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Tudo de novo a Ocidente

UM NOVO "AMIGO".

O tempo primaveril, convida a passear pelo campo que na região sintrense nesta altura, apresenta um aspecto de grandiosa e garrida coloração. Árvores cobertas de folhas, parecem reclamar a nossa atenção para a beleza da sua ramaria.

Um destes dias num rincão cheio de evocações históricas, e "senhor " de um coberto vegetal, que lembra a fechada mata de outros tempos, deparamos, uma árvore de grande porte, que nos impressionou. Cresce num recôndito do Casal da Granja, entre os sítios do Telhal e a Serração, afloz de Almargem do Bispo no Município de Sintra.Nesta quinta esteve para ser construída a "cidade do cinema" Foi por acaso que o "descobrimos",cresce no interior da propriedade, numa das extremas, por isso é visível de fora, a sua copa, imponente atinge um diâmetro  perto de 15 metros. 

Trata-se de um carvalho alvarinho, nome científico "Quercus-Robur", apresenta uma "cobertura" larga arredondada e extensa,vegeta em terreno argiloso e húmido,sem qualquer outra vegetação em redor,condições ideais para  alcançar  notável fuste. O tronco inclinado pela acção dos ventos dominantes, serve de suporte a uma "hera" também antiga a julgar pelos grossos caules que abraçam o roble. A longevidade desta espécie pode atingir de 500 a 1000 anos. Encontramos um novo "amigo" certamente duplamente centenário. A partir de agora, iremos visita-lo sempre que possível.Antigo e impressionante e belo.

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AS ÁRVORES NA TOPONIMIA - ALVARINHOS E NEGRAIS

A vegetação é um elemento frequente no nome dado as povoações porque os seus habitantes iniciais por certo eram influenciados pela presença da flora mais abundante. São conhecidos topónimos como: CARVALHAL, ABRUNHEIRA, RINCHOA, SOBREIRA, AMOREIRA, SOBRAL, PINHEIRO, NOGUEIRA, FIGUEIRÓ, VINHAIS e muitos outros facilmente relacionáveis com a flora.

No território da Cidade de Sintra, encontramos também exemplos disso, iremos referir dois...

Na estrada para a Ericeira, depois de Odrinhas, fica a povoação de ALVARINHOS, quem hoje observar a paisagem circundante, para além da beleza e dos amplos horizontes, onde se vislumbra o Convento de Mafra e Oceano, não encontra vestígios das árvores donde surgiu o nome da terra - Alvarinhos. Era no ínicio do seu povoamento uma zona onde abundavam carvalhos daquela espécie ,como ainda nos nossos dias  no norte de Portugal. Antigamente, os agricultores deixavam as videiras trepar sobre estes, daí ter surgido, a casta alvarinho por analogia com a árvore que suportava a vide. Em Alvarinhos começa a estrada para o Carvalhal, antigamente tudo era um bosque pegado.

 

Outra terra cujo nome deriva duma espécie de carvalho são os NEGRAIS, essa mesmo, a do famoso leitão assado. Ao contrário de Alvarinhos nos Negrais ainda é possível encontrar dentro da localidade exemplares de carvalho-negral. A caminho da terra em frente do campo dos "LAPIÁS" observa-se um pequeno bosque daqueles carvalhos.

 

Finalmente a diferença entre estas espécies florestais é a de que  o Alvarinho tem uma folha maior do que a do negral e o seu tronco é menos escuro mais alvo. A distribuição geográfica é também diferente um abunda mais a norte e o outro a sul de Portugal.

Mais uma particularidade, que faz do território sintrense, um "PORTUGAL EM ESCALA REDUZIDA".

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