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Tudo de novo a Ocidente

MISTÉRIOS DE RINCHOA - SINTRA : A POUSADA

Nome de uma rua algumas vezes, pode conduzir a equívocos, parecer desadequado.No entanto procurando conhecer a história do sítio onde deparamos a placa toponímica de orientação tudo fica claro.

No bairro de Fitares, Rinchoa, freguesia de Rio de Mouro Sintra, existe próximo do posto de correios,  Rua da Pousada.Como sabemos pousada é  casa onde se recebem hospedes, pensão ,hospedaria, local para pousar, ou seja descansar,  procurarmos nas vizinhança não encontramos nada  semelhante. Porque terá sido denominada com tal nome?

Recuando ao tempo da  quinta do Casal da Serra,adiante da rua da pousada,ano 1950 ainda resistiam ao camartelo especulativo, curioso e antigo conjunto de edificações.  Os primeiros interessados em urbanizar a zona ,pretendiam aproveitá-lo para "pousada  com fins turísticos e repouso salutar".

Mudaram  promotores, intenção esmoreceu,todavia  ideia tinha conquistado aderentes, quem concretizou a operação urbanística,não realizou a "fantasia" ironicamente foi proposto e Câmara Municipal de Sintra aceitou designar a artéria "Rua da Pousada".Se tivesse vingado  propósito inicial, da janelas seria possível admirar o bonito vale da Ribeira de Fitares.Infelizmente, aqui não "poisou "  bom gosto dos pioneiros... Fica  texto esclerecedor do "mistério"... 

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RINCHOA : URBANISMO QUE DEVERIA SER E NÃO FOI

A urbanização do território da grande Lisboa, concretamente no concelho de Sintra,foi sendo concretizada ao sabor da especulação imobiliária, para a qual a inépcia e outros "atributos" da estrutura de poder da Câmara Municipal, muito contribuiu, até  final de anos 90 do século passado.

A Rinchoa , fruto da localização privilegiada,  com chegada de Leal da Camara e amigos, gente culta , preocupada com a ocupação harmoniosa do espaço,mereceu interesse de potenciais investidores,com acuidade a partir da década de 1940.Infelizmente Leal da Camara viria a falecer em 1948,perdendo assim a povoação o defensor e guardião da estética das construções.

Um grupo de promotores pretendeu adquirir a quinta do Casal da Serra , propriedade de 25 hectares de área, colocada á venda em 1951. com intuito de na frente da referida propriedade, confinante com o apeadeiro Rio de Mouro - Rinchoa, construir vivendas, que contribuiriam para o embelezamento da encosta que se avista da via férrea.

A esta pretensão a edilidade não deu seguimento pretendido. As vivendas "sonhadas",seriam substituídas pelos "imponentes" mamarrachos ainda hoje existentes.

Afinal quem teve a responsabilidade na desordem urbanística? Os patos bravos ? A Câmara Municipal? ou ambos?...

 

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