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Tudo de novo a Ocidente

CURIOSIDADES DE SINTRA - SIGNIFICADO DE ALGUEIRÃO

Habito próximo, porque  sempre pude contar com bons e leais amigos na localidade, dedico algum do meu tempo de investigação e  "peregrino" ao objectivo de conhecer mais acerca do Algueirão.

A origem do topónimo tem sido tema de desencontradas e fantasiosas congeminações. Na minha opinião,  porque observei depois de copiosas chuvas, um grande lago nos terrenos, actualmente circundantes a base aérea nº 1  também, designada da Granja do Marquês, motivo em tempos não muito distantes ser pertença da casa dos Marqueses de Pombal, consolidei convicção do étimo se relacionar com água, como agente modelador da crosta terrestre. Agora estou convicto.

No Algueirão, núcleo primitivo, deparei com artéria denominada RUA DO ALGAR, a qual termina num terreno baldio, que é nem mais nem menos, o algar que deu nome ao  "impasse". 

Algar: é cova, gruta aberta pelas enxurradas e torrentes, também designado barroca ou barranco por resultar de acção erosiva das águas; igualmente sorvedouro, tragadouro, regueiro. Curiosamente seguindo a estrada, adiante daquela rua, existe a estrada da barrosa, corruptela de barroca, finalmente no começo da descida , direcção da Granja encontramos a rua do Regadouro.

As águas escorrentes deste algar iam encher a "bacia" do Algar grande, Algarão em terrenos como referi pertencentes à Força Aérea Portuguesa. Este Algarão ou esbarrondadouro, popularmente apelidado "penico do céu" e "alguideirão " deu nome ao sítio. A característica pantanosa da região fazia dela território insalubre, em época mais recente, algumas pessoas construiram casa ou compraram quintas, usualmente pediam a protecção da Senhora da Saúde para se livrarem das maleitas.

Aqui está Algueirão desvelado sem lendas nem " arabescos" Ámen. Ilustração a rua do Algar , e o dito no presente " seco".

PC117081.JPG

PC117082.JPG

 

 

 

 

 

QUANDO "SALAZAR" ATERROU NA BASE AÉREA DA GRANJA DO MARQUÊS

A ocidente há sempre novidades, gostaríamos de partilhar uma delas com quem nos "visita".

No já distante dia 2 de Fevereiro de 1935, realizou-se no então denominado Aeródromo da  Granja do Marquês, aqui em Sintra, a cerimónia de recepção de uma nova unidade de avião destinada á Força Aérea da Armada. Por essa altura, na Europa, parecia que os ventos estavam de feição para as correntes politicas totalitárias e antidemocráticas, em Portugal os sentimentos germanófilos iam ganhando adeptos. Na Assembleia Nacional aprovou-se a lei contra as sociedades secretas visando sobretudo a maçonaria, que motivou um artigo de Fernando Pessoa insurgindo-se contra tal deliberação, publicado no Diário de Lisboa de 4 do mesmo mês. O Estado Novo "legitimado" pela Constituição Política de1933, assumia que acima de tudo se devia glorificar o seu líder. Até o Presidente da República General Carmona na sessão inaugural da Assembleia Nacional na sua mensagem afirmava"é de elementar justiça destacar a acção altamente patriótica e tão eminentemente notável, do Presidente do Conselho,António de Oliveira Salazar".

Como na ideologia do Estado Novo, a primazia devia ser dada à "existência de um Exército e de uma Armada valorizados pela posse de uma técnica perfeita e suficientemente providos de meios materiais".Dado o desafogo do Tesouro Público ter sido alcançado aqueles meios poderiam ser adquiridos, isso foi feito, assim na data referida um Sábado,poisou em Sintra uma aeronave para equipar as Forças Armadas. Os destinatários da mesma atribuíram-lhe, como homenagem "ao mago das finanças" o nome: Salazar.

E aqui fica desvendado o local onde o ditador primeiro "aterrou",há precisamente 75 anos.

 

 

Foto Propriedade do Arquivo Nacional Torre do Tombo
Título: O avião Salazar ao aterrar na Granja do Marquês, em Sintra. 

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