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Tudo de novo a Ocidente

O Ministro terá lido o meu blogue?

Quando iniciamos o labor solitário e desinteressado de "construirmos" este espaço, nunca pensamos ser fonte de inspiração a alguém!

O Senhor Vice Primeiro Ministro, segundo a imprensa em 3 de maio p.p., na Ovibeja afirmou :"O Alqueva é a auto-europa da agricultura." Ficamos radiantes. Em 26 de janeiro de 2013 no post: "O mar outra vez não", escrevemos:

"A teses que o nosso futuro está no mar, voltam de novo, quem sabe se não deriva esta convicção das elites dirigentes continuarem a meter água "..." a esperança está em utilizar a água do "mar" que é o alqueva para desenvolver uma grande indústria agro-alimentar de produtos com procura  no mercado global e garantir o auto-abastecimento de Portugal". Anteriormente em Março de 2009, sob o título "A nossa árvore comum porta do ocidente",escrevemos:"O novo "império" pode estar no Alqueva. A descolonização das mentalidades está por realizar".

Quando Aquilino Ribeiro visitou a empresa onde trabalhei durante a maior parte dos 43 anos que descontei para a segurança social, num encontro com o pessoal no refeitório promovido pelo grupo recreativo um operário colocou uma questão, só possível vinda de quem tivesse consultado o livro. Aquilino comovido terá dito: "vocês leram os meus livros". Poderiamos afirmar o mesmo, se o ministro não leu o meu blogue, demorou cinco anos a perceber a "prenominação" de 2009. Se não consultam o blogue devem passar a fazê-lo, quem sabe pode ser útil!? Vamos continuar, se ficarmos "afónicos" seguiremos o conselho dos antigos: "Estou rouco estou rouquinho, tapadinho da garganta, manda o médico que beba água de açucena branca".

 

Festa de Nossa Senhora das Candeias

No dia 2 de fevereiro,celebra-se uma das significativas festas do calendário litúrgico,a  festa da Purificação da Virgem Maria conhecida como festa da Candelária ou das Candeias.A efeméride recorda a apresentação no templo do Menino Jesus,levado pela Virgem Maria e São José,cerimónia  realizada quarenta dias após o nascimento do Menino;simbólicamente quarenta é o numero da espera e da preparação.Na Bíblia essa particularidade em diversos capítulos é citada:quarenta anos reinou David,o dílúvio durou quarenta dias, Moisés quando fez quarenta anos foi chamado por Deus.Jesus pregou ao longo de quarenta meses, apareceu aos seus díscipulos quarenta dias  antes de ascender ao céu.Quarentena o tempo que aguardava quem fosse suspeito de doença infecciosa,antes de poder entrar num determinado local.

Rosseau considerava conveniente para assumir o governo dum estado,ter quarenta anos;curiosamente a idade do Professor Oliveira Salazar ao ser empossado presidente do conselho ,em conformidade com a constituição política de 1933.

Candeia é sinónimo de vela círio tocha,pequeno aparelho de iluminação.Em tempos os participantes na festa de Nossa Senhora das Candeias,transportavam círios ou candeias.

Sem dúvida ocasião para glorificar a apresentação de Jesus no templo, figura sagrada,portador duma auréola de Luz luminosa, brilhante e pura.

Na região ocidental de Portugal a devoção mariana é muito praticada, a tradição dos círios,manifesta-se no culto a Nossa Senhora da Nazaré,Nossa Senhora do Cabo Espichel,e Nossa Senhora da Peninha.Existem no concelho de Sintra oragos como Nossa Senhora da Luz,em Cortegaça,união das freguesias de Almargem do Bispo Montelavar e Pero Pinheiro,ou Nossa Senhora da Purificação,de Montelavar, relacionados com as "candeias".

Este ano coincide com um domingo a festa será, porventura, celebrada com mais pompa.Dia da padroeira da vila de Mourão na provincia portuguesa do Alto Alentejo ,junto á barragem do Alqueva

O MAR OUTRA VEZ? :NÃO !

O mar foi a nossa desdita, durante séculos "suas inutilidades" justificaram a "gesta imperial" para governarem a vidinha, iludindo o povo ao pretenderem fazer crer que um Pais de camponeses, era afinal  País de marinheiros. No tempo da ditadura (1926-1974) uma cançoneta muito popular, tocada na radio e cantada pelos "trovadores" itinerantes de feira em feira, proclamava na sua letra: "despedi-me das ovelhas do meu cão das casas velhas do lugar onde nasci, não me importo de ir à toa, que o meu sonho é ver Lisboa mais o mar que nunca vi".Milhões de Portugueses, estavam longe de saber o que era o mar quanto mais fazer parte dum povo de marinheiros.

