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Tudo de novo a Ocidente

CURIOSIDADES DE SINTRA - SIGNIFICADO DE ALGUEIRÃO

Habito próximo, porque  sempre pude contar com bons e leais amigos na localidade, dedico algum do meu tempo de investigação e  "peregrino" ao objectivo de conhecer mais acerca do Algueirão.

A origem do topónimo tem sido tema de desencontradas e fantasiosas congeminações. Na minha opinião,  porque observei depois de copiosas chuvas, um grande lago nos terrenos, actualmente circundantes a base aérea nº 1  também, designada da Granja do Marquês, motivo em tempos não muito distantes ser pertença da casa dos Marqueses de Pombal, consolidei convicção do étimo se relacionar com água, como agente modelador da crosta terrestre. Agora estou convicto.

No Algueirão, núcleo primitivo, deparei com artéria denominada RUA DO ALGAR, a qual termina num terreno baldio, que é nem mais nem menos, o algar que deu nome ao  "impasse". 

Algar: é cova, gruta aberta pelas enxurradas e torrentes, também designado barroca ou barranco por resultar de acção erosiva das águas; igualmente sorvedouro, tragadouro, regueiro. Curiosamente seguindo a estrada, adiante daquela rua, existe a estrada da barrosa, corruptela de barroca, finalmente no começo da descida , direcção da Granja encontramos a rua do Regadouro.

As águas escorrentes deste algar iam encher a "bacia" do Algar grande, Algarão em terrenos como referi pertencentes à Força Aérea Portuguesa. Este Algarão ou esbarrondadouro, popularmente apelidado "penico do céu" e "alguideirão " deu nome ao sítio. A característica pantanosa da região fazia dela território insalubre, em época mais recente, algumas pessoas construiram casa ou compraram quintas, usualmente pediam a protecção da Senhora da Saúde para se livrarem das maleitas.

Aqui está Algueirão desvelado sem lendas nem " arabescos" Ámen. Ilustração a rua do Algar , e o dito no presente " seco".

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UM CASTANHEIRO COM " BOLETIM DE IDENTIDADE" I

Um meu simpático leitor enviou-me um interessante comentário, acerca dum apontamento sobre os castanheiros. Estou de acordo que o castanheiro, é uma árvore da flora primitiva do nosso País, e por esse motivo é espontâneo em grande parte do território, nomeadamente na Beira Interior. Assisti a algumas operações de enxertia de castanheiros bravos. A doença da tinta foi uma das causas do declinio dos soutos, a outra foi o abandono e o avanço do plantio do pinheiro bravo. Felizmente começaram a surgir novos soutos e o futuro da espécie é promissor, pelo que teremos muitas castanhas no futuro. A propósito de castanheiros é intressante referir um exemplar que vegeta num vale profundo das montanhas do centro de Portugal.

Quando o padre Francisco Cortez comprou estas terras em 1746, este exemplar já existia. Como consequencia do solo que suportava as raízes ter sido arrastado durante anos pelas águas do regato que corre próximo, o castanheiro esteve em  risco de perecer. Em 1961, ,o então proprietário filho dum sobrinho do Padre construíu um muro de suporte e afastou a corrente do tronco salvando-o, o exemplar apresenta hoje um excelente vigor. Foi uma  das últimas tarefas que o meu avó Augusto executou, pois faleceu em Dezembro de 1961.

Curiosamente os meus avós materno e paterno nasceram neste Vale, em casas de quintas já desaparecidas. O meu Avó paterno João Fernandes Carloto, nasceu em dia de Reis de 1886 e viveu até aos 93 anos com uma lucidez e memória notáveis. Ambos os meus queridos antepassados, sabiam ler e escrever, e por isso aprendi muito com eles um desses ensinamentos foi o do respeito e admiração pelas árvores.

Quando me refiro a um castanheiro penso sempre neste. Em anos de boa produção, dá muitas dezenas de quilos de castanhas. Quem sabe se com estas novas tecnologias, os meus avós lá onde porventura continuam as longas conversas que tiveram à sombra desta árvore, possam tomar conhecimento deste escrito e ficarem a saber que o Castanheiro da Barroca continua de boa saúde. As árvores são uma fonte de inspiração, e quantas vezes nos proporcionam belas e ternas lembranças que sem elas  facilmente olvidariamos.Infelizmente o castanheiro sofre um processo de progressivo abandono.Em agosto de 2014 o aspecto da árvore e do chão onde vegeta mete dó,uma pena.As árvores também necessitam de carinho e sensibilidade dos donos para cuidarem delas.Pobre castanheiro caíu em mãos que o não merecem.

 

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