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Tudo de novo a Ocidente

UMA VELHA FONTE DE ALDEIA

Quando era possível passear sem peias, por onde nos apetecia, passei junto de fontanário de provecta idade, como confirma  placa, indicativa da epoca da  inauguração.

Seria dia de festa rija, melhoramento , tão relevante , para quotidiano dos aldeãos,justificava presença do Senhor Presidente da Câmara Municipal de Sintra, tocou a banda de Pêro Pinheiro; menina da escola primária, muito elegante vestindo bata branca, lavada e engomada a preceito. apresentou na bandeja de prata, tesoura corta fita.

Não faltariam discursos de circunstancia, e bênção do senhor Pároco da Freguesia.Nesse dia, quem sabe? os presentes, não imaginariam decerto,  oitenta e nove anos volvidos, a bica, estaria sem gente para encher o cântaro, nem em seu redor pessoas buscando encontrar companhia para dois dedos de conversa.

Ainda bem, o progresso ,tornou obsoleta a melhoria, desse ano 1932.Não deixa ser melancólico, e elucidativo, aquilo  acode ao pensamento, quando observei a "bica", temos ilusão tudo criamos, será eterno,  nada acabará, no entanto citando M. Djilas, "Haverá um fim para todas as coisas, amanhã ". Adeus velha fonte...

P1078351.JPG

 

Um Fontário triste.

O Jornal o Século, publicado durante mais cem anos encerrou já depois de 25 de Abril 1974, nas sequelas do "PREC" (processo revolucionário em curso). Na edição de 30 de Maio de 1956 (quarta-feira) deparamos com a seguinte notícia:

"Com a presença do Dr. César Moreira Baptista presidente da Câmara Municipal de Sintra foi inaugurado na Rinchoa um marco fontanário, em cujo frontespício se encontra representado um aspecto do Palácio Nacional de Sintra. Ao acto inaugural assistiram muitas crianças das escolas acompanhadas dos professores e as principais entidades da Freguesia (Rio de Mouro)". Um dia festivo para os moradores, o marco fontanário, ficava fronteiro ao casino da Rinchoa, (na actualidade um conhecido colégio) na confluência da Avenida dos Plátanos com a Calçada da Rinchoa. Quando foi executada a rotunda existente, pretendeu-se, simplesmente destrui-lo, ainda conseguimos que apesar de "decapitado" da parte superior, onde estava o tal frontespício, fosse  recolocado, onde se encontra, no topo dum pequeno espaço arrelvado, junto a Estrada Marquês de Pombal. Está seco, a sua estrutura de pedra lavrada foi caiada, descaracretizando-o completamente. Por incuria caiu na condição dum "fontanário triste", completa 57 anos, parabéns! Que será feito das crianças presentes e, concerteza bateram palmas com as infantis maõzinhas,  quando a água jorrou pela primeira vez na bica de pedra, iniciando um tempo em que milhares de residentes e passantes, nela mitigaram a sede!? A fonte passou a pertencer ao quotidiano dos moradores, daí o povo ter "baptizado "o espaço circundante : "Largo do Chafariz". Mais uma "memória " da nossa urbe. 

 

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