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Tudo de novo a Ocidente

COISAS DO FUTEBOL MESMO NO TEMPO DA OUTRA SENHORA

Fenómeno desportivo social, futebol, suscitou desde sempre comportamentos,dos adeptos, para além do razoável,até fora das quatro linhas, como é vulgar ouvir,

No tempo da ditadura Salazarista, contrariamente, ao por vezes se propala, não havia mais respeito , nem contenção na forma como os " furiosos da bola " se comportavam , apesar da repressão , e falta de liberdade.

Março de 1951, faz agora portanto, 70 anos, o Sintrense,jogando nessa altura no campeonato da primeira divisão distrital da Associação de Futebol de Lisboa ( A.F.L), estava em risco baixar de divisão,disputando jogos de permanência, o ultimo dos quais com o Alverca, no campo do clube ribatejano.

A partida presenciada por grande assistência,terminou com  vitória das cores de Sintra, por 3-1. Segundo as crónicas  jogo muito mau.

Terminado o prelo seria bom e bonito,os adeptos do cube vencido, frustrados,usaram como escape, a vandalização dos automóveis e autocarros vindos de Sintra. Enfim ! A violência associada a paixões clubistas, já vem de longe , tal qual  bebida famosa.

Para história fica, composição da equipa do Sintrense, talvez alguém ainda  recorde  algum dos " heróicos " futebolistas.

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QUINTA DO MOLHAPÃO

Uma das mais distintas e solarengas propriedades  do concelho de Sintra é a denominada quinta do Molhapão situada na Freguesia de Belas, no lugar da Tala, perto da estação ferroviária de Mira Sintra- Meleças.Trata-se duma herdade com séculos de história, e sobre a qual se tem escrito alguma, prosa com o seu quê de fantasioso. Relacionado com a quinta apuramos que tinha bons pomares e dava bastante trigo.

No ano de 1822, a fruta produzida: limões, peras, figos e laranjas era vendida na Rua das Portas de Santo Antão nº106 em Lisboa. Domicilio hoje, de um conhecido restaurante. Nesta rua, fica o palácio que foi dos senhores da quinta, o chamado palácio Alverca, na actualidade, edifício sede da Casa do Alentejo.

A quinta do Molhapão abundava em água, que esteve para ser aproveitada e canalizada directamente ao aqueduto das Águas Livres construído entre Belas e Lisboa. No subsolo  e em todo o vale da Ribeira de Vale de Lobos existe a grande profundidade um dos maiores lençóis aquíferos de Portugal. Quase no  final da Monarquia (1905) o Visconde de Alverca, requereu que a sua propriedade fosse sujeita ao regime florestal, o que foi concedido. Contigua à quinta ficava a herdade do Minhoto; a Rua  que existe na Tala com esse nome indicava o caminho. A quinta do Molhapão e o Minhoto em conjunto tinham uma área de 288 hectares, 100 dos quais eram de pinhal, 100 de cultura e 88 de charneca. Estes últimos o dono obrigava-se a arborizá-los no prazo de 20 anos. Era uma medida acertada porque sendo Meleças centro produtor de cal e onde laborava um forno, que necessitava de significativas quantidades de lenha, fazia todo o sentido. No entanto, as vicissitudes da História, alteraram tudo.

Em 1914, já na vigência do regime Republicano, José de Sá Pais do Amaral, Visconde de Alverca solicitou que fosse retirada do regime florestal aquele seu imóvel, o que foi concedido, conforme decreto nº340, publicado no Diário do Governo ñº 29 de 28 de Fevereiro do citado ano. A Quinta do Molhapão está classificada como imóvel de interesse concelhio nos termos do regulamento do PDM de Sintra em vigor.Por agora vamos,  molhar pão noutro azeite,como quem diz:terminamos.Oxalá tenhamos dado "novidades".Acerca da origem do topónimo voltaremos a escrever.

 

 

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