquitectos",edificado no pinhal do Banzão a Praia das Maçãs. </span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Em representação  da Câmara Municipal de Sintra , presidiu ao evento o vereador Eduardo Aguiar.Este autarca, personagem influente na vida social de Sintra.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Depois do repasto os presentes, foram convidados a visitar na casa do edil, colecção de peças,acervo de  valioso museu artístico e regional.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">O vereador , nome completo ,Eduardo Wilhelm de Aguiar Lutkens,devia ser  germanófilo,adepto activo do regime Salazarista,exerceu funções de procurador a Câmara Corporativa, na IV legislatura.Funcionário de conhecida Companhia de Seguros , na qual ocupava  cargo de chefe de secção, fundou  Sindicato Nacional dos Empregados das Companhias de Seguros, presidente durante vários mandatos, presença na Câmara Corporativa em representação do trabalho, devido a  condição de sindicalista "oficial".</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Em 1936, exerceu cargo de secretário do Conselho Administrativo do 6º Batalhão da Legião Portuguesa, facto revelador do perfil ideológico.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"> Desconheço onde estava situada a "casa museu" referida,e demais  factos   da actividade política.Nasceu em Lisboa, 1 de Julho de 1892,não sei as habilitações literárias, nem data do falecimento.</span></p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="sintraatlantico.jpg" src="https://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B9301fad8/20983091_hzEii.jpeg" alt="sintraatlantico.jpg" width="267" height="494" /></p> <p> </p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">  </span></p>