Quando surge possibilidade,gosto percorrer o traçado da estrada nacional nº2 (E N 2),construida no século passado para ligar as cidades de Chaves em Trás-os -Montes, a Faro capital do Algarve.
Um dia deste Outono de 2017,conduzi de Castro Verde, no distrito de Beja ,a Ferreira do Alentejo, no de Évora.O trajecto nesta época proporciona observar paisagem agradáveis que alegram a vista.
Ao quilómetro 600 da E N 2 contado a partir da cidade flaviense,deparamos com panorama dos mais bonitos desta via rodoviária.Um encanto...
Nem nas minhas mais negras cogitações pensei viver alguma vez,as agruras quotidianas com as quais sou confrontado.Sempre gostei e amo a minha Pátria, nesga de terra desde São Gregório em Melgaço ao Cabo de Santa Maria em Faro,e da foz do vianense rio Neiva a fronteira leste de Paradela no planalto mirandês, casa lusitana,humilde e acolhedora,onde nunca tive receio viver nem nos negros dias da ditadura,porque a esperança acompanhava os meus dias , com razão, tive a alegria sentir o tempo maravilhoso que Abril nos proporcionou. Nação, como escreveu Malraux,é uma comunidade de sonhos.Infelizmente aqueles esfumaram-se,a propaganda não disfarça a falta de esperança no provir ,principalmente o medo.
Tenho medo de ficar doente e não ter dinheiro para tratamento, medo reduzam cada vez mais os rendimentos ,que acreditei o estado garantiria,medo de não ser capaz de pagar a água a luz o gáz e telefone, medo que algum dos meus familiares ou amigos fiquem desempregados,medo que vigiem os passos através de facturas das poucas despesas ainda realizadas ,medo continuem a enganar acerca da verdadeira situação do País,medo aumentem os impostos os transportes água e outros serviços básicos,medo de não continuar o meu serviço de voluntariado por falta de condições,medo da violência na rua,medo da degradação dos serviços públicos por falta de gente competente e motivada,medo de andar de carro porque a maioria das pessoas não tem meios para manter as suas viaturas em condições de circularem e pagarem seguro e inspecção,medo que o predio onde vivo se degrade os condóminos não pagam as mensalidades porque não têm dinheiro ,medo se o café onde bebo a bica feche por falta de clientes,medo de andar em transportes publicos, a insegurança continua a aumentar,medo quem manda na Europa continue a castigar-nos para servimos de exemplo a outros.Medo de não haver coragem para sairmos do euro, enfim de não ser possível terminar o pesadelo.Este medo não é cobardia ou falta de coragem,é temor ansiedade fundamentada, baseada na consciência do perigo que corremos.Um dia destes receio chegar á conclusão não valer o empenho e acabo esta "página", será mau sinal ,tenho medo e pena.
Nunca desejei mal a ninguém não sou rancoroso, sei por experiência quem faz mal acabará mal, não temos dúvidas os responsáveis deste estado de medo provarão do veneno destilado, sentirão na alma o fel da amargura que distribuiram com abundância.Tudo chega para quem sabe esperar...Vamos ver!A esteva planta rustica,folhas pegajosas,e flores com pintas cor de sangue ilustra a época que atravessamos.