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Tudo de novo a Ocidente

TOPONÍMIA SINTRENSE , SIGNIFICADO DE " VENDA SECA"

Aldeia rua bordejando a estrada nacional classificada EN 250,situada  meio caminho, entre  campo militar da Serra da Carregueira, e Idanha, união de freguesias Queluz - Belas, no concelho de Sintra, topónimo,suscitou  minha curiosidade, finalmente encontrei  significado.

Na aldeia existem diversos mananciais de água,não há memória, alguma vez haverem secado,portanto ,não deriva da falta do precioso liquido o nome da terra. Qual será a solução?

Localização do aglomerado,desde tempos remotos, propícia ao exercício do negócio de  "atravessar".Essa actividade,legal no antigo regime , consistia intervir em negócios de géneros alimentícios ou outras mercadorias para que rareassem nos mercados de destino,originando subida de preços, um açambarcamento destinado a provocar "secura" de produtos para venda,  dava lucros chorudos,  possibilitava, também, distribuir clandestinamente produto do atravessamento.Este negócio, exigia do negociante  capital próprio,de certa monta.Sabemos  ainda hoje restam vestígios de opulentas quintas propriedade de gente endinheirada.

Assim, Venda Seca,significa estabelecimento para cortar, fazer  "secante " ao passo dos almocreves, comprando a mercadoria  transportada, depois revende-la aumentando significativamente o preço.Notemos não muito distante da Venda Seca, ficava  importante feira de Agualva.

A actividade de atravessamento foi duradoura,certas ocasiões, ainda  ouvimos a expressão  :"ninguém se atravessou, e não vendi"....  

UM CAMINHO DE ALMOCREVES REVELADO PELA TOPONÍMIA

Os Almocreves desempenharam durante séculos a importante tarefa de garantirem o abastecimento das populações e a circulação de noticias de umas terras para as outras.

Argola para prender mulas, ainda presente numa casa existente no Recoveiro.

(Argola para prender mulas - Recoveiro)

O transporte das cargas era feito por animais - mulas atreladas e conduzidas em grupos de várias unidades. A essa grupagem chamava-se "récua" era conduzida ou "tocada" pelo Almocreve também conhecido por "tocador".

No território sintrense a actividade dos almocreves era significativa. Pela análise de alguns topónimos podemos conhecer uma via utilizada para transito de "récuas".

A Ponte de Carenque,  a lomba da Bica da Costa com a sua fonte e bebedouro eram sítios de  passagem. Também Belas era uma paragem obrigatória. Passando aquela Vila, o trajecto seguia pela Serra da Carregueira, assim denominada porque o trilho dos caminhos resultava do CARREGO  das patas dos animais de carga.

 

Continuava pelo moinho da Mata Telhal até ao RECOVEIRO.

Outro nome atribuído aos Almocreves, dado sua actividade ser conhecida por recovagem. O recoveiro era um ponto de armazenagem de mercadorias. Este facto devia-se à localização num cruzamento de caminhos, e porque, nas imediações, se fazia o negócio do ATRAVESSAMENTO, o qual consistia em comprar as mercadorias antes de chegarem ao destino para especular. Apesar de estar regulamentado, o atravessamento era visto como uma ocupação fraudulenta,  pejorativamente  chamada de BARATARIA. Por isso surgiu  a BARATÃ a seguir ao Recoveiro.

Resta lembrar que este caminho era utilizado  para fazer chegar a Sintra os produtos vindos do sul com passagem  na barca de Vila Franca de Xira.

Ler a paisagem é fascinante...

 

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