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Tudo de novo a Ocidente

Encontro

Circulávamos pela antiga estrada real de Lisboa a Mafra, denominada pelo regime republicano estrada nacional 117, no trecho entre o Sabugo e Pêro Pinheiro, passado o lugar de Palmeiros, conotação peregrina dos círios Marianos do Cabo Espichel e da Nazaré um pouco adiante saímos da via, tomamos a direcção de Falimas,Casal do Gosmo. Meio quilómetro percorrido, paisagem e  silêncio contribuem para esquecer estarmos a quatro léguas do centro de Lisboa e  uma da vila de Sintra.

As courelas de pasto bordejadas por renques de arvoredo viçoso,lembram um pedaço do "bocage" gaulês. A calma e vastidão da paisagem com a serra sintrense ao fundo contribuem para a sensação de "lonjura " que nos invade. Prosseguimos um quilómetro adiante termina o asfalto, no sítio do Casal do Gosmo. Retrocedemos por entre sobrais e zambujos. De repente numa curva a altura do Casal das Vivas, deparamos na berma com um sublime freixo que tinha escapado a nossa atenção. Paramos, um habitante do sítio com aspecto de  respeitável longevidade aproximou-se, metemos conversa ficamos a saber ter uma idade avançada, perguntamos sobre a árvore que motivara a nossa paragem. Respondeu dizendo ser freixo já grande no tempo do  seu avô.

O ancião afastou-se, observamos a árvore sem preocupação de rigor medimos o tronco a altura do peito,  verificamos ter mais de três metros de perímetro. O fuste altivo grandioso está de acordo com tão robusto suporte. Estamos em presença duma árvore certamente centenária. Desconhecemos se no Município de Sintra existirá outro idêntico. Descoberta feita por acaso que deixamos para desfrute de quem nos visita.

Um monumento vivo,digno de veneração porque é um hino à glória  de Deus e "presente" para admirarmos no seio da natureza donde viemos e para onde voltaremos um dia.

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