Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Tudo de novo a Ocidente

ÁRVORE VELHINHA

Amiúde deparamos com a expressão "as árvores morrem de pé" e sendo verdade irrefutável, não deixa igualmente apropriado dizer, também perecem de velhice.

Nas "peregrinações", percorrendo os sítios  do nosso quotidiano neste "terrunho" ocidental face ao "pai" Atlântico, Oceano bravio, símbolo da nossa identidade nacional. Encontramos com frequência árvores autóctones das latitudes setentrionais, onde o território da mãe Pátria Portuguesa se queda. O freixo é das  mais abundante  por estas paragens, na toponímia localidades como Freixial, Freixoeira, atestam o facto. Árvore do mundo, para os povos germânicos os deuses reuniam-se sob a copa do freixo, sempre verde, é um símbolo da perenidade da vida. O freixo tem o ciclo vegetativo, diferente das outras árvores, na Primavera demora a ficar com novas folhas viçosas e no Outono perde a folhagem repentinamente, antes  das outras árvores.

No entanto só no aspecto das folhas, o freixo se comporta de modo frágil, a sua madeira resiste ao fogo e inclemências do clima, apesar de sujeita a ventos fortes, tem força suficiente para permanecer na verticalidade.

Um dia reparamos num freixo que cresce, na localidade de Algueirão, dito Velho. Plantado  no Largo do Freixo, apesar da distinção toponímica parece desejar ser ignorado. As marcas da sucessão das estações deixadas no fuste, provam a vetustez centenária. Na época outonal, despido de folhas e  decrepitude marcada no caule, o freixo de Algueirão-Velho, tem  aspecto duma árvore velhinha, a exigir um pouco de atenção. Com alguns cuidados, talvez, continue durante mais tempo a cumprir a nobre função de elemento identitário da paisagem urbana. Oxalá  a autarquia da Freguesia de Algueirão Mem-Martins, meta mãos à obra.

PC092859.JPG

PC092858.JPG

 

 

 

 

Voltou a Feira das Mercês

Como sucedeu ao longo de de quase dois séculos e meio, ai está a feira das Mercês este ano organizada sob egide da Câmara Municipal de Sintra e apoio das Juntas de Freguesia de Algueirão Mem Martins e Rio de Mouro. Um reunir de esforços digno de nota. O recinto para a venda e diversão está restringido ao terrado do cruzeiro, sendo o acesso dos visitantes feito atravessando dois vistosos pórticos um do lado da Calçada da Rinchoa e o outro da banda da estação das Mercês. Deste modo garantiu-se o adequado controle e segurança para se evitarem os precalços que há uns tempos atrás se verificaram.

Os feirantes nas suas vistosas tendas estão vestidos a rigor recriando a "vestimenta" dos seus antepassados. Além das nozes e castanhas e leitão, e carne de porco a "moda" das Mercês  carroceis e artesanato na feira deste ano existe um pavilhão com informação autárquica. A feira decorre nos fins de semana dos dois ultimos domingos de Outubro. Assim nos próximos dias 24 sexta-feira, a partir das 17 horas e todo o dia sábado e domingo, cumprimindo o decretado definitivamente, pela Rainha Dona Maria I em 1771: "Sou servida declarar que os moradores do sítio da ermida das Mercês devem continuar  a sua feira no 3º e 4º domingos do mês de Outubro", terminando "Mando assim o façais executar". E mandou muito bem. Vamos todos à feira provar a água-pé, comer peras cozidas.e conviver como bons cidadãos, sexta-feira dia 24 o evento inicia-se ás 17horas,sábado e domingo ás 10horas.

Para ilustração deixamos "vistas" da estação ferroviária das Mercês e passagem de nivel junto à mesma na década de 30 do século passado. (fonte:ANNTT).

PT-TT-EPJS-SF-001-001-0009-0844C_derivada.jpg

SEC-AG-1052L.jpg

 

 

UM CARVALHO NEGRAL QUE SERVE DE ROTUNDA...

Comenta-se amiúde que alguns autarcas têm predilecção especial por fontes ornamentais e rotundas, daí existirem centenas de exemplos por todo o País. No entanto ainda é possível encontrar situações em que a função de rotunda é desempenhada  por  árvores, crescidas espontaneamente, em redor das quais se construiram estradas e caminhos cujos projectistas, aproveitaram a árvore para regulador do tráfego.

É este o caso dum magnifico exemplar de CARVALHO NEGRAL que cresceu no cruzamento da Rua do Rosmaninho com a Estrada do Parque no limite da Freguesia do Algueirão Mem-Martins, com a Rinchoa no concelho de Sintra.

A árvore de porte majestoso tem um tronco robusto,  por sorte ainda não  abalroado por um dos numerosos veículos que circulam na zona.

Não seria  dispendioso proteger o carvalho com um canteiro. Assim o exemplar ficaria mais reguardado e a sua utilidade  de "rotunda natural", seria devidamente salvaguardada. As árvores são um elemento cuja utilidade se manifesta das formas mais diversas. Infelizmente o seu maior predador é o homem...

No entanto, talvez seja viável  neste caso, demonstrar que nem sempre isso sucede. Esperemos que SIM.

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Links

Curiosidades sobre o autor

Comentários - Alvor de Sintra

Quadros para crianças

Sites e Blogs de Interesse

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2010
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2009
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2008
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2007
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D