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Tudo de novo a Ocidente

ABAIXO O IC 19, MORRA O IC 19, VIVA A AVENIDA DO OCIDENTE!

 

Com a inauguração da A16, é tempo de mudar o nome do IC19!

 Quando enunciei a ideia de que ao “alargamento” do IC 19, devia seguir-se o seu “apagamento” e passagem, a, AVENIDA DO OCIDENTE, estava convicto que iria estar sujeito aos mais dispares comentários.

Estou satisfeito, porque salvo as verrinadas que são o “brinde” para quem tem ideias e as publicita, os comentários estão dentro do previsto. Estou habituado, porque no passado quando da construção da piscina dos Bombeiros Agualva Cacém, que implicou a supressão da rua Daniel Lopes, ou, a abertura da ligação Rio de Mouro-Estação/Cemitério, pela impropriamente chamada “mata do Cacém” sei o que me zurziram…mas, tinha razão.
A mudança de nome do IC 19, não é por si só, “Abre-te Sésamo” para a resolução dos problemas do concelho de Sintra, que conheço muito bem, nomeadamente as questões da mobilidade. Mas é um sinal que o paradigma que tem norteado a gestão do nosso território deve mudar.
O nosso tempo, é um tempo de “labialização” cujas consequências simbólicas, Goffman, e P.Bourdieu, tão bem estudaram. Isto das “marcas” é tão distintivo que há muita gente que usa vestuário onde a “marca” está ostensivamente à vista. Não é o mesmo vestir uma peça de roupa ou calçado feito de idênticos materiais da marca “A” ou da marca “B”.
O IC 19 é uma via do plano rodoviário nacional, mas tem uma conotação depreciativa, para quem vive no seu entorno e o tem de percorrer. É um estigma, um slogan, diariamente propalado para denegrir uma zona, os locais, um concelho e as pessoas que neles habitam
Não podemos esquecer que o nome ou o facto de se nomear algo, faz existir determinada percepção. O IC 19, é um exemplo disso, e devemos contribuir para que acabe.
Esta via serve parte dos concelhos de Sintra e Amadora, mas só é reportado ao de Sintra.
Os meios de comunicação, têm culpas, pois não se preocupam em destrinças: O IC 19 é de Sintra e pronto. O “nome” a “marca” a “etiqueta”, são importantes para que o estigma de “ser” não interfira com o sentimento de “estar”.
Tem sido assim, pois reportando-nos à nossa região já mudaram de nome, designadamente:
São João dos Porqueiros para S. João das Lampas, Pocilgais para Pexilgais, Bairro do Fundo Fomento da Habitação de Agualva para Mira Sintra e, vejam lá…Porcalhota para Amadora, é indesmentível, as pessoas sentem que as designações associadas a termos depreciativos, têm de ser alteradas.
O IC 19 tem de mudar de nome, deve ser “apagado”, e o que lhe está associado. Estamos fartos do IC 19, e, do que alguma opinião pública, a ele nos associa de forma acintosa. Vamos ganhar mais esta batalha. 
E, para terminar, parafraseando Almada Negreiros, no seu manifesto Anti-Dantas:
 
-ABAIXO O IC 19,
-MORRA O IC 19
-VIVA a AVENIDA DO OCIDENTE…
   (Pim)
 
Já agora seria importante plantar arbustos ornamentais, por exemplo - aloendros nos taludes da A16 e na Av.do OCIDENTE para embelezar aquelas vias.
 

A AUTOESTRADA A 16 UMA "REVOLUÇÃO" PARA SINTRA E NA MOBILIDADE NA GRANDE LISBOA

A via que vai abrir hoje à meia noite, de 30 de Setembro, é muito mais do que uma alternativa à radial de Sintra (vulgo IC19). Ligando a CREL à A5 em Alcabideche, serve populosos bairros de Sintra.

Vai deixar de ser necessário passar por Lisboa ou percorrer o IC19, para quem, por exemplo, morar na Rinchoa e pretenda deslocar-se para o Norte ou sul do País sempre por auto-estrada. O acesso da nova auto-estrada é feito no nó junto a estação de Meleças. Quem deseje ir para o Guincho fica a vinte minutos de distância.

O tráfego de pesados do IC19 irá por certo desviar-se para a nova estrada descongestionando  aquele IC, para as empresas de transporte a rapidez de circulação é muito importante.

A CREL com a sua ligação pela A10, possibilita chegar à A1 no Carregado,  através da ponte da Lezíria é possível alcançar o futuro Aeroporto em Pegões e o nó da Marateca  das auto-estradas A6(CAIA) e A2( ALGARVE).

Da Rinchoa por caminho de ferro a partir de Meleças, são cerca de trinta minutos até Entrecampos. Isto sem falar, da futura ligação a auto-estrada: Malveira - Ericeira a partir do nó de Lourel da A16. O nó do Telhal servirá a futura cidade da imagem e sede da TVI a construir no Casal da Granja. Por este pequeno resumo podemos ter uma ideia do que tudo isto representa.

Contra ventos e marés a Ocidente um novo tempo vai surgir. Valeu e vai continuar a valer a pena lutar para que Sintra seja um Concelho para o séc.XXI!

  

A MAIS ANTIGA REFERÊNCIA A OLIVAIS EM SINTRA

A urbanização desregrada do solo do Municipio Sintrense, teve entre outras consequências, uma que foi o desaparecimento dos olivais existentes.O ilustre Professor  Orlando Ribeiro, Académico e Investigador, que viveu algum tempo em Vale de Lobos no concelho de SINTRA no seu estudo: "SIGNIFICADO ECOLÓGICO, EXPANSÃO E DECLÍNIO DA OLIVEIRA EM PORTUGAL" publicado em 1979 refere: "(...)de 1437 é um alvará régio que permite aos moradores de Sintra e Colares e seus termos...possam em seus paães vinhas OLIVAIS ortas soutos e pomares matar quer porcos monteses & ceruos que hy acharem". Esta será a mais antiga referência a olivais na região.

Na actualidade restam alguns nucleos de oliveiras e na toponímia nomes como: Zambujal, Zambujeiro e Olival que estão relacionados com a Oliveira e a produção de azeite.

Nos terrenos adjacentes a Autoestrada de Sintra, A16 a ser inaugurada até ao final deste mês, podemos encontrar muitos Zambujos.O azeite que se extrai do fruto da oliveira a azeitona, servia entre outras aplicações para iluminação. A autoestrada A16 que ligará a CREL a A5, é como uma "luz ao fundo do tunel", para melhorar a mobilidade de quem habita nos bairros mais populosos de Sintra.

Vai permitir a quem mora na Rinchoa, Mira Sintra ou Agualva por exemplo poder deslocar-se para qualquer zona de Portugal sem ter de passar por Lisboa. Além disso fará a ligação directa do concelho de Sintra ao novo Aeroporto de Lisboa através da A10 e Ponte da Leziria, sem necessidade de utilizar a Ponte Chelas/Barreiro.

Estamos no limiar duma nova era para Sintra que se perfila como uma nova centralidade  na Área  Metropolitana. As vezes diz-se que as palavras são como as cerejas, neste como as "azeitonas".

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