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Tudo de novo a Ocidente

PUGNAR PARA SER DA NOSSA FREGUESIA

Sou daqueles gosta de viver no concelho de Sintra,e concretamente na Rinchoa, freguesia de Rio de Mouro. onde moro preste a cumprir-se meio século. Vim para aqui por livre, expontanea vontade,posso afirmar  uma boa decisão.

No entanto, em determinada ocasião do tempo histórico, centenas de  habitantes de outra freguesia do Município Sintrense, tiveram de mover céu e terra, para pertencerem a freguesia de Nossa Senhora Belém de Rio de Mouro.

Presto homenagem a esses nossos avoengos, moradores na zona onde se situa  bairro da Tabaqueira , Casal do Marmelo,restante território além do cruzamento da estrada Abrunheira, Tires, por haverem juntado a nós, assim dilatando, perímetro da freguesia. Bem hajam 

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AÇUDE DA QUINTA DA PRESA OU DA REPRESA

Do que terá sido muito antiga quinta da Presa,actualmente resta pequeno núcleo, na rua liga Rio de Mouro Estação as Mercês, ainda no território da freguesia de Rio de Mouro , Município de Sintra; é assim denominada por causa da represa  existiu na propriedade.

Procuro há muito saber ao certo, onde ficaria tal construção,no meio da papelada tenho vindo, paulatina e preguiçosamente limpar do meu arquivo,aproveitando ensejo proporcionado pelo estado de residência fixa e vigiada, resguardado da pandemia, e dos cada vez mais numerosos néscios apareceram, não sei donde transvertidos  sábios , conselheiros e comentadores.Num desses papeis, encontrei informação para resolver  dúvida. 

Caminho particular,desde Avenida Almirante Gago Coutinho, ao parque urbano da Ribeira das Enguias, transpõe o curso de agua por meio de um pontão,durante dilatado tempo as pessoas passavam pelo cume do dique. No leito da ribeira, podemos observar interessantes vestígios.

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Tratam-se de ruínas do açude, e começo da levada que fazia mover azenha, existiu mais abaixo,onde fica a Rua do Jornal de Sintra, artéria , onde passava a via Romana em direcção de Albarraque.

A quinta da Represa ou da Presa, extensa propriedade, englobava os terrenos onde está o pavilhão desportivo e escola básica da Serra das Minas, e também os da outra margem da Ribeira, desde as " hortas urbanas " , até para além do IC 19.

Finalmente o açude foi construido no local das ruínas , para permitir, além da rega de culturas agrícolas, igualmente armazenar as aguas provenientes das nascentes ou minas, das colinas ( serra  ), do mesmo nome. Mapa do sitio

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ORAGO DA CAPELA DE ALBARRAQUE

Albarraque,  é localidade da freguesia de Rio de Mouro, no Município de Sintra, o segundo concelho com mais população em Portugal.

Acerca da importância económica social e histórica, escrevi alguma prosa neste blogue, hoje deixarei de lado facto de Albarraque ser dos maiores pólos da industria dos tabacos a nível global, vou referir  particularidade de índole religiosa característica da aldeia.

Esta região é habitada desde tempo remotos, não admira como todas as povoações de vetusta idade , Albarraque, tenha capela onde antes da edificação da igreja da Sagrada Família, povo acorria, no cumprimento dos deveres religiosos.

Por volta de 1870, Pinho Leal no Portugal Antigo e Moderno, escreveu . " Nesta aldeia está a formosíssima capela de Nosso Senhor dos Aflitos, e cujo padroeiro se faz uma festa sumptuosissima.

A sagrada imagem do Crucificado é de primorosa escultura  de um valor inexcedível, e os povos destes sítios lhe consagraram uma grande devoção "

Ficamos saber há 150 anos, a capela seria da evocação do Senhor dos Aflitos. Actualmente é celebrada anualmente festa em honra de Santa Margarida, cuja imagem secular se venera no templo.