A controvérsia acerca do objectivo que norteou as viagens marítimas dos Portugueses está por resolver. Atente-se na influência dos Franciscanos em Portugal e o ascendente das Rainhas Santa Isabel e D. Filipa de Lencastre sobre os respectivos maridos. A aragonesa D. Isabel por certo conhecia as ideias de Raimundo Lúlio, por isso D. Dinis trocou as florestas do Algarve Alto, pelas penedias da Beira, no tratado de Alcanizes, exemplo dum barrete bem enfiado. No entanto fez finca pé em ficar com Olivença, considerada a grande luz do ocidente "OLIVENTIA" ou olival enorme, como o azeite era então a fonte da luz deveria conservar-se a terra. Olivença foi a sede do Bispado de Ceuta, erecto antes da conquista.

Olivença e Septa (Ceuta), eram a chave que permitiria, a "um rei eleito", abrir o caminho através do Mediterrâneo, para libertar o Santo Sepulcro de Jesus. Daí a primeira "expedição ultramarina" ter sido, conquistar Ceuta por D .joão I, a insistência de D. Filipa cujo confessor era um padre Franciscano. Essa empresa resultou,mas a seguinte Tânger, bem defendida pelos seu moradores,acabou em desastre. Ficou claro que o plano para chegar a Jerusalém, utilizando o "mare nostrum" parecia impossível.

O Infante D. Henrique, lembrou-se então do caminho marítimo para alcançar a Índia, e daí pelo mar "Roxo" chegar àTerra Santa, para isso utilizou-se o ardil das especiarias para motivar o "povinho" e também a coroa, na qual D.Manuel I foi o grande beneficiado, e que se deleitava em observar do Paço de Sintra a passagem das naus da Índia pelo paralelo do Cabo da Roca, carregadas de pimenta e noz moscada. Em 1640, Ceuta quis permanecer na coroa espanhola, quando conquistaram Olivença os Espanhóis não mais abriram mão do seu dominio, porque continua acreditar-se que a posse das duas é um "dom" divino.

  A tese que o nosso futuro está no mar, volta de novo, quem sabe se não deriva esta convicção das elites dirigentes continuarem a "meter água". O provir deve ser o de finalmente, aproveitarmos o pedaço de terra que é a nossa Pátria, resgatando-o do abandono a que votaram durante séculos.

A esperança está em utilizar a água do "mar" que é o Alqueva, para desenvolver uma grande industria agro alimentar de produtos com procura no mercado global, e garantir o auto-abastecimento de Portugal. O resto são saudades do Império e da rapina que uns poucos nele fizeram,e que não aceitam que essa acção, foi a causa da decadência nacional, em vez da "gesta", deveriam ter arroteado, o solo lusitano livrando-o das giestas, e aproveitá-lo.para produzir riqueza. 

 

 

 

A NOSSA ÁRVORE COMUM PORTA DO OCIDENTE

Aqui em Sintra o CABO DA ROCA, marca o ínicio do "caminho", sendo um local propício à meditação que conduz a novas perspectivas. Simbolicamente, porque passou ontem o dia da floresta e da árvore, sob a sombra inspiradora duma das vetustas sobreiras do Caminho dos Frades, não longe da REGALEIRA, ex-líbris da Sintra espiritual, queríamos deixar um testemunho sobre a ÁRVORE cuja "copa" nos abriga: PORTUGAL.

O Império Colonial foi durante séculos, o espaço reservado da elite dirigente para realizar mais valias que permitissem dominar económica e politicamente o Aparelho de Estado. Partindo do pressuposto empírico de que o TERRITÓRIO NACIONAL, era pobre nada haveria a fazer do que deixar o torrão natal e participar além mar em pilhagem legal e no comércio de escravos.

As consequências do abandono da elite dirigente votado à Metrópole, ainda hoje se mantêm. Para uma afirmação de Portugal, como parceiro relevante no quadro internacional, pode ser importante a inventariação dos nossos principais recursos minerais lançando novos projectos de prospecção. Aproveitar as potencialidades lúdicas e energéticas dos cursos de água, fomentar o aparecimento de indústrias agro-industriais de modo a garantir a auto-suficiência alimentar compatível com a afirmação dum país viável. Concretizar um plano de florestação baseado em espécies próprias do nosso solo e clima produtoras de madeiras"nobres".

O novo "império" pode estar no ALQUEVA. A descolonização das mentalidades está por realizar, um PORTUGAL mais desenvolvido, com base no aproveitamento dos recursos próprios será um reforço da nossa importância na "FLORESTA" competitiva da GLOBALIZAÇÃO.

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