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Tudo de novo a Ocidente

LOCAL FAMOSO DA GASTRONOMIA - RESTAURANTE ARRE MACHO

No final década 1970,  em Rio de Mouro, entre outros  de nomeada,existiu, sediado no antigo, casco urbano da freguesia, localidade hoje conhecida por Rio de Mouro (velho), restaurante conhecido em toda a região de Lisboa, frequentado por gente jovem, trabalhadora com algum poder de compra.

Ao fim de semana, normalmente, ao jantar, havia sessão de fados. Comia-se bem naquela casa,  vinho muito bom,proveniente da  zona de Alcoentre - Aveiras,   "pomada"  de estalo. A cozinha aprimorada, doses de comida generosas servidas, ambiente com toque rústico, descontraído,  ocasionavam algumas vezes ," casa cheia ", necessitando  marcação de mesa.

Encontrei, nas arrumações para entreter, cofinamento, factura de jantar,dia 13 Abril de 1974 doze dias antes da Revolução de Abril.

Refeição partilhada com minha mulher, nesta data morávamos na Rinchoa a menos de um ano, no entanto conhecia  local havia mais tempo.

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Nessa altura conduzia o meu primeiro carro, Datsun 1000, verde escuro, quatro portas radio, comprado em "primeira mão", com "fundos próprios" ,permitia mobilidade, sem depender de transportes públicos.

Estabelecimento, ficava na Rua Cupertino Ribeiro margem, esquerda, da ribeira de Rio de Mouro, junto da ponte na antiga estrada Lisboa - Sintra,  quase no inicio da  subida do Alto Forte.Chamava-se "Arre-Macho".Mudou,mais tarde, nome para Almocreve,encerrando definitivamente, no começo do presente século .

Do lugar, ficou saudade, das refeições a base de grelhados, do  ambiente;a fama do sitio,alcançava  quatro cantos da Grande Lisboa, contribuindo para guindar Rio de Mouro a estatuto de local onde seria possível degustar gastronomia de qualidade.

Aspecto do extinto. no entanto nunca esquecido ; " ARRE- MACHO ".

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JOSÉ CUPERTINO RIBEIRO JUNIOR - ILUSTRE PERSONAGEM DA HISTÓRIA DE SINTRA

Quarta - Feira 11 de Janeiro 1922, faleceu na cidade de Lisboa, tendo nascido na localidade de Pataias, conselho de Alcobaça, 15 Dezembro 1848.Republicano emérito,membro do directório incumbido de planear e realizar  revolução de 5 de Outubro de 1910.

A Junta e Assembleia de Freguesia de Rio de Rio de Mouro, concelho de Sintra, representadas pelos respectivos  presidentes ,depuseram singelo ramo de flores, na campa de Cupertino Ribeiro, no cemitério dos Prazeres,em Lisboa.

O túmulo mandado erigir pela  viúva destinado ao descanso perpétuo dos restos mortais,foi vendido por familiares, em 1983, pertence agora a outrem.

Cupertino Ribeiro, figura cimeira da história de Rio de Mouro,dono da antiga fábrica de estamparia de chitas,benemérito contribuiu com avultada quantia para construção do cemitério paroquial, proprietário de extensa quinta e mansão, ainda existentes, merece ser lembrado,foi esse dever hoje cumpriu a autarquia da nossa terra.A foto é do túmulo que foi  seu , declarado de interesse municipal pelo Município Lisboeta.

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RESGATAR A "INGRATIDÃO"

Cumpriu-se a 11 de Janeiro 95º aniversário do falecimento de José Cupertino Ribeiro, ilustre republicano, deputado a Assembleia Constituinte do parlamento da República, senador,abastado comerciante, administrador de empresas, capitalista e proprietário da fabrica de estamparia de Rio de Mouro.

Cupertino Ribeiro contribui para o desenvolvimento de Rio de Mouro, aqui possuía quinta e palácio onde residiu, custeou a construção do cemitério paroquial da freguesia, os salários pagos pela laboração da fábrica, mitigaram fome a muita gente. Fez muito pelo burgo, contrariamente a outros nomeadamente Adães Bermudes, e Francisco dos Santos, nunca esquecidos no entanto nada deram para melhoramento de Rio de Mouro.

Cupertino Ribeiro, tem o nome numa das ruas da terra, mesmo assim, divide a honra com outro. Parece  não merecia uma só para si.

Financiou a revolução de 5 de Outubro de 1910. Após a vitória, pensou ser ministro das finanças, não quiseram porque era "demasiado rico". Sendo da ala moderada do Partido Republicano Português (PRP), demitiu-se porque não seria jacobino radical. Incompreendido, abandonou a política, a junta de freguesia de Rio de Mouro nem voto de pesar exarou na acta, quando da morte.

Figura exemplar dos primórdios da República, merece a sua memória se não esfume no olvido. Cumprimos dever recordarmos a efeméride, deste modo, resgatamos um pouco da ingratidão que injustamente sofreu.A chaminé da foto, é o que resta da fábrica de Rio de Mouro.

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