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Tudo de novo a Ocidente

Alfarrobeira numa rua da cidade

Curiosamente há pouco tempo descobri a importância da alfarrobeira, na regulação do comércio de pedras preciosas. Acreditava-se antigamente que o peso das sementes da alfarroba, fruto da alfarrobeira, seria uniforme pesando cerca de duas gramas cada, por esse motivo foram utilizadas em tempos recuados, para pesar jóias e especiarias. Em grego designa-se a semente "carat", a unidade de peso das pedras preciosas e do  ouro, continua a ser o "carat".Em Lisboa durante séculos entreposto de especiarias e preciosidades, deveria por isso existir possibilidade de facilmente obter sementes  de alfarroba ,necessárias á aferição dos actos de transacções daqueles produtos. Em Portugal a alfarrobeira é abundante no Algarve, no entanto,em povoamentos dispersos vegeta a sul das montanhas da cordilheira central. Na região da capital portuguesa deparamos com topónimos relativos a alfarrobeira alguns com importância histórica,exemplo da batalha de alfarrobeira, travada,em 1449 num local situado no município de Vila Franca de Xira.Em alguns parques e jardins de Lisboa,deparamos com alfarrobeiras. Existe em Sâo Domingos de Benfica a quinta da alfarrobeira.E na via pública? Procuramos, felizmente numa artéria de Lisboa, Estrada de Pedro Teixeira, no alto da Ajuda, sítio do Caramão próximo dum conhecido restaurante, encontramos uma alfarrobeira de provecta idade, exemplar sobrevivente dos outrora numerosos espécimes espalhados pela cidade. A alfarrobeira tem folha persistente nunca seca, justificação suficiente para dedicarmos este apontamento, a quem acintosamente no inicio deste nosso trabalho numa verrinada, manifestava a preocupação acerca do futuro de Portugal, ironizando com o conteúdo do nosso blogue. Já passou um lustro, infelizmente a escolha não se concretizou entre sobreiros e alfarrobeiras, mas na prevalência dos "chaparros".

 

 

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