Em 1911, era referida simplesmente por  "capela de Albarraque", sem menção alguma a nome do padroeiro,

Desconheço quando canonicamente , deixou de ser da evocação de Nosso Senhor dos Aflitos, passando a protecção de Santa Margarida,

Dúvidas a parte, a imagem em marfim de Cristo Crucificado, é de grande beleza, sendo apresentada em exposições de arte sacra , como exemplo de grande valia,simbólica e muito bela.

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OBRA ÍMPAR DE ARTE SACRA

No Bairro da Tabaqueira,em Albarraque, freguesia de Rio de Mouro, Concelho de Sintra,Área Metropolitana de Lisboa. Foi edificada em 1965, por iniciativa dos anteriores proprietários da manufactura de tabacos, a  igreja da evocação da Sagrada Família, declarada em 2019, imóvel de interesse publico; projecto  do arquitecto Jorge Viana.

Templo singular, alberga um conjunto de obras de diversos artistas nacionais de renome.

Hoje destaco , o singular sacrário autoria da ceramista. Gaziela Albino ( Peniche 1921,Cascais 1996) emoldurado, por azulejos de Mestre Lima de Freitas, considerado, obra relevante  da arte sacra contemporânea portuguesa. Simplesmente : fascinante.

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UMA PLACA TOPONÍMICA "TRÁGICA"

O largo principal aldeia de Albarraque, freguesia de Nossa Senhora de Belém em Rio de Mouro, município de Sintra, ostenta designação de:

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Simples recordatória de alguém, na qual não foi colocada qualquer informação acessória, ajudando  identificar porquê da homenagem. Infelizmente por detrás da atribuição do nome está motivo trágico e muito triste, no seu tempo comoveu Portugal Inteiro.

No dia 16 de Outubro de 1966, um domingo, realizou-se na Praça do Campo em Lisboa, uma corrida de touros, organizada por iniciativa do grande aficionado, João de Castro, cujo produto revertia a favor do Orfanato Escola Santa Isabel, sediado em Albarraque.

O cartaz da corrida,  composto por figuras destacadas do universo tauromático, entre elas  novilheiro espanhol, famoso Paco Camino.

Um  cavaleiro do cartel,  Joaquim José Correia, popularmente conhecido por "QUIMZÉ", natural de Évora, residente na Cova da Piedade, no entanto, vivia também no concelho de Sintra, onde os pais possuíam propriedades, nas quais os seus cavalos eram assistidos, sob orientação de um amigo.  conhecida personagem do mundo taurino.

Na corrida "Quimzé" montou o melhor cavalo da sua "quadra" denominado  de:Tirol.

Quando lidava um touro "Rio Frio", cavalo resvalou na areia da praça, molhada pela chuva  o cavaleiro caiu sob a montada, sendo depois colhido, brutalmente, pelo novilho, ficou inanimado. Conduzido ao Hospital de São José não resistiu às lesões; faleceu cerca das oito horas da noite, no dia que completava vinte e um anos de idade. Foi grande comoção em todo País, o corpo seria velado por milhares de pessoas na Basílica da Estrela em Lisboa.

A Câmara Municipal de Sintra, acolhendo proposta da Junta de freguesia de Rio de Mouro,na época presidida por Henrique José Barata, deliberou atribuir  nome do desditoso cavaleiro ao largo "grande" de Albarraque; artéria próxima do Orfanato Escola Santa Isabel

Na singeleza da placa toponímica, não se vislumbra a tragédia que serviu de pretexto à sua colocação, fica aqui a sua "explicação".

OBRA DO ARQUITECTO ANTÓNIO LINO NA FREGUESIA DE RIO DE MOURO/SINTRA

António Lino, ilustre arquitecto natural de Lisboa, nasceu em 1909 e faleceu em 1961 na mesma cidade, concluiu  o curso de arquitectura na Escola Superior de Belas Artes, igualmente em Lisboa.

