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Tudo de novo a Ocidente

O medo

Nem nas minhas mais negras cogitações pensei viver alguma vez,as agruras quotidianas com as quais sou confrontado.Sempre gostei e amo a minha Pátria, nesga de terra desde São Gregório em Melgaço ao Cabo de Santa Maria em Faro,e da foz do  vianense rio Neiva a fronteira  leste de Paradela no planalto mirandês, casa lusitana,humilde e acolhedora,onde nunca tive receio viver nem nos negros dias da ditadura,porque a esperança acompanhava os meus dias , com razão, tive a alegria sentir o tempo maravilhoso que Abril nos proporcionou. Nação, como escreveu Malraux,é uma comunidade de sonhos.Infelizmente aqueles esfumaram-se,a propaganda não disfarça a falta de esperança no provir ,principalmente o medo.

Tenho medo de ficar doente e não ter dinheiro para tratamento, medo reduzam cada vez mais os rendimentos ,que acreditei o estado garantiria,medo de não ser capaz de pagar a água a luz o gáz e telefone, medo que algum dos meus familiares ou amigos fiquem desempregados,medo que vigiem os passos através de facturas das poucas despesas ainda realizadas ,medo  continuem a enganar acerca da verdadeira situação do País,medo aumentem os impostos os transportes água e outros serviços básicos,medo de não continuar o meu serviço de voluntariado por falta de condições,medo da  violência na rua,medo da degradação dos serviços públicos por falta de gente competente e motivada,medo de andar de carro porque a maioria das pessoas não tem meios para manter as suas viaturas em condições de circularem e pagarem seguro e inspecção,medo que o predio onde vivo se degrade os condóminos não pagam as mensalidades porque não têm dinheiro ,medo se o café onde bebo a bica feche por falta de clientes,medo  de andar  em transportes publicos,  a insegurança continua a aumentar,medo quem manda na Europa continue a castigar-nos para servimos de exemplo a outros.Medo de não haver coragem para sairmos do euro, enfim de não ser possível terminar o pesadelo.Este medo não é cobardia ou falta de coragem,é temor  ansiedade fundamentada, baseada  na consciência do perigo que corremos.Um dia destes receio chegar á conclusão não valer o empenho e acabo esta "página", será mau sinal ,tenho medo e pena.

Nunca desejei mal a ninguém não sou rancoroso, sei por experiência quem  faz mal acabará mal, não temos dúvidas os responsáveis deste estado de medo provarão do veneno destilado,  sentirão na alma o fel da amargura que distribuiram com abundância.Tudo chega para quem sabe esperar...Vamos ver!A esteva planta rustica,folhas pegajosas,e flores com pintas cor de sangue ilustra a época que atravessamos.

 

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