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Tudo de novo a Ocidente

Relógio de Sol

O sol tem influência em todos aspectos da vida humana,fonte de calor e luz, razão da nossa existência, sem irradiação solar vivificante a vida seria impossível. Nas comunidades rurais do hemisfério norte durante séculos o ritmo das sementeiras e colheitas, acompanhava o ciclo do movimento anual aparente do astro rei.

O equinócio da primavera,alertava para a premência das sementeiras, os dias começam a crescer, a luz solar permite aproveitar melhor os dias. No começo do Verão o solstício, uma "pausa" para preparar a colheita, escolher onde acondicionar o produto do labor, passados os calores estivais, na entrada do Outono outro equinócio marca a descida do sol no horizonte a noite escura e fria volta a ganhar em duração ao dia luminoso e quente, altura de fazer balanço do resultado do ano agrícola. Finalmente o solstício do inverno, outra ocasião em que o sol parece deter-se por momentos, os povos receavam que as trevas continuassem a progredir no entanto a luz vence. Os dias principiam a proporcionar maior período de claridade o  sol no centro do cosmos eleva-se de novo e retorna a alternância eterna das estações,periodo de esperança no porvir.

A luz solar possibilitou medir o tempo,recorrendo ao avanço da sombra dum instrumento cravado sobre uma pedra na qual se gravavam as horas. Este dispositivos denominam-se relógios de sol.Outrora em grande número restam alguns exemplares como este datado de 1856 e visível "empoleirado" no beiral do telhado da capela de Nossa Senhora da Consolação, lugar de Assafora,termo de S. João das Lampas no município de Sintra, distrito de Lisboa, sítio  dos mais ocidentais do território de Portugal. Quem sabe o relógio solar mais a oeste da Europa continental, ainda a funcionar? É possível verificar a hora que obtivemos a imagem...

 

O EQUINÓCIO E CREPÚSCULO NA SERRA DE SINTRA

Por volta de 21 de Setembro, o Sol oculta-se mais a Oeste. Como oposto ao Oriente o Ocidente, relaciona-se com o corpo enquanto aquele se identifica com a alma. A estação do ano émula do ocidente, é o Outono, a que presidia o deus Dionísio ou Baco.

Segundo Plutarco, filósofo grego, Dionísio era o "SENHOR DA ÁRVORE". Chevalier e Gheerbrant (1982) consideravam-no:"o deus da vegetação da vinha e do vinho dos frutos e da renovação das estações", daí ser-lhe consagrado o Outono, porque é o recomeço da frescura e da abundância depois da secura e escassez do Verão.

Lemos algures, que "na nossa existência temos diante um sol poente e atrás as árvores da nossa vida". Caminhamos para o Ocaso, lugar do poente final, isso não significa acabar nas trevas, a beleza do crepúsculo e da sua Luz talvez signifiquem o aproximar duma outra "claridade".

Em Sintra, no Outono o pôr do sol tem uma tonalidade e beleza impares. Aqui deixamos o poente na Serra de Sintra, observado da Rinchoa. Só para contemplar esta paisagem vale a pena morar aqui. O cenário da renovação está próximo para este território, no sentido do lugar que deve ocupar, o Município mais populoso do País.

Se o mais importante são as pessoas a importância está aqui. Celebremos o EQUINÓCIO, momento de IGUALDADE porque  esse é o seu significado.

SAUDAR UMA PRIMAVERA VERDADEIRAMENTE NOVA...

 

No ciclo do tempo estamos em pleno EQUINÓCIO, o momento em que os dias passam a ter uma duração superior as noites. Isto no hemisfério norte. O prefixo EQUI significa igualdade, no momento equinocial o dia é igual à noite.

A Primavera anuncia-se no calendário! Ainda há pouco tempo, no meio rural do nosso País, se dizia que a Nossa Senhora de Março "Levava os serões e trazia as sestas", era o fim do Inverno, do pousio das terras, o ínicio dos trabalhos das sementeiras. A Primavera é uma mudança no sentido da renovação da natureza. Os ventos fortes desta Estação do Ano, têm a finalidade de promover a disseminação do pólen das plantas e fomentar assim a polinização. Sendo a única estação anual do género feminino é caprichosa e imprevisível pelo que o tempo muda com frequência...

A Primavera é um recomeço  devemos saudar a sua "vinda" porque todos as mudanças são sempre motivo para nos questionarmos e deste modo, assinalar o facto. Poderíamos usar uma das árvores notáveis já descritas neste local, seria o óbvio.

Mas esta Primavera é contudo diferente, porque sucede a um Inverno onde para além das conhecidas características da época, se assistiu a uma grande turbulência nas finanças e na economia dos Povos...motivada pela ganância desonestidade e estupidez, daqueles que esqueceram que, desde que CAIM matou ABEL o que a humanidade procura é FRATERNIDADE. Os Novos tempos estão a chegar, devemos  valorizar o SER e não quase em exclusivo o TER.

Daremos o exemplo, deixando como saudação Primaveril um conjunto de simples e vulgares malmequeres nascidos na beira de um caminho no concelho de Sintra, com o desejo que a Primavera seja verdadeiramente NOVA e a simplicidade criativa volte a ser o sal da VIDA... 

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