De sua autoria diversos projectos relevantes, como por exemplo: a colunata do Monumento de Cristo Rei em Almada, a igreja de São João de Deus no município de Sintra, segundo dados dos serviços camarários são da sua responsabilidade, obras de beneficiação no palácio da Quinta da Regaleira, uma moradia unifamilar em Galamares e a colónia de férias para os filhos dos empregados da CUF, em Almoçageme.

De acordo com elementos obtidos na minha investigação, que divulguei publicamente pela primeira vez, na Sessão Extraordinária da Assembleia de Freguesia de Rio de Mouro do último  29 de Março p.p. no período antes da ordem do dia,  também é de sua "lavra" o projecto das instalações do Orfanato Escola Santa Isabel em Albarraque, freguesia de Rio de Mouro inauguradas em 1942-1943, e respectiva capela aberta ao culto em 1944, cujo alçado principal podemos apreciar. Notam-se algumas semelhanças com a fachada principal da Igreja de São João Deus, na lisboeta Praça de Londres.

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O nome do autor do projecto, é visível numa das peças desenhadas  dos edifícios do Orfanato Santa Isabel de Albarraque, António Lino aproveitaria a mesma ideia para aplicar na colónia de férias da Cuf.

 

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Importa também referir que António Lino, pertenceu ao MRAR: movimento de renovação da arte religiosa, onde entre outros se integraram os arquitectos: Nuno Teotónio Pereira, Braula Reis, José Maia e Jorge Viana este último autor do projecto da Igreja da Sagrada Família, edificada no Bairro da Tabaqueira. 

 

 

 

BODAS DIAMANTE DA INAUGURAÇÃO TEMPLO CATÓLICO NO CONCELHO DE SINTRA

No já distante 1944 século passado, dia 18 do então tórrido mês de Junho; Sua Eminência Senhor Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira, benzeu e celebrou  primeira missa, na capela do Orfanato-Escola Santa Isabel, " cidade dos rapazes" porque destinado exclusivamente a utentes do sexo masculino, situado na aldeia de Albarraque, freguesia de Rio de Mouro, Município de Sintra .

O acto revestiu-se de pompa e circunstância, e afirmação de grandeza da obra assistencial fundada 17 anos antes pelo Reverendo Padre, franciscano, Agostinho da Mota. Assistiram a sagração do templo, o director geral da Assistência  Dr.Guilherme Possolo,  Presidente da Câmara Municipal de Sintra Coronel Círiaco José da Cunha, director do Orfanato Sr. Álvaro Vilela, e o benemérito principal da instituição Sr. Manuel do Espírito Santo Silva, presidente do Banco com seu nome.

A guarda de honra, prestada pelos bombeiros voluntários de Queluz, Sintra, São Pedro de Sintra, Belas, Barcarena e Paço de Arcos, abrilhantou  a banda Filarmónica de Rio de Mouro.

Sua Eminência chegou  às 10 horas e 45 minutos, de seguida processionalmente, deu volta ao edifício da igreja benzendo-o, transportaram o palio Irmãos das Irmandades do Santíssimo e  Senhor dos Passos da Graça ambas de Lisboa. 

A celebração da missa, a que assistiram além dos internados muito povo das redondezas, foi acompanhada pelo coro do Orfanato, composto por  25 amigos da instituição.

Um dia memorável para o concelho e freguesia,  aqui recordado porque merece ser devidamente comemorado.

 A notícia 

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Projecto do templo

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NA BUSCA DA FÁBRICA "PERDIDA " DE ALBARRAQUE

O meu estudo acerca da fábrica setecentista de estamparia, laborou no sítio de Rio de Mouro,hoje dito "velho" para diferenciar do que surguiu no "rescaldo " da pressão urbanistica em redor da estação ferroviária, "Rio de Mouro -Rinchoa", construida no século XIX ,é  único testemunho relativo aquela fábrica.

