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Tudo de novo a Ocidente

LUA-DE-MEL DE ADÃO E EVA EM SINTRA: CONTADA POR LEAL DA CÂMARA

Leal da Câmara além de talentoso pintor, possuía um sentido de humor mordaz e caustico, sempre presente nas suas intervenções públicas. Para a palestra proferida em 1944, no âmbito do Congresso da Rinchoa, tendo como temática o desenvolvimento do Concelho de Sintra. Numa comunicação sobre a "história dos transportes para Sintra" escreveu:

 

 

"Sabem V.Xªs que o Adão, quando casou com a Dona Eva, resolveu, após o copo de água ir passar a lua de mel para um recanto sossegado, com maus caminhos, más estradas, má limpeza e outras faltas de arranjo. Hesitou, como era natural, pois tinha muito por onde escolher, mas Jeová, talvez por judiaria, disse-lhe; vai para Sintra e seu concelho. E ele assim fez. A primeira dificuldade foi o processo de deslocação, mas Adão, espírito dinâmico e inventivo criou o primeiro transporte que a humanidade conheceu: O Pédibus calcantíbus, realmente  a obra ficou de tal forma perfeita que desde então até hoje, o andar a pé, é ainda o uso de muita gente, embora com pequenas alterações que vão desde a sandália até á sola de borracha. Assim aquele ditoso casal meteu pés a caminho...e vem por aí fora a gozar a paisagem (...).

Chegaram finalmente a Sintra. As exaltações sucederam-se: isto é um paraíso, isto é o verdadeiro Éden, aqui é que vai ser o Jardim da Europa; isto vai ser a verdadeira sala de visitas, etc, etc.

Os de lá espantados com tanta admiração, fizeram um raciocínio rápido, isto é assim, então não é preciso fazer mais nada. E desde então até hoje, salvo pequenas excepções, tudo se mantém, como homenagem, a tão ilustres visitantes".

 

Uma crítica contundente, ao imobilismo e à snob indiferença que alguns sectores da sociedade da vila de Sintra, durante dilatadas épocas, trataram tudo quanto era inovação. Leal da Câmara, sátiro incorrigível não perdia oportunidade de zurzir "as gloriosas tradições do paraíso sintrense", como ironicamente, denominava aquele tipo de comportamento.Talvez por isso, a governança da vila pouco afecto dedicava ao Mestre, e à sua obra.A foto mostra a rua do Palácio valenças em 1964...

 

BUGANVÍLIA QUE É UMA ÁRVORE

 É uma planta normalmente simples arbusto,que sendo uma trepadeira, é cultivada, para servir de elemento decorativo e sebe, de jardins. As suas flores de várias cores e matizes proporcionam enquadramentos paisagisticos de grande beleza, os  espinhos duros e aguçados que crescem nos seus ramos são uma protecção contra intrusos.

Um dia destes deparamos numa rua do concelho de Sintra com uma buganvília, talvez por ter sido plantada em sítio apropriado e objecto de cuidados, atingiu a condição de árvore, o que é notável e pouco comum, daí resolvermos  partilhar a "descoberta". Terá aproximadamente cinquenta anos.

Estamos perante um arbusto que  conseguiu superar essa condição atingindo o porte duma árvore. Infelizmente,no nosso País são mais vulgares  os casos de alguns que se julgam árvores e o deveriam ser;no entanto por incuria, e minguada inteligência, acabam plantas rasteiras, insignificantes  arbustos.

Felizmente também há exemplos, como o em apreço que é possível driblar o destino como a foto ilustra. Oxalá um dia destes alguém que não goste da "notícia" derrube a planta e acaba-se a "história". Esperemos que não!

 

 

FRANCISCO DOS SANTOS O ESCULTOR SINTRENSE ESQUECIDO...

No pretérito dia 22  de  Outubro passaram 130 anos do nascimento do escultor, natural da Aldeia de Paiões Freguesia de Rio de Mouro. Propositadamente deixamos para hoje a recordação da efeméride. Ninguém se lembrou: Autarquias, Entidades Públicas...nada...

Quando da sua morte em 1930 a Câmara Municipal de Sintra, deliberou atribuir o seu nome a uma rua da Vila, mas essa artéria  não tem viva alma, parece mentira mas é assim. A casa humilde onde nasceu, ameaça ruir. As obras do Mestre, porque são belas, resistirão!

 

Nos jardins da Cidade de Lisboa, tão descuidados na actualidade, existem algumas estátuas de sua autoria, como a do PROMETEU colocada no Jardim Constantino, junto à rua Pascoal de Melo. A homenagem devida a FRANCISCO DOS SANTOS continua por realizar...

Pela nossa parte, cumprimos o dever de não olvidar o ilustre conterrâneo. E  ensinar aqueles que por extremada incultura, nada saberem, do sitio onde habitamos, nos apoucam com comentários acintosos. Somos  merecedores do respeito, que todos devemos uns aos outros. Não esquecendo os NOSSOS VALORES...estamos a exercer o direito de CIDADANIA, reafirmando  indignação perante quem com sarcasmo  mesquinho, denegriu a Nossa Terra e ofendeu os seus moradores. QUEM NÃO SE SENTE...

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