A tarefa de investigar a História, dita  " local " a qual  dedico z algum tempo, com gosto, guiado pela ideia  quanto mais souber relativamente a uma localidade ou região melhor conhecerei a História do Povo,   que dizer da Pátria,

Descobri,como atesta fragmento do testemunho escrito que ilustra este texto,  existência no final do século XVIII, de uma fábrica de "Xitas", no lugar de Albarraque, cuja direcção seria assegurada por "mestres" italianos.Não sei mais nada relativamente a esta nova achega demonstrativa da antiga importância industrial, da freguesia de Nossa Senhora de Belém, em Rio de Mouro.

 Continuarei a "busca" quem sabe consiga decifrar o "enigma",? por agora tive sorte...

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HORTA DA CERA DE SINTRA

A toponímia é manancial de informações valiosos, a compreensão e descoberta do significado daquelas, possibilita conhecimento fidedigno, dos factos históricos.

 Existência  no Município de Sintra da quinta  "horta da cera " e  via de acesso ostentar a designação "rua horta da cera", suscitou  curiosidade.No âmbito das investigações,encontrei na cidade de Lisboa,  "travessa da horta da cera", liga a Avenida da Liberdade ,junto ao cinema São Jorge a Rua do Salitre.consegui apurar no século XIX,  seria rua extensa  ia desde o vale do pereiro a rua direita de Santa Marta.

Em 1813, a irmandade do Santíssimo Sacramento da Freguesia lisboeta, do Sagrado Coração de Jesus,queria alugar casas suas ,situadas na rua horta da cera, incumbiu o tesoureiro Manuel António Figueiredo, de mostrar aos interessados.

O irmão tesoureiro CIREIRO, da Casa Real ,  residia  na horta da cera;  ocupava-se da comercialização e transformação da cera,encontrei a chave para decifrar este "enigma".Cireiro fabricava velas, tochas ,círios, ex-votos e outros objectos de cera das abelhas.Apurei actividade permitia algum lucro significativo,tornando os cireiros  pessoas de posses, descendentes dos de Albarraque são ainda donos de apreciavel património  

  Horta da cera, porque horta não só designa  terreno para produção agrícola, mas também, casal, local onde se consegue qualquer lucro, permitia comprar alimentos, onde alguém exercia  profissão ou possuia um engenho , "horta da nora" horta da ferraria"... Aqui, laborava-se  cera, havia estabelecimento de fabrico e espremedor , para retirar  mel residual. 

A horta da cera de Sintra, ficava na Freguesia de Rio de Mouro, lugar de Albarraque,junto a  curso de água caudaloso no Inverno, possibilitando mover azenhas, e pisões,  edificar  lagar de cera.

Topónimo singular,deu muito trabalho a decifrar,  posso dizer estou satisfeito,  não "fiz cera", o resultado pode ler-se...

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"AGUA DE ALBARRAQUE"

Em 22 de Abril de 1918, Albert Beauvalet requereu licença para explorar a nascente de água minero-medicinal, situada na freguesia de Rio de Mouro, concelho de Sintra a qual atribuiu a designação que serve de titulo ao nosso apontamento.

A pretensão foi colocada à discussão pública, e convidavam-se todas as pessoas a quem a referida concessão pudesse prejudicar, apresentarem as suas reclamações no Ministério do Trabalho, dentro do prazo de sessenta dias a contar daquela data.

Curiosamente o Edital era assinado, pelo Chefe de Repartição, Manuel Roldan y Pego. Os protagonistas do facto tinham ambos apelidos estrangeiros, será que já ao tempo os "nacionais" andavam distraídos quanto as riquezas naturais de Portugal?!...

Não sabemos ao certo se o projecto resultou, nem em que local seria a fonte, Albert Beauvalet, era engenheiro de nacionalidade francesa, entusiasta do automobilismo, sócio e dirigente do ACP (Automóvel Clube de Portugal), também piloto de corridas. Ao seu dinamismo como empresário ficou a dever-se a construção duma das primeiras grandes garagens para automóveis, em Lisboa na Praça dos Restauradores no sitio que  hoje é o hotel Eden e onde foram as cavalariças dos Condes de Castelo Melhor. Podemos afirmar que em termos de curiosidades esta nascente foi um "manancial".

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